Alberto Marques
MEA CULPA @ÁGUEDA.PT
04 de fevereiro de 2026Há uns anos, talvez há cerca de uma década, manifestei na Assembleia Municipal algumas reservas relativamente ao, então, projecto do Centro de Artes de Águeda.
A obra era uma das “bandeiras” dos executivos de Gil Nadais e tinha um orçamento inicial previsto a rondar os 2,5 milhões de euros. Como quase todos os municípios do país, Águeda não nadava em dinheiro e este valor consumiria uma parte considerável do orçamento municipal.
Na altura, Gil Nadais retorquia com a possibilidade de obtenção de financiamento específico para esta obra, o que reduziria substancialmente os custos para o município.
Na verdade, a obra do CAA acabou por não ser elegível para quaisquer apoios e “derrapou” para o dobro, ficando muito perto dos 5 milhões de euros. Isto, sem contar com os custos de programação e manutenção do equipamento, orçados em várias dezenas (?) de milhares de euros anuais. Perante tamanhos compromissos e tantas incertezas quanto à sustentabilidade, as minhas reservas eram muitas e cheguei a pôr em causa a obra naquele formato. E não estava sozinho nestas reservas, como se viu em vários debates na AM e artigos na comunicação social da época.
O futuro, no entanto, veio dar razão a Gil Nadais e origem ao meu sentido mea culpa. Não tenho qualquer problema em admitir que estava errado e que o CAA é uma enorme mais-valia para os aguedenses e uma referência incontornável a nível nacional, com utilizações altamente versáteis, espectáculos musicais, teatro, stand-up, cinema, eventos do município e de muitas instituições do concelho, encontros empresariais, congressos, etc…
Águeda tem actualmente uma excelente e eclética oferta cultural, proporcionando, a preços módicos, espectáculos habitualmente limitados às grandes cidades. A isto, acrescentam-se os rasgados elogios da comunidade artística às excelentes condições técnicas do equipamento, o que contribui para este círculo virtuoso que coloca o CAA na rota dos melhores artistas.
Tenho sido, com a minha família, “cliente frequente” do CAA ao qual não poupo elogios. O meu filho, inclusive, tem lá ido imensas vezes, tanto para assistir a espectáculos como para actuar no âmbito da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, da ESAP e do Conservatório de Música de Águeda. Consultar a programação do CAA e comprar bilhetes antecipadamente já se tornou uma saudável rotina, que recomendo vivamente a todos os aguedenses…
Nota: O autor escreve de acordo com a antiga grafia, que é como quem diz, em português.
A obra era uma das “bandeiras” dos executivos de Gil Nadais e tinha um orçamento inicial previsto a rondar os 2,5 milhões de euros. Como quase todos os municípios do país, Águeda não nadava em dinheiro e este valor consumiria uma parte considerável do orçamento municipal.
Na altura, Gil Nadais retorquia com a possibilidade de obtenção de financiamento específico para esta obra, o que reduziria substancialmente os custos para o município.
Na verdade, a obra do CAA acabou por não ser elegível para quaisquer apoios e “derrapou” para o dobro, ficando muito perto dos 5 milhões de euros. Isto, sem contar com os custos de programação e manutenção do equipamento, orçados em várias dezenas (?) de milhares de euros anuais. Perante tamanhos compromissos e tantas incertezas quanto à sustentabilidade, as minhas reservas eram muitas e cheguei a pôr em causa a obra naquele formato. E não estava sozinho nestas reservas, como se viu em vários debates na AM e artigos na comunicação social da época.
O futuro, no entanto, veio dar razão a Gil Nadais e origem ao meu sentido mea culpa. Não tenho qualquer problema em admitir que estava errado e que o CAA é uma enorme mais-valia para os aguedenses e uma referência incontornável a nível nacional, com utilizações altamente versáteis, espectáculos musicais, teatro, stand-up, cinema, eventos do município e de muitas instituições do concelho, encontros empresariais, congressos, etc…
Águeda tem actualmente uma excelente e eclética oferta cultural, proporcionando, a preços módicos, espectáculos habitualmente limitados às grandes cidades. A isto, acrescentam-se os rasgados elogios da comunidade artística às excelentes condições técnicas do equipamento, o que contribui para este círculo virtuoso que coloca o CAA na rota dos melhores artistas.
Tenho sido, com a minha família, “cliente frequente” do CAA ao qual não poupo elogios. O meu filho, inclusive, tem lá ido imensas vezes, tanto para assistir a espectáculos como para actuar no âmbito da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, da ESAP e do Conservatório de Música de Águeda. Consultar a programação do CAA e comprar bilhetes antecipadamente já se tornou uma saudável rotina, que recomendo vivamente a todos os aguedenses…
Nota: O autor escreve de acordo com a antiga grafia, que é como quem diz, em português.

