Luis Gonzaga Grego
Carta de princípios.
26 de novembro de 2025A minha infância foi forjada entre a liberdade e o cuidado de não dizer lá fora aquilo que se conversava em casa, sob vigilância apertada da minha mãe. Ao colo do meu pai aprendi a ler. Devo ter começado pelo jornal “A Bola”. Ainda de cueiros adquiri a confiança suficiente e passei para os Miller e Hemingway que havia lá em casa. Nunca mais parei.
Tenho um profundo respeito por quem lê, por quem escreve, por quem se dá à morte.
“E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. John Donne inspirou o título do livro e a frase acompanha-me desde tenra idade. Motiva-me, dá-me confiança, faz-me parecer maior do que aquilo que realmente sou. Autoestima.
Aterrei em Lisboa e no momento seguinte encontrava-me nos Salesianos, na cidade do Porto, bebendo a doutrina de D. Bosco e assimilando os valores verdadeiros da ética cristã pura. O judaísmo conquistou-me muito pelas reflexões rabínicas.
No Sardão passei para um nível superior, tinha um rio ao pé de casa e, outras tantas vezes, dentro de casa. Fiz amigos para a vida, quase todos de Águeda.
À noite, à beira rio era a hora da pesca. Enguias de preferência numa bela caldeirada. Aprendíamos com os mais velhos, um saber que se transmitia, aprender a fazer, fazendo. Era a verdadeira escola da vida.
A asneira e o disparate são o sal e a pimenta da vida.
O Paulo Matos foi um dos jovens da JSD à época, cruzámo-nos em listas separadas para a concelhia mas a social democracia estava lá.
Encontrámo-nos num almoço para festejar o último, até agora, título do Glorioso. O seu benfiquismo só tem comparação com a sua dedicação ao partido e, por maioria de razão, a Águeda.
Ganhou o direito e tem a experiência necessária para poder escrever, crónicas de opinião, histórias, reflexões políticas, tudo aquilo que estiver protocolado entre ambos, cronista e director do Jornal.
Não temos que concordar com os cronistas, já defendi a publicação de textos nos quais não me revejo.
A última prosa do Paulo Matos foi atacada nas redes sociais, com recados e pedidos de decoro, com análises de superficialidade, de vazio entre linhas, pedidos de respeito pela política, pelos leitores, pelos eleitores e pelos militantes.
Cristina Gameiro, os eleitores e os militantes responderam há pouco tempo, nas urnas, os leitores estão maioritariamente satisfeitos com o caminho que a Soberania do Povo vem seguindo desde que se recentrou no jornalismo. Sobre os militantes o Paulo Matos tem sabido interpretar os seus anseios porque ao fim de tantos anos ainda está no activo.
Eu percebo que queira atacar tudo e todos, percebo que esteja numa cruzada de purificação espiritual à qual nem o arrumador escapa.
Sentiu necessidade de dar o seu próprio testemunho sobre a ignóbil criatura, expôr todos os seus defeitos, contar o seu passado, nas suas crónicas do éter. Sobre ele, o arrumador, no fim da pirâmide.
Ser forte com os fracos é, essa sim, uma miséria moral.
Essa é, também, a diferença entre a prosa do Paulo Matos e a sua.
Tenho um profundo respeito por quem lê, por quem escreve, por quem se dá à morte.
“E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”. John Donne inspirou o título do livro e a frase acompanha-me desde tenra idade. Motiva-me, dá-me confiança, faz-me parecer maior do que aquilo que realmente sou. Autoestima.
Aterrei em Lisboa e no momento seguinte encontrava-me nos Salesianos, na cidade do Porto, bebendo a doutrina de D. Bosco e assimilando os valores verdadeiros da ética cristã pura. O judaísmo conquistou-me muito pelas reflexões rabínicas.
No Sardão passei para um nível superior, tinha um rio ao pé de casa e, outras tantas vezes, dentro de casa. Fiz amigos para a vida, quase todos de Águeda.
À noite, à beira rio era a hora da pesca. Enguias de preferência numa bela caldeirada. Aprendíamos com os mais velhos, um saber que se transmitia, aprender a fazer, fazendo. Era a verdadeira escola da vida.
A asneira e o disparate são o sal e a pimenta da vida.
O Paulo Matos foi um dos jovens da JSD à época, cruzámo-nos em listas separadas para a concelhia mas a social democracia estava lá.
Encontrámo-nos num almoço para festejar o último, até agora, título do Glorioso. O seu benfiquismo só tem comparação com a sua dedicação ao partido e, por maioria de razão, a Águeda.
Ganhou o direito e tem a experiência necessária para poder escrever, crónicas de opinião, histórias, reflexões políticas, tudo aquilo que estiver protocolado entre ambos, cronista e director do Jornal.
Não temos que concordar com os cronistas, já defendi a publicação de textos nos quais não me revejo.
A última prosa do Paulo Matos foi atacada nas redes sociais, com recados e pedidos de decoro, com análises de superficialidade, de vazio entre linhas, pedidos de respeito pela política, pelos leitores, pelos eleitores e pelos militantes.
Cristina Gameiro, os eleitores e os militantes responderam há pouco tempo, nas urnas, os leitores estão maioritariamente satisfeitos com o caminho que a Soberania do Povo vem seguindo desde que se recentrou no jornalismo. Sobre os militantes o Paulo Matos tem sabido interpretar os seus anseios porque ao fim de tantos anos ainda está no activo.
Eu percebo que queira atacar tudo e todos, percebo que esteja numa cruzada de purificação espiritual à qual nem o arrumador escapa.
Sentiu necessidade de dar o seu próprio testemunho sobre a ignóbil criatura, expôr todos os seus defeitos, contar o seu passado, nas suas crónicas do éter. Sobre ele, o arrumador, no fim da pirâmide.
Ser forte com os fracos é, essa sim, uma miséria moral.
Essa é, também, a diferença entre a prosa do Paulo Matos e a sua.

