Diana Simões (Psicóloga)
DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL
07 de outubro de 2026Desde 1992 que, a 10 de outubro, se assinala o dia da saúde mental. Durante muito tempo, quem ditava as regras sobre a saúde mental era o secretismo, a vergonha e o medo de se ser excluído, de não ter um trabalho, uma família, de não ser levado a sério, enfim.
Felizmente, o tabu tem vindo a diminuir, graças ao aumento do senso de humanidade comum. Para isto, muito tem contribuído a era digital em que vivemos, cujo acesso à informação é cada vez maior, seja através de cursos, livros de auto-ajuda, partilhas nas redes sociais, etc..
O que me agrada, pois implica a consciencialização de que tão válido é ter uma dor de dentes, como sentirmo-nos tristes ou ansiosos. Aumenta também o conhecimento sobre como funciona o nosso cérebro, pensamentos, emoções e comportamentos, e o respetivo impacto na nossa vida.
Contudo, alerto para a importância de sabermos questionar e filtrar a informação que nos chega, tal como de procurar profissionais certificados e cuja prática seja baseada em evidência científica.
É certo que qualquer pessoa que cruze a nossa vida tem algo a contribuir, positivo ou não, mas não confundamos papéis. Ser familiar, amigo, colega e motivar através de uma experiência de vida é muito válido, só não é, nem poderá substituir a terapia. Tal como um medicamento anti-inflamatório atenua a dor, mas não substitui um antibiótico que trate a causa.
É urgente estimularmos o nosso juízo crítico, saber distinguir os “achismos” e os conselhos que nos podem realmente servir mas que, ainda assim, não são ciência. Não nos iludamos com as histórias, as fotografias, os vídeos que nos mostram apenas alguns segundos de uma vida já editada. Inspiração não é receita!
Termino relembrando que ser saudável, não é não estar doente. É sentir bem-estar físico, social e emocional. E cuidar da saúde mental, continuará sempre a ser um dever de toda a comunidade que se considera desenvolvida, sabendo cada interveniente - vizinhos, família, escola, centro de saúde, ginásio, autarquia - como e quando ocupar o seu lugar.
Felizmente, o tabu tem vindo a diminuir, graças ao aumento do senso de humanidade comum. Para isto, muito tem contribuído a era digital em que vivemos, cujo acesso à informação é cada vez maior, seja através de cursos, livros de auto-ajuda, partilhas nas redes sociais, etc..
O que me agrada, pois implica a consciencialização de que tão válido é ter uma dor de dentes, como sentirmo-nos tristes ou ansiosos. Aumenta também o conhecimento sobre como funciona o nosso cérebro, pensamentos, emoções e comportamentos, e o respetivo impacto na nossa vida.
Contudo, alerto para a importância de sabermos questionar e filtrar a informação que nos chega, tal como de procurar profissionais certificados e cuja prática seja baseada em evidência científica.
É certo que qualquer pessoa que cruze a nossa vida tem algo a contribuir, positivo ou não, mas não confundamos papéis. Ser familiar, amigo, colega e motivar através de uma experiência de vida é muito válido, só não é, nem poderá substituir a terapia. Tal como um medicamento anti-inflamatório atenua a dor, mas não substitui um antibiótico que trate a causa.
É urgente estimularmos o nosso juízo crítico, saber distinguir os “achismos” e os conselhos que nos podem realmente servir mas que, ainda assim, não são ciência. Não nos iludamos com as histórias, as fotografias, os vídeos que nos mostram apenas alguns segundos de uma vida já editada. Inspiração não é receita!
Termino relembrando que ser saudável, não é não estar doente. É sentir bem-estar físico, social e emocional. E cuidar da saúde mental, continuará sempre a ser um dever de toda a comunidade que se considera desenvolvida, sabendo cada interveniente - vizinhos, família, escola, centro de saúde, ginásio, autarquia - como e quando ocupar o seu lugar.

