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OPINIÃO
QUANTO VALE UMA LICENCIATURA?
Pela primeira vez na sua história, Portugal tem hoje mais empregados com o ensino superior que qualquer outro nível de ensino.
São hoje cerca de 1,9 milhões os trabalhadores empregados com formação superior (35% da mão-de-obra disponível), ultrapassando os 1,79 milhões com o ensino secundário ou formação profissional e os 1,6 milhões que não têm mais do que o terceiro ciclo (dados recentes do Instituto Nacional de Estatística).
O número de pessoas empregadas com ensino superior aumentou 104% em apenas 15 anos – ou seja, mais que duplicou. E é uma tendência consolidada, já que o secundário aumentou 88% e o número de trabalhadores com menos qualificações teve uma redução acentuada, na ordem dos 40%.
Não será muita gente diplomada?
Em Portugal, por cada 100 empregados, 35 são diplomados; na Irlanda ou Luxemburgo são 57. O que nos coloca numa modesta 20ª posição a nível europeu.
E haverá mesmo trabalho para tanto diplomado?
De acordo com um estudo recentemente publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, 75% dos licenciados estão a trabalhar um ano após concluírem o curso; e entre os mestrados as taxas de emprego chegam aos 88%. Valores bem acima dos diplomados de cursos profissionais (72%) e do secundário (56%).
Mas valerá a pena investir em formação superior para chegar ao mercado de trabalho e ganhar o salário mínimo?
Os dados compilados pelo mesmo estudo revelam que um licenciado ganha, em média, mais 28% e um mestrado mais 49% que um trabalhador com ensino secundário à entrada no mercado de trabalho. E este fosso vai aumentando exponencialmente ao longo da carreira: um trabalhador com o ensino secundário precisa de 3 anos para atingir os mesmos ganhos que um trabalhador licenciado atinge num ano.
Mas para quê tanto licenciado se vão fazer trabalhos para os quais não é exigida tanta qualificação? E até têm de ocultar a formação superior para poder ter um emprego?
Um estudo recente do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas da PLANAPP mostra que a taxa de sobreducação em Portugal é 16,4%. Quer dizer que, cerca de 16 em cada 100 trabalhadores com ensino superior têm formação a mais para as funções que estão a desempenhar. Para termos uma ideia, em Espanha esta taxa é de 34%, na Grécia 31,4% e no Chipre 27,5%. Portugal surge apenas no 18.º lugar, com valores semelhantes aos de países nórdicos (Finlândia e Dinamarca).
Por tudo isto se percebe que: (1) muitas das opiniões sobre a desvalorização da formação superior são infundadas; (2) a formação superior coloca as pessoas numa posição mais competitiva no mercado de trabalho; (3) a formação superior ainda é um investimento de futuro (por cada euro investido em formação superior, o retorno chega aos 14 euros de ganhos salariais).
Aos jovens e pais que agora se deparam com o dilema “continuar a estudar ou trabalhar”: a formação superior continua a ser o melhor investimento. A carreira profissional é uma maratona de 40 anos; a ilusão de algum ganho imediato não pode ofuscar o enorme retorno que a formação superior oferece no longo prazo.

Nota: o autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico
HIPOCRISIA E COBARDIA
Que pronunciamentos tão feios!
Muitas palavras utilizadas nestes tempos são criação de hábitos, talvez inofensivos que, ao longo das gerações, alastram, fortalecendo determinado sentido de viver em comunidade, pois muitas delas pronunciadas acarretarão em si conhecimentos concretos de aceitação fácil e comum.
Assim a vida e seus conceitos começaram a usufruir a firmeza, de modo a terem a leitura adequada e poderem ser ensinados com a certeza de não se caminhar no erro.
Todavia, o negativo de alguns conceitos poderá resultar da rotina no seu emprego que faz esquecer o verdadeiro significado inicial, por via de uma linguagem menos cuidada ou de atribuição incorrecta. Assim, muitas palavras perderam a força que lhes assistia no princípio do seu uso.
Estarão neste ponto de vista algumas expressões usadas hoje com um significado banal, e de tal forma que os indivíduos farão crer não se incomodarem se lhes forem atribuídas pessoalmente.
Refiro aqui, e como exemplo, dois termos bastante vexatórios numa sociedade, onde a hombridade e a verdade deveriam ser estradas abertas, instaladas sem quaisquer dúvidas ou tibiezas.
Aludo então, sem hesitar, aos termos hipocrisia e cobardia.
Dois conceitos que se ombreiam nos caminhos dos homens, tornam-se com eles presença nas assembleias e festas, mas procuram desviar e esquecer aquilo que é o íntimo de cada um.
Assim sonegados, escondem, um do outro, a verdade que deveria ser anunciada em actos de família ou de sociedade, mas, em contrapartida, fazem soar aos quatro ventos aquilo que é a mentira ou invenção seja do que for.
Aberta desta forma a guerra, as pessoas olham-se de soslaio, desconfiadas e duvidosas das consequências que, num futuro próximo, advirão do espezinhamento e das atitudes de má interpretação daquilo que é dito sem segundos propósitos por quem está ao nosso lado.
Quando sucede tal situação e é propalada a distorção do fulcro da questão, demonstra-se a hipocrisia que assenta na falta de coragem para um diálogo fraterno aberto, onde se deve desvendar a verdade e agir sem cobardia.
Ouvir algo que não se percebe jamais poderá ser causa de acusações e controvérsias supérfluas ou mal-entendidos.
Não se instale a guerra por mexericos de mentes doentias.
SERA QUE O MEU ANIMAL É ALÉRGICO?
Tal como ocorre nas pessoas, os nossos cães e gatos também podem desenvolver alergias ao longo da vida. Sinais como: comichão constante, lamber as patas, pele vermelha ou otites frequentes, podem parecer normais, mas muitas vezes são sinais de alergia nos nossos animais de companhia.
Podem surgir quando o organismo reage de forma exagerada a determinadas substâncias, como pólenes, ácaros ou até determinados alimentos.
Nos cães, a alergia manifesta-se sobretudo através da pele. É comum aparecer comichão intensa, queda de pelo, irritações nas orelhas ou feridas provocadas pelo ato constante de coçar e lamber, podendo conduzir a infeções da pele. No caso dos gatos, para além da comichão, podem surgir zonas sem pelo, feridas na cabeça e pescoço ou lambedura excessiva.
A alergia mais frequentemente detetada na prática clínica é a dermatite alérgica à picada da pulga. Em que basta uma única picada para provocar grande desconforto em animais sensíveis. Por isso, a desparasitação regular continua a ser fundamental, mesmo nos animais que vivem apenas dentro de casa.
