As comemorações dos 110 anos do Orfeão de Águeda pretendem ir muito além da celebração da efeméride. A presidente Diana Lemos defende que a data representa uma oportunidade para reforçar o papel da instituição como pilar da vida cultural aguedense, promover o reencontro da comunidade com a sua história e projetar o futuro através da inovação, da cooperação associativa e da captação de novas gerações para as suas atividades.
SP - Que objetivos concretos pretende o Orfeão de Águeda alcançar com as comemorações dos 110 anos, para além da celebração da data em si?
DL - Para além das comemorações que uma data como esta merece, o Orfeão de Águeda pretende que esta seja uma oportunidade para o reencontro com a música, com a memória e com todos aqueles que fizeram e continuam a fazer do Orfeão um espaço de identidade, emoção e pertença. O Orfeão ambiciona consolidar a sua posição como um pilar central na vida cultural de Águeda.
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“O Hospital de Aveiro precisa de mudar completamente de rumo” - diz José Brenha, em entrevista a SP, para quem o também aguedense Ricardo Correia de Matos “é a última hipótese”. Médico ortopedista aposentado, antigo diretor de serviço e profundo conhecedor da realidade hospitalar da região, José Brenha analisa a situação da ULS da Região de Aveiro, comenta a nomeação de Ricardo Correia de Matos para presidente do conselho de administração e deixa críticas severas à reorganização hospitalar iniciada em 2023. Defende uma mudança profunda na gestão, alerta para a degradação do ambiente interno no Hospital de Aveiro e considera que o Hospital de Águeda continua a ser essencial para a resposta regional
SP – Qual é a sua leitura sobre a nomeação de Ricardo Correia de Matos para presidente do conselho de administração da ULS da Região de Aveiro?
José Brenha (JB) – Antes de mais, queria dizer duas coisas para contextualizar. Sou militante do Partido Socialista e sou médico aposentado. Hoje falo sobretudo como cidadão, como utente e como alguém que conhece profundamente o Hospital de Aveiro. A saúde, na minha idade, é provavelmente o bem mais precioso que tenho.
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O aguedense João Oliveira, atual diretor da Polícia Judiciária de Lisboa, vive uma fase de reaproximação às origens, reforçando laços com a sua terra e valorizando o papel determinante de Águeda na construção da sua identidade. Num percurso marcado pela exigência, discrição e sentido de missão, divide-se entre a investigação criminal e a partilha de conhecimento, sem nunca perder a ligação às raízes. Nesta entrevista, regressa simbolicamente a casa para refletir sobre o seu trajeto, o país e os desafios do futuro
SP - Numa fase em que a vida profissional já lhe deu tanto, sente que há um reaproximar às origens? O que tem mudado na sua relação com Águeda?
JO – Estou de facto num certo fluxo de reaproximação, no que ela traduz de concretas e mais frequentes visitas, de contactos com amigos e familiares, de procurar estar mais atento a algumas dinâmicas, sejam elas de cariz social, cultural, política ou outras. Quanto às mudanças, na essência são aquelas que naturalmente decorrem da passagem dos anos, não só minhas como daqueles com quem me relaciono e me tocam de um modo mais especial. Trata-se de uma dialética pessoalmente enriquecedora. Vamos percebendo as transformações que se vão operando, com a serenidade que a distancia física nos dá, quase como se fossemos observadores do nosso próprio mundo. Queremos que o melhor aconteça, mas com a liberdade de não estarmos subordinados a uma certa índole de interesses ou agendas. Sobretudo, é uma disponibilidade que nesta fase da vida me permite fruir as origens de forma mais próxima, efetiva e afetiva.
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Paulo Matos (PM) considera que o PSD em Águeda enfrenta um momento decisivo e avisa que o partido pode perder relevância se continuar dependente de projetos externos. “Se o PSD continuar refém dessas influências externas, não só perderá protagonismo como tenderá a desaparecer do universo eleitoral de Águeda”, afirma o advogado e antigo presidente da Assembleia Municipal, que considera que “Águeda precisa de recuperar peso político e o PSD tem de voltar a liderar o projeto autárquico”. Garante nunca ter feito da política profissão: “Sempre vivi da advocacia e disso tenho orgulho”
SP – Olhando para o seu percurso como advogado, presidente da Assembleia Municipal e deputado por breves dias na Assembleia da República, como avalia o seu desempenho político até hoje?
