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SOCIEDADE
Manuel Alegre: o poeta que fez da palavra uma forma de liberdade

Há escritores cuja obra marca uma geração. E há raros autores cuja palavra atravessa décadas, transforma consciências e entra na memória coletiva de um país. Manuel Alegre pertence a essa categoria singular.
Poeta, romancista, resistente antifascista e protagonista cívico da democracia portuguesa, é hoje reconhecido como uma das figuras maiores da cultura contemporânea portuguesa — dentro e fora do país.


“É de longe o poeta mais cantado e musicado de toda a história da literatura portuguesa”, resume alguém que o acompanhou de perto ao longo de muitos anos, em jornadas políticas, culturais e pessoais. Os versos de Manuel Alegre foram transformados em canções por nomes como Amália Rodrigues, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Carlos do Carmo, Manuel Freire ou Francisco Fanhais, numa dimensão rara da literatura portuguesa.
A explicação para essa popularidade talvez esteja na própria natureza da sua poesia: uma escrita simultaneamente erudita e popular, profundamente política sem deixar de ser íntima, e capaz de chegar “às bocas das pessoas”, como recorda o mesmo testemunho. “Havia gente que nem sabia ler e sabia poemas dele de cor.”

OS LIVROS QUE “MUDARAM A VIDA”

Entre a vasta obra de Manuel Alegre, há dois títulos constantemente apontados como decisivos na resistência à ditadura: Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), o último escrito durante o exílio em Argel. Livros proibidos, copiados clandestinamente, passados de mão em mão durante os anos do Estado Novo.
“Habitualmente diz-se que os livros mudam a nossa maneira de ver a vida. No caso dele, mudaram mesmo a nossa vida”, refere a mesma fonte. “Esses dois livros contribuíram decisivamente para o derrube da ditadura e para o 25 de Abril”.
Praça da Canção, considerado por muitos o livro de poesia mais vendido da história editorial portuguesa, ultrapassou há muito a contabilidade das edições. Circularam cópias dactilografadas clandestinas, exemplares reproduzidos manualmente e poemas memorizados como forma de resistência.
A força da palavra foi, aliás, uma constante no percurso de Manuel Alegre. Perseguido pela PIDE, exilado e obrigado a fugir do país, tornou-se símbolo de uma geração que fez da literatura uma arma política. “A palavra era a arma dele”, recorda o testemunho recolhido. “O regime tinha medo daquela força”.

“UM POETA EMPRESTADO À POLÍTICA”

Ao longo da vida, Manuel Alegre nunca separou completamente a literatura da intervenção cívica. Ele próprio definiu-se várias vezes como “um poeta emprestado à política”.
Deputado durante décadas, histórico do Partido Socialista, protagonizou inúmeras divergências públicas com a própria estrutura partidária, assumindo posições solitárias em votações parlamentares e debates nacionais. Essa independência marcou-lhe o percurso político e, segundo pessoas próximas, também condicionou a receção da sua obra em determinados meios intelectuais.
“Foi prejudicado por isso. Havia quem olhasse mais para o lado político do que para a dimensão literária”, sustenta a mesma fonte. “Mas ele sempre teve uma enorme verticalidade. Dizia o que pensava, mesmo contra o próprio partido”.

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“Não trago soluções mágicas nem discursos fáceis. Trago uma vontade muito grande de construir”

O aguedense Ricardo Correia de Matos foi nomeado pelo Governo para presidir ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Aveiro, substituindo Margarida França. A decisão foi divulgada na quinta-feira, no comunicado do Conselho de Ministros, e que SP noticiou no Facebook no preciso momento em que foi emitido.


Em reação à nomeação, Ricardo Correia de Matos - atual presidente da Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa - afirmou a SP que “a nomeação para presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro representa uma enorme responsabilidade institucional e pessoal. Falamos de uma região à qual estou profundamente ligado e de uma instituição onde desenvolvi uma parte muito significativa do meu percurso profissional. Conheço a sua história, reconheço o valor dos seus profissionais e tenho plena consciência da importância que esta ULS tem para a vida das pessoas da região de Aveiro”.
Acrescentou que “os desafios são exigentes: melhorar o acesso aos cuidados, reduzir tempos de espera, valorizar os profissionais, reorganizar circuitos, reforçar a integração entre cuidados hospitalares, cuidados de saúde primários, cuidados continuados e setor social, e preparar a instituição para os desafios demográficos, tecnológicos e financeiros dos próximos anos”, sublinhando que a ULS “tem também um potencial extraordinário”.

