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ENTREVISTA
“Os 110 anos do Orfeão de Águeda são um trampolim para o futuro”

As comemorações dos 110 anos do Orfeão de Águeda pretendem ir muito além da celebração da efeméride. A presidente Diana Lemos defende que a data representa uma oportunidade para reforçar o papel da instituição como pilar da vida cultural aguedense, promover o reencontro da comunidade com a sua história e projetar o futuro através da inovação, da cooperação associativa e da captação de novas gerações para as suas atividades.



SP - Que objetivos concretos pretende o Orfeão de Águeda alcançar com as comemorações dos 110 anos, para além da celebração da data em si?
DL - Para além das comemorações que uma data como esta merece, o Orfeão de Águeda pretende que esta seja uma oportunidade para o reencontro com a música, com a memória e com todos aqueles que fizeram e continuam a fazer do Orfeão um espaço de identidade, emoção e pertença. O Orfeão ambiciona consolidar a sua posição como um pilar central na vida cultural de Águeda.

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A NOSSA GENTE - José Brenha
Entrevista com José Brenha, médico ortopedista aposentado, antigo diretor de serviço e profundo conhecedor da realidade hospitalar da região. José Brenha comenta a nomeação de Ricardo Correia de Matos para presidente do conselho de administração e deixa críticas severas à reorganização hospitalar iniciada em 2023. Defende uma mudança profunda na gestão, alerta para a degradação do ambiente interno no Hospital de Aveiro e considera que o Hospital de Águeda continua a ser essencial para a resposta regional

“Ricardo Correia de Matos é a última hipótese para mudar o Hospital de Aveiro”

“O Hospital de Aveiro precisa de mudar completamente de rumo” - diz José Brenha, em entrevista a SP, para quem o também aguedense Ricardo Correia de Matos “é a última hipótese”. Médico ortopedista aposentado, antigo diretor de serviço e profundo conhecedor da realidade hospitalar da região, José Brenha analisa a situação da ULS da Região de Aveiro, comenta a nomeação de Ricardo Correia de Matos para presidente do conselho de administração e deixa críticas severas à reorganização hospitalar iniciada em 2023. Defende uma mudança profunda na gestão, alerta para a degradação do ambiente interno no Hospital de Aveiro e considera que o Hospital de Águeda continua a ser essencial para a resposta regional


SP – Qual é a sua leitura sobre a nomeação de Ricardo Correia de Matos para presidente do conselho de administração da ULS da Região de Aveiro?
José Brenha (JB) – Antes de mais, queria dizer duas coisas para contextualizar. Sou militante do Partido Socialista e sou médico aposentado. Hoje falo sobretudo como cidadão, como utente e como alguém que conhece profundamente o Hospital de Aveiro. A saúde, na minha idade, é provavelmente o bem mais precioso que tenho.

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“Águeda está-nos impregnada”

O aguedense João Oliveira, atual diretor da Polícia Judiciária de Lisboa, vive uma fase de reaproximação às origens, reforçando laços com a sua terra e valorizando o papel determinante de Águeda na construção da sua identidade. Num percurso marcado pela exigência, discrição e sentido de missão, divide-se entre a investigação criminal e a partilha de conhecimento, sem nunca perder a ligação às raízes. Nesta entrevista, regressa simbolicamente a casa para refletir sobre o seu trajeto, o país e os desafios do futuro


SP - Numa fase em que a vida profissional já lhe deu tanto, sente que há um reaproximar às origens? O que tem mudado na sua relação com Águeda?

JO – Estou de facto num certo fluxo de reaproximação, no que ela traduz de concretas e mais frequentes visitas, de contactos com amigos e familiares, de procurar estar mais atento a algumas dinâmicas, sejam elas de cariz social, cultural, política ou outras. Quanto às mudanças, na essência são aquelas que naturalmente decorrem da passagem dos anos, não só minhas como daqueles com quem me relaciono e me tocam de um modo mais especial. Trata-se de uma dialética pessoalmente enriquecedora. Vamos percebendo as transformações que se vão operando, com a serenidade que a distancia física nos dá, quase como se fossemos observadores do nosso próprio mundo. Queremos que o melhor aconteça, mas com a liberdade de não estarmos subordinados a uma certa índole de interesses ou agendas. Sobretudo, é uma disponibilidade que nesta fase da vida me permite fruir as origens de forma mais próxima, efetiva e afetiva.

