Marlene Martins .. Para além das linhas
QUANDO EDUCAR COMEÇA PELO CORAÇÃO
16 de setembro de 2026Durante os dias 9 e 10 de setembro, Águeda recebeu o Encontro Municipal de Educação, subordinado ao tema “Do conhecimento à inovação, do cuidado ao bem-estar”, reunindo professores e profissionais ligados à educação para refletir sobre os desafios da escola.
Entre os vários temas abordados — do neurodesenvolvimento à inteligência artificial, da dislexia à aprendizagem ativa — ficou uma questão essencial: que lugar ocupa o coração na educação? “Só se vê bem com o coração.” A frase de O Principezinho traduz uma verdade que não podemos esquecer. Não é possível conduzir uma sociedade para a felicidade sem colocar no centro o cuidado, as relações humanas e o bem-estar.
A escola deve ser um lugar seguro, onde cada criança possa aprender e brincar, despertar interesses, descobrir o seu poder pessoal e desenvolver a melhor versão de si própria. Para isso, é necessário conhecer e respeitar as necessidades e características de cada indivíduo, criando relações de proximidade, confiança e amor.
Neste encontro ouvimos professores e profissionais que são também pais e que vivem diariamente a realidade educativa. Talvez quem define a arquitetura da educação em Portugal devesse estar mais vezes no terreno, sentir essa realidade e ouvir os professores.
Eduardo Sá defendeu que o Ministério da Educação deveria “fechar para balanço”. Eu digo que talvez seja mesmo necessário um “reset” para voltar ao essencial na construção do conhecimento e perguntar aos professores o que está, de facto, a acontecer nas salas de aula.
Depois de décadas de reformas sucessivas, de mudanças curriculares, de novos modelos e de um enfoque crescente na avaliação e nos resultados, talvez seja tempo de perceber se temos confundido mudança com melhoria. Porque os resultados não se melhoram com malabarismos para os produzir: melhoram-se quando se criam as condições para que os alunos aprendam. Não precisamos de fazer mais do mesmo. Precisamos de repensar a educação.
A inteligência artificial poderá apoiar o professor, mas nunca substituirá o olhar humano, a relação, a presença e a capacidade de cuidar. Porque só com pessoas que sabem ver com o coração poderemos construir uma geração com respeito pela diferença e verdadeiro sentido de comunidade.
Entre os vários temas abordados — do neurodesenvolvimento à inteligência artificial, da dislexia à aprendizagem ativa — ficou uma questão essencial: que lugar ocupa o coração na educação? “Só se vê bem com o coração.” A frase de O Principezinho traduz uma verdade que não podemos esquecer. Não é possível conduzir uma sociedade para a felicidade sem colocar no centro o cuidado, as relações humanas e o bem-estar.
A escola deve ser um lugar seguro, onde cada criança possa aprender e brincar, despertar interesses, descobrir o seu poder pessoal e desenvolver a melhor versão de si própria. Para isso, é necessário conhecer e respeitar as necessidades e características de cada indivíduo, criando relações de proximidade, confiança e amor.
Neste encontro ouvimos professores e profissionais que são também pais e que vivem diariamente a realidade educativa. Talvez quem define a arquitetura da educação em Portugal devesse estar mais vezes no terreno, sentir essa realidade e ouvir os professores.
Eduardo Sá defendeu que o Ministério da Educação deveria “fechar para balanço”. Eu digo que talvez seja mesmo necessário um “reset” para voltar ao essencial na construção do conhecimento e perguntar aos professores o que está, de facto, a acontecer nas salas de aula.
Depois de décadas de reformas sucessivas, de mudanças curriculares, de novos modelos e de um enfoque crescente na avaliação e nos resultados, talvez seja tempo de perceber se temos confundido mudança com melhoria. Porque os resultados não se melhoram com malabarismos para os produzir: melhoram-se quando se criam as condições para que os alunos aprendam. Não precisamos de fazer mais do mesmo. Precisamos de repensar a educação.
A inteligência artificial poderá apoiar o professor, mas nunca substituirá o olhar humano, a relação, a presença e a capacidade de cuidar. Porque só com pessoas que sabem ver com o coração poderemos construir uma geração com respeito pela diferença e verdadeiro sentido de comunidade.