PM - O meu percurso profissional como advogado e como docente, primeiro no ISCIA de Aveiro e depois na ESTGA em Águeda, para a qual fui convidado pelo saudoso Prof. Edmundo da Fonseca e com a qual colaboro há mais de vinte anos, foi sempre prioritário em relação à política. Tive uma participação fugaz de um mês como adjunto do antigo presidente da Câmara Deniz Padeiro, mas pedi à época um parecer à Ordem dos Advogados que concluiu por uma óbvia incompatibilidade com a advocacia. Optei de imediato pela profissão. Acha que alguém hoje tinha esse cuidado de transparência? O desempenho político, foi o que eu escolhi porque nunca aceitaria viver da política ou não ser livre para exercer a profissão de que tenho orgulho.
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SP - Águeda assume e o título de Cidade Verde Europeia. Mais do que um reconhecimento, que responsabilidades concretas acarreta este estatuto para o município e que metas ambientais quer atingir?
JA - É, antes de mais, uma distinção absolutamente extraordinária para Águeda, um momento marcante e que acarreta uma responsabilidade muito clara. Este reconhecimento resulta de um trabalho consistente que o Município tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos. Agora, o nosso compromisso é sermos consequentes e mostrar, com coerência e ambição, aquilo que já somos e, simultaneamente, aprofundar o caminho já feito.
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SP - Quais são, de forma muito clara e direta, as principais dificuldades para a competitividade das empresas de Águeda?
RA - De forma objetiva: enfrentamos custos de energia elevados — tanto de eletricidade como de gás natural — e preços de combustíveis caros, principalmente quando comparados com os praticados em Espanha. Estes fatores têm um impacto direto no aumento dos custos de distribuição e transporte dos nossos produtos e mercadorias. Trata-se de uma preocupação que a nossa Associação tem vindo a debater e a defender há muitos anos: é essencial garantir energia e combustíveis a preços competitivos para que as nossas empresas possam, elas próprias, ser mais competitivas.
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SP - Professor Henrique Coelho, ao fim de quase 30 anos como diretor da ESAP, como recorda os primeiros anos à frente da escola?
HC – Recordo o tempo em que o tempo andava mais devagar. Em que não tínhamos os quase incontáveis relatórios, planos, projetos, plataformas… Um tempo do quadro e do giz, com o foco na memorização. Um ano em que a escolaridade obrigatória passou para 9 anos, 9º ano.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9403 de Soberania do Povo e fique a saber mais acerca das transformações e desafios pelos quais Henrique Coelho viu a ESAP passar, as suas realizações e legado e os seus alertas para a comunidade educativa.
SP - O que é que representa para si esta vitória tão expressiva?
JA - Naturalmente, sabe sempre muito bem quando ganhamos. Ficamos felizes. Mas ganhar desta forma responsabiliza. Há um sentimento maior e, sobretudo, uma vontade enorme, uma determinação diria mesmo, sendo digno desta confiança que os aguedenses depositaram nós.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9399 de Soberania do Povo. Também disponível em formato online na secção TV do nosso site.
SP - O projeto da Bela Vista passou de uma intenção de construir novas instalações para a opção de requalificar o edifício atual. O que motivou esta mudança de estratégia?
MJR - Resultou de uma análise profunda às condições do terreno onde estava inicialmente prevista a construção. Apesar de ter sido uma ambição legítima, rapidamente se verificou que a localização apresentava limitações sérias, nomeadamente o risco de inundação, dadas as características da cota de água. A direção, consciente da sua responsabilidade em garantir a segurança e sustentabilidade do investimento, entendeu que a solução mais responsável passava por valorizar e requalificar o edifício atual, preservando a sua história e reforçando a sua capacidade de resposta.
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SP - Como é que se sente ao ser o melhor aluno do ensino secundário da ESAP, no ano letivo de 2024-2025?
BA - Sinto-me extremamente orgulhosa e, obviamente, muito feliz. Porém, considero que o mais gratificante é realmente olhar para os anos que passaram e ver que todo o meu esforço foi compensado e consegui chegar ao fim do secundário com uma média que me permite seguir os meus sonhos. Apesar de ser incrível ser a melhor aluna deste ano, o sentimento de concretização é maior, e é este sentimento que levo para a minha vida.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9394 de Soberania do Povo e descubra mais acerca do que inspirou esta jovem a tornar-se bem sucedida nos seus estudos

