Câmara pede mais de dois milhões de euros de indemnização
26 de fevereiro de 2025
O anúncio desta decisão pelo presidente do Município de Águeda surge num momento em que as obras do mercado municipal avançam em bom ritmo, não devendo contudo estar prontas antes do ato eleitoral (final de setembro ou princípio de outubro) para as autarquias deste ano.
“Primeiro tivemos que resolver o problema que tínhamos entre mãos, avaliando o prejuízo, para agora avançarmos com o pedido de indemnização, como sempre dissemos que faríamos”, justificou Jorge Almeida, contactado por SP. “As obras avançam e temos a convicção que as questões que se nos colocaram estão resolvidas”.
Refira-se que as obras do mercado sofreram significativo atraso mercê de problemas com as fundações do edifício antigo, sobre o qual se iria edificar a nova infraestrutura. Os erros de cálculo foram desde logo atribuídas ao primeiro projetista, com o edil de Águeda a denunciar, em entrevista a SP ocorrida há três anos, que o técnico deixou de estar contactável. “Andar para trás não era o caminho”.
O novo mercado é um edifício ampliado em área, obrigando de resto a alterações na sua envolvente, e modernizado. Terá condições de higiene condizentes com a legislação atual e espaços comerciais que serão concessionados num “processo que será longe e transparente”.
O edifício terá um segundo piso com restauração e lojas, acessível por duas escadas rolantes, elevadores e escadaria. A entrada principal continuará a ser virada a poente (para os bombeiros) mas haverá outra “grande entrada” virada a sul, embora fique acessível pela avenida 25 de Abril (a norte).
Na envolvente, surgirá uma rua nova a sul do edifício e uma rotunda na Rua Rio Grande, melhorando a fluição rodoviária junto ao portão de acesso traseiro ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Águeda.