Existem também alergias ambientais, associadas a pólenes, poeiras ou fungos, e alergias alimentares, que podem surgir mesmo após consumo da mesma ração durante anos. O diagnóstico, nem sempre é imediato. Muitas doenças de pele tem sintomas semelhantes e, por isso é muito importante uma avaliação detalhada pelo médico veterinário assistente. Em alguns casos, é necessário realizar exames complementares ou dietas de exclusão para tentar identificar a origem do problema.
Embora a maioria das alergias não tenham cura definitiva, existem atualmente várias opções para controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos animais. O tratamento pode incluir medicação, banhos de tratamento, mudanças alimentares e até controlo ambiental.
O mais importante é não ignorar os sinais. Um animal com comichão persistente não está apenas sensível, está doente e precisa de ajuda.
Informe-se com seu veterinário assistente para que juntos, possam definir a melhor solução para proteger o seu animal, a si e a sua família.
Quando foi que deixámos de confiar no tempo?
Vivemos numa época marcada pela velocidade. Queremos respostas imediatas, resultados rápidos e soluções instantâneas. Habituámo-nos a um mundo onde quase tudo está disponível à distância de um clique e, sem nos apercebermos, começámos a acreditar que a vida também deveria funcionar assim.
Se algo demora, ficamos impacientes. Se um objetivo não é alcançado rapidamente, surge a frustração. Se os resultados não aparecem quando esperamos, duvidamos do caminho.
No entanto, basta olhar para a natureza para perceber que o tempo nunca foi um obstáculo. Sempre foi um aliado.
Nenhuma árvore cresce de um dia para o outro. Nenhuma flor desabrocha antes da sua estação. As sementes permanecem escondidas na terra durante semanas ou meses antes de revelarem os primeiros sinais de vida. E, ainda assim, ninguém questiona esse processo. Porque compreendemos que o crescimento exige tempo.
Curiosamente, aceitamos essa verdade na natureza, mas resistimos a aceitá-la em nós próprios.
Queremos aprender depressa, recuperar depressa, alcançar depressa. Como se o valor das coisas estivesse na velocidade com que acontecem e não na profundidade com que se constroem.
Talvez seja por isso que tantos de nós vivemos numa sensação constante de insuficiência. Estamos sempre a correr para o próximo objetivo, para a próxima meta, para o próximo resultado. E, nessa corrida, esquecemo-nos de que algumas das coisas mais importantes da vida não podem ser aceleradas.
A confiança constrói-se lentamente. A maturidade nasce da experiência. A amizade fortalece-se com o tempo. Até as feridas emocionais seguem um ritmo próprio que não respeita calendários nem exigências.
O mais preocupante é que esta relação impaciente com o tempo está a ser transmitida às novas gerações. Crianças e jovens crescem rodeados por estímulos imediatos, habituados a respostas rápidas e recompensas instantâneas. Mas a vida real continua a exigir algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: paciência.
A paciência para esperar. A persistência para continuar. A capacidade de compreender que nem tudo acontece quando queremos.
Talvez esteja na altura de reaprendermos uma lição antiga que a natureza nos continua a ensinar todos os dias: aquilo que cresce depressa nem sempre cria raízes profundas.
Porque a questão não é apenas quando deixámos de confiar no tempo é se ainda vamos a tempo de ensinar os nossos filhos que tudo o que vale verdadeiramente a pena precisa do seu tempo para florescer.
Atividade parlamentar – iniciativas aprovadas
Desempenho na Assembleia da República a função de coordenador do Partido Chega na Comissão Parlamentar de Defesa Nacional, tentando aproveitar, de alguma forma, a experiência profissional como oficial do Exército.
Durante o mês de maio foram discutidas, nesta área, diversas iniciativas legislativas apresentadas por todos os partidos.
No referente ao partido que represento, apresentámos quatro iniciativas legislativas. Dois projetos de resolução (recomendações ao Governo) e dois projetos de lei.
Os projetos de resolução têm como objeto os efetivos e a organização das Forças Armadas. O primeiro recomenda ao Governo a realização de estudos que permitam implementar uma Semana de Defesa Nacional, ao invés do atual Dia de Defesa Nacional, destinado aos jovens de 18 anos, que lhes permita ser inspecionados e receber mais dados sobre esta função de soberania do Estado. O segundo visa recomendar ao Governo a alteração da estrutura superior das Forças Armadas, concentrando num só órgão o planeamento administrativo-logístico não operacional dos Ramos, numa poupança inequívoca de recursos e de aumento da eficiência, não pondo, todavia, em causa a especificidade no referente ao apoio em operações.
Estes projetos constituem-se em recomendações que poderão vir a ser implementadas, ou não, pelo Governo.
Foram também apresentados projetos de lei que, caso aprovados, terão o carácter de obrigatoriedade de implementação.
Um deles propõe a criação de uma reserva voluntária de militares que cumpriram serviço e que, por motivos vários, tiveram de se afastar das fileiras (entrando na reserva de disponibilidade ou na situação de reserva). Este projeto, inovador em Portugal, permite garantir uma bolsa de militares, com competências diversas, que seriam os primeiros a serem utilizados em caso de necessidade, ainda antes de uma eventual chamada das restantes classes de mobilização.
O outro projeto destina-se aos antigos combatentes e visa criar um passe social gratuito para todo o território nacional para estes cidadãos portugueses que tudo deram pela Pátria.
Estes nossos concidadãos necessitam de muito mais do que de um simples passe gratuito. Necessitam de pensões dignas, cuidados de saúde atempados, habitação condigna e, sobretudo, da consideração e respeito dos portugueses. Este é só um pequeno primeiro passo nesse sentido.
Os quatro projetos foram aprovados na generalidade.
Queremos acreditar que, no final, Portugal ficará a ganhar com a sua implementação. 
A morte de Edgar Morin (1921-2026)
Na semana passada vieram a público duas noticias, uma bastante positiva – a encíclica papal de Leão XIV Magnifica Humanitas (Magnifica humanidade)”, e outra negativa - a morte do filósofo Edgar Morin.
A morte de Edgar Morin, filósofo e sociólogo francês, fez-me recuar à memória de um livro do autor com o título “O paradigma perdido – A Natureza Humana” (1973), que me foi sugerido, nos tempos da frequência da minha escola secundária Marques Castilho, pela minha então professora de filosofia, a saudosa Senhora Professora Rosa Maria Barbosa (esposa de um ciclista famoso “Alves Barbosa”).
Com a feliz sorte de ter tido uma professora da grandeza intelectual e humana da Profª Rosa Maria Barbosa, que de resto era uma pessoa de esquerda, aprendi a gostar de filosofia, de psicologia e de sociologia, e de outras áreas das ciências sociais e humanas, da cultura, da ética, da política e do conhecimento interdisciplinar entre as ciências da natureza e do ser humano.
