Nelson Leal .. Voz do Cidadão
DO MANTO DIÁFANO DA MENTIRA
13 de maio de 2026Vivemos hoje tempos difíceis. Vivemos tempos que anunciam negros tempos. Tempos que brotarão sobre os escombros deste velho mundo. Viveremos ainda em democracia? Seremos nós ainda senhores do nosso destino coletivo? Penso que não…
Existe também um submundo invisível, todo-poderoso, que vem corroendo, aos poucos, os alicerces do nosso modo de vida, criando caboucos, erguendo pilares, novos telhados e construindo, indelevelmente, um edifício iliberal, mas ainda com roupagens democráticas. Não o conhecemos, mas conhecemos as grandes instituições financeiras e económicas que o gerem. Uma verdadeira Máfia, conhecida por Assassinos Económicos (AE). Já lá vamos…
Esses AE são um grupo de elite, que usa as organizações financeiras internacionais com o objetivo estratégico de criar o dito Império Global. O seu modus operandi é simples: emprestam quantias extraordinárias de dólares a países em dificuldades, através do FMI, p.e., sem grandes constrangimentos, para investimentos gigantescos na área da engenharia e construção, de natureza pública. Projetos que todos aplaudem, porque criam emprego e riqueza. Mas com condições: o dinheiro emprestado vem dos EUA e nunca de lá sai. É transferido dos escritórios bancários de Washington para escritórios de engenharia de Nova York, Houston ou São Francisco. O país recetor terá que pagar a divida contraída com juros acrescidos mas, com toda a probabilidade deixará de pagar essa divida ao fim de poucos anos. No problem! Exige-se, agora nesta fase mais adiantada, aos dirigentes desses países endividados, os votos certos nas decisões da ONU, a autorização de instalação de bases militares ou o acesso a matérias-primas no seu território, (se for petróleo, ainda melhor!), e assim vamos andando caladinhos e sossegados…
John Perkins, escreveu um best seller “Confissões de um Assassino Económico”, que mais não era que uma confissão de um assassino arrependido. Histórias muito tristes, que não veem agora a lume. Descrevia com minúcia o mundo mafioso dos grandes poderes económicos e financeiros e a sua relação promíscua com os poderes políticos. Era uma espécie de Mafia que geria os negócios públicos e privados de alguns padrinhos eleitos por todos nós. A título de exemplo (uma gota num oceano negro que me faz lembrar os ficheiros de Epstein, pela dependência que criam e pelo silêncio comprometido da Justiça), conta como o mundo obscuro das atividades da Texaco se desenvolvia no Equador amazónico. Descobriram lá petróleo, construíram um oleoduto transandino, que vazou, em pouco tempo, meio milhão de barris de petróleo na floresta tropical. Como resultado, foi destruída grande parte da floresta, as araras e os jaguares desapareceram e os rios transformaram-se em fossas. Desde 1970, quando surgiu esse boom do petróleo, o nível de pobreza do Equador cresceu de 50 para 70%, a divida pública cresceu de 240 milhões para 16 biliões de dólares e os recursos alocados aos pobres diminuíram de 20 para 6 %.
Donald Trump não é um louco. É um homem da comunicação social (ser palhaço é um trunfo inestimável) e tem por detrás os homens do grande capital. É o cume da pirâmide desse mundo omnipotente. E tem como agentes, os ditos Assassinos Económicos, onde se inseriu o arrependido John Perkins. Percebe que o domínio unipolar dos EUA está a chegar ao fim, em benefício da China e dos BRICs e percebe que o tal exército clandestino, que não olha a meios, que promove golpes de Estado, assassina personalidades “perigosas”, endivida os países com cínicos projetos empresariais, tipo sanguessuga, já não é suficientemente eficaz. Os chineses, ardilosamente, estão a tirar-lhes o tapete. Segue-se agora o Plano B. Trump sequestra o ditador Maduro e vai gerindo impunemente o petróleo venezuelano, através de uma guerra ilegal, tenta o mesmo com o Irão (embora de resultados bem duvidosos), coloca Cuba e a Gronelândia no corredor da morte e vai sabotando a economia do seu rival da União Europeia com o garrote de Ormuz e negociatas opacas com a Federação Russa.
Não há vidente que prognostique o fim disto tudo, porque a bola de cristal é frágil e pechisbeque, made in China. Mas nada agora ficará como dantes. Anuncia-se pois, uma nova era, onde Portugal voltará para o seu cantinho, talvez algures em Coimbra, acantonado num Portugal dos Pequeninos. Talvez na Base das Lage, na Ilha Terceira, surja um farol que nos ilumine. Os EUA também precisam dele. Porque estão às escuras.