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“Se o PSD não mudar o paradigma, pode desaparecer do mapa político local”

Paulo Matos (PM) considera que o PSD em Águeda enfrenta um momento decisivo e avisa que o partido pode perder relevância se continuar dependente de projetos externos. “Se o PSD continuar refém dessas influências externas, não só perderá protagonismo como tenderá a desaparecer do universo eleitoral de Águeda”, afirma o advogado e antigo presidente da Assembleia Municipal, que considera que “Águeda precisa de recuperar peso político e o PSD tem de voltar a liderar o projeto autárquico”. Garante nunca ter feito da política profissão: “Sempre vivi da advocacia e disso tenho orgulho”


SP – Olhando para o seu percurso como advogado, presidente da Assembleia Municipal e deputado por breves dias na Assembleia da República, como avalia o seu desempenho político até hoje?
PM - O meu percurso profissional como advogado e como docente, primeiro no ISCIA de Aveiro e depois na ESTGA em Águeda, para a qual fui convidado pelo saudoso Prof. Edmundo da Fonseca e com a qual colaboro há mais de vinte anos, foi sempre prioritário em relação à política. Tive uma participação fugaz de um mês como adjunto do antigo presidente da Câmara Deniz Padeiro, mas pedi à época um parecer à Ordem dos Advogados que concluiu por uma óbvia incompatibilidade com a advocacia. Optei de imediato pela profissão. Acha que alguém hoje tinha esse cuidado de transparência? O desempenho político, foi o que eu escolhi porque nunca aceitaria viver da política ou não ser livre para exercer a profissão de que tenho orgulho.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9420 de Soberania do Povo, impressa ou digital
“O Green Leaf 2026 obriga-nos a ser consequentes”
Reconhecida como Cidade Verde Europeia em 2026, Águeda assume a distinção como responsabilidade e não como ponto de chegada. Em entrevista, o presidente da Câmara, Jorge Almeida (JA), traça a estratégia ambiental do município, defendendo a renaturalização dos rios, rejeitando intervenções artificiais, assumindo metas no âmbito do Green Leaf e apontando falhas estruturais no modelo regional de gestão de resíduos, que considera injusto para os municípios. Entre ambição ambiental, constrangimentos institucionais e exigência de maior cidadania, o autarca garante que “o tempo das intervenções pontuais terminou” e que Águeda quer continuar a liderar pelo exemplo.



SP - Águeda assume e o título de Cidade Verde Europeia. Mais do que um reconhecimento, que responsabilidades concretas acarreta este estatuto para o município e que metas ambientais quer atingir?
JA - É, antes de mais, uma distinção absolutamente extraordinária para Águeda, um momento marcante e que acarreta uma responsabilidade muito clara. Este reconhecimento resulta de um trabalho consistente que o Município tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos. Agora, o nosso compromisso é sermos consequentes e mostrar, com coerência e ambição, aquilo que já somos e, simultaneamente, aprofundar o caminho já feito.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9410 de Soberania do Povo 

“Sem energia barata e menos burocracia, as empresas não conseguem ser competitivas”
O presidente da AEA/ACOAG, Ricardo Abrantes, traça um retrato claro das dificuldades que continuam a travar o crescimento das empresas de Águeda: energia e combustíveis demasiado caros, falta de técnicos especializados, carga fiscal pesada e serviços públicos lentos e descoordenados. Em entrevista a Soberania do Povo, o dirigente alerta que estes fatores comprometem a competitividade de um tecido empresarial fortemente exportador e critica a incapacidade do país para resolver problemas que se arrastam “há décadas”, como as acessibilidades a Aveiro - “quero acreditar que desta vez a obra avance mesmo!” - ou a modernização da Linha do Vouga. Ricardo Abrantes sublinha ainda que a captação de talento depende da existência de habitação acessível e defende uma política de imigração “seletiva e orientada para as necessidades das empresas”.



