SOCIEDADE
Incêndio entrou em Águeda quando a cidade dormia e cercou aldeias durante a madrugada
08 de julho de 2026O incêndio que teve origem às 3h04 de quinta-feira, em Cambra e Carvalhal (Vouzela), entrou no concelho de Águeda durante a madrugada de sexta-feira - quase 24 horas depois -, avançando com grande velocidade pela encosta poente do Caramulo e apanhando várias populações de surpresa, num período em que grande parte se encontrava a dormir.
Na zona da Quinta das Oliveiras, em pleno núcleo urbano de Águeda, o fogo terá surgido de forma súbita, com forte luminosidade e projeções visíveis a partir de habitações próximas. Um residente descreveu o momento: “Acordei com os estaladiços da madeira a queimar. A princípio não identifiquei o que era, mas o estranho fez com que abrisse o estore e desse conta de um enorme clarão vermelho. Só podia ser junto às piscinas”.
Se Águeda assistiu ao inusitado quando o incêndio entrou na cidade a meio da noite, aldeias houve que, mesmo já tendo enfrentado episódios semelhantes, viram-se de repente cercadas pelo fogo. “As projeções, motivadas pelo vento, eram significativas, criando várias frente de fogo e uma progressão muito rápida”, referiu o presidente da Câmara de Águeda a um canal televisivo.
Ao longo da madrugada, o incêndio evoluiu rapidamente, aproximando-se de várias povoações nas freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, Castanheira do Vouga e Águeda.
POPULAÇÃO
INCANSÁVEL NÃO EVITA PREJUÍZOS
Na freguesia de Águeda, o povo esteve de prevenção mas a situação no terreno foi considerada “mais grave” que há dois anos, especialmente na Maçoida, Rio Côvo, Giesteira, Vale Domingos, Gravanço e avenida do Emigrante, às portas da cidade.
Leia o artigo completo na edição n.º 9436 de Soberania do Povo, impressa ou digital

