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Luis Grilo

OPINIÃO | Luis Grilo | Crise de habitação pode ser evitada

2019-11-27 10:54:40

Foto SP

OPINIÃO | Luis Grilo | Crise de habitação pode ser evitada

A habitação em Águeda mereceu prolongada discussão em diferentes meios públicos locais, recentemente. No cerne da questão, encontrava-se a não fixação de pessoas no concelho. É um problema que afeta, em última análise, o desenvolvimento do município como um todo. Uns dirão que é uma condição temporária, mas, na verdade, os estragos são permanentes. É uma das muitas falhas que põe em causa a teoria da lei do mercado, que defende que este se regula a si mesmo.
Além desta visão liberal destrutiva, o concelho sofre com falta de coragem autárquica para intervir e regular o preço dos arrendamentos. A frouxidão é antiga, é certo, mas atualmente percebem-se os prejuízos que o concelho enfrenta. Os responsáveis autárquicos e a oposição eleita têm tentado tapar o sol com a peneira, repetindo o mantra da falta de ligação rápida Águeda-Aveiro. As acessibilidades são importantes, mas ninguém elege políticos para ouvir lamentações até à exaustão...
Não ignoro que o executivo municipal tenciona implementar uma estratégia local de habitação em 2020, mas o plano de ação conhecido é manifestamente insuficiente e a fatia de leão atribuído a esta área fica para obras de espaços envolventes. Ou seja, a doença agravou-se, mas o remédio manter-se-á o mesmo de sempre.
A Câmara Municipal de Águeda assumiu priorizar a habitação, mas, ainda recentemente, descobriu-se o caso grave de um casal que vive em condições deploráveis, numa antiga cerâmica, prestes a ruir. Afinal, em que ficamos? Quantas casas, destinadas a arrendamentos justos e habitação social, foram adquiridas pela autarquia nos últimos anos?
No orçamento municipal de 2020, os números não mentem e as perspetivas não melhoram. O executivo prevê, mais uma vez, não conseguir uma habitação que seja e continuaremos à espera que, por obra divina, a especulação imobiliária se esfume no ar. Os preços proibitivos para quem quer viver em Águeda são um jogo perigoso para o concelho, que se vê incapaz de fixar gente, mas também de evitar o aumento do fosso entre ricos e pobres. E esse é um prejuízo concelhio de tal dimensão, que ninguém o consegue contabilizar efetivamente. l LUÍS GRILO