Vera Valério .. Saber ler a saúde
SAÚDE MENTAL: "VAMOS FALAR SOBRE ISSO?"
14 de outubro de 2026N-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Vamos falar sobre isso?
A nossa mente precisa de cuidados de qualidade, tal como o nosso corpo. Vivemos numa sociedade que aprendeu a tratar a dor física sem qualquer problema, mas onde ainda é difícil falar abertamente de tristeza profunda, ansiedade prolongada ou sofrimento psicológico. E quando estes temas são abordados é comum surgir um silêncio desconfortável. O preconceito social é um dos principais fatores que impede as pessoas de pedirem ajuda. Infelizmente, ainda persistem ideias muito antigas e erradas que associam os problemas mentais a «fraqueza», «preguiça» ou, simplesmente, falta de força de vontade. Esta forma de pensar contribui para que muitas pessoas se isolem e sofram em silêncio, com medo de serem julgadas no local de trabalho, entre os amigos ou até dentro da própria família. Vamos falar sobre isso?
É fundamental e urgente mudar esta visão na nossa sociedade. A saúde mental altera-se ao longo do tempo e é comum, em diferentes fases da vida (adolescência, namoro, primeiro emprego, nascimento de um filho, saída de casa dos pais, morte de uma pessoa muito próxima, doença de um familiar…), que a pessoa se sinta ansiosa, sem saber o que fazer ou a quem recorrer para aconselhamento ou desabafo. Procurar apoio profissional não é, de forma alguma, um sinal de fraqueza; é um movimento de responsabilidade e de verdadeiro cuidado pessoal.
Desmistificar este tema passa também por conhecer os recursos e apoios reais que existem perto de nós. Mesmo que não se lembre de alguém com quem falar ou pedir ajuda, e se ninguém lhe perguntar “Vamos falar sobre isso?”, pode ligar para a Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS 24 (através do número gratuito 808 24 24 24, opção 4), que oferece apoio telefónico seguro e confidencial durante as 24 horas do dia. Além disso, existem associações locais e instituições de solidariedade (IPSS) que dinamizam atividades de convívio, apoio domiciliário e projetos de regresso ao trabalho, essenciais para devolver a autonomia e a confiança a quem está a recuperar.
Uma comunidade verdadeiramente forte é aquela que sabe acolher, escutar e ajudar sem julgar. No dia 10 de outubro, o convite é simples para todos: estejamos mais atentos a nós mesmos e a quem vive ao nosso lado. Acabar com o preconceito começa com uma conversa simples e honesta.
Escolha alguém a quem perguntar: vamos falar sobre isso?
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica na UCC Grei - Unidade de Cuidados na Comunidade Grei de Águeda - Unidade Local de Saúde Região de Aveiro
A nossa mente precisa de cuidados de qualidade, tal como o nosso corpo. Vivemos numa sociedade que aprendeu a tratar a dor física sem qualquer problema, mas onde ainda é difícil falar abertamente de tristeza profunda, ansiedade prolongada ou sofrimento psicológico. E quando estes temas são abordados é comum surgir um silêncio desconfortável. O preconceito social é um dos principais fatores que impede as pessoas de pedirem ajuda. Infelizmente, ainda persistem ideias muito antigas e erradas que associam os problemas mentais a «fraqueza», «preguiça» ou, simplesmente, falta de força de vontade. Esta forma de pensar contribui para que muitas pessoas se isolem e sofram em silêncio, com medo de serem julgadas no local de trabalho, entre os amigos ou até dentro da própria família. Vamos falar sobre isso?
É fundamental e urgente mudar esta visão na nossa sociedade. A saúde mental altera-se ao longo do tempo e é comum, em diferentes fases da vida (adolescência, namoro, primeiro emprego, nascimento de um filho, saída de casa dos pais, morte de uma pessoa muito próxima, doença de um familiar…), que a pessoa se sinta ansiosa, sem saber o que fazer ou a quem recorrer para aconselhamento ou desabafo. Procurar apoio profissional não é, de forma alguma, um sinal de fraqueza; é um movimento de responsabilidade e de verdadeiro cuidado pessoal.
Desmistificar este tema passa também por conhecer os recursos e apoios reais que existem perto de nós. Mesmo que não se lembre de alguém com quem falar ou pedir ajuda, e se ninguém lhe perguntar “Vamos falar sobre isso?”, pode ligar para a Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS 24 (através do número gratuito 808 24 24 24, opção 4), que oferece apoio telefónico seguro e confidencial durante as 24 horas do dia. Além disso, existem associações locais e instituições de solidariedade (IPSS) que dinamizam atividades de convívio, apoio domiciliário e projetos de regresso ao trabalho, essenciais para devolver a autonomia e a confiança a quem está a recuperar.
Uma comunidade verdadeiramente forte é aquela que sabe acolher, escutar e ajudar sem julgar. No dia 10 de outubro, o convite é simples para todos: estejamos mais atentos a nós mesmos e a quem vive ao nosso lado. Acabar com o preconceito começa com uma conversa simples e honesta.
Escolha alguém a quem perguntar: vamos falar sobre isso?
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica na UCC Grei - Unidade de Cuidados na Comunidade Grei de Águeda - Unidade Local de Saúde Região de Aveiro