O livro de Edgar Morin “Paradigma Perdido – A Natureza Humana", foi para mim fundamental para perceber o quanto a educação futura tinha que deixar a visão fragmentada e separada que a ciência moderna tinha do ser humano - em que a antropologia separava o homem da natureza -, e em que a biologia reduzia o ser vivo a meros mecanismos técnico científicos, separados dos labirintos da incerteza da natureza humana.
Edgar Morin defendia que o ser humano não é, nem apenas um animal biológico, nem apenas um ser puramente cultural e sobrenatural. O Homem é um ser complexo, em que a cultura, a sociedade e a consciência humana só podem ser compreendidas quando em conexão permanente com a sua base biológica e evolutiva, sendo a identidade humana uma unidade entre ser biológico e ser social que contém diversidade.
Essa primeira aprendizagem filosófica que tive a felicidade de experimentar, num tempo sem computação, sem redes sociais, sem iphones, sem fake news, ou sem inteligência artificial, permitiu-me consolidar a ideia de que o conhecimento científico nunca é uma certeza, antes vive de erro e correção permanente, em diálogo sistemático com as humanidades que tão desprezadas têm sido hoje, quer nos currículos escolares, quer nas práticas educativas que, não raro, descuram a formação do “humano” e privilegiam a formação das “competências técnicas” para o mercado de trabalho.
As consequências desta visão tecnocrática da educação, estão hoje exponenciadas com o alheamento total dos alunos nas escolas e até nas universidades, das áreas das ciências sociais e humanas.
Os alunos são pouco educados para ler, pensar e ter pensamento crítico, mas mais para dominar as tecnicalidades da revolução algorítmica exigida pelo novo mercado de trabalho que parece estar a emergir dum novo paradigma totalitário que cresce em torno da má utilização da inteligência artificial.
E o papa Leão XIV com esta nova encíclica, Magnifica Humanitas, vem curiosamente ao encontro dos avisos que o filósofo Edgar Morin já fazia nos anos setenta com o “paradigma perdido” e depois nos anos noventa com os “sete saberes necessários à Educação do futuro” publicado pela UNESCO em 1999, cuja mensagem eu resumiria do seguinte modo: o conhecimento não é feito de saberes fragmentados ou de acumulação de informação dispersa para resolver problemas que são complexos; o conhecimento implica que cada ser humano singular tenha uma consciência do seu destino de pertença comum à humanidade, consciência ecológica, cooperação, solidariedade (nas crises, nas pandemias, nas guerras, na paz), e sobretudo escolhas éticas e politicas sobre o tipo de sociedade em que se quer viver.
Ainda assim Ana Sá Lopes, no jornal Público, adverte que “está a acontecer uma mudança civilizacional assustadora que não vem da IA nem do algoritmo: é enorme a quantidade de pessoas que salvariam o seu animal de estimação em detrimento de outro humano (ex, um idoso) em caso de tragédia”.
A VIVENDA LOURENÇO
O Filinto Elísio Martins indicou-me que se convocava a memória daqueles que partiram e dos doentes, rezando pelas almas e pedindo pelos vivos.
No ritual do sacrifício do porco.
As crianças pediam a bênção aos mais velhos. A identidade nossa enquanto povo respeita a idade como critério de distinção social. O tempo do mais velho.
Somos europeus, portugueses, fruto da luta contra a pobreza, por causa de um talismã, o porco. A cristandade venceu o islão e o judaísmo ao apropriar-se do porco. Do séc. XV ao séc. XVIII foi a base proteica de todos nós.
O Luís Noronha está cá, mas também o Fortunato Mariano Alves.
Uma vitória magnífica do mais forte de nós.
O nosso mundo é uma história de amor entre homens, de respeito, de solidariedade, de um passado sempre presente a confirmar que os meninos de ontem são os homens de hoje.
Em finais do ano passado a ideia começou a ganhar forma. Falámos com a Amália cujas condições foram aceites com agrado: respeitar a tradição, fazer como os nossos avós faziam.
A mensagem era que ninguém ficaria para trás, somos todos um.
Do porco saíram as carnes todas aproveitadas. Num primeiro tempo o sarrabulho no sangue do próprio dia, com alho e salsa, no dia seguinte juntou-se a batata.
O João Oliveira era um menino de novo, a simplicidade dos grandes.
O Tocha, o Óscar, o Fernando Alves e o Seara voltavam às origens, aos tempos de criança, felizes. Era vê-los como se tivessem ganho um brinquedo novo.
O Nobre, o Silvério e o o Jorge Élio estavam no ambiente deles, um vinho do lavrador que o Jorge trouxe, tinto e bom. O filho Jorge também por lá passou, os filhos são nossos, somos nós um dia mais tarde.
Todos participámos nas várias etapas mas o trabalho da Amália e da Tina foi muito, foi demasiado. Uma lição para o futuro. Na próxima fica a Amália a comandar e nós a trabalharmos.
Não conhecia o Serra pessoalmente mas já todos percebemos que é o homem certo no lugar certo, encomendar a alma do bácoro ao criador, a mestria do saber fazer, um homem que foi mais um de nós.
O Mestre Silva  e o Dr. Pimenta Simões elevaram o repasto a um nível superior. É sempre bom a presença de quem admiramos, um pai para todos nós,
O Santiago, do alto na sua adolescência, conviveu com estes garotos, estes miúdos sexagenários que lhe encheram a casa mas notei  a satisfação por todos nós.
Ao Agostinho Gomes uma palavra final. Sabes da minha e nossa admiração por ti. Um fotógrafo de excelência, a inteligência pura, um homem e amigo que nos faz sentir mais perto do Céu.
O espaço redentor das memórias, que perdurarão, é do António Lourenço. Há pessoas que desde a primeira vez que as vimos parece que conhecemos há décadas. Um homem bom. Um pai e um marido mas um compincha e parceiro na sueca!
A vida é tão boa naquela casa, na vivenda Lourenço, tão boa que até jogamos às cartas e aos matrecos!
Bem hajam!
E já houve um arroz de fressura, prepara-se um cozido e há carnes para podermos ter mais um motivo para continuarmos a ser os miúdos de sempre.
Ao Paulo Lourenço, obrigado amigo. De todos.
Obrigado por me fazerem um homem feliz.
Uma palavra final para aqueles que por diversas razões não puderam comparecer: somos todos um.
O arroz doce da Amália. Já levei muitas coisas à boca, (o Cajó de Noronha sabe daquilo que falo) mas este arroz...
 O autor escreve segundo
o antigo Acordo Ortográfico.
O FLAGELO COMUM: - A GUERRA
Não é fácil, por todas as razões, falar-se de guerra. É uma realidade que arrasta consigo e para todos os povos a infelicidade do sofrimento, angústia, desespero, morte. Tudo, neste ambiente, é destruição de quaisquer valores económicos, políticos, materiais, morais, religiosos, humanos.
Parece não prevalecer pedra sobre pedra se avaliarmos tudo quanto se passa diante de nós ou assusta os nossos ouvidos.
