Ricardo Abrantes .. economia em destaque
EMPRESAS E FAMÍLIAS NÃO PODEM CONTINUAR A PAGAR A FATURA
14 de outubro de 2026Há momentos em que é necessário dizer com clareza aquilo que muitas empresas e famílias sentem todos os dias: Basta! não é possível continuar a acrescentar custos à economia e esperar que nada aconteça.
As empresas portuguesas vivem num mercado cada vez mais competitivo. Todos os meses têm de pagar salários, energia, transportes, matérias-primas, seguros, financiamento e um conjunto crescente de obrigações administrativas. Ao mesmo tempo, precisam de investir, inovar, conquistar mercados e manter os seus postos de trabalho.
Neste contexto, o preço dos combustíveis assume uma importância que não pode ser ignorada.
Para milhares de empresas, o gasóleo não é um consumo acessório. É uma ferramenta de trabalho. É necessário para transportar mercadorias, visitar clientes, prestar assistência técnica, abastecer estabelecimentos, deslocar equipas ou fazer chegar produtos aos mercados.
Foi precisamente por isso que a Câmara de Comércio e Indústria de Águeda, apresentou ao Governo uma proposta de isenção temporária do ISP sobre o gasóleo rodoviário utilizado no exercício de atividades profissionais.
A associação chamou igualmente a atenção para a diferença de preços face a Espanha e para o impacto que essa situação pode ter na competitividade das empresas portuguesas, sobretudo nas regiões onde o abastecimento além-fronteiras constitui uma alternativa.
A questão não é apenas empresarial.
Quando aumentam significativamente os custos de transporte, distribuição ou produção, alguém acaba por os suportar. Primeiro são as empresas, através das suas margens e da sua tesouraria. Depois surgem dificuldades em investir, contratar ou aumentar salários. E, inevitavelmente, parte desses custos acaba também por chegar aos preços pagos pelas famílias.
É por isso que defender condições competitivas para as empresas é igualmente defender o emprego e o poder de compra.
A proposta apresentada pela é concreta: criar um regime temporário, dirigido às empresas e profissionais devidamente registados e às viaturas comprovadamente utilizadas na atividade económica. O benefício poderia ser aplicado diretamente no abastecimento ou através de um sistema simples de reembolso ou dedução.
Não defendemos burocracia adicional. Pelo contrário. Portugal precisa de medidas simples, rápidas e capazes de chegar efetivamente à economia real.
Também não se trata de pedir privilégios para as empresas.
As empresas são aquelas que investem, criam emprego, pagam salários, exportam, compram a fornecedores locais e contribuem diariamente para a sustentabilidade económica e social dos territórios onde estão instaladas.
Precisamos, por isso, de olhar para a fiscalidade também através da competitividade. Cada euro retirado à capacidade de uma empresa investir deve ser cuidadosamente ponderado. Cada custo adicional pode representar menos investimento, menos crescimento e menor capacidade para remunerar melhor quem trabalha.
A economia não se fortalece apenas através de anúncios ou programas. Fortalece-se criando condições para quem produz, trabalha e investe.
A nossa associação continuará a fazer aquilo que lhe compete: ouvir as empresas, apresentar propostas e defender soluções que permitam preservar a atividade económica, a competitividade e o emprego.
Porque proteger a capacidade das empresas para trabalhar e crescer é também proteger as famílias que delas dependem.
As empresas portuguesas vivem num mercado cada vez mais competitivo. Todos os meses têm de pagar salários, energia, transportes, matérias-primas, seguros, financiamento e um conjunto crescente de obrigações administrativas. Ao mesmo tempo, precisam de investir, inovar, conquistar mercados e manter os seus postos de trabalho.
Neste contexto, o preço dos combustíveis assume uma importância que não pode ser ignorada.
Para milhares de empresas, o gasóleo não é um consumo acessório. É uma ferramenta de trabalho. É necessário para transportar mercadorias, visitar clientes, prestar assistência técnica, abastecer estabelecimentos, deslocar equipas ou fazer chegar produtos aos mercados.
Foi precisamente por isso que a Câmara de Comércio e Indústria de Águeda, apresentou ao Governo uma proposta de isenção temporária do ISP sobre o gasóleo rodoviário utilizado no exercício de atividades profissionais.
A associação chamou igualmente a atenção para a diferença de preços face a Espanha e para o impacto que essa situação pode ter na competitividade das empresas portuguesas, sobretudo nas regiões onde o abastecimento além-fronteiras constitui uma alternativa.
A questão não é apenas empresarial.
Quando aumentam significativamente os custos de transporte, distribuição ou produção, alguém acaba por os suportar. Primeiro são as empresas, através das suas margens e da sua tesouraria. Depois surgem dificuldades em investir, contratar ou aumentar salários. E, inevitavelmente, parte desses custos acaba também por chegar aos preços pagos pelas famílias.
É por isso que defender condições competitivas para as empresas é igualmente defender o emprego e o poder de compra.
A proposta apresentada pela é concreta: criar um regime temporário, dirigido às empresas e profissionais devidamente registados e às viaturas comprovadamente utilizadas na atividade económica. O benefício poderia ser aplicado diretamente no abastecimento ou através de um sistema simples de reembolso ou dedução.
Não defendemos burocracia adicional. Pelo contrário. Portugal precisa de medidas simples, rápidas e capazes de chegar efetivamente à economia real.
Também não se trata de pedir privilégios para as empresas.
As empresas são aquelas que investem, criam emprego, pagam salários, exportam, compram a fornecedores locais e contribuem diariamente para a sustentabilidade económica e social dos territórios onde estão instaladas.
Precisamos, por isso, de olhar para a fiscalidade também através da competitividade. Cada euro retirado à capacidade de uma empresa investir deve ser cuidadosamente ponderado. Cada custo adicional pode representar menos investimento, menos crescimento e menor capacidade para remunerar melhor quem trabalha.
A economia não se fortalece apenas através de anúncios ou programas. Fortalece-se criando condições para quem produz, trabalha e investe.
A nossa associação continuará a fazer aquilo que lhe compete: ouvir as empresas, apresentar propostas e defender soluções que permitam preservar a atividade económica, a competitividade e o emprego.
Porque proteger a capacidade das empresas para trabalhar e crescer é também proteger as famílias que delas dependem.