SP - Quais são, de forma muito clara e direta, as principais dificuldades para a competitividade das empresas de Águeda?
RA - De forma objetiva: enfrentamos custos de energia elevados — tanto de eletricidade como de gás natural — e preços de combustíveis caros, principalmente quando comparados com os praticados em Espanha. Estes fatores têm um impacto direto no aumento dos custos de distribuição e transporte dos nossos produtos e mercadorias. Trata-se de uma preocupação que a nossa Associação tem vindo a debater e a defender há muitos anos: é essencial garantir energia e combustíveis a preços competitivos para que as nossas empresas possam, elas próprias, ser mais competitivas.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9404 de Soberania do Povo

Henrique Coelho: 29 anos a moldar a 'Adolfo Portela'
Henrique Coelho, que dirigiu a Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP) durante 29 anos, continua a desempenhar um papel ativo na vida da instituição mesmo após o fim do seu mandato, em julho. Com a eleição do novo diretor ainda em aberto — a candidata admitida a concurso não alcançou o número de votos necessário no Conselho Geral —, foi criada uma Comissão Administrativa Provisória presidida pelo subdiretor Hugo Rosa. Impedido, por limite de mandatos, de integrar formalmente esta Comissão, Henrique Coelho mantém-se ao lado da equipa da escola, oferecendo o seu contributo para assegurar a continuidade e o bom funcionamento da instituição até à eleição do novo diretor. Em entrevista, faz uma viagem no tempo, recordando, avaliando e aconselhando - com o crédito da experiência adquirida e do mérito reconhecido em três décadas de serviço.



SP - Professor Henrique Coelho, ao fim de quase 30 anos como diretor da ESAP, como recorda os primeiros anos à frente da escola? 
HC – Recordo o tempo em que o tempo andava mais devagar. Em que não tínhamos os quase incontáveis relatórios, planos, projetos, plataformas… Um tempo do quadro e do giz, com o foco na memorização. Um ano em que a escolaridade obrigatória passou para 9 anos, 9º ano.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9403 de Soberania do Povo e fique a saber mais acerca das transformações e desafios pelos quais Henrique Coelho viu a ESAP passar, as suas realizações e legado e os seus alertas para a comunidade educativa.

“O Jorge Almeida nunca mudou, quem tem mudado são os diversos partidos”
Presidente da Câmara reforçado, pelos números da vitória eleitoral em 12 de Outubro, Jorge Almeida (JA) elogia o trabalho que vem desenvolvendo, considera que a oposição é pouco esclarecida e aborda a sua sucessão, não escondendo que pretende uma lógica de continuidade encabeçada por alguém da sua equipa.


SP - O que é que representa para si esta vitória tão expressiva?
JA - Naturalmente, sabe sempre muito bem quando ganhamos. Ficamos felizes. Mas ganhar desta forma responsabiliza. Há um sentimento maior e, sobretudo, uma vontade enorme, uma determinação diria mesmo, sendo digno desta confiança que os aguedenses depositaram nós.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9399 de Soberania do Povo. Também disponível em formato online na secção TV do nosso site.

“Queremos preservar a história e reforçar a capacidade de resposta”
“Queremos preservar a história e reforçar a capacidade de resposta da Bela Vista”, referiu Maria João Ribeiro, presidente da direção da Bela Vista, instituição que completa 50 anos este mês e que, pelo menos em Águeda, abriu caminho em áreas sociais onde pouco ou nada existia, trazendo soluções que só mais tarde a sociedade reconheceria como indispensáveis. Em entrevista a SP, a dirigente apontou as razões pelas quais a Bela Vista optou pela requalificação do atual edifício, no São Pedro - o principal desafio que a IPSS tem em mãos, com apelo à participação da comunidade -, em lugar de construir novas instalações nos terrenos do antigo matadouro, à saída da cidade para Recardães. “A confiança das famílias é o reflexo do trabalho que desenvolvemos”, diz a dirigente, oara quem “Estes 50 anos foram pautados por adaptação, inovação e impacto social”.


