Teresa Olaio .. Educação
QUANDO A ESCOLA PASSA A SER RESPONSÁVEL POR TUDO
26 de março de 2026Nos últimos anos tem-se tornado cada vez mais evidente uma tendência preocupante na relação entre famílias e escola: a transferência progressiva de responsabilidades educativas quase exclusivas para a instituição escolar. Aquilo que deveria ser um trabalho conjunto, assente numa parceria sólida entre pais e professores, transforma-se muitas vezes, numa expectativa de que a escola resolva todos os problemas que envolvem as crianças e os jovens.
A escola sempre teve um papel central na formação académica e cívica dos alunos. É um espaço de aprendizagem, de socialização e de desenvolvimento de competências essenciais para a vida em sociedade. Contudo, a realidade atual mostra que, para além destas funções, espera-se cada vez mais que a escola intervenha em áreas que tradicionalmente pertenciam ao núcleo familiar.
Hoje, não raras vezes, a escola é chamada a resolver problemas familiares, conflitos emocionais, dificuldades sociais, carências afetivas e até situações económicas que ultrapassam claramente a sua esfera de atuação. Professores e outros profissionais da educação acabam por assumir funções que vão muito além do ensino: mediadores familiares, assistentes sociais improvisados, psicólogos de circunstância e, por vezes, substitutos da própria presença parental.
Este fenómeno não resulta apenas de desinteresse ou negligência por parte das famílias. Em muitos casos, está associado a contextos de trabalho exigentes, instabilidade económica ou mudanças profundas na organização das próprias famílias. No entanto, independentemente, das causas, as consequências fazem-se sentir dentro da escola.
Quando o acompanhamento familiar diminui, surgem inevitavelmente dificuldades no comportamento, na motivação e no desempenho escolar dos alunos. A falta supervisão nas rotinas de estudo, diminui o diálogo sobre a vida escolar e enfraquece a responsabilidade partilhada pelo percurso educativo das crianças e dos jovens. Perante qualquer dificuldade, a reação imediata é apontar a escola como responsável.
É importante reconhecer que a escola desempenha um papel insubstituível na sociedade, mas não pode, nem deve, substituir a família. A educação de uma criança ou de um jovem é um processo complexo que exige a presença ativa, consistente e responsável dos pais ou encarregados de educação. Sem esse envolvimento, qualquer esforço da escola fica inevitavelmente limitado.
A solução não passa por culpabilizar uns ou outros, mas por recuperar a ideia fundamental de que educar é uma responsabilidade partilhada. A escola pode ensinar, orientar e apoiar, mas precisa que as famílias estejam presentes, acompanhem, estabeleçam limites e valorizem o percurso escolar dos seus filhos.
Uma sociedade que deposita todas as expectativas educativas apenas na escola corre o risco de fragilizar um dos pilares essenciais da formação das novas gerações: a família. E sem esse equilíbrio, nenhuma escola, por mais competente que seja, conseguirá responder sozinha a todos os desafios que hoje se colocam à educação.
A escola sempre teve um papel central na formação académica e cívica dos alunos. É um espaço de aprendizagem, de socialização e de desenvolvimento de competências essenciais para a vida em sociedade. Contudo, a realidade atual mostra que, para além destas funções, espera-se cada vez mais que a escola intervenha em áreas que tradicionalmente pertenciam ao núcleo familiar.
Hoje, não raras vezes, a escola é chamada a resolver problemas familiares, conflitos emocionais, dificuldades sociais, carências afetivas e até situações económicas que ultrapassam claramente a sua esfera de atuação. Professores e outros profissionais da educação acabam por assumir funções que vão muito além do ensino: mediadores familiares, assistentes sociais improvisados, psicólogos de circunstância e, por vezes, substitutos da própria presença parental.
Este fenómeno não resulta apenas de desinteresse ou negligência por parte das famílias. Em muitos casos, está associado a contextos de trabalho exigentes, instabilidade económica ou mudanças profundas na organização das próprias famílias. No entanto, independentemente, das causas, as consequências fazem-se sentir dentro da escola.
Quando o acompanhamento familiar diminui, surgem inevitavelmente dificuldades no comportamento, na motivação e no desempenho escolar dos alunos. A falta supervisão nas rotinas de estudo, diminui o diálogo sobre a vida escolar e enfraquece a responsabilidade partilhada pelo percurso educativo das crianças e dos jovens. Perante qualquer dificuldade, a reação imediata é apontar a escola como responsável.
É importante reconhecer que a escola desempenha um papel insubstituível na sociedade, mas não pode, nem deve, substituir a família. A educação de uma criança ou de um jovem é um processo complexo que exige a presença ativa, consistente e responsável dos pais ou encarregados de educação. Sem esse envolvimento, qualquer esforço da escola fica inevitavelmente limitado.
A solução não passa por culpabilizar uns ou outros, mas por recuperar a ideia fundamental de que educar é uma responsabilidade partilhada. A escola pode ensinar, orientar e apoiar, mas precisa que as famílias estejam presentes, acompanhem, estabeleçam limites e valorizem o percurso escolar dos seus filhos.
Uma sociedade que deposita todas as expectativas educativas apenas na escola corre o risco de fragilizar um dos pilares essenciais da formação das novas gerações: a família. E sem esse equilíbrio, nenhuma escola, por mais competente que seja, conseguirá responder sozinha a todos os desafios que hoje se colocam à educação.

