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Editorial | Jorge Costa

EDITORIAL | Jorge Costa | “Dê cá um abraço!”

2019-06-04 15:36:00

Foto SP

EDITORIAL | Jorge Costa | “Dê cá um abraço!”

Quinta-feira, 30 de Maio, 8 e 51 da manhã... À medida que me aproximo da porta da redacção, ganha forma uma fragrância expansiva, tremendamente frutal, fresca e sugestiva, com o aroma característico de suculentos frutos vermelhos, que um dia descobri na Comma, do meu amigo Cristino, e que a Patrícia comercializa na Prendas & Mimos.

Sento-me em frente ao monitor de quase 22 polegadas e a primeira imagem que tenho é a do sorriso da minha médica de família, Teresa Rosmaninho, quando a meio da manhã de ontem lhe comuniquei o resultado da mais recente Tomografia por Emissão de Positrões (PET). “Dê cá um abraço!”, soltou, com ar feliz, num corredor do Centro de Saúde, abrindo os braços na minha direcção.

São episódios como este, carregados de carinho, que recordo e guardo deste percurso de um ano e oito meses em que, verdade seja dita, nem tudo foi mau. Até porque devemos ter a lucidez permanente para perceber que os bocados mais difíceis dos caminhos, também nos ajudam a amadurecer.

No dia em que regresso ao trabalho, a minha vénia é para todas as “Teresas Rosmaninhos” (a minha mãe, curiosamente, também se chama Teresa!) que me ampararam e protegeram nesta escalada e que se revelaram artífices do afago, do afecto, da estima e da ternura, minimizando todas os obstáculos que se depararam.

E quero registar, também, a notável preocupação evidenciada pelos meus colegas de trabalho (receberam-me com balões vermelhos e adoçaram-me o regresso com Judeus...), enaltecendo o redobrado esforço a que foram sujeitos em consequência da minha baixa médica de 20 meses.

Uma palavra para o admirável comportamento da Administração do “meu” jornal (António Almeida da Silva, primeiro; e Hélder Filipe Pires, depois), com um acompanhamento próximo e permanente; e com repetidos gestos da maior grandeza humana ao longo deste período mais frágil, atitudes que nunca esquecerei.

Rodopio na cadeira, abro a porta do varandim, espreito o céu azul pela janela e recordo familiar e amigos que partiram neste intervalo de tempo, deixando um rasto de saudade e um legado de dignidade, de honestidade e de verticalidade, exemplos que procurarei seguir.

Hoje percebo muitíssimo melhor a ideia de que “a verdadeira sabedoria é aquela que encontramos nas coisas simples da vida”, como apreciar o aroma do tal difusor que perfuma a redacção, ver o pôr de sol, sentir o vento no rosto, escutar o barulho do mar, ouvir o canto de um pássaro, mergulhar na frescura de uma onda ou provar a elegância de um abraço envolvente e sentido...
- JORGE COSTA