SP - O projeto da Bela Vista passou de uma intenção de construir novas instalações para a opção de requalificar o edifício atual. O que motivou esta mudança de estratégia?
MJR - Resultou de uma análise profunda às condições do terreno onde estava inicialmente prevista a construção. Apesar de ter sido uma ambição legítima, rapidamente se verificou que a localização apresentava limitações sérias, nomeadamente o risco de inundação, dadas as características da cota de água. A direção, consciente da sua responsabilidade em garantir a segurança e sustentabilidade do investimento, entendeu que a solução mais responsável passava por valorizar e requalificar o edifício atual, preservando a sua história e reforçando a sua capacidade de resposta.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9397 de Soberania do Povo

“Os bons resultados são mais facilmente conseguidos quando estamos bem física e psicologicamente”
BIANCA FILIPA ESTIMA DE ALMEIDA nasceu a 10 de abril de 2007 e acaba de entrar em Medicina, na Universidade do Porto, aos 18 anos de idade, após ter sido a melhor aluna finalista do ensino secundário da ESAP, em 2024/2025, com a média de 19,5 valores. Nadadora do Algés e Águeda, com títulos distrital e conseguindo mesmo ser vice-campeã nacional em juvenis, soube sempre conciliar a exigência dos treinos - nem que fossem na alvorada dos dias, antes das aulas - com os compromissos académicos.



SP - Como é que se sente ao ser o melhor aluno do ensino secundário da ESAP, no ano letivo de 2024-2025?

BA - Sinto-me extremamente orgulhosa e, obviamente, muito feliz. Porém, considero que o mais gratificante é realmente olhar para os anos que passaram e ver que todo o meu esforço foi compensado e consegui chegar ao fim do secundário com uma média que me permite seguir os meus sonhos. Apesar de ser incrível ser a melhor aluna deste ano, o sentimento de concretização é maior, e é este sentimento que levo para a minha vida.


Leia a entrevista completa na edição n.º 9394 de Soberania do Povo e descubra mais acerca do que inspirou esta jovem a tornar-se bem sucedida nos seus estudos

“Estou de corpo e alma (…) ser-me-ia mais cómodo a ajudar só financeiramente”
Administrador da Anicolor e presidente do Sporting de Fermentelos, Fernando Sampaio é um exemplo de como o sucesso empresarial pode e deve ultrapassar as portas da fábrica.No seu gabinete, rodeado pelo ritmo da inovação industrial, e no relvado do Parque Desportivo Constantino Marques Duarte, no coração de Fermentelos, falou connosco sobre o seu percurso, a ligação à comunidade e a paixão pelo desporto. Entre o mundo dos negócios e o associativismo, Sampaio tem sido o motor que faz com que a melhor equipa portuguesa de ciclismo esteja sediada em Águeda, assumindo também o papel de principal patrocinador. Uma conversa que mostra como liderança, visão e compromisso social - com envolvimento pessoal - podem transformar tanto uma empresa como uma terra inteira.



SP - Hoje, vamos evidenciar o empresário que está envolvido profundamente com a sua comunidade e em projetos de natureza desportiva, mas também sociais, a partir de uma empresa que tem génese familiar, a Anicolor.
FS - Sim, a Anicolor acabou de completar 43 anos. Foi fundada pela pessoa do meu pai, sobejamente conhecido, porque fez uma vida a tentar promover e a desenvolver esta região. A empresa começou relativamente pequena. Muita gente ainda se lembra de não existir nada nesta área de eucaliptais onde estamos, nem sequer existir uma zona industrial. Mas a empresa foi evoluindo ao longo dos anos. Enfim… O meu pai recentemente partiu, deixou-nos um legado que, com toda a honra, estamos a levar por diante, catapultando a Anicolor para uma dimensão internacional.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9393 de Soberania do Povo e aproveite para escutar a mesma em suporte audiovisual

