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Paulo Matos (Advogado)

PERIFERIA | Paulo Matos | Águeda precisa de um sobressalto cívico

2019-10-01 14:47:37

Foto SP

PERIFERIA | Paulo Matos | Águeda precisa de um sobressalto cívico

Para além do dinamismo empresarial, Águeda precisa como do pão para a boca de um dinamismo cidadão, de um sobressalto cívico, de um grito de cidadania que esteja para além do oportunismo populista de movimentos independentes, ressabiados com quem lhes deu a manjedoura.
Águeda precisa de um governo de dirigentes com um projeto de futuro, e não de dissidentes com um projeto de negação do passado, como se nada tivessem que ver com o que de negativo e positivo herdaram.
Há de resto uma tendência para destruir obra feita com a chancela da “mudança” que não ocorre.
Basta pensar na destruição de calçada para implantar betão nas ruas de Águeda, infernalizando o trânsito com obras desnecessárias como a abertura ao trânsito da Rua dos Bombeiros Voluntários.
O que de bom se fez está a descaracterizar-se sem retorno visível para além do mero mostrar que se está a “fazer”, gastando recursos no que é supérfluo.
Saúdam-se os movimentos cívicos em defesa de causas como o Parque Municipal de Alta Vila, o SOS Rio Cértima/Pateira e o Fórum de debate, reflexão e participação cívica que o meu amigo José Seara está a lançar, abraçando causas cívicas que fazem mais pela Política (no seu sentido mais nobre) do que resmas de políticos sem eficácia ou peso político à altura do dinamismo empresarial do concelho.
Basta ler os jornais locais para lembrar que projetos com décadas de promessas sem sair do papel, como a ligação Águeda-Aveiro, a via de cintura externa, o novo nó rodoviário no IP1/A1 a variante à EN333 (ligação nó IC2) e outras acessibilidades nas freguesias (variantes de Aguada de Cima, Arrancada, Belazaima, Trofa e Assequins, variante da curva do campo-Paredes), justificam só por si um “Movimento cívico para a Mobilidade sustentável”.
Depois das eleições legislativas, é preciso construir um Projeto de desenvolvimento para o concelho que terá de motivar protagonistas políticos à altura de tão nobre tarefa.
Ouvi dizer que na última campanha autárquica, para além de alguma roupa suja lavada no interior do PS em Águeda, perpassou para o exterior, até em comícios de campanha eleitoral do movimento “Juntos”, aquele velho e feio hábito português na política que é o de acusar o anterior governo ou líder, mesmo que ele tenha sido o dono da marca que se utilizou para ganhar eleições.
Ninguém me tira da ideia que Gil Nadais quer desforra e admitirá apresentar-se a eleições para voltar à Câmara, como independente ou como candidato por um partido que sufrague a continuidade dum projeto que foi suspenso pela “moda independentista incolor”.
Alvitra-se nos corredores que Gil Nadais pode avançar como candidato pelo PSD, se este não tiver candidato próprio e se aquele conseguir romper com a resistência de muitos que não esquecem a sua transição para o PS.
Sussurra-se que Francisco Vitorino poderá ser candidato pelo PS (será alegadamente essa a vontade de José Vidal), se o partido conseguir domar o Paulo Seara, e congemina-se que Pedro Vidal poderá ser candidato pelo CDS se a sua base de apoio se mantiver.
Não sei se assim será, mas sei que estes são nomes fortes, com experiência e carisma e que, com equipas fortes, poderão ter força política suficiente para substituir o atual poder, sozinhos ou em coligação.
Não auguro grande sucesso a estratégias politicas que sonham com candidatos autárquicos sem experiência de gestão política, auto convencidos duma qualidade ainda não provada, ou até mesmo inebriados com a ideia de que para ser Presidente de Câmara bastará ser jovem, vestir gravata, andar de bicicleta, fazer o Agitágueda, passear numa rede social, aparecer na TV nacional ou local, ou ainda domar alguns media locais.
Estamos fartos de improviso e amadorismo na gestão política local em Águeda que hoje se faz quase em exclusivo nas redes sociais ou à volta de uma taça de espumante num qualquer arraial populista.
É preciso nervos de aço para ser autarca, num país ainda excessivamente centralizado e ainda burocratizado, tarefa que ainda e mais difícil em concelhos amorfos e sem peso político que tendem para estagnação crónica.
Estamos cansados de sonhar com novas acessibilidades que já não são novas por que são reivindicações de há 30 anos.
Estamos cansados de ver Águeda nas notícias por alegados procedimentos administrativos menos claros, ou até obscuros, que por mais ou menos queixas, denuncias, ou processos judiciais em curso, ou arquivados, nunca deixarão Águeda crescer para além da política de “capelinhas”, de grupos de interesses ou até de algum nepotismo na contratação pública. - PAULO MATOS