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Câmara de Águeda reforça apoio aos Bombeiros Voluntários

A Câmara Municipal de Águeda vai celebrar um protocolo de apoio e colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda (AHBVA) para o ano de 2026, no âmbito das competências municipais em matéria de proteção civil.


Para 2026, a proposta aprovada por unanimidade em sede do executivo, estima um apoio municipal de cerca de 377.628 euros, além da cedência de equipamentos operacionais, incluindo um bulldozer Caterpillar e um veículo pesado Mercedes-Benz, destinados ao Serviço de Brigada do Aeródromo e à unidade de formação.
Em 2025, o apoio municipal - segundo documento apresentado em reunião do executivo - totalizou 290.756,92 euros, acrescido de 236.200 euros para aquisição de dois veículos florestais de combate a incêndios, bem como 27.251,38 euros no âmbito do regulamento de regalias sociais aos bombeiros.
Os acordos estabelecidos enquadram-se na Lei de Bases da Proteção Civil e na legislação que regula a transferência de competências para as autarquias, prevendo o apoio municipal às atividades operacionais dos bombeiros, incluindo equipas de intervenção permanente, centro de coordenação operacional e resposta a ocorrências.

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Inauguração de peça escultórica diferencia comemoração do 25 de Abril

As comemorações do 25 de Abril em Águeda ficaram assinaladas, no sábado, pela inauguração da peça escultórica “Perpetuar a Árvore, Celebrar São Sebastião”, da autoria do escultor Paulo Neves, no Bairro da Venda Nova.


A obra, que representou um investimento de cerca de 60 mil euros, evoca a antiga árvore existente naquele local, recentemente removida, associada à capela de São Sebastião, assumindo-se para muitos aguedenses - devotos do santo - como elemento de memória coletiva.
A escultura, em bronze, reproduz simbolicamente a árvore e integra no seu interior uma representação de São Sebastião, pretendendo reforçar a ligação histórica e simbólica ao espaço onde, em tempos idos, estava erguida a capela. A inauguração constituiu um dos momentos centrais das comemorações, diferenciando o programa deste ano - que, recorde-se, seguiu o modelo das comemorações dos 50 anos, então com a inauguração das obras do largo da estação ferroviária. Desta vez, como há dois anos, manteve-se o desfile do associativismo com um novo percurso e a sessão solene num novo espaço - o logradouro da Casa do Adro. A autarquia justificou esta opção inédita com as características da Revolução de Abril
Após a inauguração da peça escultórica, decorreu a sessão solene evocativa do 25 de Abril, realizada na Casa do Adro. A sessão incluiu intervenções dos representantes das forças políticas com assento na Assembleia Municipal - Ana Oliveira (Chega) em estreia, Lino Santos (CDS-PP), Matos Fernandes (PS) e Humberto Moreira (PSD) - e os presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal, Filipe Almeida e Jorge Almeida. Registaram-se ainda momentos culturais.

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Levi Guerra distinguido com Medalha de Mérito em Vila Nova de Gaia

O aguedense Levi Guerra vai ser distinguido com a Medalha de Mérito da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, no âmbito da Sessão Solene de Comemoração do 25 de Abril, que terá lugar no sábado, às 17h.


Levi Eugénio Ribeiro Guerra, natural de Águeda (1930), é médico, professor catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, cientista, pintor e escritor.
Licenciado em Medicina em 1955, foi docente da FMUP entre 1957 e 2001, onde dirigiu serviços de Biologia Médica, Nefrologia e o Departamento de Medicina. Desempenhou ainda funções de direção no serviço de Nefrologia do Hospital de Santo António e foi diretor do Hospital de São João entre 1988 e 1991.
É reconhecido pelo papel pioneiro ....

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Cruz Vermelha de Águeda regista melhor resultado de sempre em 2025

A Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido de 168 mil euros, o valor mais elevado da sua história, segundo a instituição.