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“O meu contributo é determinante na evolução que Águeda precisa enfrentar nos próximos anos”
“Segurança, habitação, saúde, educação, cultura, emprego e sustentabilidade” são as principais áreas que “na evolução que Águeda precisa enfrentar nos próximos anos” - considera Catarina Martins, cabeça de lista do Chega à Câmara Municipal de Águeda, em entrevista que encerra a sequência de trabalhos que SP desenvolveu com os candidatos, logo após o anúncio dos respetivos nomes. “A Câmara tem-se esquecido de melhorar a qualidade de vida dos aguedenses”, diz a candidata.


SP – Que leitura faz do atual estado do concelho de Águeda e que papel considera que a sua candidatura pode ter na transformação do município?
CM - A minha candidatura à Câmara Municipal de Águeda é movida pela vontade de fazer mais e melhor por Águeda, colocando à disposição dos aguedenses a minha dedicação, compromisso, conhecimento e amor pela cidade. Conheço vários municípios em Portugal e algumas realidades na Europa e Ásia. O meu contributo é determinante na evolução que Águeda precisa enfrentar nos próximos anos, destacando as principais áreas: segurança, habitação, saúde, educação, cultura, emprego e sustentabilidade.

Leia a entrevista completa na edição n.º 9392 de Soberania do Povo e fique a saber mais sobre a candidata Catarina Martins e o seu diagnóstico do município

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OPINIÃO | Carlos Abrantes | A Coreia do Norte é fixe
Quando disse aos meus amigos que ia de férias para a Coreia do Norte a reacção não se fez esperar. Para a Coreia do Norte? Tens a certeza que queres ir para a Coreia do Norte? E ficavam a olhar para mim com aquele ar compadecido de quem acha que eu tinha perdido o tino. Com tantos destinos de sol e mar, com Mediterrâneo e Caraíbas, com Brasil e Tailândia eu escolhera a Coreia do Kim Jong-Un, Mr. Rocket Man!
E foi uma óptima escolha.
Aconselho aos ambientalistas do PAN, tão na moda, e aos amantes das grandes causas politicamente correctas, uma estadia naquele paraíso ambiental. Não sofrerão com os engarrafamentos das grandes metrópoles capitalistas porque em Pyongyang, a capital, praticamente não circulam automóveis, nem camiões, nem autocarros. Emissões de carbono zero, ou quase.
Em contrapartida vê-se muita gente a pé, a caminho do trabalho ou de lado nenhum, promovendo um estilo de vida saudável, sem complicações cardiovasculares ou de diabetes. À excepção do “querido líder”, não vi gordos. Uma vitória do povo norte coreano que, desse modo, pode dispensar a existência de serviço nacional de saúde.
Também o regime alimentar muito frugal, pobre em hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares, com consumo de carnes vermelhas zero, é um exemplo para o mundo. Daí que seja seguido de perto pela comunidade científica, nomeadamente pela Universidade de Coimbra que, numa atitude pioneira e esclarecida decretou a proibição do consumo de carne de bovino nas cantinas estudantis.
Há, no entanto, um “mas” que perturbará os nossos amigos do PAN. Os Norte coreanos gostam, e consomem, carne de cão. Em ocasiões especiais, é certo, mas comem cão. Sopa de cão, cão guisado, cão frito, mil maneiras de cozinhar cão... Tal como o PAN eles também gostam de animais. Têm uma forma diferente de gostar, mas que gostam, gostam!
E gostam também dos líderes. Não os comem, porque não podem, mas têm um carinho especial pelos líderes. Erguem-lhes estátuas monumentais. Aos três – ao avô, ao pai e ao filho. Uma democracia, nas palavras de Bernardino Soares, transmissível de pais para filhos.
É tudo em grande! São enormes as estátuas, os cemitérios, os edifícios públicos, as bibliotecas, os museus, ou os estádios. E os espectáculos e as manifestações populares de apoio, ou de pesar. E as auto-estradas, ah as auto-estradas! Com três pistas em cada sentido, viajei a partir de Pyongyang para sul até ao paralelo 38 e para norte até Myohyang. Um espanto! Sem portagens nem congestionamentos, sem aselhas nem chico-espertos. Centenas de quilómetros sem um sobressalto ou um acidente. Havia, é certo, o problema do piso esburacado e das lombas, dos peões e das cabras, das bicicletas e dos controles militares, mas fora isso era maravilhoso.
Que sossego, que segurança.
Não admira que me tenha sentido muito seguro. É fácil quando cumprimos as regras, e as regras eram claras. Podíamos circular livremente dentro do hotel. Fora do perímetro do hotel, que estava estrategicamente implantado numa pequena ilha, teríamos de estar SEMPRE acompanhados pelos nossos guias locais.
A Coreia do Norte é fixe, mas nas minhas próximas férias vou para um país democrático. Para desenjoar!
- CARLOS ABRANTES

