CULTURA
“Não viemos fazer história em grande. Viemos tocar vidas”
13 de maio de 2026A cantora cubana Ivette Cepeda passou por Águeda e Porto integrada na digressão europeia “Cruzando Pontes”, acompanhada pelo músico José Luis Beltrán. Entre concertos intimistas e reencontros com emigrantes cubanos, trouxe uma mensagem de proximidade, resistência e esperança.
A tournée europeia de Ivette Cepeda nasceu de uma necessidade afetiva. Depois de anos a cantar em Cuba, onde é uma estrela, a artista sentiu que era tempo de procurar os cubanos espalhados pelo mundo.
“Já cantámos muito para o povo de Cuba, que está em Cuba. Mas há um povo de Cuba que está fora de Cuba”, afirmou a Soberania do Povo. “Quando o público já não pode vir até nós, porque já não está no país, eu, como artista, venho até ele novamente”.
A cantora faz questão de sublinhar que a viagem não teve qualquer enquadramento oficial. “Não estamos aqui por nenhuma instituição oficial, nem Ministério da Cultura, nem nada disso. Viemos por um sentir pessoal”.
Ao longo da digressão, que começou em fevereiro e termina este mês, Ivette e José Luis passaram por Espanha, Bélgica, Suíça, França e Portugal. Em Águeda atuaram no Espaço French e no In’Culto, seguindo depois para o Club Fenianos Portuenses, no Porto. Segue-se Las Palmas…
“VIEMOS TOCAR VIDAS”
A receção europeia deixou marcas profundas na cantora cubana. “Recordo sobretudo os concertos onde havia menos cubanos e mais portugueses, suíços ou franceses”, contou. “A música não precisa de idioma. Via pessoas a chorar com músicas que não entendiam, mas sentiam”.
Sem a banda habitual, devidos aos custos que tal acarretaria, o casal apostou num formato simples: guitarra e voz. Para Ivette Cepeda, essa simplicidade acabou por aproximar ainda mais o público.
Leia o artigo completo na edição n.º 9428 de Soberania do Povo, impressa ou digital

