Valentina Vilela .. Nutricionista
A SARDINHA ENTRE TRADIÇÃO E NUTRIÇÃO
17 de junho de 2026Em Portugal, junho é sinónimo de arraiais, convívio e, inevitavelmente, de sardinha. Mais do que um símbolo dos Santos Populares, a sardinha ocupa um lugar muito próprio na nossa cultura alimentar e continua a ser um dos alimentos mais característicos da gastronomia portuguesa.
Durante muito tempo, a sardinha esteve associada a uma alimentação mais simples, popular e acessível. Hoje, por ironia dos tempos, é muitas vezes vista quase como um luxo. Mudou a forma como a olhamos, mudou o seu preço e mudou o contexto de consumo, mas o que não mudou foi a sua qualidade nutricional.
A sardinha é um peixe gordo, mas com uma gordura nutricionalmente interessante, rica em ácidos gordos ómega-3. Estes ácidos gordos estão associados a benefícios para a saúde cardiovascular, ajudam a modular processos inflamatórios e têm também um papel importante na função cerebral e visual.
É também fonte de proteína, vitamina D, vitamina B12, cálcio, ferro e zinco, o que faz dela um alimento nutricionalmente muito completo.
A composição nutricional da sardinha varia consoante a época em que é capturada, sendo entre junho e outubro que apresenta maior teor de gordura. É precisamente essa gordura, mais abundante nos meses de verão, que contribui para as características organoléticas tão apreciadas pelos consumidores.
Claro que, como em tudo, também importa a forma como é consumida. Preparada de forma simples e acompanhada por vegetais ou outros alimentos equilibrados, a sardinha enquadra-se facilmente numa alimentação saudável. Já o excesso de sal, os acompanhamentos mais pesados ou os exageros tantas vezes associados ao ambiente festivo podem comprometer esse equilíbrio. A tradição só precisa de ser vivida com bom senso.
Em junho, a sardinha chega-nos envolta em festa e em imaginário popular, mas também podemos olhar para ela além da quadra, porque, mais do que um ícone das festas, a sardinha continua a ser um excelente exemplo de como tradição, sabor e valor nutricional podem sentar-se à mesma mesa.
Durante muito tempo, a sardinha esteve associada a uma alimentação mais simples, popular e acessível. Hoje, por ironia dos tempos, é muitas vezes vista quase como um luxo. Mudou a forma como a olhamos, mudou o seu preço e mudou o contexto de consumo, mas o que não mudou foi a sua qualidade nutricional.
A sardinha é um peixe gordo, mas com uma gordura nutricionalmente interessante, rica em ácidos gordos ómega-3. Estes ácidos gordos estão associados a benefícios para a saúde cardiovascular, ajudam a modular processos inflamatórios e têm também um papel importante na função cerebral e visual.
É também fonte de proteína, vitamina D, vitamina B12, cálcio, ferro e zinco, o que faz dela um alimento nutricionalmente muito completo.
A composição nutricional da sardinha varia consoante a época em que é capturada, sendo entre junho e outubro que apresenta maior teor de gordura. É precisamente essa gordura, mais abundante nos meses de verão, que contribui para as características organoléticas tão apreciadas pelos consumidores.
Claro que, como em tudo, também importa a forma como é consumida. Preparada de forma simples e acompanhada por vegetais ou outros alimentos equilibrados, a sardinha enquadra-se facilmente numa alimentação saudável. Já o excesso de sal, os acompanhamentos mais pesados ou os exageros tantas vezes associados ao ambiente festivo podem comprometer esse equilíbrio. A tradição só precisa de ser vivida com bom senso.
Em junho, a sardinha chega-nos envolta em festa e em imaginário popular, mas também podemos olhar para ela além da quadra, porque, mais do que um ícone das festas, a sardinha continua a ser um excelente exemplo de como tradição, sabor e valor nutricional podem sentar-se à mesma mesa.

