Paulo Matos
EM 2029 ELEIÇÃO AUTÁRQUICA SERÁ MAIS IMPORTANTE EM ÁGUEDA
03 de setembro de 2025Sem desvalorizar as próximas eleições autárquicas, considero que daqui a quatro anos (2029) a eleição autárquica em Águeda será mais decisiva, até porque Jorge Almeida vai para o seu último mandato e então colocar-se-á a questão da sua sucessão.
Toda a gente conhece as reservas que sempre coloquei à capitulação do PSD de Águeda perante o movimento independente “Juntos” e a perda de identidade que isso significa essencialmente para o partido.
No mandato anterior, o PSD de Águeda, influenciado pelas estruturas partidárias distritais e nacionais, deliberou não apresentar candidatura própria, preferindo apanhar o comboio do poder que lhe fugia há quatro mandatos, emprestando a sua marca ao movimento independente, numa coligação formal entre o PSD e o MPT.
O casamento, ainda que por conveniência, com todas as suas virtudes e defeitos, tem dado resultados, e ainda não tem alternativa consistente.
Estou até convicto que nem o movimento “Juntos” continuaria a ganhar eleições se não fosse a aliança com o PSD, nem o PSD ganharia eleições sozinho.
Todavia, em Política, as estratégias de “conveniência” podem dar frutos a curto e médio prazo, mas não dão garantias de longevidade eterna.
O movimento independente nunca abdicou da sua posição de comando, traduzida de resto na designação “Juntos por Águeda”, acompanhada de um minúsculo e quase invisível símbolo do PSD, quando seria expectável que fosse o PSD a liderar a coligação e não o contrário.
Vejo por isso, com desencanto que, mais uma vez, o PSD, apesar de indicar elementos escolhidos por si às listas candidatas aos órgãos autárquicos, alguns repetentes, e outros estreantes, sobretudo jovens (o que em si é um sinal positivo para futuro), nunca tenha conseguido assumir a liderança da coligação, aceitando manter-se numa posição de subalternidade, em desonra do seu legado histórico.
Ainda assim a coligação terá novo sucesso eleitoral muito à custa da popularidade do Presidente Jorge Almeida, da projeção da imagem festiva, lúdica e cultural do concelho, bem como da obra concretizada em algumas freguesias e do trabalho dos seus presidentes.
Atento o estado atual da nossa democracia de partidos, a precisar de refundação, não me causa entusiasmo a existência de candidaturas independentes apoiadas por partidos políticos.
Prefiro, de longe, candidaturas de partidos políticos com apoio e integração de independentes, fenómeno que de resto tem aumentado no país, mais por força da erosão dos partidos tradicionais, demasiado tomados por interesses e clientelas, do que pelos méritos daqueles.
Sim, é verdade que ao nível local o voto vai mais pelas pessoas do que pelos símbolos.
Todavia, o que sempre me causou repulsa é a falta de pudor de algumas pessoas que mudam de símbolo como quem muda de camisa, para manter as suas posições políticas e, não raro, os seus empregos, estatuto ou protagonismo, apresentando candidaturas por partidos diversos dos da sua origem, ou dos que os renegaram, indo a votos mais por interesse pessoal, vingança ou ressentimento, do que por genuína vontade de lutar pelos seus concelhos.
Desejo, apesar de tudo, que a campanha eleitoral autárquica decorra com elevação e seriedade, e que em 2029 haja uma melhor redefinição do quadro partidário e das candidaturas autárquicas em Águeda, com novos protagonistas, uma nova ambição e um novo desígnio.
Toda a gente conhece as reservas que sempre coloquei à capitulação do PSD de Águeda perante o movimento independente “Juntos” e a perda de identidade que isso significa essencialmente para o partido.
No mandato anterior, o PSD de Águeda, influenciado pelas estruturas partidárias distritais e nacionais, deliberou não apresentar candidatura própria, preferindo apanhar o comboio do poder que lhe fugia há quatro mandatos, emprestando a sua marca ao movimento independente, numa coligação formal entre o PSD e o MPT.
O casamento, ainda que por conveniência, com todas as suas virtudes e defeitos, tem dado resultados, e ainda não tem alternativa consistente.
Estou até convicto que nem o movimento “Juntos” continuaria a ganhar eleições se não fosse a aliança com o PSD, nem o PSD ganharia eleições sozinho.
Todavia, em Política, as estratégias de “conveniência” podem dar frutos a curto e médio prazo, mas não dão garantias de longevidade eterna.
O movimento independente nunca abdicou da sua posição de comando, traduzida de resto na designação “Juntos por Águeda”, acompanhada de um minúsculo e quase invisível símbolo do PSD, quando seria expectável que fosse o PSD a liderar a coligação e não o contrário.
Vejo por isso, com desencanto que, mais uma vez, o PSD, apesar de indicar elementos escolhidos por si às listas candidatas aos órgãos autárquicos, alguns repetentes, e outros estreantes, sobretudo jovens (o que em si é um sinal positivo para futuro), nunca tenha conseguido assumir a liderança da coligação, aceitando manter-se numa posição de subalternidade, em desonra do seu legado histórico.
Ainda assim a coligação terá novo sucesso eleitoral muito à custa da popularidade do Presidente Jorge Almeida, da projeção da imagem festiva, lúdica e cultural do concelho, bem como da obra concretizada em algumas freguesias e do trabalho dos seus presidentes.
Atento o estado atual da nossa democracia de partidos, a precisar de refundação, não me causa entusiasmo a existência de candidaturas independentes apoiadas por partidos políticos.
Prefiro, de longe, candidaturas de partidos políticos com apoio e integração de independentes, fenómeno que de resto tem aumentado no país, mais por força da erosão dos partidos tradicionais, demasiado tomados por interesses e clientelas, do que pelos méritos daqueles.
Sim, é verdade que ao nível local o voto vai mais pelas pessoas do que pelos símbolos.
Todavia, o que sempre me causou repulsa é a falta de pudor de algumas pessoas que mudam de símbolo como quem muda de camisa, para manter as suas posições políticas e, não raro, os seus empregos, estatuto ou protagonismo, apresentando candidaturas por partidos diversos dos da sua origem, ou dos que os renegaram, indo a votos mais por interesse pessoal, vingança ou ressentimento, do que por genuína vontade de lutar pelos seus concelhos.
Desejo, apesar de tudo, que a campanha eleitoral autárquica decorra com elevação e seriedade, e que em 2029 haja uma melhor redefinição do quadro partidário e das candidaturas autárquicas em Águeda, com novos protagonistas, uma nova ambição e um novo desígnio.

