Valentina Vilela .. Nutricionista
MAIO, MÊS DO CORAÇÃO: PREVENIR TAMBÉM PASSA PELA ALIMENTAÇÃO
20 de maio de 2026Entre os vários fatores que contribuem para a saúde cardiovascular, a alimentação ocupa um papel central. Maio, assinalado como o “Mês do Coração”, é por isso uma boa oportunidade para recordar que a prevenção não deve começar quando surgem sintomas, mas sim nas escolhas do dia a dia.
Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório mantêm-se como a principal causa de morte. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, estiveram na origem de 30 mil óbitos de residentes em 2024, representando 25,4% da mortalidade total.
A relação entre alimentação e saúde cardiovascular está bem estabelecida. O problema não se resume a um alimento isolado, mas ao padrão alimentar habitual. A evidência científica aponta, de forma consistente, para maior risco quando a alimentação é rica em sal, carnes processadas, produtos ultraprocessados, açúcares simples e gorduras de pior qualidade. Pelo contrário, padrões alimentares com maior presença de hortícolas, fruta, leguminosas, cereais integrais, frutos oleaginosos, peixe e gorduras insaturadas associam-se a melhor proteção cardiovascular. O relatório da European Heart Network reforça precisamente esta ideia: o padrão alimentar global pesa mais do que a atenção excessiva dada a um único alimento ou nutriente.
No caso português, um dos aspetos mais relevantes continua a ser o consumo de sal. De acordo com dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3g de sal por dia, acima do valor recomendado. Este consumo excessivo é um fator importante de hipertensão arterial e, por essa via, de doença cardiovascular.
Falar de prevenção não implica procurar uma alimentação “perfeita”, nem recorrer a soluções extremas. Implica, sim, reforçar hábitos que já sabemos serem muito importantes: reduzir o sal adicionado na confeção e no tempero, limitar o consumo de enchidos e charcutaria, moderar produtos embalados mais salgados e ou açucarados, incluir regularmente sopa, hortícolas, fruta e leguminosas, e privilegiar refeições simples e pouco processadas. São mudanças aparentemente pequenas, mas com impacto real quando se tornam consistentes.
Deste modo, cuidar do coração passa também por cuidar da alimentação. Não como uma medida temporária, mas como parte de uma rotina que ajuda a prevenir doença, preservar qualidade de vida e ganhar saúde a longo prazo. Num país em que a doença cardiovascular continua a ter um peso tão significativo na mortalidade, torna-se ainda mais importante reforçar esta mensagem.
Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório mantêm-se como a principal causa de morte. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, estiveram na origem de 30 mil óbitos de residentes em 2024, representando 25,4% da mortalidade total.
A relação entre alimentação e saúde cardiovascular está bem estabelecida. O problema não se resume a um alimento isolado, mas ao padrão alimentar habitual. A evidência científica aponta, de forma consistente, para maior risco quando a alimentação é rica em sal, carnes processadas, produtos ultraprocessados, açúcares simples e gorduras de pior qualidade. Pelo contrário, padrões alimentares com maior presença de hortícolas, fruta, leguminosas, cereais integrais, frutos oleaginosos, peixe e gorduras insaturadas associam-se a melhor proteção cardiovascular. O relatório da European Heart Network reforça precisamente esta ideia: o padrão alimentar global pesa mais do que a atenção excessiva dada a um único alimento ou nutriente.
No caso português, um dos aspetos mais relevantes continua a ser o consumo de sal. De acordo com dados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, a população portuguesa apresenta um consumo médio de 7,3g de sal por dia, acima do valor recomendado. Este consumo excessivo é um fator importante de hipertensão arterial e, por essa via, de doença cardiovascular.
Falar de prevenção não implica procurar uma alimentação “perfeita”, nem recorrer a soluções extremas. Implica, sim, reforçar hábitos que já sabemos serem muito importantes: reduzir o sal adicionado na confeção e no tempero, limitar o consumo de enchidos e charcutaria, moderar produtos embalados mais salgados e ou açucarados, incluir regularmente sopa, hortícolas, fruta e leguminosas, e privilegiar refeições simples e pouco processadas. São mudanças aparentemente pequenas, mas com impacto real quando se tornam consistentes.
Deste modo, cuidar do coração passa também por cuidar da alimentação. Não como uma medida temporária, mas como parte de uma rotina que ajuda a prevenir doença, preservar qualidade de vida e ganhar saúde a longo prazo. Num país em que a doença cardiovascular continua a ter um peso tão significativo na mortalidade, torna-se ainda mais importante reforçar esta mensagem.

