Nuno Simões de Melo .. Opinião à direita
PELA LIBERDADE
04 de março de 2026Não são raras as notícias que nos entram pelas casas dentro de buscas em Câmaras Municipais, ou de dúvidas levantadas pelos próprios órgãos de comunicação social, por suspeitas de utilização indevida de dinheiros públicos.
Só nas últimas semanas, lembro-me de Nisa, Guarda, Sabugal, entre outras.
O poder autárquico configura-se como a forma mais próxima do cidadão do exercício da autoridade do estado. Se o cidadão se vê confrontado com suspeitas de uso indevido do dinheiro que ele próprio coloca à disposição do estado para o gerir da melhor forma, começa a interrogar-se que, se assim é com aqueles que ele conhece, como será com aqueles que se encontram nas “torres de marfim” em Lisboa?
Há também quem diga que sempre assim foi e, ainda de forma mais dolorosa, o já tradicional “ele rouba, mas faz”. Pior do que a raiva e o protesto são a indiferença e o baixar de braços de cansaço por uma luta infrutífera…
Serão estes sinais da degradação dos serviços do estado e da falta de qualidade daqueles que exercem cargos públicos?
Será, “somente”, sinal de que a disponibilidade da informação é mais rápida e eficaz, o que permite a sensibilização do cidadão à velocidade de um “clique”?
Será que quem exerce um cargo público não percebe que não há dinheiro público, mas sim dinheiro disponibilizado pelos cidadãos?
Seja como for, os indícios, os sinais, não são de molde a deixar qualquer um de nós, por mais ou menos atento que esteja, descansado e tranquilo. Vemos, ouvimos e lemos, não podemos, mesmo, ignorar!
Uma população mais informada, mais desperta para os desmandes de quem exerce o poder, é uma população mais ativa e vigilante.
Por isto, por tanto mais, não podemos permitir qualquer tipo de censura e limites, impostos exogenamente, à liberdade de expressão.
Os sinais podem ser desanimadores, mas terão um efeito didático e levarão a uma população mais exigente.
Agora, está nas nossas mãos não sermos atores passivos, acríticos, mas sim atores exigentes, que obriguem os diversos poderes a atuar de forma transparente e prontos para o escrutínio que normalmente advirá dessa consciência.
Enquanto isto não acontecer, pensar em criar mais níveis de poder do estado será mais uma forma de criar espartilhos aos cidadãos e mais buracos no crivo dos dinheiros públicos.
Estejamos atentos e não permitamos ataques à nossa liberdade, venham de onde vierem, mesmo que vestidos dos tecidos mais atraentes.
Estejamos atentos e, na hora de sermos chamados a decidir sobre quem irá gerir a “polis”, não nos deixemos iludir, escolhamos os nossos melhores!
Só nas últimas semanas, lembro-me de Nisa, Guarda, Sabugal, entre outras.
O poder autárquico configura-se como a forma mais próxima do cidadão do exercício da autoridade do estado. Se o cidadão se vê confrontado com suspeitas de uso indevido do dinheiro que ele próprio coloca à disposição do estado para o gerir da melhor forma, começa a interrogar-se que, se assim é com aqueles que ele conhece, como será com aqueles que se encontram nas “torres de marfim” em Lisboa?
Há também quem diga que sempre assim foi e, ainda de forma mais dolorosa, o já tradicional “ele rouba, mas faz”. Pior do que a raiva e o protesto são a indiferença e o baixar de braços de cansaço por uma luta infrutífera…
Serão estes sinais da degradação dos serviços do estado e da falta de qualidade daqueles que exercem cargos públicos?
Será, “somente”, sinal de que a disponibilidade da informação é mais rápida e eficaz, o que permite a sensibilização do cidadão à velocidade de um “clique”?
Será que quem exerce um cargo público não percebe que não há dinheiro público, mas sim dinheiro disponibilizado pelos cidadãos?
Seja como for, os indícios, os sinais, não são de molde a deixar qualquer um de nós, por mais ou menos atento que esteja, descansado e tranquilo. Vemos, ouvimos e lemos, não podemos, mesmo, ignorar!
Uma população mais informada, mais desperta para os desmandes de quem exerce o poder, é uma população mais ativa e vigilante.
Por isto, por tanto mais, não podemos permitir qualquer tipo de censura e limites, impostos exogenamente, à liberdade de expressão.
Os sinais podem ser desanimadores, mas terão um efeito didático e levarão a uma população mais exigente.
Agora, está nas nossas mãos não sermos atores passivos, acríticos, mas sim atores exigentes, que obriguem os diversos poderes a atuar de forma transparente e prontos para o escrutínio que normalmente advirá dessa consciência.
Enquanto isto não acontecer, pensar em criar mais níveis de poder do estado será mais uma forma de criar espartilhos aos cidadãos e mais buracos no crivo dos dinheiros públicos.
Estejamos atentos e não permitamos ataques à nossa liberdade, venham de onde vierem, mesmo que vestidos dos tecidos mais atraentes.
Estejamos atentos e, na hora de sermos chamados a decidir sobre quem irá gerir a “polis”, não nos deixemos iludir, escolhamos os nossos melhores!