Nada nem ninguém está seguro e teremos sempre a tentação de olhar de soslaio a vida e o próximo que é igual a nós.
A inteligência criada para a construção do Homem acaba por ser fazedora dos pensamentos e instrumentos que separam os indivíduos, uns dos outros, movidos por ambições desmesuradas do ter e poder.
Muitos se alcandoram, como senhores dominadores do mundo inteiro e seus bens. O olhar que deveria atingir, em acção de graças, tudo quanto é bom e fulcro de união universal, transvia-se, por desvairamento egoísta, destruindo aquilo que deveria produzir a união e a compreensão de todos os seres que somos nós.
Desde pequenito, ouvi sempre falar de guerra e até nasci no ambiente pesado de ruido da Segunda Guerra mundial, sendo assim embalado ao som dos morteiros, durante os três primeiros anos de vida.
Logo quase nos primeiros tempos de escola, entrámos a estudar História e a descrição das batalhas travadas neste torrão pátrio.
Na Catequese ouvimos a narrativa da entrada do espírito da guerra no mundo, aquando o Homem, contraditando a vontade do Criador, praticou o primeiro acto infeliz. A partir daí, o desaforo tomou conta dos corações humanos que não mais deixaram de produzir armas mortíferas que vão dizimando vidas e vidas sem fim.
A Sagrada Escritura narra a odisseia do povo judeu que travou, em toda a sua história, guerras para atingir os seus fins e chegar à sua terra prometida. Venceu povos, perdeu batalhas e aprendeu a lutar sem tréguas durante os séculos seguintes.
Hoje, é o ruído dos aviões, as notícias tendenciosas, os diálogos e acordos frustrados, as habitações destruídas, as cidades e aldeias arrasadas, a fome, as lágrimas abundantes que correm nos rostos inocentes, os dentes raivosos mostrados a esmo, os desejos de vingança propagados por todos os modos, a morte e muitíssimas outras provas que nos fazem tremer.
As ambições e prosápias de grandes senhores pretendem segurar, nos seus dedos frágeis e vontades doentias, as rédeas da governação de toda a Humanidade, cada um, porém, procurando, sarcasticamente, fazer crer que a sua posição é a mais inteligente e de confiança.
Na incoerência ambiciosa e infame desses ditos homens – que de homens não têm nada – são obrigados a navegar todos quantos, fustigados por tal flagelo comum, ainda lutam, honestamente, por um naco de pão e paz.
PORTUGAL NO LIMITE: O PESO ASFIXIANTE DOS COMBUSTÍVEIS
A escalada dos preços dos combustíveis está a colocar as famílias e as empresas portuguesas sob uma pressão muito forte e difícil de suportar. Este aumento no preço do gasóleo e da gasolina representa um golpe grande no orçamento das famílias e na competitividade das empresas.
Bem sei que o cenário internacional, marcado por conflitos armados, instabilidade nos mercados energéticos e forte incerteza económica, ajuda a explicar parte desta subida. No entanto, em Portugal não estamos dependentes do petróleo que passa pelo estreito de Ormuz, pelo que não há razão para tais aumentos. E o impacto é brutal nas famílias porque abastecer o carro custa mais, para as empresas porque transportar mercadorias custa mais, produzir custa mais e, inevitavelmente, viver custa mais.
Para as famílias, o automóvel não é um luxo — é uma necessidade, e o combustível tornou-se um bem essencial para garantir o acesso ao trabalho, à escola ou aos serviços de saúde. Quando os preços sobem brutalmente representa um rude golpe no orçamento das famílias.
Mas também as empresas enfrentam um período difícil. As PME’s, que são a base da economia nacional e asseguram a maioria dos postos de trabalho, vivem sufocadas pelo aumento generalizado dos custos. O preço dos combustíveis afeta diretamente o transporte de mercadorias, as deslocações comerciais e toda a cadeia logística. A isto juntam-se os aumentos da eletricidade, do gás natural e das matérias-primas.
No setor transformador, esta realidade é particularmente preocupante. Produzir em Portugal está muito mais caro, reduziu a capacidade competitiva das empresas nacionais face aos concorrentes estrangeiros. A localização periférica do país já representa um custo acrescido para exportar, mas com combustíveis cada vez mais caros, esse problema agrava-se dramaticamente.
Se tivermos em consideração que mais de metade do preço pago pelos consumidores nos combustíveis corresponde a impostos é legítimo questionar se o Estado não deve aliviar temporariamente esta carga fiscal. A redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e a taxa do IVA para a taxa intermédia poderiam representar um sinal importante de apoio à economia real.
Não se trata apenas de baixar impostos. Trata-se de proteger empregos, preservar empresas e defender o poder de compra das famílias portuguesas. Sem medidas concretas e rápidas, o risco é evidente: mais dificuldades económicas, menor investimento e perda de competitividade.
O Estado não pode continuar a exigir às empresas e às famílias que suportem sozinhas o peso de uma crise internacional. Num momento excecional, exigem-se respostas excecionais. O país precisa de políticas que aliviem os custos de produção, promovam a competitividade e devolvam alguma estabilidade financeira aos portugueses. Porque sem empresas fortes não há economia sustentável, e sem famílias estaveis não há futuro para o país.
NON SEQUITUR
Non sequitur” é uma expressão em latim que, traduzida à letra, significa “não se segue que”. É uma expressão que habitualmente exprime uma falácia lógica (outro palavrão!).
Uma falácia lógica aplica-se a conclusões que não decorrem das premissas ou, dito de outro modo, quando se tira uma conclusão que não é suportada, total ou parcialmente, pelas evidências ou factos. Estabelecem-se ligações que não são visíveis.
Por exemplo: “a Apple criou o iPhone. Se a Apple não existisse, nunca existiriam smartphones”. Esta afirmação apresenta uma falácia lógica, isto porque nada nos diz que os smartphones não poderiam ter sido inventados por outras empresas.
Para além de ser uma curiosidade de cultura geral (possivelmente) interessante, isto tem a ver com o quê?
Nas últimas semanas (ou meses, já lhe perdi a conta) temos assistido a um “processo negocial” a propósito da legislação laboral – o famoso “pacote laboral”. O objectivo – assim afirmaram os decisores políticos – era reformar a legislação laboral de modo a favorecer a flexibilidade laboral que, por sua vez, favoreceria a produtividade e a competitividade do país. Outros foram mais longe afirmando, por exemplo, que “a rigidez laboral deixa marcas profundas na produtividade e nos salários” ou ainda que “a rigidez se faz sentir no desemprego de longa duração” ou até mesmo que “cria um desencontro entre a área de estudo e a área de emprego”.
Ou seja, temos aqui uma conclusão – “reformar a legislação laboral conduz a mais produtividade, mais salários, e menos desemprego de longa duração” – que não é, total ou parcialmente, suportada pelas evidências apresentadas. Existe uma falácia lógica porque não há evidências que demonstrem que as alterações que se pretendem introduzir na legislação laboral venham promover tudo aquilo que se apregoa.
