Nuno Simões de Melo .. Opinião à direita
A ARTE DO POSSÍVEL
01 de julho de 2026É voz comum que a Política é “a arte do possível”. Quer isto dizer que a gestão da cidade (“polis”) não é fruto da vontade autocrática de alguém, mas tem origem na negociação entre partes que, em última análise, sobre o mesmo problema, têm propostas de resolução diferente. Não podemos reduzir a política a uma luta de egos, o “eu sou melhor do que tu”, mas sim a um confronto de ideias que conduzam uma comunidade a um nível mais elevado de segurança e de bem-estar (ao fim e ao cabo, o objetivo final do Estado).
Quando, como em Portugal, o Governo assenta o seu apoio parlamentar numa minoria, esta regra deverá levar a negociações e acordos que, no final, levarão à cedência obrigatória das partes em determinados pontos. Quando os negociadores colocam o país e a sua população em primeiro lugar, em detrimento de interesses pessoais ou partidários, é possível que se chegue a algum tipo de acordo. Vimos já isso acontecer na actual legislatura com a lei sobre a imigração e a da nacionalidade, ainda que esta última tenha retornado ao parlamento sem promulgação pelo Presidente da República. As partes negociaram, cederam em determinados pontos, e foi possível a concordância. É certo que uns poderão ter achado que se foi longe demais e outros que se ficou muito aquém, mas o que aconteceu foi a aplicação da regra: a Política como “arte do possível”.
A negociação sobre outros diplomas não teve o mesmo desfecho.
As partes acordaram em negociar, estabeleceram os seus limites a essa negociação e, em diálogos mais longos ou mais curtos, não conseguiram encontrar-se. As rectas não se intersectaram… Foi o que aconteceu na negociação da “Lei Laboral”. Uns colocaram ênfase numa visão de sociedade e das relações de trabalho e outros colocaram numa visão diferente. O expectável, portanto, das relações políticas.
Também aqui a Política foi entendida como “a arte do possível”, só que foi impossível chegar-se a um acordo. Nem a Política acaba, nem o País fica parado. Para uns, impediu-se o País de ser dotado de uma ferramenta de bem-estar, para outros, impediu-se a redução da segurança dos trabalhadores. Uma vez mais, a segurança e o bem-estar como fim último do Estado.
Nada acaba! O processo mantém-se e, no final do dia, caberá ao governo governar e à oposição opor-se. Serão encontrados caminhos de consensualização ou, então, a voz será dada de novo ao povo, em nome do qual se exerce o poder.
Uma coisa é certa, a Política continuará a ser “a arte do possível”!
Quando, como em Portugal, o Governo assenta o seu apoio parlamentar numa minoria, esta regra deverá levar a negociações e acordos que, no final, levarão à cedência obrigatória das partes em determinados pontos. Quando os negociadores colocam o país e a sua população em primeiro lugar, em detrimento de interesses pessoais ou partidários, é possível que se chegue a algum tipo de acordo. Vimos já isso acontecer na actual legislatura com a lei sobre a imigração e a da nacionalidade, ainda que esta última tenha retornado ao parlamento sem promulgação pelo Presidente da República. As partes negociaram, cederam em determinados pontos, e foi possível a concordância. É certo que uns poderão ter achado que se foi longe demais e outros que se ficou muito aquém, mas o que aconteceu foi a aplicação da regra: a Política como “arte do possível”.
A negociação sobre outros diplomas não teve o mesmo desfecho.
As partes acordaram em negociar, estabeleceram os seus limites a essa negociação e, em diálogos mais longos ou mais curtos, não conseguiram encontrar-se. As rectas não se intersectaram… Foi o que aconteceu na negociação da “Lei Laboral”. Uns colocaram ênfase numa visão de sociedade e das relações de trabalho e outros colocaram numa visão diferente. O expectável, portanto, das relações políticas.
Também aqui a Política foi entendida como “a arte do possível”, só que foi impossível chegar-se a um acordo. Nem a Política acaba, nem o País fica parado. Para uns, impediu-se o País de ser dotado de uma ferramenta de bem-estar, para outros, impediu-se a redução da segurança dos trabalhadores. Uma vez mais, a segurança e o bem-estar como fim último do Estado.
Nada acaba! O processo mantém-se e, no final do dia, caberá ao governo governar e à oposição opor-se. Serão encontrados caminhos de consensualização ou, então, a voz será dada de novo ao povo, em nome do qual se exerce o poder.
Uma coisa é certa, a Política continuará a ser “a arte do possível”!

