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Helder Filipe PIres

A caminho dos 100 anos...

2022-05-25 17:17:27

A caminho dos 100 anos...

Já há muito que ultrapassámos a marca da existência por vontade de meia dúzia de entusiastas. Tantas décadas de trabalho ininterrupto só são possíveis pelo desejo e dedicação de muitas pessoas, de várias gerações, ao longo do tempo.
A nossa vénia e profundo agradecimento para todas elas que nos trouxeram até aqui.
Ao celebrarmos o 97º aniversário ficou bem patente que esta instituição, e tudo o que ela faz, é pela “boa vontade” de muitos.
Nem todos são de Travassô, nem todos com ligação à música, nem todos são mecenas, mas todos partilham do nosso sonho de ver a “12 de Abril” continuar o seu trabalho, que antes de ser artístico é didático e social, e por isso nos presenteiam com a sua generosidade.
Sobre esta celebração dos 97 anos há vários momentos que registamos:
A missa cantada, literalmente, e o nosso agradecimento ao Padre Júlio Granjeia, pelo esforço em mudar a sua agenda, mas sobretudo pelas palavras de incentivo a seguirmos a nossa vocação.
O concerto que para além de música ficou marcada pela homenagem a Hermínio Santos Leite, feita pela Orquestra Municipal de Águeda e aqui consumada dada a impossibilidade do compositor em estar presente no passado dia 10 de Abril;
Pela entrega de vários instrumentos:
Um piano vertical, oferta do casal Filomena Campos e José Emanuel Henriques, um instrumento magnifico que ficará dedicado à nossa escola “Oficina de Orquestra”.
Um trombone, oferta do casal Rui Gonçalves e Carla Pereira, instrumento que serviu para o seu filho Renato Gonçalves, nosso trombonista, dar os primeiros passos na música, e que servirá agora para que outros jovens possam aprender na nossa “Oficina”.
Dois trompetes, dádiva do Sr. João Miranda, que tivemos a felicidade de ter connosco a fazer a entrega.
Ficamos sempre muito sensibilizados pelas ofertas individuais que recebemos. É destes Homens com sentido de comunidade e de partilha que depende também a nossa evolução cultural.
Por fim vários instrumentos entregues pelo Presidente da Câmara, resultado do apoio acordado entre Municipio e UBA: uma Tuba, um Fagote, um Oboé e um Bombardino.
De realçar que a Câmara Municipal de Águeda teve um papel importantíssimo nestes anos de pandemia, mantendo praticamente os apoios dos anos anteriores mesmo com a nossa actividade quase inexistente, o que nos permitiu fazer face aos custos fixos.
De resto, as melhores prendas que podemos ter são os novos músicos e nesse dia tivemos a oportunidade de apresentar o Francisco Marques como mais recente clarinetista da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, a quem desejamos que a música seja inspiração para toda a vida.
Seguiu-se a estreia da obra “Amor Eterno” de Ilídio Costa e logo depois o momento mais emotivo de todos, as homenagens póstumas:
Esta pandemia que nos assolou a todos, roubou muitas vidas e muito mais que isso, roubou muitas despedidas.
Desde a última vez que celebramos aniversário já lá vão 3 anos e foram muitos os que vimos partir, a sua maioria sem que tivéssemos oportunidade de nos representar como gostaríamos.
A romagem ao cemitério é a nossa forma de recordar e homenagear todos eles mas desta vez são demasiados para que possamos passar sem fazer referências.
Perdemos amigos como o Sr. Andrade da Retorta, o Sr. Losa de Esposende, o Padre Eurico de Ponte de Lima e vários companheiros de Amiais de Baixo.
De mais perto despedimo-nos do Gil Abrantes, do Juvenal Martins, do Padre Castro, do José Dias e do José Silva, ex-músico que, por muitos anos, empunhou o clarinete baixo.
Houve no entanto duas pessoas que pela proximidade e colaboração activa que tinham connosco decidimos homenagear neste aniversário:
O Rui Fernando da Silva Ferreira Santos, que durante décadas foi condutor das carrinhas da associação, colaborando não só no transporte dos instrumentos para os serviços mas também em várias outras tarefas.
Era sempre o primeiro a sair e o último a chegar.
