Eduardo Arroja .. Opinião
UM CONTO DE DUAS CIDADES: A LUTA PARTILHADA PELO "ÁGUEDA-AVEIRO"
29 de julho de 2026É com grande entusiasmo que todos recebemos a notícia de que o concurso público internacional para a empreitada do Eixo Rodoviário Águeda–Aveiro foi lançado este mês. Particularmente, e apesar de ter nascido já neste século, sei bem que, quando falamos deste projeto, falamos também de uma luta antiga.
Para Águeda, esta infraestrutura representa uma ligação indispensável à capital de distrito, face às limitações atuais, mas é também um ponto estratégico de ligação aos portos, à ferrovia e à rede rodoviária transeuropeia, através da A1 e da A25. Para Aveiro, constitui uma oportunidade decisiva para consolidar o seu papel enquanto capital de distrito, reforçar o seu potencial como hub logístico intermodal de âmbito regional e nacional e aprofundar a ligação entre dois territórios com mercados de consumo, trabalho e produção fortes e altamente complementares. Para ambos os concelhos, este é um investimento estruturante que abre um novo horizonte de desenvolvimento: pela atração de investimento privado, tanto para o tecido empresarial como para a habitação; pela criação e expansão de oportunidades de negócio; pela geração de emprego; e, em última análise, pela melhoria da qualidade de vida das populações.
Para quem pense que o interesse de um jovem nesta questão se resume a facilitar o acesso aos centros comerciais ou à praia, engana-se. Num mundo cada vez mais competitivo, especialmente para uma geração que continua a enfrentar uma taxa de desemprego muito superior à média nacional, 19,1% face aos 6,1% da taxa geral, segundo dados do Banco de Portugal, e que é constantemente confrontada com a perspetiva da emigração, palavras como crescimento, eficiência e resiliência assumem um significado muito concreto. Torna-se, por isso, essencial aproveitar todo o potencial dos nossos territórios para induzir crescimento económico e criar novas oportunidades de emprego. O Eixo Rodoviário responde precisamente a esses objetivos, ao reduzir tempos de deslocação, aumentar a segurança rodoviária e aumentar a capacidade logística das nossas infraestruturas, diminui significativamente os custos de contexto e a capacidade logística para qualquer um que queira empreender, trabalhar e viver na nossa região.
Este avanço, alcançado graças a um trabalho longo e dedicado, que levou à cooperação entre os nossos municípios, deve também servir de exemplo. Cabe-nos, enquanto cidadãos, independentemente das nossas circunstâncias ou convicções políticas, continuar a reivindicar por este investimento estratégico para toda a região. Temos de nos preparar para o potencial transformador que esta ligação poderá trazer às nossas terras e compreender que, tal como Roma e Pavia não se fizeram num dia, também o Eixo Rodoviário Águeda–Aveiro exigirá perseverança, cooperação institucional e o compromisso de todos para que se torne, finalmente, uma realidade.
Para Águeda, esta infraestrutura representa uma ligação indispensável à capital de distrito, face às limitações atuais, mas é também um ponto estratégico de ligação aos portos, à ferrovia e à rede rodoviária transeuropeia, através da A1 e da A25. Para Aveiro, constitui uma oportunidade decisiva para consolidar o seu papel enquanto capital de distrito, reforçar o seu potencial como hub logístico intermodal de âmbito regional e nacional e aprofundar a ligação entre dois territórios com mercados de consumo, trabalho e produção fortes e altamente complementares. Para ambos os concelhos, este é um investimento estruturante que abre um novo horizonte de desenvolvimento: pela atração de investimento privado, tanto para o tecido empresarial como para a habitação; pela criação e expansão de oportunidades de negócio; pela geração de emprego; e, em última análise, pela melhoria da qualidade de vida das populações.
Para quem pense que o interesse de um jovem nesta questão se resume a facilitar o acesso aos centros comerciais ou à praia, engana-se. Num mundo cada vez mais competitivo, especialmente para uma geração que continua a enfrentar uma taxa de desemprego muito superior à média nacional, 19,1% face aos 6,1% da taxa geral, segundo dados do Banco de Portugal, e que é constantemente confrontada com a perspetiva da emigração, palavras como crescimento, eficiência e resiliência assumem um significado muito concreto. Torna-se, por isso, essencial aproveitar todo o potencial dos nossos territórios para induzir crescimento económico e criar novas oportunidades de emprego. O Eixo Rodoviário responde precisamente a esses objetivos, ao reduzir tempos de deslocação, aumentar a segurança rodoviária e aumentar a capacidade logística das nossas infraestruturas, diminui significativamente os custos de contexto e a capacidade logística para qualquer um que queira empreender, trabalhar e viver na nossa região.
Este avanço, alcançado graças a um trabalho longo e dedicado, que levou à cooperação entre os nossos municípios, deve também servir de exemplo. Cabe-nos, enquanto cidadãos, independentemente das nossas circunstâncias ou convicções políticas, continuar a reivindicar por este investimento estratégico para toda a região. Temos de nos preparar para o potencial transformador que esta ligação poderá trazer às nossas terras e compreender que, tal como Roma e Pavia não se fizeram num dia, também o Eixo Rodoviário Águeda–Aveiro exigirá perseverança, cooperação institucional e o compromisso de todos para que se torne, finalmente, uma realidade.