Não há nenhum estudo, nenhuma conclusão de investigações científicas que nos demonstrem, sem sombra de dúvidas, que a (suposta) rigidez da legislação laboral seja a responsável pelos problemas de produtividade, dos salários, ou do desemprego de longa duração. Não há evidências credíveis que nos digam que mais flexibilidade das leis laborais corresponderá a mais produtividade, a melhores salários ou a menos desemprego de longa duração.
No entanto, existem evidências (provenientes de estudos científicos) que nos dizem que mais competências e qualificações, mais capacidade de inovação, mais capacidade de gerar valor, ou mais capacidade de gestão e organização podem contribuir, em conjunto, para maior produtividade, eventualmente melhores salários, e muito provavelmente menos desemprego de longa duração.
Que fique claro que o autor desta reflexão não tem nenhuma posição de princípio contra “reformar”, “flexibilizar” ou “modernizar”. O que o autor tem é um problema com decisões ou opções baseadas em fundamentos deficientes, mas que são “vendidas” como se fossem “inevitabilidades da modernização”.
MAIO, MÊS DO CORAÇÃO: PREVENIR TAMBÉM PASSA PELA ALIMENTAÇÃO
Entre os vários fatores que contribuem para a saúde cardiovascular, a alimentação ocupa um papel central. Maio, assinalado como o “Mês do Coração”, é por isso uma boa oportunidade para recordar que a prevenção não deve começar quando surgem sintomas, mas sim nas escolhas do dia a dia.
Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório mantêm-se como a principal causa de morte. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, estiveram na origem de 30 mil óbitos de residentes em 2024, representando 25,4% da mortalidade total.
A relação entre alimentação e saúde cardiovascular está bem estabelecida. O problema não se resume a um alimento isolado, mas ao padrão alimentar habitual. A evidência científica aponta, de forma consistente, para maior risco quando a alimentação é rica em sal, carnes processadas, produtos ultraprocessados, açúcares simples e gorduras de pior qualidade. Pelo contrário, padrões alimentares com maior presença de hortícolas, fruta, leguminosas, cereais integrais, frutos oleaginosos, peixe e gorduras insaturadas associam-se a melhor proteção cardiovascular. O relatório da European Heart Network reforça precisamente esta ideia: o padrão alimentar global pesa mais do que a atenção excessiva dada a um único alimento ou nutriente.
No caso português, um dos aspetos mais relevantes continua a ser o consumo de sal. De acordo com dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3g de sal por dia, acima do valor recomendado. Este consumo excessivo é um fator importante de hipertensão arterial e, por essa via, de doença cardiovascular.
Falar de prevenção não implica procurar uma alimentação “perfeita”, nem recorrer a soluções extremas. Implica, sim, reforçar hábitos que já sabemos serem muito importantes: reduzir o sal adicionado na confeção e no tempero, limitar o consumo de enchidos e charcutaria, moderar produtos embalados mais salgados e ou açucarados, incluir regularmente sopa, hortícolas, fruta e leguminosas, e privilegiar refeições simples e pouco processadas. São mudanças aparentemente pequenas, mas com impacto real quando se tornam consistentes.
Deste modo, cuidar do coração passa também por cuidar da alimentação. Não como uma medida temporária, mas como parte de uma rotina que ajuda a prevenir doença, preservar qualidade de vida e ganhar saúde a longo prazo. Num país em que a doença cardiovascular continua a ter um peso tão significativo na mortalidade, torna-se ainda mais importante reforçar esta mensagem.
MANUEL ALEGRE: 90 ANOS DA FIGURA MAIS UNIVERSAL DE ÁGUEDA
A relação de Águeda com Manuel Alegre permanece atravessada por uma ambivalência que diz tanto sobre o poeta como sobre a própria forma como as comunidades constroem a sua memória coletiva.
Nascido na cidade em 1936, onde realizou a instrução primária, Alegre partiu cedo para fora — Coimbra, Lisboa, Porto — e aí construiu uma vida profundamente marcada pela política, pela literatura e pela intervenção cívica.
Esse dado biográfico é essencial: ao contrário de outras figuras locais cuja presença se prolonga no território, Manuel Alegre tornou-se uma referência nacional e internacional, com pouca ligação continuada à vida quotidiana de Águeda. Essa distância física contribuiu para um certo afastamento simbólico, típico de muitas comunidades que tendem a reconhecer mais facilmente figuras com presença regular ou impacto direto no território.
Mas há também outro plano, inevitável, que ajuda a explicar esse desencontro: o peso da leitura política. Alegre não é, longe disso, uma figura neutra. Foi resistente antifascista, preso pela PIDE, exilado, dirigente do Partido Socialista, deputado durante décadas e candidato à Presidência da República. Essa dimensão pública, altamente visível, tende muitas vezes a sobrepor-se à sua obra literária, fazendo com que o poeta seja lido através do político — e não o contrário.
Essa redução, ainda que incompleta, ajuda a compreender porque razão a valorização local nem sempre acompanha a dimensão nacional da sua obra. A sua poesia — profundamente ligada à liberdade, à resistência e à cultura democrática — acabou por circular mais intensamente no espaço do país, e também no seu exterior, do que no imaginário local de origem.
Ainda assim, houve um gesto relevante de reconhecimento. Em 2010, a Biblioteca Municipal de Águeda passou a designar-se Manuel Alegre. A proposta foi apresentada por uma vereadora da oposição, Paula Cardoso - eleita pelo PSD e atualmente deputada na Assembleia da República -, integrando a lista então liderada por Horácio Marçal, tendo sido acolhida pelo executivo de maioria socialista. Mais do que o contexto partidário, o episódio revela um raro momento de convergência em torno da cultura e da memória.
Coloca-se, por isso, uma questão que ultrapassa o caso individual: é Manuel Alegre mais valorizado em Águeda como político — figura de adesão ou de divergência — ou como escritor cuja obra ultrapassa fronteiras ideológicas? E será possível separar completamente essas dimensões?
Talvez não. Manuel Alegre é, simultaneamente, o poeta da resistência, cujos versos atravessaram a censura e se tornaram canções de liberdade, e o cidadão com um percurso cívico intenso na construção da democracia portuguesa. A dificuldade em o enquadrar numa única categoria ajuda a explicar, em parte, a distância que ainda hoje se sente.
Não se trata, apenas, de reconhecer uma figura. Águeda, como qualquer comunidade, está também a decidir como quer inscrever essa figura na sua própria identidade.