O desempenho inclui ainda um EBITDA - indicador financeiro usado para avaliar o desempenho operacional de uma empresa ou instituição - de 266 mil euros e um volume de negócios de 1,65 milhões de euros.
Em declarações, o presidente da Delegação de Águeda, Ricardo Correia de Matos, destacou o resultado alcançado. “É o melhor resultado de sempre da Delegação de Águeda”, afirmou.
“Mais do que um indicador contabilístico, este resultado traduz a capacidade de uma instituição em crescer, inovar e responder, com eficácia, às necessidades reais da população, num concelho onde persistem múltiplas fragilidades sociais, económicas e familiares”, considerou o dirigente.

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Bandeira de Mérito Social para o Município em sessão com Pedro Abrunhosa

Águeda recebeu, na quinta-feira, no Centro de Artes de Águeda, a Gala da Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), que reuniu representantes de mais de 150 municípios de todo o país.


Na cerimónia, o Município de Águeda foi distinguido, tal como outros, com a Bandeira de Mérito Social, reconhecimento atribuído ao trabalho desenvolvido pelo município na área da intervenção social e apoio à comunidade.
A sessão contou com intervenções do presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, do presidente da ANGES, Ricardo Pocinho, e do presidente do júri do Mérito Social 2026, Juan José Fernández Muñoz.
Foram também atribuídas Medalhas de Mérito Social – Grau Ouro a várias entidades e personalidades: os municípios de Santarém, Montemor-o-Velho, Coimbra, Soure e Leiria, bem como o Turismo do Porto e Norte e a jornalista Tânia Laranjo. O evento integrou ainda momentos musicais com Pedro Abrunhosa, que participou também num showcase e foi distinguido como embaixador do mérito social.

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“A violência doméstica tem impacto negativo e elevado nas crianças”

No âmbito do mês da prevenção dos maus-tratos na infância, o enfermeiro Alexandre Oliveira, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Águeda, alerta para a persistência de casos de violência doméstica e abusos sexuais no concelho, sublinhando a importância da deteção precoce e do envolvimento da comunidade. Entre os principais desafios, destaca ainda o abandono escolar, a mobilidade migratória e a falta de respostas ao nível do apoio às famílias, defendendo uma intervenção mais articulada e preventiva


SP - Este mês de abril assinala-se, mais uma vez, o mês da prevenção dos maus-tratos na infância com a campanha do Laço Azul. Qual é a mensagem principal que quer transmitir à comunidade de Águeda?
AO – A campanha Laço Azul é desenvolvida em todo o Mundo desde à vários anos, junto da comunidade e das crianças. Em Portugal a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens e das CPCJ tem realizado um trabalho extraordinário sobre o tema, tanto com crianças, como com as comunidades locais. Fundamentalmente pretende-se sensibilizar e motivar toda a comunidade para a questão dos mau tratos na infância. Que Abril seja o mês em que todos recordamos e refletimos sobre os direitos das crianças a crescer em saúde, bem estar, cuidados e a segurança de que são merecedores.

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Escultura da olaia da Venda Nova adjudicada

O Município de Águeda adjudicou um contrato de 60 mil euros à Queres Malmequeres Escultor Unipessoal Lda. para a execução da peça escultórica Perpetuar a árvore, celebrar São Sebastião, que será instalada no antigo largo da Capela de São Sebastião, no bairro da Venda Nova.


A obra ocupará o lugar da olaia emblemática que existia no local, cuja presença histórica era marcada por mais de duas décadas de memórias comunitárias e por incidentes que afetaram a árvore, incluindo incêndios e atos de vandalismo que deixaram apenas o tronco principal.
Apesar do surgimento de pequenos rebentos, a árvore não resistiu às condições climáticas e acabou por desaparecer.

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Tarifa Única na Região de Aveiro reduz preços na rodovia

A Região de Aveiro vai passar a ter, a partir de 1 de abril, um sistema de tarifa única nos transportes públicos rodoviários, permitindo aos passageiros circular entre os 11 municípios com um único passe mensal, independentemente das distâncias percorridas.


