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Paulo Matos (Advogado)

PERIFERIA | Paulo Matos | "Joacine e a Educação de Estado ou de género"

2019-11-06 10:03:21

Foto SP

PERIFERIA | Paulo Matos | "Joacine e a Educação de Estado ou de género"

Dizem que a nova deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, quer acabar com a masculinidade na AR, apresentando-se na sua gaguez extrema com um assessor homem vestido de saias que refere - “em Londres é normalíssimo os homens andarem de saias”!
Vicente Jorge Silva chama-lhe, com razão, –“truque publicitário, ou uma sinuosa e hipócrita encenação para ocupar o palco das originalidades políticas num triunfo da política anedótica”.
Espera-se que a encenação pretenda apenas denunciar a ainda desequilibrada quantidade entre homens e mulheres que exercem a função de deputado, porque a qualidade do ser humano não está na máscara, mas também não é a máscara que, ainda que de refinado mau gosto, lhe retira qualidade.
Há até alguém que vaticina que por força da anatomia dos homens o normal seria estes andarem de saias!
Eu não gosto, tenho esse direito, mas não me repugna nada que haja quem goste.
O que eu também não gosto é dessa ideia do “politicamente correto” que pretende transformar a “diferença” em qualidade, como se o novo “normal” fosse tudo o que é diferente, para não correr o risco de dizer “anormal” sob pena de cair nas malhas do preconceito, do racismo ou da homofobia dominantes.
Para fazer a propaganda das opções de género, não basta pôr indiscriminadamente os meninos a brincar com bonecas e as meninas a brincar com carrinhos (como acontece na Suécia), ou pôr os homens a vestir saias ou as mulheres calças, ou dizer que a cor dos meninos é Rosa e a das meninas é azul, e com isso fazer um número com o objetivo de desafiar convenções ou visões retrógradas do Mundo.
Em matéria de género cada um escolhe a máscara que gosta e, brinca com os bonecos e veste a roupa que quer e pode, não devendo obrigação a convenções sociais, para além do respeito pela sua identidade, pelo seu corpo e pelas escolhas contrárias.
Quem é homem, heterossexual, macho, do sexo masculino, não gosta de homens, não veste saias, deve respeitar quem é homossexual, transsexual, e veste saias ou pensa e atua de forma diferente e vice-versa.
As milícias do direito à diferença – gays, lésbicas, transsexuais, homens vestidos de saia, de burka, de balalaica, de turbante ou outros, não podem fazer desse direito um centro de privilégios ou de exigência de veneração e aceitação acrítica, como se o Mundo passasse a rodar apenas em torno de si próprias.
As opções e as escolhas individuais, apesar de livres, não podem arvorar-se em regras absolutas, e em particular as opções de género não têm que ser de Esquerda ou de Direita. São uma manifestação de liberdade responsável.
O problema é que a reciprocidade no respeito pelos direitos à diferença nas opções de cada um, na maior parte dos casos, anda arredada das habituais coreografias sociais manipulatórias que se arrogam donas da verdade.
Apesar de respeitar todos os direitos à diferença, tenho o direito de pensar e dizer que sou absolutamente contra a que nas escolas se vendam ideologias de género aos meninos.
Prefiro de longe que se ensinem os meninos a pensar, e a respeitar o “Outro”, na sua diferença e na sua liberdade, sem que se lhes ofereçam cartilhas sectárias de masculinidade ou de feminilidade castradoras.
A liberdade não se conquista com uma "Educação de Estado ou de Género" ou com diretórios proclamatórios sejam eles rácicos, ideológicos, sexistas ou outros.
A liberdade, a igualdade de oportunidades e de género, são ideias liberais não compatíveis com totalitarismos ideológicos de Esquerda ou de Direita.
A liberdade, é um permanente exercício de educação cívica para a responsabilidade.
- PAULO MATOS