Nesta terça-feira, Manuel Alegre assinala 90 anos de vida. Mais do que evocação biográfica, esta data convoca à reflexão sobre o lugar que ocupa na cultura e na memória coletiva. Para Águeda, a efeméride reforça a oportunidade de olhar, sem filtros, para a mais universal das figuras aguedenses da cultura e da literatura portuguesas, reconhecendo na distância do tempo a dimensão plena de um percurso que pertence já, inevitavelmente, à história.
DO MANTO DIÁFANO DA MENTIRA
Vivemos hoje tempos difíceis. Vivemos tempos que anunciam negros tempos. Tempos que brotarão sobre os escombros deste velho mundo. Viveremos ainda em democracia? Seremos nós ainda senhores do nosso destino coletivo? Penso que não…
Existe também um submundo invisível, todo-poderoso, que vem corroendo, aos poucos, os alicerces do nosso modo de vida, criando caboucos, erguendo pilares, novos telhados e construindo, indelevelmente, um edifício iliberal, mas ainda com roupagens democráticas. Não o conhecemos, mas conhecemos as grandes instituições financeiras e económicas que o gerem. Uma verdadeira Máfia, conhecida por Assassinos Económicos (AE). Já lá vamos…
Esses AE são um grupo de elite, que usa as organizações financeiras internacionais com o objetivo estratégico de criar o dito Império Global. O seu modus operandi é simples: emprestam quantias extraordinárias de dólares a países em dificuldades, através do FMI, p.e., sem grandes constrangimentos, para investimentos gigantescos na área da engenharia e construção, de natureza pública. Projetos que todos aplaudem, porque criam emprego e riqueza. Mas com condições: o dinheiro emprestado vem dos EUA e nunca de lá sai. É transferido dos escritórios bancários de Washington para escritórios de engenharia de Nova York, Houston ou São Francisco. O país recetor terá que pagar a divida contraída com juros acrescidos mas, com toda a probabilidade deixará de pagar essa divida ao fim de poucos anos. No problem! Exige-se, agora nesta fase mais adiantada, aos dirigentes desses países endividados, os votos certos nas decisões da ONU, a autorização de instalação de bases militares ou o acesso a matérias-primas no seu território, (se for petróleo, ainda melhor!), e assim vamos andando caladinhos e sossegados…
John Perkins, escreveu um best seller “Confissões de um Assassino Económico”, que mais não era que uma confissão de um assassino arrependido. Histórias muito tristes, que não veem agora a lume. Descrevia com minúcia o mundo mafioso dos grandes poderes económicos e financeiros e a sua relação promíscua com os poderes políticos. Era uma espécie de Mafia que geria os negócios públicos e privados de alguns padrinhos eleitos por todos nós. A título de exemplo (uma gota num oceano negro que me faz lembrar os ficheiros de Epstein, pela dependência que criam e pelo silêncio comprometido da Justiça), conta como o mundo obscuro das atividades da Texaco se desenvolvia no Equador amazónico. Descobriram lá petróleo, construíram um oleoduto transandino, que vazou, em pouco tempo, meio milhão de barris de petróleo na floresta tropical. Como resultado, foi destruída grande parte da floresta, as araras e os jaguares desapareceram e os rios transformaram-se em fossas. Desde 1970, quando surgiu esse boom do petróleo, o nível de pobreza do Equador cresceu de 50 para 70%, a divida pública cresceu de 240 milhões para 16 biliões de dólares e os recursos alocados aos pobres diminuíram de 20 para 6 %.
Donald Trump não é um louco. É um homem da comunicação social (ser palhaço é um trunfo inestimável) e tem por detrás os homens do grande capital. É o cume da pirâmide desse mundo omnipotente. E tem como agentes, os ditos Assassinos Económicos, onde se inseriu o arrependido John Perkins. Percebe que o domínio unipolar dos EUA está a chegar ao fim, em benefício da China e dos BRICs e percebe que o tal exército clandestino, que não olha a meios, que promove golpes de Estado, assassina personalidades “perigosas”, endivida os países com cínicos projetos empresariais, tipo sanguessuga, já não é suficientemente eficaz. Os chineses, ardilosamente, estão a tirar-lhes o tapete. Segue-se agora o Plano B. Trump sequestra o ditador Maduro e vai gerindo impunemente o petróleo venezuelano, através de uma guerra ilegal, tenta o mesmo com o Irão (embora de resultados bem duvidosos), coloca Cuba e a Gronelândia no corredor da morte e vai sabotando a economia do seu rival da União Europeia com o garrote de Ormuz e negociatas opacas com a Federação Russa.
Não há vidente que prognostique o fim disto tudo, porque a bola de cristal é frágil e pechisbeque, made in China. Mas nada agora ficará como dantes. Anuncia-se pois, uma nova era, onde Portugal voltará para o seu cantinho, talvez algures em Coimbra, acantonado num Portugal dos Pequeninos. Talvez na Base das Lage, na Ilha Terceira, surja um farol que nos ilumine. Os EUA também precisam dele. Porque estão às escuras.
AINDA NÃO VERIFICOU O IMI? EIS O QUE DEVE SABER EM MAIO
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) já se encontra a pagamento. Este ano, muitos contribuintes poderão deixar de receber em casa a habitual nota de cobrança em papel, devido à adesão às notificações eletrónicas. Ainda assim, os prazos e as obrigações de pagamento mantêm-se inalterados. Por isso, é importante que os proprietários de imóveis estejam atentos às datas definidas pela Autoridade Tributária, de forma a evitar juros, acréscimos ou coimas por atraso.

Quando se paga o IMI?
O pagamento do IMI está dividido em prestações, consoante o valor total do imposto:
•Prestação única em Maio — quando o IMI é igual ou inferior a 100€;
•Duas prestações (Maio e Novembro) — quando o IMI é superior a 100€ e inferior a 500€;
•Três prestações (Maio, Agosto e Novembro) — quando o IMI é igual ou superior a 500€.

Não recebi a Nota de Cobrança. O que faço?

A ausência da nota de cobrança em papel não isenta o contribuinte do pagamento. Pode consultar e obter a sua nota de cobrança através do Portal das Finanças, seguindo estes passos:
1. Aceda ao Portal das Finanças em: www.porta das financas.gov.pt
2. Autentique-se com o seu NIF e senha de acesso (ou através da Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão).
3. Escreva na pesquisa/lupa:
“Notificações e Citações” g selecione “Notificações e Citações do Próprio” e carregue em “documento” para obter a guia do IMI.
Ou, em alternativa:
“Notas de Cobrança” g escolher/aceder “Consultar
Notas de Cobrança” g selecionar o ano “2025” g selecionar/carregar em ”info” da nota de cobrança emitida de Maio, para visualizar e imprimir o “detalhe da nota de cobrança”, cujo valor a pagar e a referência de multibanco encontram-se mencionados no mesmo.
4. De seguida pode efetuar o pagamento no Multibanco (ATM), homebanking ou num Balcão dos CTT.

Atenção: O não pagamento dentro do prazo implica o início de um processo de cobrança coerciva, com acréscimo de juros de mora e custas. Em caso de dúvidas, contacte o seu Serviço de Finanças local.
