Valentina Vilela .. Nutricionista
DA BOLACHA MARIA AOS ANIVERSÁRIOS, O QUE MUDA NA ALIMENTAÇÃO DAS CRECHES?
21 de outubro de 2026A creche desempenha um papel fundamental na aquisição de hábitos alimentares saudáveis, através da qualidade das refeições que disponibiliza e das experiências que proporciona às crianças. Esta é uma das mensagens centrais das novas orientações da Direção Geral da Saúde (DGS) para a alimentação nas creches, publicadas em setembro de 2026.
O documento reforça recomendações há muito defendidas na nutrição infantil: privilegiar alimentos minimamente processados, evitar produtos ricos em açúcar e sal e promover uma alimentação variada. Entre os alimentos que recomenda não disponibilizar nas creches encontram-se as bolachas açucaradas, incluindo a tradicional bolacha Maria, os bolos, pão-de-leite, sumos de fruta, néctares, gelatinas, iogurtes açucarados/aromatizados, produtos de charcutaria (fiambre, chouriço,…) e até os boiões e saquetas de fruta.
Recomenda ainda não adicionar sal às preparações até aos 12 meses, nem açúcar/produtos açucarados até aos 24 meses. Nas refeições, deve ser reforçada a presença de hortícolas, fruta, leguminosas e diferentes fontes de proteína. Nos lanches, incentiva-se uma maior variedade, reduzindo a dependência das papas de cereais, cuja oferta, a partir dos 12 meses, deve ser limitada a uma vez por semana.
As orientações valorizam também o papel educativo das refeições. Tocar nos alimentos, explorar diferentes texturas, conhecer novos sabores e começar a comer de forma autónoma são etapas essenciais do desenvolvimento infantil. É natural que, durante esta aprendizagem, a criança se suje, deixe cair alimentos ou demore mais tempo a comer. Deve ser-lhe dada oportunidade para experimentar, respeitando sempre as suas competências e garantindo a segurança. Insistir para que termine o prato, pressioná-la ou utilizar alimentos como recompensa são práticas desaconselhadas. Os sinais de fome e saciedade devem ser reconhecidos e respeitados.
Também os aniversários e outras celebrações merecem ser repensados. Quando cada ocasião especial é acompanhada por bolos, gomas e outros doces, reforça-se a associação emocional entre a celebração e o consumo destes alimentos. Numa creche com várias crianças, estas ocasiões multiplicam-se e o consumo que deveria ser excecional torna-se frequente. Música, jogos, histórias, atividades sensoriais ou pequenas lembranças preparadas pelas próprias crianças são algumas das alternativas sugeridas. Uma celebração pode ser especial pelas experiências que proporciona.
Estas orientações convidam a uma reflexão sobre as práticas alimentares nas creches, desde a elaboração das ementas à forma como decorrem as refeições. Ambientes tranquilos, oportunidades de descoberta, respeito pelo ritmo de cada criança e envolvimento das famílias são fundamentais para desenvolver, desde cedo, uma relação saudável com os alimentos.
O documento reforça recomendações há muito defendidas na nutrição infantil: privilegiar alimentos minimamente processados, evitar produtos ricos em açúcar e sal e promover uma alimentação variada. Entre os alimentos que recomenda não disponibilizar nas creches encontram-se as bolachas açucaradas, incluindo a tradicional bolacha Maria, os bolos, pão-de-leite, sumos de fruta, néctares, gelatinas, iogurtes açucarados/aromatizados, produtos de charcutaria (fiambre, chouriço,…) e até os boiões e saquetas de fruta.
Recomenda ainda não adicionar sal às preparações até aos 12 meses, nem açúcar/produtos açucarados até aos 24 meses. Nas refeições, deve ser reforçada a presença de hortícolas, fruta, leguminosas e diferentes fontes de proteína. Nos lanches, incentiva-se uma maior variedade, reduzindo a dependência das papas de cereais, cuja oferta, a partir dos 12 meses, deve ser limitada a uma vez por semana.
As orientações valorizam também o papel educativo das refeições. Tocar nos alimentos, explorar diferentes texturas, conhecer novos sabores e começar a comer de forma autónoma são etapas essenciais do desenvolvimento infantil. É natural que, durante esta aprendizagem, a criança se suje, deixe cair alimentos ou demore mais tempo a comer. Deve ser-lhe dada oportunidade para experimentar, respeitando sempre as suas competências e garantindo a segurança. Insistir para que termine o prato, pressioná-la ou utilizar alimentos como recompensa são práticas desaconselhadas. Os sinais de fome e saciedade devem ser reconhecidos e respeitados.
Também os aniversários e outras celebrações merecem ser repensados. Quando cada ocasião especial é acompanhada por bolos, gomas e outros doces, reforça-se a associação emocional entre a celebração e o consumo destes alimentos. Numa creche com várias crianças, estas ocasiões multiplicam-se e o consumo que deveria ser excecional torna-se frequente. Música, jogos, histórias, atividades sensoriais ou pequenas lembranças preparadas pelas próprias crianças são algumas das alternativas sugeridas. Uma celebração pode ser especial pelas experiências que proporciona.
Estas orientações convidam a uma reflexão sobre as práticas alimentares nas creches, desde a elaboração das ementas à forma como decorrem as refeições. Ambientes tranquilos, oportunidades de descoberta, respeito pelo ritmo de cada criança e envolvimento das famílias são fundamentais para desenvolver, desde cedo, uma relação saudável com os alimentos.