A medida é da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), entidade que gere a rede intermunicipal, e insere-se na estratégia de simplificação tarifária e promoção do transporte público.
O novo modelo prevê um passe mensal geral de 15 euros, um passe social de 12 euros e um passe intermodal de 20 euros /autocarros da Busway e AveiroBus), que permite combinar diferentes operadores. Para uma viagem, o meio bilhete fica a um euro e o bilhete inteiro a dois euros, sendo que 10 viagens pré compradas ficam a 12 euros.
Com esta alteração, a CIRA pretende incentivar a utilização dos transportes públicos e reduzir a dependência do automóvel, num contexto em que a mobilidade intermunicipal tem vindo a ganhar relevância.

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Encontro junta antigo diretor nacional da PJ e atual diretor da PJ de Lisboa

Um encontro de carácter informal e de visita de cortesia ao atual diretor da Polícia Judiciária de Lisboa, João Oliveira, natural de Águeda, transformou-se num momento de reencontro de várias gerações de aguedenses ligados à justiça, à academia e à vida profissional, com especial destaque para a presença de José Marques Vidal.


A reunião juntou o atual diretor da PJ de Lisboa, com uma vasta carreira na instituição e já com 13 anos em cargos de direção (além de Lisboa, também Açores e Guarda), e o antigo diretor nacional da PJ, José Marques Vidal, também natural do concelho de Águeda, que liderou a instituição entre 1985 e 1991.
José Marques Vidal exerceu ainda funções como vice-procurador-geral da República e juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo, entre outros cargos na magistratura.

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“Acolhemos todos, apoiamos todos, não deixamos ninguém para trás”
No 16.º aniversário da ACHAR – Mundo Sensível, a presidente Josefina Castilho destacou o compromisso de proximidade e solidariedade que continua a marcar a associação, num encontro que reuniu perto de duas centenas de pessoas em ambiente de partilha, música e esperança.

A ACHAR – Mundo Sensível celebrou, este domingo, o seu 16.º aniversário com uma sala cheia, reunindo cerca de 200 associados, amigos e parceiros, num convívio marcado pela amizade, gentileza e pelo reforço de uma missão que se mantém atual: apoiar doentes oncológicos e as suas famílias.
Na intervenção principal, a presidente da direção, Josefina Castilho, sublinhou o percurso da associação, nascida “da necessidade de um grupo de senhoras” que transformou fragilidades em ação. “Não é apenas uma data de celebração, é um percurso, um propósito e uma história feita de coragem, feita de resiliência e, sobretudo, de muita bondade”, afirmou.

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50 anos de história: Utilzás afirma legado e traça novo ciclo de crescimento
A Utilzás S.A., empresa do setor metalomecânico, assinalou no dia 18 de março o seu 50.oº aniversário, marcando meio século de atividade pautado pela “resiliência, evolução e forte ligação ao território”.

Fundada em 1976 por Eugénio Abrantes, a empresa construiu um “percurso sólido”, afirmando-se pela “capacidade de adaptação às exigências do mercado e pela proximidade com clientes e parceiros”.
A data teve este ano um “significado acrescido”, por coincidir com os quatro anos do falecimento do fundador.

REPOSICIONAMENTO ESTRATÉGICO
Atualmente, a Utilzás encontra-se numa fase de “recuperação e reposicionamento estratégico”, apostando em “áreas de maior valor acrescentado”, como o mobiliário hospitalar, equipamentos para a indústria vidreira, soluções de segurança e expositores, reforçando também a sua presença em mercados externos.

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Equinócio de março: Quando o Universo nos aponta caminhos de Esperança

No dia 20 de março, acontece um momento especial no céu: o equinócio de março. Nesta data, o dia e a noite têm praticamente a mesma duração em todo o planeta. O próprio nome vem do latim aequus (igual) e nox (noite), significando literalmente “noite igual”.