Sem se fazer rogado nem enfadado. Deixa-nos um profundo sentimento de perda.
E o Rafael! Que estava connosco há quase 30 anos. Andou na nossa escola de música e integrou a orquestra em 1994.
Cresceu como músico e como pessoa e foi com orgulho que o vimos escolher esta arte e fazer dela a sua vida. Voou mais alto e fez o seu percurso pelo próprio pé.
Mais recentemente, durante a pandemia, foi o primeiro a dizer presente nas actividades que desenvolvemos online. Quem, como nós, teve a oportunidade de conviver com ele reconhecer-lhe-á muitos predicados, sobretudo uma boa disposição contagiante, mesmo quando a doença já lhe dava poucas razões para sorrir.
Partiu a 1 de Fevereiro de 2021 sem que nos pudéssemos representar convenientemente na sua despedida e por isso o lembrámos e destacámos nesse dia como um dos nossos que partiu muito antes do seu tempo.
O seu amor pela música e companheirismo ficarão para sempre nos nossos corações.
Completámos estas homenagens com a interpretação da marcha de Valdemar Sequeira intitulada Homenagem ao Maestro Rafael Alves Ferreira, obra encomendada pela Sociedade Musical de Moçâmedes, da qual o Rafael era director artístico, e que gentilmente nos foi cedida para que pudéssemos tornar este momento ainda mais especial. O nosso obrigado a esta instituição.
A terminar o almoço houve espaço para outras homenagens:
Helder Pires, ex-presidente da associação, tomou a palavra para falar de uma personalidade a quem pela “dificuldade no solfejo … foi atribuído um instrumento com poucas chaves, com o qual durante três décadas … representou e honrou a instituição ao mais alto nível” e “logo conquistou o respeito e admiração” de todos. Por isso “foi aprovada por unanimidade a atribuição da medalha de mérito ao Sr. Manuel Pires Marques.”
O resultado desta surpresa foi uma efusiva, e sentida, ovação de pé que o Sr. Marques agradeceu com a simpatia e cordialidade que lhe são características.
De seguida, a “exaltação” do homenageado com a Clave de Sol de Ouro ficou a cargo do Sr. António Silva, onde sublinhou que todos os elogios apresentados vêm a propósito de enaltecer a elite que tem apoiado esta instituição desde que há 42 anos iniciou o trajecto de renovação, levando a que a Banda se fizesse Orquestra e se afirmasse.
“Hoje, cumprimentamos todos os mecenas, destacando um deles … a quem entregamos o ouro como símbolo da nossa gratidão e responsabilidade de representar até 2023 toda a elite responsável e decisiva na grandeza da OF12deAbril”.
Elogios que promoveram um agradecimento sentido e comovido onde o Sr. Armando Levi disse não fazer “mais que a sua obrigação ao apoiar instituições de cariz social e outras” e fez ainda a surpresa de oferecer uma sede para a nossa UBA.
Estenderam-se cumprimentos e agradecimentos a amigos, convidados, congéneres, compositores, maestros, músicos e famílias; colaboradores, cozinheiras, ajudantes; à Silvina que ofereceu o pão e a tantos outros que dão de si por esta associação.
Registámos elogios e compromissos dos nossos edis, cantaram-se os parabéns, apagaram-se as velas e, num momento absolutamente inesperado, fomos presenteados com um leilão à moda de Amiais de Baixo, que distribuiu t-shirts da “12 de Abril” pelos licitantes no valor de algumas centenas de Euros.
Foi a “cereja no topo do bolo” num dia de festa, cheio de pessoas que nos dizem muito, porque escolheram esta associação para ser alvo do seu carinho, dedicação e admiração.
O fim-de-semana passado foi também de actividade plena, com passagem pelo Festival de Bandas de Tarouca, a habitual participação na procissão da comunhão em Travassô e o “Concerto de Inverno” na Trofa, promoção da UBA e Câmara Municipal para levar música às freguesias, com a particularidade de ter sido integrado nas celebrações de aniversário d’Os Pioneiros tornando-o ainda mais especial.
Esperamos que os novos ventos tragam o retomar completo e absoluto da normalidade Filarmónica que nos permita dentro de pouco mais de 2 anos celebrar em pleno o nosso centenário.