Nuno Simões de Melo .. Opinião à direita
REPRESENTAR OS PORTUGUESES
07 de outubro de 2026Acredito que seja uma ideia generalizada de que aos deputados só lhes incumbe ir ao Plenário, intervir no Plenário e pronto. Ainda mais pernicioso, transmite-se a ideia de que, em Plenário, há muitos que não intervêm e, como tal, “não estão lá a fazer nada”.
Hoje pretendo desfazer esse juízo.
Os deputados, eleitos por círculos eleitorais, são deputados nacionais logo após a eleição. Muitos eleitores não o entendem, pois assumem que o deputado deverá ser o porta-voz das “dores” do distrito e das suas populações e só deverão existir para representar o distrito. O círculo eleitoral está sempre presente no sub-consciente de cada deputado, daí as idas frequentes ao distrito, mas tal não pode superiorizar-se ao todo nacional.
Há mais. Cada deputado é incluído nas Comissões Parlamentares Permanentes, existem 15 nesta legislatura, para além de 1 eventual e 3 Comissões Parlamentares de Inquérito. É nestas Comissões que é feita a maior parte da discussão das propostas dos partidos, para além do escrutínio ao governo através de audições regimentais (ordinárias) ou extraordinárias. Longe dos holofotes do Plenário é realizado todo o “trabalho de formiguinha” dos grupos parlamentares.
Também não é aqui que se esgota o dia a dia do deputado. Cada um pertence a Grupos Parlamentares de Amizade entre Portugal e outros países reconhecidos com a existência de Parlamentos e com relevância para Portugal. É nesses grupos que se estreitam as relações entre Parlamentos e, muita vez, se abrem canais de comunicação entre os Estados.
Ainda não concluí.
Cada deputado é também inserido em Assembleias Multinacionais de diversas organizações internacionais, numa plêiade de organizações que requerem de cada um de nós um pouco do nosso dia, do nosso trabalho e da nossa dedicação. Por exemplo, no âmbito da Assembleia Parlamentar da NATO, irei à Bósnia e Herzegovina, auxiliar na monitorização das eleições gerais que aí têm lugar.
Também, ainda que não obrigatoriamente, muitos são autarcas. Vereadores ou membros de Assembleias Municipais e da Comunidade Intermunicipal a que a sua autarquia pertence.
Este pequeno rol de actividades não pretende ser exaustivo, nem dar a entender que o tempo não chega para nada. Concordo, inclusivamente, que Portugal pode reduzir a quantidade de deputados existentes. Todavia, espero que, com estas linhas tenha dado uma ideia mais aproximada do dia a dia do parlamentar na sua missão de representar os Portugueses.
O autor escreve com as normas do anterior acordo ortográfico
Hoje pretendo desfazer esse juízo.
Os deputados, eleitos por círculos eleitorais, são deputados nacionais logo após a eleição. Muitos eleitores não o entendem, pois assumem que o deputado deverá ser o porta-voz das “dores” do distrito e das suas populações e só deverão existir para representar o distrito. O círculo eleitoral está sempre presente no sub-consciente de cada deputado, daí as idas frequentes ao distrito, mas tal não pode superiorizar-se ao todo nacional.
Há mais. Cada deputado é incluído nas Comissões Parlamentares Permanentes, existem 15 nesta legislatura, para além de 1 eventual e 3 Comissões Parlamentares de Inquérito. É nestas Comissões que é feita a maior parte da discussão das propostas dos partidos, para além do escrutínio ao governo através de audições regimentais (ordinárias) ou extraordinárias. Longe dos holofotes do Plenário é realizado todo o “trabalho de formiguinha” dos grupos parlamentares.
Também não é aqui que se esgota o dia a dia do deputado. Cada um pertence a Grupos Parlamentares de Amizade entre Portugal e outros países reconhecidos com a existência de Parlamentos e com relevância para Portugal. É nesses grupos que se estreitam as relações entre Parlamentos e, muita vez, se abrem canais de comunicação entre os Estados.
Ainda não concluí.
Cada deputado é também inserido em Assembleias Multinacionais de diversas organizações internacionais, numa plêiade de organizações que requerem de cada um de nós um pouco do nosso dia, do nosso trabalho e da nossa dedicação. Por exemplo, no âmbito da Assembleia Parlamentar da NATO, irei à Bósnia e Herzegovina, auxiliar na monitorização das eleições gerais que aí têm lugar.
Também, ainda que não obrigatoriamente, muitos são autarcas. Vereadores ou membros de Assembleias Municipais e da Comunidade Intermunicipal a que a sua autarquia pertence.
Este pequeno rol de actividades não pretende ser exaustivo, nem dar a entender que o tempo não chega para nada. Concordo, inclusivamente, que Portugal pode reduzir a quantidade de deputados existentes. Todavia, espero que, com estas linhas tenha dado uma ideia mais aproximada do dia a dia do parlamentar na sua missão de representar os Portugueses.
O autor escreve com as normas do anterior acordo ortográfico