Astronomicamente, o equinócio ocorre quando o Sol, no seu movimento aparente ao longo do céu, cruza o equador celeste. Esse instante irá acontecer às 14h45, encontrando-se a Terra numa posição particular na sua órbita em que o eixo de rotação está perfeitamente perpendicular aos raios solares. Como resultado, a luz solar distribui-se de igual forma entre os hemisférios norte e sul o que só acontece nos equinócios, e que resulta na igualdade da duração do dia e da noite.
No hemisfério norte, este momento marca o início da Primavera. Os dias começam a tornar-se mais longos, a luz regressa gradualmente com mais intensidade e a natureza desperta. Ao longo da história humana, muitas culturas celebraram este período como símbolo de renovação, equilíbrio e esperança.
Mas o equinócio pode ser também visto como uma poderosa metáfora para o nosso tempo.
Durante este breve momento do ano, toda a humanidade partilha a mesma experiência celeste: o mesmo número de horas de dia e de noite. Independentemente do país, da cultura ou da língua, vivemos todos sob o mesmo céu e sob as mesmas leis da natureza. É precisamente esta ideia que inspira o Equal Day, uma iniciativa internacional sob a bandeira do Office of Astronomy for Education que convida pessoas, escolas e organizações em todo o mundo a celebrarem o equinócio como símbolo de equilíbrio, cooperação e harmonia entre os povos. Tal como o dia e a noite se encontram em equilíbrio, também a humanidade pode procurar o equilíbrio entre diferenças, construindo pontes em vez de muros...

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Secretário de Estado conhece dispositivo de proteção civil

O Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, realizou uma visita ao concelho de Águeda, na quinta-feira, para acompanhar o dispositivo local de proteção civil e as valências operacionais que suportam a resposta a emergências.


A visita começou nos Paços do Concelho, onde o governante foi recebido pelas autoridades locais. A comitiva visitou depois o quartel dos Bombeiros Voluntários de Águeda, a Unidade Local de Proteção Civil de Belazaima do Chão e a Unidade Local de Formação dos Bombeiros, também em Belazaima do Chão. Durante os encontros foram apresentados o modelo de organização do concelho, a distribuição territorial das equipas e os recursos disponíveis, incluindo mais de uma centena de bombeiros, cinco Unidades Locais de Proteção Civil com cerca de 100 voluntários e cerca de 25 viaturas de combate a incêndios.
O presidente da Câmara destacou a extensão territorial do concelho, a coexistência de áreas industriais e florestais e o investimento municipal em infraestruturas operacionais, como a renovação do quartel dos Bombeiros e projetos de ampliação do aeródromo de Águeda para receber meios aéreos pesados.
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OPINIÃO | Carlos Abrantes | A Coreia do Norte é fixe
Quando disse aos meus amigos que ia de férias para a Coreia do Norte a reacção não se fez esperar. Para a Coreia do Norte? Tens a certeza que queres ir para a Coreia do Norte? E ficavam a olhar para mim com aquele ar compadecido de quem acha que eu tinha perdido o tino. Com tantos destinos de sol e mar, com Mediterrâneo e Caraíbas, com Brasil e Tailândia eu escolhera a Coreia do Kim Jong-Un, Mr. Rocket Man!
E foi uma óptima escolha.
Aconselho aos ambientalistas do PAN, tão na moda, e aos amantes das grandes causas politicamente correctas, uma estadia naquele paraíso ambiental. Não sofrerão com os engarrafamentos das grandes metrópoles capitalistas porque em Pyongyang, a capital, praticamente não circulam automóveis, nem camiões, nem autocarros. Emissões de carbono zero, ou quase.
Em contrapartida vê-se muita gente a pé, a caminho do trabalho ou de lado nenhum, promovendo um estilo de vida saudável, sem complicações cardiovasculares ou de diabetes. À excepção do “querido líder”, não vi gordos. Uma vitória do povo norte coreano que, desse modo, pode dispensar a existência de serviço nacional de saúde.
Também o regime alimentar muito frugal, pobre em hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares, com consumo de carnes vermelhas zero, é um exemplo para o mundo. Daí que seja seguido de perto pela comunidade científica, nomeadamente pela Universidade de Coimbra que, numa atitude pioneira e esclarecida decretou a proibição do consumo de carne de bovino nas cantinas estudantis.
Há, no entanto, um “mas” que perturbará os nossos amigos do PAN. Os Norte coreanos gostam, e consomem, carne de cão. Em ocasiões especiais, é certo, mas comem cão. Sopa de cão, cão guisado, cão frito, mil maneiras de cozinhar cão... Tal como o PAN eles também gostam de animais. Têm uma forma diferente de gostar, mas que gostam, gostam!
E gostam também dos líderes. Não os comem, porque não podem, mas têm um carinho especial pelos líderes. Erguem-lhes estátuas monumentais. Aos três – ao avô, ao pai e ao filho. Uma democracia, nas palavras de Bernardino Soares, transmissível de pais para filhos.
É tudo em grande! São enormes as estátuas, os cemitérios, os edifícios públicos, as bibliotecas, os museus, ou os estádios. E os espectáculos e as manifestações populares de apoio, ou de pesar. E as auto-estradas, ah as auto-estradas! Com três pistas em cada sentido, viajei a partir de Pyongyang para sul até ao paralelo 38 e para norte até Myohyang. Um espanto! Sem portagens nem congestionamentos, sem aselhas nem chico-espertos. Centenas de quilómetros sem um sobressalto ou um acidente. Havia, é certo, o problema do piso esburacado e das lombas, dos peões e das cabras, das bicicletas e dos controles militares, mas fora isso era maravilhoso.
Que sossego, que segurança.
Não admira que me tenha sentido muito seguro. É fácil quando cumprimos as regras, e as regras eram claras. Podíamos circular livremente dentro do hotel. Fora do perímetro do hotel, que estava estrategicamente implantado numa pequena ilha, teríamos de estar SEMPRE acompanhados pelos nossos guias locais.
A Coreia do Norte é fixe, mas nas minhas próximas férias vou para um país democrático. Para desenjoar!
- CARLOS ABRANTES

