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Luísa Mello

OPINIÃO PRÓPRIA | Luisa Mello | Operação Robin dos Bosques

2019-07-10 13:52:44

FOTO SP

OPINIÃO PRÓPRIA | Luisa Mello | Operação Robin dos Bosques

Uma tarde destas dei comigo a rir quase até às lágrimas com as imagens que um qualquer noticiário televisivo passava perante os meus olhos. O mais curioso é que o assunto que lhes estava subjacente não era de modo algum cómico. Há coisas assim: coisas sérias com imagens a puxar o riso. Valha-nos isso. Que vi eu nesses conformes? Estrada a puxar para local de romaria: agentes da GNR em serviço de trânsito, agentes de diferente função que a princípio não logrei perceber qual, viaturas em quantidade apreciável estacionadas, uma balbúrdia. O que me pôs a rir foi a camioneta, branca, alta, a despejar dois cavalos de porte apreciável no meio do "arraial". O proprietário não sei se dos cavalos, da camioneta, se de ambos, senhor baixo e entroncado, nem novo nem velho, a puxá-los pela arreata pelo meio da estrada e da confusão com ar de quem está zangado com Deus e com o diabo, nitidamente a bufar, a boca a abrir e a fechar chamando nomes a ambos e sabe-se lá que demais autoridades e ainda bem que a televisão lhes não pôs som em prol da decência e dos bons costumes. Basta imaginar o que saía da boca do infeliz cidadão. Não sabia que o Fisco andava estradas fora em dia movimentado, costas protegidas pelos legítimos agentes de trânsito. Não sei eu como aquela indecente "estrangeirinha" foi combinada nem com licença de quem. Não estranho que Centeno ande aí metido... Se não, as minhas desculpas mas, como se dizia nos idos do tempo, "cesteiro que faz um cesto faz cem". Aqueles bolsos governamentais são poços sem fundo. A mim espanta-me que o fisco não tenha ficado também com os cavalos, talvez a ração se tornasse dispendiosa. O homem, esse sim, é que viu a carrinha apreendida, toma lá que quem se mete em dívidas aos angariadores-móres, na estrada, nas repartições, nos recibos da electricidade, da água, do gás, em todas as facturas, que nos aparecem em casa, sujeita-se. Lembro-me que aqui há uns anos um ilustre do PS, Jorge Coelho, avisou que "quem se mete com o PS, leva"! O prometido tem sido devido, e, segundo ouvi, até nas festas de casamento os "cobradores de fraque" vão pelo copo de água!... É arreliador e abusivo, mas tão ridículo que dá vontade de rir. A mim, que hoje em dia ando pouco por estradas e auto-estradas, e a funerais e casamentos só ao meu, deu-me para rir sempre que me lembrei. Realizadores de filmes divertidos, vai um filmezinho, uma curta-metragem?!... Sugiro um título: "Como a austeridades mudou de nome para cativações".
Robin dos Bosques, todos sabem, foi aquele herói que, escondido nos bosques britânicos de Sherwood, organizava assaltos com fins beneficientes: assaltava os ricos para dar aos pobres. No caso vertente desconfio que as intenções foram precisamente ao contrário. Os grandes assaltantes da nossa terra andam todos à solta e não me admira que nem sequer cheguem a ser julgados. Os assaltos deram-lhes provisões para aguentar querelas judiciais a dar com um pau e os bancos são mais que amigos. Alguns já deram com os burros na água à conta de tanta benevolência, que interessa se o povo se encarrega de compor os latrocínios?! As estradas são muitas e longas e as repartições de finanças são contidas em greves...
LUISA MELLO