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Arrancada do Vouga: Ponte do Marnel “deu” mais um passo para ruir
A ponte de Arrancada, próximo da Junta de Freguesia de Valongo, abriu fendas bastante profundas, dando mais um passo para ruir, facto a que SP alertou na edição de 29 de Março.
«Os pegões e muros de suporte estão soltos e uma cheia pode fazer estragos», disse SP, então. E foi o que aconteceu no sábado, dia 5 de Maio, cerca das 14 horas, quando um popular detectou um enorme buraco na berma da estrada, apanhando já a via rodoviária em cerca de um metro de extensão. O buraco já tinha «engolido» área considerável de alcatrão e é perfeitamente visível a ausência de suporte de segurança, de terras ou material de construção civil. Foi dado o alarme e a GNR de imediato se deslocou para o local, evitando males maiores, com a interdição de trânsito. O nosso jornal confirmou os factos que aquela edição já denunciava. As últimas chuvas, felizmente mais abundantes (por um lado), fizeram com que as paredes laterais se separassem, principalmente a montante. Se as intempéries tivessem sido mais violentas, a ponte teria ruído por completo. O vice-presidente da Câmara (Jorge H. Almeida) e o presidente da Junta (Carlos Alberto Pereira), no local, trocaram impressões sobre a situação, dizendo este que «para resolver o problema, só uma ponte nova.» E Jorge H. Almeida mostrou-se «compreensivo e sensibilizado para o problema», segundo Carlos Alberto Pereira. Jorge H. Almeida comentou que, desde quarta-feira anterior, o pessoal da Câmara esteve lá a trabalhar e certamente não verificou esta situação e sugeriu que «agora ninguém se preocupa com a limpeza dos seus terrenos e deixa arrastar pela água todo tipo de lixo», que acaba por entupir as passagens mais estreitas. A água, é visível, chegou a bater na conduta de gás e provocar o efeito de onda, até atingir a estrada. Efectivamente, foi possível verificar vestígios da água ter passado acima da conduta de esgotos, embora, comentavam alguns dos presentes, «não se saiba como é que deixaram fazer as obras» daquela conduta pelo lado montante do rio e da ponte, tendo aquela que atravessar a estrada uma dezena de metros, antes para fazer o desvio. «Devia era passar por jusante», diziam-nos alguns moradores do local. A estrada tem enorme tráfego de veículos de toda a espécie. O encerramento, por prevenção de acidentes mais gravosos, espera-se que não seja demorado. É a via central de acesso, embora com algumas alternativas, mas difíceis para quem não conhece a freguesia. Mas quanto ao estado das pontes, na freguesia, não é só esta. A de Brunhido, como se escreveu naquela edição de SP, corre os mesmos riscos, bem como outras que se encontram no percurso Valongo-Macinhata e até a ponte sobre o caminho-de-ferro, em Carvalhal da Portela, que foi danificada há já umas dezenas de anos, e o suporte de segurança da berma direita, no sentido Macinhata-Vouga, continua sem uma reparação. n JM FERREIRA
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