UM BREVE RETRATO DE ÁGUEDA
O concelho de Águeda conta com quase 48 mil residentes. São mais 1233 que em 2021, sobretudo à custa do saldo migratório (+1850 pessoas), porque apenas com base no saldo natural (diferença entre nascimentos e mortes), Águeda teria agora menos 617 residentes. Embora esteja alinhada no crescimento (2,7%) com a realidade nacional (3,2%), Águeda encontra-se abaixo da média.
Os índices de envelhecimento mostram que em Águeda existem mais idosos que jovens: para cada jovem, existem 2,27 idosos. Este valor aumentou relativamente aos últimos Censos realizados em 2021, altura em que este índice era de 2,13. Não parece nada, mas em 4 anos é um aumento de quase 7%.
O índice de sustentabilidade potencial também não é famoso. Este indicador mostra-nos o número de residentes em idade activa (15-64 anos) para cada idoso. Quanto mais alto for o número de população activa, face à população idosa, maior é o indicador de sustentabilidade. Em 2021, este índice situava-se em 2,39 tendo caído em 2024 para 2,30. Quer isto dizer que a sustentabilidade populacional em Águeda tem vindo a diminuir e situa-se abaixo da média nacional (2,59).
No que respeita à habitação, existem ligeiramente menos novas casas para habitação, ou seja, contruiu-se menos nos últimos anos. Em 2018-2020 foram 175, já em 2022-2024, foram 171, uma diferença de -4. Mas, se conjugarmos esta diminuição de casas com o aumento da população, é fácil perceber que existe uma pressão habitacional no concelho. Se a esta pressão da procura juntarmos o preço das casas, facilmente se percebe o grande problema que Águeda tem em termos de habitação. O valor mediano da avaliação bancária das casas para habitação familiar situa-se nos 1.088 euros por m2, uma subida de quase 35% face a 2021. Nos concelhos vizinhos, só Oliveira do Bairro teve uma subida (ligeiramente) superior, a rondar os 36% (ainda assim com um valor por m2 ligeiramente inferior – 1.087 euros).
Os trabalhadores por conta de outrem do concelho têm uma escolaridade média a rondar os 10 anos (actualmente a escolaridade obrigatória é o 12º ano). Quase metade (46,6%) não tem o ensino secundário e apenas 18,3% tem o ensino superior. O salário médio dos trabalhadores do concelho ronda os 1.280 euros, 180 euros abaixo da média nacional. Quando comparado com 5 concelhos vizinhos, Águeda é o 3º com menor escolaridade e o 2º com menor ganho mensal. Já em matéria de desemprego, o concelho tinha, em final de 2024, uma taxa de desemprego de 3,9%, a segunda maior dos 5 concelhos vizinhos já referidos.
Em modo fotográfico, Águeda viu a sua população crescer, mas também a viu envelhecer. Os indicadores são ilustrativos do problema que a habitação representa no concelho, não só pela falta de oferta, mas também pelos valores pouco ajustados aos rendimentos dos aguedenses. Em termos de educação e mercado de trabalho, os elevados níveis de emprego (sempre desejáveis) escondem uma baixa escolaridade, que contribui para explicar os baixos níveis salariais.

Nota: o autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico
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OPINIÃO | Carlos Abrantes | A Coreia do Norte é fixe
Quando disse aos meus amigos que ia de férias para a Coreia do Norte a reacção não se fez esperar. Para a Coreia do Norte? Tens a certeza que queres ir para a Coreia do Norte? E ficavam a olhar para mim com aquele ar compadecido de quem acha que eu tinha perdido o tino. Com tantos destinos de sol e mar, com Mediterrâneo e Caraíbas, com Brasil e Tailândia eu escolhera a Coreia do Kim Jong-Un, Mr. Rocket Man!
E foi uma óptima escolha.
Aconselho aos ambientalistas do PAN, tão na moda, e aos amantes das grandes causas politicamente correctas, uma estadia naquele paraíso ambiental. Não sofrerão com os engarrafamentos das grandes metrópoles capitalistas porque em Pyongyang, a capital, praticamente não circulam automóveis, nem camiões, nem autocarros. Emissões de carbono zero, ou quase.
Em contrapartida vê-se muita gente a pé, a caminho do trabalho ou de lado nenhum, promovendo um estilo de vida saudável, sem complicações cardiovasculares ou de diabetes. À excepção do “querido líder”, não vi gordos. Uma vitória do povo norte coreano que, desse modo, pode dispensar a existência de serviço nacional de saúde.
Também o regime alimentar muito frugal, pobre em hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares, com consumo de carnes vermelhas zero, é um exemplo para o mundo. Daí que seja seguido de perto pela comunidade científica, nomeadamente pela Universidade de Coimbra que, numa atitude pioneira e esclarecida decretou a proibição do consumo de carne de bovino nas cantinas estudantis.
Há, no entanto, um “mas” que perturbará os nossos amigos do PAN. Os Norte coreanos gostam, e consomem, carne de cão. Em ocasiões especiais, é certo, mas comem cão. Sopa de cão, cão guisado, cão frito, mil maneiras de cozinhar cão... Tal como o PAN eles também gostam de animais. Têm uma forma diferente de gostar, mas que gostam, gostam!
E gostam também dos líderes. Não os comem, porque não podem, mas têm um carinho especial pelos líderes. Erguem-lhes estátuas monumentais. Aos três – ao avô, ao pai e ao filho. Uma democracia, nas palavras de Bernardino Soares, transmissível de pais para filhos.
É tudo em grande! São enormes as estátuas, os cemitérios, os edifícios públicos, as bibliotecas, os museus, ou os estádios. E os espectáculos e as manifestações populares de apoio, ou de pesar. E as auto-estradas, ah as auto-estradas! Com três pistas em cada sentido, viajei a partir de Pyongyang para sul até ao paralelo 38 e para norte até Myohyang. Um espanto! Sem portagens nem congestionamentos, sem aselhas nem chico-espertos. Centenas de quilómetros sem um sobressalto ou um acidente. Havia, é certo, o problema do piso esburacado e das lombas, dos peões e das cabras, das bicicletas e dos controles militares, mas fora isso era maravilhoso.
Que sossego, que segurança.
Não admira que me tenha sentido muito seguro. É fácil quando cumprimos as regras, e as regras eram claras. Podíamos circular livremente dentro do hotel. Fora do perímetro do hotel, que estava estrategicamente implantado numa pequena ilha, teríamos de estar SEMPRE acompanhados pelos nossos guias locais.
A Coreia do Norte é fixe, mas nas minhas próximas férias vou para um país democrático. Para desenjoar!
