Susana Lamas .. Entre linhas
O SILÊNCIO TAMBÉM EDUCA
23 de setembro de 2026Como profissional e como mãe, dou por mim muitas vezes a pensar na quantidade de coisas que fazemos pelos nossos filhos, quase sem pensar. Queremos facilitar-lhes a vida, evitar-lhes dificuldades e, acima de tudo, vê-los bem. É natural. Faz parte de ser pai e mãe.
Mas os nossos dias também não ajudam. Começam com pressa para chegar à escola, seguem com trabalho, actividades, trabalhos de casa, jantar, banhos e tantas outras tarefas. Quando finalmente chega o fim do dia, estamos cansados e queremos que tudo corra sem complicações.
É fácil, nesse ritmo, responder por eles, ajudá-los antes de pedirem ou resolver rapidamente aquilo que os está a deixar frustrados. Fazemos isso muitas vezes por amor e outras simplesmente porque não temos tempo para esperar.
No meu trabalho diário com crianças, e também em casa, tenho percebido que há aprendizagens que não podem ser apressadas. Uma criança precisa de tempo para experimentar, para se enganar, para pensar numa solução e para perceber que consegue fazer algo que, à partida, parecia difícil. Precisa também de momentos em que não lhe é dito o que fazer, em que pode brincar, imaginar, observar e descobrir os seus próprios interesses.
E talvez seja aqui que o silêncio tenha o seu lugar. Não como uma regra, nem como mais uma coisa que os pais tenham de fazer correctamente, mas como aquele momento em que paramos de dar respostas e deixamos espaço para que a criança encontre a sua.
Como mãe, também estou a aprender. Nem sempre tenho paciência, nem sempre espero o tempo suficiente e nem sempre faço a escolha certa. Mas talvez educar seja também isto: perceber que não precisamos de resolver tudo pelos nossos filhos para estarmos a cuidar deles.
Às vezes, basta ficar por perto, dar-lhes tempo e confiar. Confiar que, mesmo quando não intervimos, alguma coisa está a acontecer. Uma tentativa, uma descoberta, uma pequena conquista que talvez nem tivéssemos previsto.
Talvez seja nesse espaço, tão simples e tão difícil de oferecer, que eles começam a descobrir aquilo de que são capazes.
Mas os nossos dias também não ajudam. Começam com pressa para chegar à escola, seguem com trabalho, actividades, trabalhos de casa, jantar, banhos e tantas outras tarefas. Quando finalmente chega o fim do dia, estamos cansados e queremos que tudo corra sem complicações.
É fácil, nesse ritmo, responder por eles, ajudá-los antes de pedirem ou resolver rapidamente aquilo que os está a deixar frustrados. Fazemos isso muitas vezes por amor e outras simplesmente porque não temos tempo para esperar.
No meu trabalho diário com crianças, e também em casa, tenho percebido que há aprendizagens que não podem ser apressadas. Uma criança precisa de tempo para experimentar, para se enganar, para pensar numa solução e para perceber que consegue fazer algo que, à partida, parecia difícil. Precisa também de momentos em que não lhe é dito o que fazer, em que pode brincar, imaginar, observar e descobrir os seus próprios interesses.
E talvez seja aqui que o silêncio tenha o seu lugar. Não como uma regra, nem como mais uma coisa que os pais tenham de fazer correctamente, mas como aquele momento em que paramos de dar respostas e deixamos espaço para que a criança encontre a sua.
Como mãe, também estou a aprender. Nem sempre tenho paciência, nem sempre espero o tempo suficiente e nem sempre faço a escolha certa. Mas talvez educar seja também isto: perceber que não precisamos de resolver tudo pelos nossos filhos para estarmos a cuidar deles.
Às vezes, basta ficar por perto, dar-lhes tempo e confiar. Confiar que, mesmo quando não intervimos, alguma coisa está a acontecer. Uma tentativa, uma descoberta, uma pequena conquista que talvez nem tivéssemos previsto.
Talvez seja nesse espaço, tão simples e tão difícil de oferecer, que eles começam a descobrir aquilo de que são capazes.