Quando a governança vira cartel - Parte V
Mostramos, antes de terminar esta rubrica, as 13 baixas de Ministros e Secretários de Estado deste governo da maioria absoluta do Partido Socialista (PS):
1 - Sara Guerreiro, Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações – Baixa em 2-5-2022.
2 - Marta Temido, Ministra da Saúde - Baixa em 30-08-2022.
3 - Fátima Fonseca, Secretária de Estado da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
4 - António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
5 - Miguel Alves, Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - Baixa em 10-11-2022.
6 - Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo - Baixa em 29-11-2022.
7 - João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia - Baixa em 29-11-2022.
8 - Alexandra Reis, Secretária de Estado do Tesouro - Baixa em 27-12-2022.
9 - Marina Gonçalves, Secretária de Estado da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
10 - Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
11 - Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado das Infraestruturas - Baixa em 29-12-2022.
12 - Rui Martinho, Secretário de Estado da Agricultura - Baixa em 4-1-2023.
13 - Carla Alves, Secretária de Estado da Agricultura - Baixa em 5-1-2023.
Tinha razão o Costa quando pediu a maioria absoluta.
O Marajá de São Bento nem precisa, sequer, de negociar à esquerda ou à direita para se tornar num autêntico rei-sol. O Estado sou eu!
Economia: Tortec inaugurou primeira fábrica no Parque Empresarial do Casarão
A Tortec - Tornearia e Peças Técnicas, do Grupo Ciclo-Fapril, inaugurou, na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, as suas novas instalações no Parque Empresarial do Casarão e será a primeira empresa a instalar-se no novo polo industrial do município.
Carla Santos, directora financeira da Ciclo-Fapril, começou por relevar o desempenho do presidente do município, Gil Nadais, e do seu executivo, que, “em bom rigor, foram os impulsionadores por termos aqui edificado as instalações da Tortec”.
“Mais do que o projecto Tortec, há que enaltecer o esforço e a determinação do presidente da Câmara em fazer de Águeda uma cidade de indústria, de academia e de turismo”, salientou Carla Santos.
“Muito nos honra estar a viver este momento histórico de viragem na dinâmica industrial de Águeda, pois com toda a certeza o concelho vai reflectir a criação de valor que as empresas aqui instaladas vão gerar”, observou a directora financeira da Ciclo-Fapril.
Carla Santos considerou que o facto da Tortec ter sido a primeira empresa a edificar no Parque Empresarial do Casarão, resultou em “dificuldades acrescidas”, sublinhando, em particular, o desempenho do administrador Samuel Santos e do sócio Vitor Antunes, e de “todos os que nos ajudaram a realizar este projecto”.
“Aos nossos colegas de trabalho, esperamos que o transtorno da mudança (que será concretizada na segunda quinzena deste mês) seja superado pelo conforto que estas instalações vos venham a proporcionar. Sabemos que estão motivados com o nosso projecto de trabalho e contamos convosco para dar alma a este edifício”, sublinhou Carla Santos.

