Susana Lamas .. Entre linhas
SE ISTO É VIVER MELHOR, PORQUE É QUE NOS SENTIMOS SEMPRE TÃO CANSADOS?
02 de abril de 2026O despertador toca. Ainda antes de sair da cama, já há notificações para ver, mensagens por responder, pequenos assuntos que pedem atenção. O dia começa e começa com pressa.
Entre trabalho, compromissos e tarefas que parecem não ter fim, as horas passam sem darmos conta. Há sempre mais qualquer coisa para fazer, mais um detalhe por resolver, mais uma preocupação à espera. E, quando finalmente chega ao fim, o que sobra, muitas vezes, é apenas cansaço.
Não é um cansaço fora do normal. É aquele que se tornou habitual. Que aparece todos os dias, quase sem surpresa. Que se instala e vai ficando, como se fizesse parte da rotina.
Pelo meio, pequenas coisas vão sendo adiadas. Um café com mais tempo. Uma conversa sem interrupções. Um momento de pausa. Não porque não sejam importantes, mas porque raramente parecem urgentes.
E assim, quase sem darmos conta, vamos vivendo a um ritmo constante, onde parar começa a parecer um luxo e abrandar uma exceção.
Mas talvez a questão não esteja apenas na quantidade de coisas que fazemos. Talvez esteja na forma como ocupamos os nossos dias, na forma como distribuímos o tempo, a atenção e a energia.
Porque, no meio dessa pressa contínua, aquilo que mais nos sustenta é muitas vezes o primeiro a ficar para depois. O descanso que não chega, o tempo que não se dá, a presença que se adia.
E talvez seja por isso que, mesmo quando tudo parece estar a funcionar, algo continua a não encaixar.
Viver melhor não será só ter mais facilidades. Será também conseguir reconhecer o que realmente importa e não o deixar sempre para mais tarde.
Porque, no meio de tudo o que fazemos, há uma pergunta simples que merece, pelo menos, um momento de atenção: se isto é viver melhor… porque é que nos sentimos sempre tão cansados?
Talvez seja essa a pergunta que ainda não tivemos tempo de responder.
Entre trabalho, compromissos e tarefas que parecem não ter fim, as horas passam sem darmos conta. Há sempre mais qualquer coisa para fazer, mais um detalhe por resolver, mais uma preocupação à espera. E, quando finalmente chega ao fim, o que sobra, muitas vezes, é apenas cansaço.
Não é um cansaço fora do normal. É aquele que se tornou habitual. Que aparece todos os dias, quase sem surpresa. Que se instala e vai ficando, como se fizesse parte da rotina.
Pelo meio, pequenas coisas vão sendo adiadas. Um café com mais tempo. Uma conversa sem interrupções. Um momento de pausa. Não porque não sejam importantes, mas porque raramente parecem urgentes.
E assim, quase sem darmos conta, vamos vivendo a um ritmo constante, onde parar começa a parecer um luxo e abrandar uma exceção.
Mas talvez a questão não esteja apenas na quantidade de coisas que fazemos. Talvez esteja na forma como ocupamos os nossos dias, na forma como distribuímos o tempo, a atenção e a energia.
Porque, no meio dessa pressa contínua, aquilo que mais nos sustenta é muitas vezes o primeiro a ficar para depois. O descanso que não chega, o tempo que não se dá, a presença que se adia.
E talvez seja por isso que, mesmo quando tudo parece estar a funcionar, algo continua a não encaixar.
Viver melhor não será só ter mais facilidades. Será também conseguir reconhecer o que realmente importa e não o deixar sempre para mais tarde.
Porque, no meio de tudo o que fazemos, há uma pergunta simples que merece, pelo menos, um momento de atenção: se isto é viver melhor… porque é que nos sentimos sempre tão cansados?
Talvez seja essa a pergunta que ainda não tivemos tempo de responder.

