Otília Silva .. Olhares cruzados
ALIMENTAÇÃO: UMA QUESTÃO DE EXIGÊNCIA
15 de abril de 2026Dos alimentos farás a tua medicina”, dizia Hipócrates, médico grego nascido em 460 antes de Cristo, que já estabelecia a relação entre a saúde e a alimentação.
Hoje, mais do que nunca, esta frase do pai da medicina deve soar-nos ao ouvido. Comemos cada vez mais, por falta de tempo e por facilidade, o que compramos nos supermercados ou seja produtos fabricados por industriais preocupados, antes de mais, em maximizar o lucro.
Convém, por isso, consultar a composição dos alimentos que compramos e deixar nas prateleiras tudo o que contém conservantes, corantes e estabilizadores. Entre os mais problemáticos encontram-se os nitratos e nitritos (E249, E250, E251, E252), mas existem muitos outros “E…”.
Devíamos fazer o possível para evitar gastar dinheiro em produtos potencialmente prejudiciais à saúde.
“O que iremos comer então?”, dir-me-ão. E é verdade: não é fácil encontrar nos supermercados portugueses iogurtes naturais, quer dizer sem açúcar e sem espessantes. Muitos produtos contêm carragenina (E407), um aditivo controverso, associado a problemas intestinais. Da mesma forma, é difícil encontrar fiambre sem nitritos, substâncias associadas a um maior risco de certos cancros, nomeadamente do cólon e do estômago. E que dizer da carne? Mesmo sendo regulamentada, levanta questões quanto ao uso de antibióticos e às condições de produção.
Convém tornarmo-nos mais exigentes. Fazer o esforço de cozinhar produtos naturais. Voltar ao talho, onde o carniceiro tem o dever de conhecer a proveniência da carne que vende.
Se não formos exigentes com a qualidade da nossa alimentação, pomos em risco a nossa saúde. E, como dizia a minha sempiterna avozinha, mais vale prevenir do que remediar.
Verificar cada lata, cada embalagem não é perda de tempo! O que poderá ser mais precioso do que a saúde?
Sabemos hoje que a alimentação está implicada em muitas das doenças que nos afetam: doenças cardiovasculares, obesidade, osteoporose, diabetes tipo 2, colesterol elevado, poliartrite reumatoide, doenças inflamatórias do intestino, alergias e até depressão.
Quanto mais exigentes nos tornarmos, mais hipóteses teremos de ver a nossa saúde respeitada. No fim de contas, ela começa no prato. Por isso não deve a oferta fazer o consumidor mas sim o consumidor fazer a oferta.
Hoje, mais do que nunca, esta frase do pai da medicina deve soar-nos ao ouvido. Comemos cada vez mais, por falta de tempo e por facilidade, o que compramos nos supermercados ou seja produtos fabricados por industriais preocupados, antes de mais, em maximizar o lucro.
Convém, por isso, consultar a composição dos alimentos que compramos e deixar nas prateleiras tudo o que contém conservantes, corantes e estabilizadores. Entre os mais problemáticos encontram-se os nitratos e nitritos (E249, E250, E251, E252), mas existem muitos outros “E…”.
Devíamos fazer o possível para evitar gastar dinheiro em produtos potencialmente prejudiciais à saúde.
“O que iremos comer então?”, dir-me-ão. E é verdade: não é fácil encontrar nos supermercados portugueses iogurtes naturais, quer dizer sem açúcar e sem espessantes. Muitos produtos contêm carragenina (E407), um aditivo controverso, associado a problemas intestinais. Da mesma forma, é difícil encontrar fiambre sem nitritos, substâncias associadas a um maior risco de certos cancros, nomeadamente do cólon e do estômago. E que dizer da carne? Mesmo sendo regulamentada, levanta questões quanto ao uso de antibióticos e às condições de produção.
Convém tornarmo-nos mais exigentes. Fazer o esforço de cozinhar produtos naturais. Voltar ao talho, onde o carniceiro tem o dever de conhecer a proveniência da carne que vende.
Se não formos exigentes com a qualidade da nossa alimentação, pomos em risco a nossa saúde. E, como dizia a minha sempiterna avozinha, mais vale prevenir do que remediar.
Verificar cada lata, cada embalagem não é perda de tempo! O que poderá ser mais precioso do que a saúde?
Sabemos hoje que a alimentação está implicada em muitas das doenças que nos afetam: doenças cardiovasculares, obesidade, osteoporose, diabetes tipo 2, colesterol elevado, poliartrite reumatoide, doenças inflamatórias do intestino, alergias e até depressão.
Quanto mais exigentes nos tornarmos, mais hipóteses teremos de ver a nossa saúde respeitada. No fim de contas, ela começa no prato. Por isso não deve a oferta fazer o consumidor mas sim o consumidor fazer a oferta.