Dia muito especial
para Gil Nadais
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu-se a “um dia, muito, muito especial”, considerando que o Parque Empresarial do Casarão foi um projecto “muito sofrido, muito laborioso e só possível graças à colaboração de muitas pessoas”, destacando o trabalho “inexcedível” do aguadense António Figueira, e o desempenho “fundamental” do vereador João Clemente.
O autarca lembrou que “foram adquiridos mais de um milhão de metros quadrados de terrenos” e anunciou que “mais empresas pretendem vir para o Parque Empresarial do Casarão”, pelo que será necessário adquirir mais terrenos.
Gil Nadais anunciou que “o LIDL irá começar a construir, em 2016”, o seu entreposto logístico, e que durante o próximo ano estarão concluídas as estruturas da Triangle´s e da Sakthi (primeiro pavilhão), para relevar um projecto que, disse, “me custou, pessoalmente, alguns comentários mais acintosos”.



Jorge Almeida está esperançado em "derrotar" a Socibeiral no Tribunal
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, mostrou-se confiante no diferendo judicial que opõe a autarquia à Socibeiral, relativo à construção de uma central de betão e betuminoso no Parque Empresarial do Casarão (PEC).

O líder do município foi confrontado, na passada segunda-feira, em sede de Assembleia Municipal, pelo líder da bancada do Partido Socialista (PS), José Marques Vidal, que pretendeu saber em que ponto se encontra o processo, que corre, há vários meses, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro.
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Pai Natal gigante de Águeda é candidato a maior do mundo
Um Pai Natal com 21 metros de altura e 250 mil lâmpadas LED de baixo consumo (24 volts), instalado no Largo 1º. de Maio, é a grande atracção da época natalícia, em Águeda.
O município pretende alcançar o reconhecimento pela instalação do “Maior Pai Natal do Mundo em LED's”, assente numa estrutura em alumínio, com altura de sete andares, forrada a tapy.
Para validar e confirmar a obtenção do recorde, será necessária a deslocação a Águeda de um juiz do Guinness World Records, no sentido de verificar todas as características da infraestrutura e de deliberar acerca da atribuição do recorde.
Os custos inerentes a esta candidatura, aprovada ontem (abstenção de Paula Cardoso e voto contra de Miguel Oliveira), dia 1, na reunião do executivo, são de aproximadamente 10.000 euros.
O Pai Natal, sentado numa caixa de presente de 9 por 12 metros, pode ser visitado até ao dia 11 de Janeiro, e a sua instalação obrigou a um investimento de 49.200 euros.
No passado sábado, 28 de Novembro, o presidente do município, Gil Nadais, deu luz às estruturas espalhadas pela cidade que assinalam o Natal, num momento acompanhado por centenas de pessoas.






Samuel Vilela no Conselho Nacional de Juventude
Samuel Vilela, presidente da JSD de Águeda, foi nomeado para a direcção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), assumindo a pasta das Relações Internacionais e a representação nacional junto de instâncias europeias e internacionais.
O CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude a nível nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, estudantis, partidárias, ambientais, escutistas, sindicalistas e confessionais).
Samuel Vilela, de 26 anos, encontra-se a frequentar um programa de Doutoramento na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e conta já com uma vasta experiência ao nível associativo e político.
Já presidiu ao Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais, foi vice-presidente da Associação Académica de Coimbra e membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
James Arthur está confirmado no Agitágueda 2015
O Agitágueda deste ano vai ter lugar de 4 a 26 de Julho, estando já confirmados os concertos dos D.A.M.A. (dia 4 de Julho), Paulo Gonzo (11), Selah Sue (17), Jimmy P (24) e James Arthur (26), cuja contratação foi aprovada na reunião camarária de ontem, dia 7 de Abril. O executivo aprovou, também, a contratação dos serviços de vigilância e segurança, com ajuste directo à empresa Protek, e o regulamento de participação nos Talentos Agitágueda.