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As obras do Serviço de Urgências do Hospital Distrital de Águeda estão presas por uma armadilha burocrática. 1 . Parece mentira, mas o governo (anterior) criou o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (com Aveiro, Águeda e Estarreja), mas não nomeou a administração. Logo, não existe. O actual governo, assobiou para o lado e fez o mesmo. Isto é: nada. Resultado: o Tribunal de Contas considera que deve ser o CHBV a assumir as obras e como não existe, não assume. O prazo acaba dentro de dias e as obras "vão de vela". 2 - Os Serviços de Urgência são nucleares para a sobrevivência do hospital - que é, só, a maior riqueza de Águeda. A actual administração do HDA tem feito o que pode. E nada mais pode fazer. Mas o que faz a classe política local, sobre isto? Assobia para o lado, repete obras onde obras se fizeram, enche a agenda com compromissos banais e o essencial, o fundamental, o hospital, fica esquecido para as calendas. 3 - Entre uma e outra viagens e um discurso formal, em festa de uma qualquer associação, bem podia a classe política activa preocupar-se com a questão do hospital. Não deixem, por favor, que lhe aconteça o mesmo que ao tribunal (que era para ser novo), ao centro de transportes (que era para ser e não foi), ou à via rápida para Aveiro - que era para ser auto-estrada e se ficou elas placas descerradas, meramente como intenção. 4 - Ele há coisas, há objectivos que deveriam dar dores de cabeça - e muitas!!! - a quem se propôs servir o povo de Águeda. n CV
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(Publicado por Politicus em Fevereiro 17, 2012, 9:49 PM)