Quando a governança vira cartel - Parte V
Mostramos, antes de terminar esta rubrica, as 13 baixas de Ministros e Secretários de Estado deste governo da maioria absoluta do Partido Socialista (PS):
1 - Sara Guerreiro, Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações – Baixa em 2-5-2022.
2 - Marta Temido, Ministra da Saúde - Baixa em 30-08-2022.
3 - Fátima Fonseca, Secretária de Estado da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
4 - António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
5 - Miguel Alves, Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - Baixa em 10-11-2022.
6 - Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo - Baixa em 29-11-2022.
7 - João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia - Baixa em 29-11-2022.
8 - Alexandra Reis, Secretária de Estado do Tesouro - Baixa em 27-12-2022.
9 - Marina Gonçalves, Secretária de Estado da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
10 - Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
11 - Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado das Infraestruturas - Baixa em 29-12-2022.
12 - Rui Martinho, Secretário de Estado da Agricultura - Baixa em 4-1-2023.
13 - Carla Alves, Secretária de Estado da Agricultura - Baixa em 5-1-2023.
Tinha razão o Costa quando pediu a maioria absoluta.
O Marajá de São Bento nem precisa, sequer, de negociar à esquerda ou à direita para se tornar num autêntico rei-sol. O Estado sou eu!
Economia: Tortec inaugurou primeira fábrica no Parque Empresarial do Casarão
A Tortec - Tornearia e Peças Técnicas, do Grupo Ciclo-Fapril, inaugurou, na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, as suas novas instalações no Parque Empresarial do Casarão e será a primeira empresa a instalar-se no novo polo industrial do município.
Carla Santos, directora financeira da Ciclo-Fapril, começou por relevar o desempenho do presidente do município, Gil Nadais, e do seu executivo, que, “em bom rigor, foram os impulsionadores por termos aqui edificado as instalações da Tortec”.
“Mais do que o projecto Tortec, há que enaltecer o esforço e a determinação do presidente da Câmara em fazer de Águeda uma cidade de indústria, de academia e de turismo”, salientou Carla Santos.
“Muito nos honra estar a viver este momento histórico de viragem na dinâmica industrial de Águeda, pois com toda a certeza o concelho vai reflectir a criação de valor que as empresas aqui instaladas vão gerar”, observou a directora financeira da Ciclo-Fapril.
Carla Santos considerou que o facto da Tortec ter sido a primeira empresa a edificar no Parque Empresarial do Casarão, resultou em “dificuldades acrescidas”, sublinhando, em particular, o desempenho do administrador Samuel Santos e do sócio Vitor Antunes, e de “todos os que nos ajudaram a realizar este projecto”.
“Aos nossos colegas de trabalho, esperamos que o transtorno da mudança (que será concretizada na segunda quinzena deste mês) seja superado pelo conforto que estas instalações vos venham a proporcionar. Sabemos que estão motivados com o nosso projecto de trabalho e contamos convosco para dar alma a este edifício”, sublinhou Carla Santos.

