Ricardo Abrantes .. economia em destaque
PORTUGAL NO LIMITE: O PESO ASFIXIANTE DOS COMBUSTÍVEIS
27 de maio de 2026A escalada dos preços dos combustíveis está a colocar as famílias e as empresas portuguesas sob uma pressão muito forte e difícil de suportar. Este aumento no preço do gasóleo e da gasolina representa um golpe grande no orçamento das famílias e na competitividade das empresas.
Bem sei que o cenário internacional, marcado por conflitos armados, instabilidade nos mercados energéticos e forte incerteza económica, ajuda a explicar parte desta subida. No entanto, em Portugal não estamos dependentes do petróleo que passa pelo estreito de Ormuz, pelo que não há razão para tais aumentos. E o impacto é brutal nas famílias porque abastecer o carro custa mais, para as empresas porque transportar mercadorias custa mais, produzir custa mais e, inevitavelmente, viver custa mais.
Para as famílias, o automóvel não é um luxo — é uma necessidade, e o combustível tornou-se um bem essencial para garantir o acesso ao trabalho, à escola ou aos serviços de saúde. Quando os preços sobem brutalmente representa um rude golpe no orçamento das famílias.
Mas também as empresas enfrentam um período difícil. As PME’s, que são a base da economia nacional e asseguram a maioria dos postos de trabalho, vivem sufocadas pelo aumento generalizado dos custos. O preço dos combustíveis afeta diretamente o transporte de mercadorias, as deslocações comerciais e toda a cadeia logística. A isto juntam-se os aumentos da eletricidade, do gás natural e das matérias-primas.
No setor transformador, esta realidade é particularmente preocupante. Produzir em Portugal está muito mais caro, reduziu a capacidade competitiva das empresas nacionais face aos concorrentes estrangeiros. A localização periférica do país já representa um custo acrescido para exportar, mas com combustíveis cada vez mais caros, esse problema agrava-se dramaticamente.
Se tivermos em consideração que mais de metade do preço pago pelos consumidores nos combustíveis corresponde a impostos é legítimo questionar se o Estado não deve aliviar temporariamente esta carga fiscal. A redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e a taxa do IVA para a taxa intermédia poderiam representar um sinal importante de apoio à economia real.
Não se trata apenas de baixar impostos. Trata-se de proteger empregos, preservar empresas e defender o poder de compra das famílias portuguesas. Sem medidas concretas e rápidas, o risco é evidente: mais dificuldades económicas, menor investimento e perda de competitividade.
O Estado não pode continuar a exigir às empresas e às famílias que suportem sozinhas o peso de uma crise internacional. Num momento excecional, exigem-se respostas excecionais. O país precisa de políticas que aliviem os custos de produção, promovam a competitividade e devolvam alguma estabilidade financeira aos portugueses. Porque sem empresas fortes não há economia sustentável, e sem famílias estaveis não há futuro para o país.
Bem sei que o cenário internacional, marcado por conflitos armados, instabilidade nos mercados energéticos e forte incerteza económica, ajuda a explicar parte desta subida. No entanto, em Portugal não estamos dependentes do petróleo que passa pelo estreito de Ormuz, pelo que não há razão para tais aumentos. E o impacto é brutal nas famílias porque abastecer o carro custa mais, para as empresas porque transportar mercadorias custa mais, produzir custa mais e, inevitavelmente, viver custa mais.
Para as famílias, o automóvel não é um luxo — é uma necessidade, e o combustível tornou-se um bem essencial para garantir o acesso ao trabalho, à escola ou aos serviços de saúde. Quando os preços sobem brutalmente representa um rude golpe no orçamento das famílias.
Mas também as empresas enfrentam um período difícil. As PME’s, que são a base da economia nacional e asseguram a maioria dos postos de trabalho, vivem sufocadas pelo aumento generalizado dos custos. O preço dos combustíveis afeta diretamente o transporte de mercadorias, as deslocações comerciais e toda a cadeia logística. A isto juntam-se os aumentos da eletricidade, do gás natural e das matérias-primas.
No setor transformador, esta realidade é particularmente preocupante. Produzir em Portugal está muito mais caro, reduziu a capacidade competitiva das empresas nacionais face aos concorrentes estrangeiros. A localização periférica do país já representa um custo acrescido para exportar, mas com combustíveis cada vez mais caros, esse problema agrava-se dramaticamente.
Se tivermos em consideração que mais de metade do preço pago pelos consumidores nos combustíveis corresponde a impostos é legítimo questionar se o Estado não deve aliviar temporariamente esta carga fiscal. A redução do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e a taxa do IVA para a taxa intermédia poderiam representar um sinal importante de apoio à economia real.
Não se trata apenas de baixar impostos. Trata-se de proteger empregos, preservar empresas e defender o poder de compra das famílias portuguesas. Sem medidas concretas e rápidas, o risco é evidente: mais dificuldades económicas, menor investimento e perda de competitividade.
O Estado não pode continuar a exigir às empresas e às famílias que suportem sozinhas o peso de uma crise internacional. Num momento excecional, exigem-se respostas excecionais. O país precisa de políticas que aliviem os custos de produção, promovam a competitividade e devolvam alguma estabilidade financeira aos portugueses. Porque sem empresas fortes não há economia sustentável, e sem famílias estaveis não há futuro para o país.