- CARLOS ABRANTES

Quando a governança vira cartel - Parte V
Mostramos, antes de terminar esta rubrica, as 13 baixas de Ministros e Secretários de Estado deste governo da maioria absoluta do Partido Socialista (PS):
1 - Sara Guerreiro, Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações – Baixa em 2-5-2022.
2 - Marta Temido, Ministra da Saúde - Baixa em 30-08-2022.
3 - Fátima Fonseca, Secretária de Estado da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
4 - António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
5 - Miguel Alves, Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - Baixa em 10-11-2022.
6 - Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo - Baixa em 29-11-2022.
7 - João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia - Baixa em 29-11-2022.
8 - Alexandra Reis, Secretária de Estado do Tesouro - Baixa em 27-12-2022.
9 - Marina Gonçalves, Secretária de Estado da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
10 - Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
11 - Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado das Infraestruturas - Baixa em 29-12-2022.
12 - Rui Martinho, Secretário de Estado da Agricultura - Baixa em 4-1-2023.
13 - Carla Alves, Secretária de Estado da Agricultura - Baixa em 5-1-2023.
Tinha razão o Costa quando pediu a maioria absoluta.
O Marajá de São Bento nem precisa, sequer, de negociar à esquerda ou à direita para se tornar num autêntico rei-sol. O Estado sou eu!
Economia: Tortec inaugurou primeira fábrica no Parque Empresarial do Casarão
A Tortec - Tornearia e Peças Técnicas, do Grupo Ciclo-Fapril, inaugurou, na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, as suas novas instalações no Parque Empresarial do Casarão e será a primeira empresa a instalar-se no novo polo industrial do município.
Carla Santos, directora financeira da Ciclo-Fapril, começou por relevar o desempenho do presidente do município, Gil Nadais, e do seu executivo, que, “em bom rigor, foram os impulsionadores por termos aqui edificado as instalações da Tortec”.
“Mais do que o projecto Tortec, há que enaltecer o esforço e a determinação do presidente da Câmara em fazer de Águeda uma cidade de indústria, de academia e de turismo”, salientou Carla Santos.
“Muito nos honra estar a viver este momento histórico de viragem na dinâmica industrial de Águeda, pois com toda a certeza o concelho vai reflectir a criação de valor que as empresas aqui instaladas vão gerar”, observou a directora financeira da Ciclo-Fapril.
Carla Santos considerou que o facto da Tortec ter sido a primeira empresa a edificar no Parque Empresarial do Casarão, resultou em “dificuldades acrescidas”, sublinhando, em particular, o desempenho do administrador Samuel Santos e do sócio Vitor Antunes, e de “todos os que nos ajudaram a realizar este projecto”.
“Aos nossos colegas de trabalho, esperamos que o transtorno da mudança (que será concretizada na segunda quinzena deste mês) seja superado pelo conforto que estas instalações vos venham a proporcionar. Sabemos que estão motivados com o nosso projecto de trabalho e contamos convosco para dar alma a este edifício”, sublinhou Carla Santos.

Dia muito especial
para Gil Nadais
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu-se a “um dia, muito, muito especial”, considerando que o Parque Empresarial do Casarão foi um projecto “muito sofrido, muito laborioso e só possível graças à colaboração de muitas pessoas”, destacando o trabalho “inexcedível” do aguadense António Figueira, e o desempenho “fundamental” do vereador João Clemente.
O autarca lembrou que “foram adquiridos mais de um milhão de metros quadrados de terrenos” e anunciou que “mais empresas pretendem vir para o Parque Empresarial do Casarão”, pelo que será necessário adquirir mais terrenos.
Gil Nadais anunciou que “o LIDL irá começar a construir, em 2016”, o seu entreposto logístico, e que durante o próximo ano estarão concluídas as estruturas da Triangle´s e da Sakthi (primeiro pavilhão), para relevar um projecto que, disse, “me custou, pessoalmente, alguns comentários mais acintosos”.



Jorge Almeida está esperançado em "derrotar" a Socibeiral no Tribunal
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, mostrou-se confiante no diferendo judicial que opõe a autarquia à Socibeiral, relativo à construção de uma central de betão e betuminoso no Parque Empresarial do Casarão (PEC).

O líder do município foi confrontado, na passada segunda-feira, em sede de Assembleia Municipal, pelo líder da bancada do Partido Socialista (PS), José Marques Vidal, que pretendeu saber em que ponto se encontra o processo, que corre, há vários meses, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro.
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Pai Natal gigante de Águeda é candidato a maior do mundo
Um Pai Natal com 21 metros de altura e 250 mil lâmpadas LED de baixo consumo (24 volts), instalado no Largo 1º. de Maio, é a grande atracção da época natalícia, em Águeda.
O município pretende alcançar o reconhecimento pela instalação do “Maior Pai Natal do Mundo em LED's”, assente numa estrutura em alumínio, com altura de sete andares, forrada a tapy.
Para validar e confirmar a obtenção do recorde, será necessária a deslocação a Águeda de um juiz do Guinness World Records, no sentido de verificar todas as características da infraestrutura e de deliberar acerca da atribuição do recorde.
Os custos inerentes a esta candidatura, aprovada ontem (abstenção de Paula Cardoso e voto contra de Miguel Oliveira), dia 1, na reunião do executivo, são de aproximadamente 10.000 euros.
O Pai Natal, sentado numa caixa de presente de 9 por 12 metros, pode ser visitado até ao dia 11 de Janeiro, e a sua instalação obrigou a um investimento de 49.200 euros.
No passado sábado, 28 de Novembro, o presidente do município, Gil Nadais, deu luz às estruturas espalhadas pela cidade que assinalam o Natal, num momento acompanhado por centenas de pessoas.






Samuel Vilela no Conselho Nacional de Juventude
Samuel Vilela, presidente da JSD de Águeda, foi nomeado para a direcção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), assumindo a pasta das Relações Internacionais e a representação nacional junto de instâncias europeias e internacionais.
O CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude a nível nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, estudantis, partidárias, ambientais, escutistas, sindicalistas e confessionais).
Samuel Vilela, de 26 anos, encontra-se a frequentar um programa de Doutoramento na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e conta já com uma vasta experiência ao nível associativo e político.
Já presidiu ao Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais, foi vice-presidente da Associação Académica de Coimbra e membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
James Arthur está confirmado no Agitágueda 2015
O Agitágueda deste ano vai ter lugar de 4 a 26 de Julho, estando já confirmados os concertos dos D.A.M.A. (dia 4 de Julho), Paulo Gonzo (11), Selah Sue (17), Jimmy P (24) e James Arthur (26), cuja contratação foi aprovada na reunião camarária de ontem, dia 7 de Abril. O executivo aprovou, também, a contratação dos serviços de vigilância e segurança, com ajuste directo à empresa Protek, e o regulamento de participação nos Talentos Agitágueda.