Por favor vire o ecrâ na vertical para visualizar o website

INICIAR SESSÃO

REGISTAR

REPOSITÓRIO

METEOROLOGIA

Sábado

Data: 2018-11-17

Max: 20ºC

Min: 15ºC

Domingo

Data: 2018-11-18

Max: 19ºC

Min: 14ºC

Segunda-feira

Data: 2018-11-19

Max: 18ºC

Min: 11ºC

ENVIE PARA O JORNAL METEOROLOGIA ÚLTIMAS + LIDAS + PARTILHADAS HISTÓRICO DE NEWSLETTERSASSINATURA DIGITALINICIAR SESSÃOREGISTAR HISTÓRIA E ESTATUTO EDITORIAL POLITICA DE PRIVACIDADE / TERMOS DE USO FICHA TÉCNICA RELATÓRIO ANUAL DE GOVERNO SOCIETÁRIO

ENTREVISTA

ENTREVISTA | Câmara de Águeda contesta gestão da empresa Águas da Região de Aveiro

2016-02-10 10:02:49

Foto Soberania do Povo

ENTREVISTA | Câmara de Águeda contesta gestão da empresa Águas da Região de Aveiro

“Fomos eleitos para defender os interesses de Águeda e dos aguedenses e nunca abdicaremos de o fazer!”, garantiu Jorge Almeida, de 52 anos, vice-presidente da Câmara Municipal de Águeda, sobre as diferenças que opõem o município à empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA).
O autarca considerou que a empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA), de acordo com o contrato celebrado em 23 de Setembro de 2009, “tinha previsto um conjunto de investimentos que, por razões diversas, não foi concretizado, com enorme prejuízo para o município de Águeda”.
Jorge Almeida lembrou que “o concelho de Águeda teria a maior contribuição da AdRA em termos de investimentos a realizar, com cerca de 18% do conjunto de obras, sendo seguido pelos investimentos a realizar nos serviços de abastecimento de água e saneamento de águas residuais de Ovar”.
O vice-presidente da edilidade constata que “existe um desfasamento significativo entre o investimento previsto no contrato e o efectivamente realizado, até Agosto do ano passado”, concluindo que “apenas cerca de 37% dos investimentos iniciais foram cumpridos até ao Verão de 2015”.
Ou seja, “dos 23,4 milhões de euros de investimento previsto para Águeda, no período de 2010 a 2015, foram realizados, apenas, 8,7 milhões de euros, cerca de 10% do investimento que tinha sido acordado até ao final de 2020”, explicou Jorge Almeida.
Em 31 de Agosto de 2014, seis dos dez municípios abrangidos pelo sistema da AdRA tinham percentagens de cumprimento superiores às de Águeda, ao nível dos investimentos, e nem a modesta posição accionista do concelho (tem 0,49 dos 49% que cabem aos municípios), conforma o vice-presidente da autarquia.
“É uma posição francamente reduzida face ao expectável, quer devido à nossa dimensão, quer à capacidade de gerarmos rendimentos para o sistema, ainda que isso nos fosse justificado com o facto de Águeda ser o município com necessidade de receber a maior fatia de investimentos nas redes de água e de saneamento”, referiu Jorge Almeida.
“Uma justificação que cai por terra quando, depois, para fazer um pequeno investimento junto ao Instituto Duarte Lemos e ao novo Centro Escolar da Trofa, a AdRA nos tenha exigido o pagamento da fatia relativa à componente nacional, correspondente a mais de 60.000 euros”, denunciou Jorge Almeida.
“Somos, efectivamente, um dos municípios mais prejudicados com o atraso dos investimentos - outros há que têm taxas de cumprimento de 130% (Aveiro), 96% (Ílhavo) e 81% (Albergaria-a-Velha) - e seria da mais elementar justiça que fossemos compensados na definição do próximo plano de investimentos, por ocasião da revisão do Estudo de Viabilidade Económico-Financeiro (EVEF), o que não se verificou”, lamentou o número dois da Câmara de Águeda.
Da leitura dos dados da nova proposta de investimentos, constata-se que os investimentos para Águeda se encontram abaixo dos investimentos previstos até 2020 e que o investimento em alguns concelhos se aproxima bastante de Águeda, “de forma pouco razoável e perceptível, contrariando os princípios do contrato que está em vigor”, observou Jorge Almeida.

Águeda só tem 0,49% na
estrutura accionista
A AdRA possui como accionistas principais a empresa Águas de Portugal, do sector empresarial do Estado, com 51%, e os dez municípios abrangidos pelo sistema, com 49%, assim distribuídos: Aveiro (17,35%), Ílhavo e Ovar (8,28%, cada), Albergaria-a-Velha (6,37%), Estarreja (5,18%), Oliveira do Bairro (2,94%), Águeda (0,49%), Sever do Vouga, Murtosa e Vagos (0,05%, cada).
A presente disposição accionista teve como pressupostos a contribuição dos rendimentos gerados de cada município e os investimentos alocados, mas Jorge Almeida está convencido que “Águeda deveria ter uma percentagem accionista bastante superior ao que lhe foi conferido pela actual estrutura accionista da AdRA” e que, nesse sentido, “a posição do município carece de revisão”.
“Além da subvalorização observada em termos da estrutura accionista, a penalização do nosso município é ainda maior em virtude dos atrasos do investimento”, frisou o autarca, considerando que “a equidade devida na estrutura accionista e a compensação pelo atraso desses investimentos, resulta, pelas nossas contas, numa indemnização de, no mínimo, seis milhões de euros a Águeda”.

“AdRA foi uma
óptima ideia, mas...”
Jorge Almeida admite que “a AdRA foi uma óptima ideia, mas a questão da gestão é muito questionável”, chegando a considerar que se trata de “um fracasso e de uma má imagem que dificilmente se conseguirá recuperar”.
“Fomos eleitos para defender os interesses de Águeda e dos aguedenses e nunca abdicaremos de o fazer!”, concluiu Jorge Almeida, expectante quanto a esclarecimentos já solicitados à AdRA, “para que o município tome uma posição definitiva sobre esta matéria”.