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ENTREVISTA

Entrevista | Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda | Provedoria sonha com a construção de uma Unidade de Cuidados Paliativos

2016-01-13 16:56:53

Foto SP

Entrevista | Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda | Provedoria sonha com a construção de uma Unidade de Cuidados Paliativos

António José Mota Rodrigues, de 63 anos de idade, acaba de completar o primeiro (de quatro) ano como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda (SCMA) e sonha com a construção de “uma Unidade de Cuidados Paliativos, que possa, também, dar resposta à problemática da demência”.
Completou o primeiro ano como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda. Qual é o balanço?
Posso dizer que o balanço é positivo. Esta mesa administrativa apresentou um conjunto de acções para desenvolver num mandato de quatro anos, e a verdade é que a maioria foi implementada ao final do primeiro ano. O nosso propósito passou por reorganizar os serviços sem aumentar os custos, nomeadamente com o pessoal. Procedemos a uma reorganização em termos de escalas - lavandaria, saúde e lar - e criámos novas respostas sociais de modo a responder à necessidade evidenciada pelos nossos utentes - Centro de Actividades e Lazer e a Rede Local de Intervenção Social. A valorização dos recursos humanos, a implementação do programa “Alegria e Vida”, que proporcionou férias seniores aos nossos utentes, nos Açores; o reforço da aposta na qualidade com a certificação de todas as respostas sociais; a reacreditação da área da saúde pela Joint Comission; e a criação do Grupo Coral, são objectivos que, felizmente, já concretizámos.
Quais são as maiores dificuldades na gestão de uma instituição com cerca de 420 utentes e mais de 200 colaboradores?
É a gestão de recursos humanos, que exige uma presença quase permanente. É preciso dispensar uma atenção continuada à instituição, ter um rigor muito grande e uma consciencialização enorme para a importância que é a de trabalharmos para pessoas. Depois, é necessário ter sempre um olhar muito crítico para a sustentabilidade da instituição, na vertente social e económica. Ou seja, é preciso continuar a fazer mais e melhor, gastando menos. O Estado está, cada vez mais, a desobrigar-se! E isso é uma preocupação cada vez maior.

A diminuição das comparticipações estatais e o aumento dos pedidos de auxílio, nos tempos que correm, criam dificuldades às instituições de solidariedade social. De que modo é que a SCMA tem contornado esta evidência?
A SCMA vivia muito do legado e agora, ao contrário do que as pessoas possam imaginar, isso não existe com tanta evidência, o que nos obriga a ser criativos e a procurar alternativas, que assentam na preocupação de reduzirmos custos, mantendo uma resposta de qualidade. E é de fundamental importância que estejamos atentos ao que o mercado social nos solicita.

Garantiu, em Janeiro do ano passado, aquando da posse, que “por dificuldades financeira , ninguém ficará sem apoio social”. Tem sido assim?
Tem! É obrigação da SCMA, na sua missão, dar corpo às obras de misericórdia. E sempre que é solicitada a nossa intervenção junto de pessoas que necessitem de assistência, isso é garantido de imediato. Temos vários exemplos desse procedimento, agora o que pretendemos é que o Estado também assuma as suas responsabilidades! A SCMA, por aquilo que conheço, é das instituições que menos cobra aos seus utentes de Lar, a média de comparticipação das famílias situa-se nos 470,33 euros, mas o custo que temos, por utente, é de 1.156,19 euros, sendo a comparticipação estatal de... 360 euros! Ou seja, trata-se de uma resposta cuja rentabilidade é, claramente, negativa.

A aposta na eficiência energética e na requalificação de equipamentos foram dois dos propósitos para este mandato de quatro anos. Quando é que os pensa concretizar?
Os projectos foram elaborados e concluídos no ano passado e o orçamento para 2016, num montante de quatro milhões de euros, foi elaborado com base na concretização desses objectivos. São investimentos que orçam em mais de um milhão de euros, que, esperamos, sejam comparticipados em cerca de 700.000 euros, pelo Estado e pela Câmara Municipal, sobrando, para a instituição, uma fatia superior a 300.000 euros. No polo de Barrô, independentemente da candidatura que vamos efectuar, já procedemos, em 2015, à substituição da cobertura e ao alargamento de portas do lar, num investimento de 120.000 euros.

O 2020 tem sofrido atrasos...
A programação não está, de facto, a ser cumprida. Já lá vão quase dois anos sobre o seu lançamento e parece-me que o 2020 padece, para lá dos atrasos visíveis, de obstáculos burocráticos que são difíceis de encaixar e de ultrapassar.
O Bispo de Aveiro exortou a provedoria, aquando da sua posse, a fazer um esforço por centrar a atenção nas pessoas e não nos edifícios. Tem seguido a sugestão de D. António Moiteiro?
Temos, mas para prestarmos um bom serviço e proporcionarmos o bem estar dos utentes, são precisas duas condições - bons recursos humanos e equipamentos de qualidade. A pessoa só pode ter bem estar se estiver instalada em boas condições. E a humanização dos serviços é uma preocupação permanente da provedoria, criando condições de formação aos trabalhadores, de forma a darmos a tal resposta de qualidade aos mais fragilizados que o nosso Bispo tão bem defende. Quero sublinhar que estamos a criar uma nova resposta social - a Rede Local de Intervenção Social -, para, de uma forma mais eficaz, respondermos aos desafios de D. António Moiteiro, levando os serviços da misericórdia junto daqueles que mais necessitam, num trabalho em rede.

A SCMA estaria preparada para receber o Hospital de Águeda ou é mais cómodo capitalizar a renda paga pelo Estado?
O problema até nem passa pela questão financeira, embora se trate de um assunto em que seria necessário garantir a sustentabilidade da SCMA. O problema é a continuidade da prestação dos serviços de saúde, com eficiência e qualidade, à população de Águeda e da região. Os hospitais de Anadia e da Mealhada estão sob a responsabilidade das Misericórdias e, ao que se sabe, as respostas dadas são do agrado das populações. A nossa preocupação é manter um bom diálogo, franco e aberto, com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga e isso tem sido conseguido. Existe o compromisso do presidente Aurélio Rodrigues de que logo que estiverem reunidas condições se procederá às obras de requalificação do Serviço de Urgência, com o apoio da Câmara Municipal, e isso é o que mais importa, de momento.
De que modo tem sido concretizada a cooperação entre as instituições particulares de solidariedade social, através da Rede Social e da UCIPSS?
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