Samuel Caetano Vilela...Ponto de Vista
SEM MARGEM DE ERRO
04 de junho de 2025O país ainda está a digerir o resultado das eleições legislativas, marcado pelo crescimento avassalador do Chega. Multiplicam-se análises, procuram-se culpados. Há quem não saiba perder, e também o risco de haver quem não saiba ganhar.
A vitória da AD – PSD/CDS foi a reeleição mais escassa de um Primeiro-Ministro na história da nossa democracia. Só parece uma grande vitória, porque o PS teve uma grande derrota. E isto obriga a olhar com seriedade para a eficácia das políticas em curso.
O Chega é, como lhe chamou Rui Rio, uma federação de descontentes. E, infelizmente, os motivos de descontentamento não desaparecem à velocidade que seria desejável, por melhor que seja a governação. Ainda assim, o mínimo que se exige é que as respostas sejam sérias, bem desenhadas e eficazes.
Durante a campanha, muitos idosos abordaram Luís Montenegro com queixas sobre o Complemento Solidário para Idosos. E com razão, porque 5% do valor patrimonial da casa onde vivem conta como “rendimento”. Logo, alguém com uma pensão à volta de apenas 5 mil euros por ano fica provavelmente excluído.
O mesmo se passa com os apoios a estudantes deslocados no Ensino Superior. Eficazes no papel, mas de difícil acesso para quem vive em quartos sem contrato nem recibo, o que se estima ser cerca de metade da oferta. Quando fui estudante, não conseguir vaga numa residência estudantil era critério suficiente para receber uma compensação.
Ainda sobre habitação jovem, a isenção fiscal e as garantias públicas ajudaram, mas só nos primeiros meses. Ao estimular apenas a procura, sem criar nova oferta, o preço das casas subiu ainda mais. Isto é prejudicial, sobretudo para quem já tem mais de 35 anos e não beneficia de qualquer tipo de apoio.
Medidas com boas intenções, mas que falham na prática, alimentam o que o Chega mais explora: a frustração, o descontentamento, a impaciência e da falta de perspetivas! Se a AD governar para a perceção e não para o impacto real, o desfecho será igual ao do PS. Fica o alerta.
A vitória da AD – PSD/CDS foi a reeleição mais escassa de um Primeiro-Ministro na história da nossa democracia. Só parece uma grande vitória, porque o PS teve uma grande derrota. E isto obriga a olhar com seriedade para a eficácia das políticas em curso.
O Chega é, como lhe chamou Rui Rio, uma federação de descontentes. E, infelizmente, os motivos de descontentamento não desaparecem à velocidade que seria desejável, por melhor que seja a governação. Ainda assim, o mínimo que se exige é que as respostas sejam sérias, bem desenhadas e eficazes.
Durante a campanha, muitos idosos abordaram Luís Montenegro com queixas sobre o Complemento Solidário para Idosos. E com razão, porque 5% do valor patrimonial da casa onde vivem conta como “rendimento”. Logo, alguém com uma pensão à volta de apenas 5 mil euros por ano fica provavelmente excluído.
O mesmo se passa com os apoios a estudantes deslocados no Ensino Superior. Eficazes no papel, mas de difícil acesso para quem vive em quartos sem contrato nem recibo, o que se estima ser cerca de metade da oferta. Quando fui estudante, não conseguir vaga numa residência estudantil era critério suficiente para receber uma compensação.
Ainda sobre habitação jovem, a isenção fiscal e as garantias públicas ajudaram, mas só nos primeiros meses. Ao estimular apenas a procura, sem criar nova oferta, o preço das casas subiu ainda mais. Isto é prejudicial, sobretudo para quem já tem mais de 35 anos e não beneficia de qualquer tipo de apoio.
Medidas com boas intenções, mas que falham na prática, alimentam o que o Chega mais explora: a frustração, o descontentamento, a impaciência e da falta de perspetivas! Se a AD governar para a perceção e não para o impacto real, o desfecho será igual ao do PS. Fica o alerta.

