CULTURA
Marcos Marques em dose dupla no Politeama com “Hércules” e “Carmen Miranda”
04 de fevereiro de 2026O ator e criador português Marcos Marques, de Barrô, encontra-se atualmente em cena no Teatro Politeama, em Lisboa, integrando duas das maiores produções em exibição: “Hércules – O Musical Heroico” e “Carmen Miranda – O Grande Musical”, ambas com encenação de Filipe La Féria. Dois espetáculos de grande dimensão, com universos cénicos distintos, que colocam o intérprete perante desafios artísticos intensos e contrastantes.
Em Hércules, Marcos Marques dá vida a Hades, o Deus do Submundo e principal vilão da história. Trata-se de uma personagem sombria, mas profundamente carismática, marcada pela ironia, sarcasmo e um humor ácido que a afasta da caricatura simplista. “Apesar de ser uma figura muito sombria, destaca-se pelo carisma e ironia”, explica o ator, sublinhando a complexidade do papel.
CORPO, VOZ E FIGURINO NA CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM
O processo de construção de Hades revelou-se particularmente exigente, tanto a nível vocal como físico. Desde o início dos ensaios, em setembro, o trabalho centrou-se na criação de uma identidade própria para a personagem, afastando-se de referências pré-existentes. “Quis afastar-me da referência que tinha do filme da Disney e decidi construir a minha própria interpretação do Hades”, afirma. Um dos grandes desafios passou por encontrar a voz certa e uma gargalhada característica, elementos fundamentais para dar consistência à figura.
A composição física assumiu também um papel central. A movimentação, os gestos, a postura e o tempo de reação em cena foram cuidadosamente desenhados para criar uma presença simultaneamente ameaçadora, sedutora e divertida. A estes elementos juntou-se um figurino altamente estilizado, determinante para a construção final da personagem. Com cerca de 10 quilos, maquilhagem exagerada e uma peruca roxa em forma de chamas, com 45 centímetros de altura, o figurino tornou-se “quase uma extensão do corpo e da personalidade de Hades”.
Leia o artigo completo na edição n.º 9414 de Soberania do Povo, impressa ou digital e fique a saber mais sobre as peças em cena
Em Hércules, Marcos Marques dá vida a Hades, o Deus do Submundo e principal vilão da história. Trata-se de uma personagem sombria, mas profundamente carismática, marcada pela ironia, sarcasmo e um humor ácido que a afasta da caricatura simplista. “Apesar de ser uma figura muito sombria, destaca-se pelo carisma e ironia”, explica o ator, sublinhando a complexidade do papel.
CORPO, VOZ E FIGURINO NA CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM
O processo de construção de Hades revelou-se particularmente exigente, tanto a nível vocal como físico. Desde o início dos ensaios, em setembro, o trabalho centrou-se na criação de uma identidade própria para a personagem, afastando-se de referências pré-existentes. “Quis afastar-me da referência que tinha do filme da Disney e decidi construir a minha própria interpretação do Hades”, afirma. Um dos grandes desafios passou por encontrar a voz certa e uma gargalhada característica, elementos fundamentais para dar consistência à figura.
A composição física assumiu também um papel central. A movimentação, os gestos, a postura e o tempo de reação em cena foram cuidadosamente desenhados para criar uma presença simultaneamente ameaçadora, sedutora e divertida. A estes elementos juntou-se um figurino altamente estilizado, determinante para a construção final da personagem. Com cerca de 10 quilos, maquilhagem exagerada e uma peruca roxa em forma de chamas, com 45 centímetros de altura, o figurino tornou-se “quase uma extensão do corpo e da personalidade de Hades”.
Leia o artigo completo na edição n.º 9414 de Soberania do Povo, impressa ou digital e fique a saber mais sobre as peças em cena