Existe também um submundo invisível, todo-poderoso, que vem corroendo, aos poucos, os alicerces do nosso modo de vida, criando caboucos, erguendo pilares, novos telhados e construindo, indelevelmente, um edifício iliberal, mas ainda com roupagens democráticas. Não o conhecemos, mas conhecemos as grandes instituições financeiras e económicas que o gerem. Uma verdadeira Máfia, conhecida por Assassinos Económicos (AE). Já lá vamos…
Esses AE são um grupo de elite, que usa as organizações financeiras internacionais com o objetivo estratégico de criar o dito Império Global. O seu modus operandi é simples: emprestam quantias extraordinárias de dólares a países em dificuldades, através do FMI, p.e., sem grandes constrangimentos, para investimentos gigantescos na área da engenharia e construção, de natureza pública. Projetos que todos aplaudem, porque criam emprego e riqueza. Mas com condições: o dinheiro emprestado vem dos EUA e nunca de lá sai. É transferido dos escritórios bancários de Washington para escritórios de engenharia de Nova York, Houston ou São Francisco. O país recetor terá que pagar a divida contraída com juros acrescidos mas, com toda a probabilidade deixará de pagar essa divida ao fim de poucos anos. No problem! Exige-se, agora nesta fase mais adiantada, aos dirigentes desses países endividados, os votos certos nas decisões da ONU, a autorização de instalação de bases militares ou o acesso a matérias-primas no seu território, (se for petróleo, ainda melhor!), e assim vamos andando caladinhos e sossegados…
John Perkins, escreveu um best seller “Confissões de um Assassino Económico”, que mais não era que uma confissão de um assassino arrependido. Histórias muito tristes, que não veem agora a lume. Descrevia com minúcia o mundo mafioso dos grandes poderes económicos e financeiros e a sua relação promíscua com os poderes políticos. Era uma espécie de Mafia que geria os negócios públicos e privados de alguns padrinhos eleitos por todos nós. A título de exemplo (uma gota num oceano negro que me faz lembrar os ficheiros de Epstein, pela dependência que criam e pelo silêncio comprometido da Justiça), conta como o mundo obscuro das atividades da Texaco se desenvolvia no Equador amazónico. Descobriram lá petróleo, construíram um oleoduto transandino, que vazou, em pouco tempo, meio milhão de barris de petróleo na floresta tropical. Como resultado, foi destruída grande parte da floresta, as araras e os jaguares desapareceram e os rios transformaram-se em fossas. Desde 1970, quando surgiu esse boom do petróleo, o nível de pobreza do Equador cresceu de 50 para 70%, a divida pública cresceu de 240 milhões para 16 biliões de dólares e os recursos alocados aos pobres diminuíram de 20 para 6 %.
Donald Trump não é um louco. É um homem da comunicação social (ser palhaço é um trunfo inestimável) e tem por detrás os homens do grande capital. É o cume da pirâmide desse mundo omnipotente. E tem como agentes, os ditos Assassinos Económicos, onde se inseriu o arrependido John Perkins. Percebe que o domínio unipolar dos EUA está a chegar ao fim, em benefício da China e dos BRICs e percebe que o tal exército clandestino, que não olha a meios, que promove golpes de Estado, assassina personalidades “perigosas”, endivida os países com cínicos projetos empresariais, tipo sanguessuga, já não é suficientemente eficaz. Os chineses, ardilosamente, estão a tirar-lhes o tapete. Segue-se agora o Plano B. Trump sequestra o ditador Maduro e vai gerindo impunemente o petróleo venezuelano, através de uma guerra ilegal, tenta o mesmo com o Irão (embora de resultados bem duvidosos), coloca Cuba e a Gronelândia no corredor da morte e vai sabotando a economia do seu rival da União Europeia com o garrote de Ormuz e negociatas opacas com a Federação Russa.
Não há vidente que prognostique o fim disto tudo, porque a bola de cristal é frágil e pechisbeque, made in China. Mas nada agora ficará como dantes. Anuncia-se pois, uma nova era, onde Portugal voltará para o seu cantinho, talvez algures em Coimbra, acantonado num Portugal dos Pequeninos. Talvez na Base das Lage, na Ilha Terceira, surja um farol que nos ilumine. Os EUA também precisam dele. Porque estão às escuras.

