Augusto Semedo .. editorial
UMA FABRICA DO SÉCULO XXI, UMA ESTRADA DO SÉCULO XX
08 de julho de 2026Há conversas de circunstância e há conversas que revelam problemas estruturais. À margem da visita às instalações fabris da Rodi, empresa que integra a Agenda Mobilizadora das Duas Rodas (AM2R) e está a concretizar um investimento de 18 milhões de euros, uma dessas conversas mereceu atenção.
O CEO da empresa, o aguedense Armando Levi, partilhava com Ribau Esteves, agora presidente da CCDR Centro, uma preocupação que há muito é conhecida pelas empresas da região: a necessidade de concretizar a ligação rápida Aveiro–Águeda, cujo concurso público internacional foi agora lançado.
O testemunho do empresário foi particularmente elucidativo. Sendo natural de Águeda, reconheceu as dificuldades em atrair quadros altamente qualificados para o concelho. Muitos preferem residir em Aveiro, e a atual ligação rodoviária, congestionada e imprevisível, constitui um fator adicional de desmotivação. Quem percorre regularmente aquele trajeto sabe do que se fala. Há dias em que a velocidade média entre as duas cidades dificilmente ultrapassa os 30 km/h.
Este testemunho encerra dois desafios distintos. O primeiro é da responsabilidade de Águeda: reforçar a sua atratividade como território para viver, captar talento e fixar profissionais qualificados. A qualidade do emprego, por si só, já não chega. As pessoas valorizam mobilidade, serviços, oferta cultural, habitação, e qualidade de vida.
O segundo desafio prende-se com a acessibilidade. A nova via rápida não resolverá todos os problemas, mas poderá eliminar um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento económico do concelho e da região. Se os prazos forem cumpridos, a infraestrutura poderá estar concluída em 2029 ou 2030, talvez a tempo do final do atual mandato de Jorge Almeida.
A visita permitiu ainda desfazer alguns preconceitos sobre a indústria. A Rodi é um exemplo de como uma empresa industrial pode ser tecnologicamente avançada, ambientalmente responsável e oferecer excelentes condições de trabalho aos seus colaboradores. Quem espera encontrar uma fábrica pesada e desorganizada encontra, afinal, uma unidade moderna, limpa, eficiente e preparada para competir nos mercados internacionais.
É esse o caminho da indústria portuguesa: investir, inovar, qualificar e criar valor. Cabe agora ao poder público acompanhar esse esforço, dotando os territórios das infraestruturas que permitam às empresas crescer e competir em igualdade de oportunidades.
O CEO da empresa, o aguedense Armando Levi, partilhava com Ribau Esteves, agora presidente da CCDR Centro, uma preocupação que há muito é conhecida pelas empresas da região: a necessidade de concretizar a ligação rápida Aveiro–Águeda, cujo concurso público internacional foi agora lançado.
O testemunho do empresário foi particularmente elucidativo. Sendo natural de Águeda, reconheceu as dificuldades em atrair quadros altamente qualificados para o concelho. Muitos preferem residir em Aveiro, e a atual ligação rodoviária, congestionada e imprevisível, constitui um fator adicional de desmotivação. Quem percorre regularmente aquele trajeto sabe do que se fala. Há dias em que a velocidade média entre as duas cidades dificilmente ultrapassa os 30 km/h.
Este testemunho encerra dois desafios distintos. O primeiro é da responsabilidade de Águeda: reforçar a sua atratividade como território para viver, captar talento e fixar profissionais qualificados. A qualidade do emprego, por si só, já não chega. As pessoas valorizam mobilidade, serviços, oferta cultural, habitação, e qualidade de vida.
O segundo desafio prende-se com a acessibilidade. A nova via rápida não resolverá todos os problemas, mas poderá eliminar um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento económico do concelho e da região. Se os prazos forem cumpridos, a infraestrutura poderá estar concluída em 2029 ou 2030, talvez a tempo do final do atual mandato de Jorge Almeida.
A visita permitiu ainda desfazer alguns preconceitos sobre a indústria. A Rodi é um exemplo de como uma empresa industrial pode ser tecnologicamente avançada, ambientalmente responsável e oferecer excelentes condições de trabalho aos seus colaboradores. Quem espera encontrar uma fábrica pesada e desorganizada encontra, afinal, uma unidade moderna, limpa, eficiente e preparada para competir nos mercados internacionais.
É esse o caminho da indústria portuguesa: investir, inovar, qualificar e criar valor. Cabe agora ao poder público acompanhar esse esforço, dotando os territórios das infraestruturas que permitam às empresas crescer e competir em igualdade de oportunidades.

