O Euro 2008 visto do sofá!
“Os portugueses têm um pequeno país para nascer e o mundo todo para morrer” Padre António Vieira “Sermão de Santo António aos peixes”
E asim se “morreu”, quando os alemães nos puseram os patins, no último jogo dos quartos de final deste Euro 2008. Portugueses unidos, às vezes são vencidos… Tive pena. Principalmente dos compatriotas da diáspora que, por estarem longe, têm no coração um amor à terra natal, mais palpitante de carinho que nós, os cá de dentro. Queridos compatriotas que devem ter sofrido mais, mundo fora, pela derrota dos seus “meninos” da selecção, que nós, portugueses do rincãozinho, que, além das aflições, futebolísticas, levamos dia sim-dia- -sim com as que o governo nos impõe. A nossa vingança é que a entretenga do Euro foi para as cucuías e o dito governo fica de novo na mira do pessoal! É caso para Sócrates ter vários ataques de urticária! E agora, desculpem lá. Também quero mandar os meus bitatites sobre o jogo, com “aquele gente”. Um aviso, entretanto: nem sequer sou treinadora de bancada. Quando muito, de sofá e só há um mês é que percebi, realmente, quando é que um jogador está fora de jogo e foi precisa toda a paciência e persistência do meu marido, que deve ter transpirado até que eu atinasse… O futebol, para mim, é cem por cento clubista. Não percebo nada de tácticas ou de técnicas. Só vejo a “toada”, ou seja o movimento (nisso acontece-me o mesmo com a música: a toada e o ritmo são o que levam a gostar ou não. Na música cantada, também é muito importante a letra!). Voltando ao assunto principal: não sou, ainda assim, tão cegueta que não me palpite quando é penalty ou quando as sarrafadas entre adversários merecem ou não castigo. Pareceu-me que o árbitro foi mais cegueta que eu, nesse aspecto; eu, que estou habituadíssima a árbitros ceguetas, já que vivo rodeada de “leões”… Jogámos contra uma equipa de “armários brancos” que, se fossem mal intencionados, podiam cegar um dos nossos com uma cotovelada. Arianos puros, o que, à partida, me provoca sempre azia. Até jogámos bem - opinião própria! - no meio campo (aquele Deco é uma preciosidade!) e no ataque, embora neste aspecto a pontaria deixe muito a desejar, em ocasiões propícias. Cristiano, o deus, não esteve definitivamente no Olimpo. E o Ricardo querido do “tio” Scolari fez-lhe cá uma desfeita! Assim como, de certo modo, a restante defesa (vá lá que o Pepe, ainda assim…) que parecia encandeada pelo azul claro refulgente dos olhos das bizarmas atacantes. Foram bons os golos, parabéns Nuninho, parabéns Postiga. Bom, também, foi ver os alemães a deitarem os bofes pela boca lá, para o fim do jogo: arrastar aquelas “toneladas” todas não deve ser pera doce!
PS: Acaba de ouvir o nosso Presidente da República dizer que também é treinador de sófá… Estou bem acompanhada.
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