ENTREVISTA
“Mais do que ganhar a Câmara, queremos entusiasmar os aguedenses”
22 de julho de 2026Recém-eleito presidente da concelhia do PS de Águeda, Manuel Farias (MF) defende o fim do ciclo
político do PSD, acusa o executivo de falta de visão estratégica e promete um partido mais próximo
da população. Fala de habitação, floresta, desenvolvimento económico e deixa uma mensagem
clara: “Não servimos dinastias; servimos Águeda”.
REGRESSO À VIDA POLÍTICA ATIVA
SP - Assume a liderança da Comissão Política Concelhia do PS de Águeda depois de um período de menor intervenção política. O que o levou a aceitar este desafio neste momento?
MF – Quando o percurso é associativo e comunitário, o bichinho do serviço público fica cá dentro, ainda que latente, adormecido… basta um impulso e é reanimado. Confesso que tive empurrões, mas a leitura que faço da política local em fim de ciclo, a atual estabilidade familiar e profissional, a inquietude de que sou feito e o dever cívico, também me chamaram.
SP - Falou-se de um regresso depois de uma espécie de “hibernação” política. Sente que esta vitória representa também uma afirmação pessoal dentro do partido?
MF – Bem, considero-me dispensado da necessidade de afirmação pessoal. Sou impulsivo, mas também aprendi a refletir, o que dá um bom equilíbrio. Venho de uma fase de vida em que me dediquei à construção familiar e conjugação da vida profissional com o estatuto de reformado; profissionalmente não deixo de fazer o que gosto, mas falta-me alimentar o bichinho da vida pública.
SP - O resultado da eleição interna foi muito dividido e decidido por uma margem curta, com menos de 50 votantes. Que leitura faz deste resultado?
MF – Votaram 48 militantes de um universo eleitoral de 54. Considerando que cerca de 40 eleitores integravam as duas listas concorrentes, o resultado foi o esperado.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9438 de Soberania do Povo, impressa ou digital

