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Jorge Castro

OPINIÃO | Jorge Castro | Instituto Duarte de Lemos - Ano novo, vida nova!

2020-09-16 09:26:44

OPINIÃO | Jorge Castro | Instituto Duarte de Lemos - Ano novo, vida nova!

Começa agora o novo ano escolar. No Instituto Duarte de Lemos (IDL) – agora Colégio IDL –, o novo ano escolar começou, como é sua tradição, no passado primeiro dia de setembro.
Desde há muito meses que todos anunciam um ano escolar diferente. Devido a uma doença desconhecida que se instalou um pouco por todo o mundo, mudaram-se comportamentos, alteraram-se hábitos, criaram-se medos. E a Escola, como sítio onde tudo se reflete, está a viver, naturalmente, todo este mundo diferente que faz parte das nossas vidas, e que muitos designam de ‘novo normal’.
Espaços devidamente higienizados, percursos com segurança bem regrada, uso de adereços e equipamentos protetores da saúde individual e coletiva, acessos a bens e serviços corretamente acautelados – estes são requisitos que todas as escolas, públicas e privadas, terão de cumprir. Isto é básico e todos serão capazes de cumprir. Mau é se assim não for!
Tenho para mim, desde sempre, que a escola é um dos lugares mais seguros do mundo. Ainda assim, como todos os iguais, haverá sempre uns lugares mais iguais do que outros.
É certo, portanto, que, no caso do IDL, a proteção e a segurança sanitárias estão a ser levadas muito a sério – outra coisa não podia ser! Mas neste ambiente de novas rotinas e de novos comportamentos relacionais, o que se destaca e é mesmo diferente, é a nova capacidade instalada para que o ensino-aprendizagem neste Colégio evidencie a qualidade de um projeto de educação único em toda a região de Aveiro e no nosso país.
O ano escolar 2020-2021 marca assim o início do que o IDL designou de Compromisso Educativo para com a região de Aveiro e para com o mundo: a formação do ‘Cidadão IDL’.
Assente em pilares muito bem definidos e preparados ao longo do último ano, o agora Colégio IDL está já a desenvolver um trabalho que promete não deixar ninguém indiferente. Num só lugar, entre as 7:30 horas da manhã e as 7:00 horas da tarde, na máxima proteção e segurança, é exercitado um trabalho que vai muito para além dos currículos que as escolas tradicionais se habituaram a praticar. Desde os apoios e terapias efetivamente ajustadas a cada criança e a cada estudante, passando pela língua inglesa como língua de aprendizagem-uso permanente (colégio bilingue), usando cada um os meios tecnológicos mais avançados, praticando aprendizagens que vão desde o mandarim até ao xadrez e outras atividades que enriquecem o corpo e a mente, o Colégio IDL apresenta-se como o lugar certo para as famílias e demais ‘Aliados na Educação’ (a quem todos chamam encarregados de educação) que querem que os seus educandos sejam mais capazes e mais felizes.
Mas neste novo ano escolar, em que todos opinam e discutem o que é melhor para as escolas em tempo de pandemia, deixa-se para trás o que em minha opinião é mais importante, e que estava antes e estará depois da pandemia: o dever de cada um fazer bem o que lhe pertence na escola.
Em Portugal a escolaridade obrigatória tem como teto o 12º ano de escolaridade. A possibilidade de andar na escola durante doze anos sem discriminação à partida, ser apoiado nas dificuldades, ser orientado para a vida, deve ter a contrapartida mínima de, responsavelmente e em liberdade, alunos, famílias e comunidade em geral aproveitarem bem este privilégio que um país maduro, mais capaz, consegue hoje proporcionar.
Porém, o que às vezes parece não é. Não existe efetiva liberdade na escolha do que cada aluno, família ou comunidade querem para a sua educação.
Muito se tem falado sobre a liberdade de escolha das escolas por parte das famílias. Sejam elas escolas públicas, sejam elas escolas privadas. Mas antes de cada família poder escolher a escola que mais lhe interessa segundo os seus critérios e possibilidades, existe a condição primeira de, responsavelmente, quem governa o país ter a coragem de identificar e avaliar as escolas públicas e as escolas privadas capazes de responder bem e maduramente ao que cada criança, cada aluno, cada família precisa da escola.
Sabemos que o governo da nossa nação não está interessado em permitir o que muitas famílias desejariam: escolher, em liberdade e com os custos que os seus impostos pagam, a escola pública ou privada que acham certa para os seus filhos. Contudo, é sua obrigação identificar as escolas que fazem bem e as escolas que fazem mal o seu trabalho, distinguindo-as. Não o fazer é cometer uma espécie de ‘crime imaterial da humanidade’. Provavelmente muitos alunos, muitas famílias serão infelizes para toda a vida por causa da escola que, para além de não a terem escolhido livremente, ficam sujeitos a uma educação que em nada se ajusta à sua real necessidade. Devia haver punição para tamanho ‘crime’!
Para além do tempo das regras pandémicas – muito mais burocrático-formais do que verdadeiramente exequíveis – que ocupam o pensar e o fazer dos escolásticos-dirigentes, importaria todos nos sentirmos desafiados a fazer bem mais e bem melhor pelas nossas crianças e pelos nossos estudantes em matéria de qualidade nas aprendizagens. Porque afinal todas as escolas, públicas e privadas, têm o dever de justificar o dinheiro dos portugueses que é investido na educação dos alunos que têm à sua responsabilidade. Porque afinal todas as escolas são serviço público de educação. Não?
Chegou o novo escolar 2020-2021. E o novo deve ser coisa boa. Para todas as escolas, para todas as comunidades escolares e para todas as comunidades educativas: Feliz ano novo!
JORGE CASTRO