Dia muito especial
para Gil Nadais
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu-se a “um dia, muito, muito especial”, considerando que o Parque Empresarial do Casarão foi um projecto “muito sofrido, muito laborioso e só possível graças à colaboração de muitas pessoas”, destacando o trabalho “inexcedível” do aguadense António Figueira, e o desempenho “fundamental” do vereador João Clemente.
O autarca lembrou que “foram adquiridos mais de um milhão de metros quadrados de terrenos” e anunciou que “mais empresas pretendem vir para o Parque Empresarial do Casarão”, pelo que será necessário adquirir mais terrenos.
Gil Nadais anunciou que “o LIDL irá começar a construir, em 2016”, o seu entreposto logístico, e que durante o próximo ano estarão concluídas as estruturas da Triangle´s e da Sakthi (primeiro pavilhão), para relevar um projecto que, disse, “me custou, pessoalmente, alguns comentários mais acintosos”.



Jorge Almeida está esperançado em "derrotar" a Socibeiral no Tribunal
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, mostrou-se confiante no diferendo judicial que opõe a autarquia à Socibeiral, relativo à construção de uma central de betão e betuminoso no Parque Empresarial do Casarão (PEC).

O líder do município foi confrontado, na passada segunda-feira, em sede de Assembleia Municipal, pelo líder da bancada do Partido Socialista (PS), José Marques Vidal, que pretendeu saber em que ponto se encontra o processo, que corre, há vários meses, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro.
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Pai Natal gigante de Águeda é candidato a maior do mundo
Um Pai Natal com 21 metros de altura e 250 mil lâmpadas LED de baixo consumo (24 volts), instalado no Largo 1º. de Maio, é a grande atracção da época natalícia, em Águeda.
O município pretende alcançar o reconhecimento pela instalação do “Maior Pai Natal do Mundo em LED's”, assente numa estrutura em alumínio, com altura de sete andares, forrada a tapy.
Para validar e confirmar a obtenção do recorde, será necessária a deslocação a Águeda de um juiz do Guinness World Records, no sentido de verificar todas as características da infraestrutura e de deliberar acerca da atribuição do recorde.
Os custos inerentes a esta candidatura, aprovada ontem (abstenção de Paula Cardoso e voto contra de Miguel Oliveira), dia 1, na reunião do executivo, são de aproximadamente 10.000 euros.
O Pai Natal, sentado numa caixa de presente de 9 por 12 metros, pode ser visitado até ao dia 11 de Janeiro, e a sua instalação obrigou a um investimento de 49.200 euros.
No passado sábado, 28 de Novembro, o presidente do município, Gil Nadais, deu luz às estruturas espalhadas pela cidade que assinalam o Natal, num momento acompanhado por centenas de pessoas.






Samuel Vilela no Conselho Nacional de Juventude
Samuel Vilela, presidente da JSD de Águeda, foi nomeado para a direcção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), assumindo a pasta das Relações Internacionais e a representação nacional junto de instâncias europeias e internacionais.
O CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude a nível nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, estudantis, partidárias, ambientais, escutistas, sindicalistas e confessionais).
Samuel Vilela, de 26 anos, encontra-se a frequentar um programa de Doutoramento na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e conta já com uma vasta experiência ao nível associativo e político.
Já presidiu ao Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais, foi vice-presidente da Associação Académica de Coimbra e membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
James Arthur está confirmado no Agitágueda 2015
O Agitágueda deste ano vai ter lugar de 4 a 26 de Julho, estando já confirmados os concertos dos D.A.M.A. (dia 4 de Julho), Paulo Gonzo (11), Selah Sue (17), Jimmy P (24) e James Arthur (26), cuja contratação foi aprovada na reunião camarária de ontem, dia 7 de Abril. O executivo aprovou, também, a contratação dos serviços de vigilância e segurança, com ajuste directo à empresa Protek, e o regulamento de participação nos Talentos Agitágueda.