Paulo Matos .. Periferia
A POLÍTICA NUM "ATRELADO"
05 de agosto de 2026O país tem andado entretido nas últimas semanas a discutir um “atrelado”, um “monte alentejano”, uma “piscina tanque”, uma “digitalização turbulenta” dos exames nacionais e uma invasão a esse mini capitólio de “malas roubadas” que é o gabinete parlamentar do chefe da oposição André Ventura.
Quando acontece este tipo de tragédias, o país político e mediático vive na sombra recorrente da estratégia populista do Chega, das entrevistas e conferências de imprensa, das comissões de inquérito, das auditorias, das averiguações preventivas e da investigação criminal, como se a governação estivesse sob suspeita permanente. Depois queixem-se!
Muito se escreveu e opinou sobre os casos, em concreto, do Ministro da Educação Fernando Alexandre, e do Ministro da Administração Interna Luís Neves que, goste-se ou não do estilo, na minha opinião são os dois melhores e mais capazes ministros deste governo.
O primeiro, com a política de digitalização dos exames é acusado de ser um perigoso conservador neoliberal que privilegia os “procedimentos” digitais, a libertação de trabalho aos professores e a reorganização do caos que é o Ministério da Educação.
O segundo, com anos de experiência no serviço público de combate ao crime organizado e violento na Direção da Polícia Judiciária, é acusado de descurar procedimentos administrativos e éticos, de privilegiar a informalidade e o pragmatismo, em detrimento do rigor formalista e institucional que se espera de um governante.
Nesta voragem mediática e invejosa pela caça aos ministros que humanamente têm falhas, e que por isso não têm alternativa senão a demissão, o país esquece-se de debater a Educação, a Administração Pública, a Justiça, as desigualdades, as reformas do Estado, o PRR e o futuro, ficando-se pela pastosa e insuportável espuma dos dias.
Quando ligo o televisor para ver as notícias do dia, relembro de imediato os “casos” e “casinhos” dos Governos de António Costa (o computador do assessor do Galamba, a demissão do Eduardo Cabrita por causa do atropelamento na auto estrada, etc., o dinheiro em notas no gabinete do PM), e verifico que o padrão de qualidade nos governos do país, não passa pelo conteúdo mas pela forma, e a qualidade dos governantes não passa pela competência mas pelas pequenas falhas procedimentais ou éticas.
Fernando Alexandre assumiu os erros e pediu desculpas como o faziam António Costa e Guterres, sendo o primeiro hoje Presidente do Conselho Europeu e o segundo Secretario Geral das Nações Unidas, não havendo memória de tanta indignação hipócrita das brigadas do moralismo saloio.
Luís Neves assumiu irregularidades evidentes, disse ao país que esteve sempre do lado do bem contra o mal, poupou dinheiro ao país despachando uma “galera”, não entregou declarações de interesses porque nunca lhas pediram, e não pediu licença para transformar o tanque do Alentejo numa piscina que afinal é um tanque porque, diria eu, tinha muito mais que fazer e efetivamente fez na direção do combate ao crime em Portugal sem nunca ter sido corrompido.
Assim se vão queimando profissionais de excelência nesse grande atoleiro da inveja, da vingança e da perseguição mesquinha em que está transformada a Politica radical em Portugal.
E assim se vão afastando da Politica os melhores e, como diz Miguel Sousa Tavares - "qualquer dia temos de arranjar um governo de frades franciscanos com voto de pobreza", e diria eu, levá-los ao Poder num atrelado.
Quando acontece este tipo de tragédias, o país político e mediático vive na sombra recorrente da estratégia populista do Chega, das entrevistas e conferências de imprensa, das comissões de inquérito, das auditorias, das averiguações preventivas e da investigação criminal, como se a governação estivesse sob suspeita permanente. Depois queixem-se!
Muito se escreveu e opinou sobre os casos, em concreto, do Ministro da Educação Fernando Alexandre, e do Ministro da Administração Interna Luís Neves que, goste-se ou não do estilo, na minha opinião são os dois melhores e mais capazes ministros deste governo.
O primeiro, com a política de digitalização dos exames é acusado de ser um perigoso conservador neoliberal que privilegia os “procedimentos” digitais, a libertação de trabalho aos professores e a reorganização do caos que é o Ministério da Educação.
O segundo, com anos de experiência no serviço público de combate ao crime organizado e violento na Direção da Polícia Judiciária, é acusado de descurar procedimentos administrativos e éticos, de privilegiar a informalidade e o pragmatismo, em detrimento do rigor formalista e institucional que se espera de um governante.
Nesta voragem mediática e invejosa pela caça aos ministros que humanamente têm falhas, e que por isso não têm alternativa senão a demissão, o país esquece-se de debater a Educação, a Administração Pública, a Justiça, as desigualdades, as reformas do Estado, o PRR e o futuro, ficando-se pela pastosa e insuportável espuma dos dias.
Quando ligo o televisor para ver as notícias do dia, relembro de imediato os “casos” e “casinhos” dos Governos de António Costa (o computador do assessor do Galamba, a demissão do Eduardo Cabrita por causa do atropelamento na auto estrada, etc., o dinheiro em notas no gabinete do PM), e verifico que o padrão de qualidade nos governos do país, não passa pelo conteúdo mas pela forma, e a qualidade dos governantes não passa pela competência mas pelas pequenas falhas procedimentais ou éticas.
Fernando Alexandre assumiu os erros e pediu desculpas como o faziam António Costa e Guterres, sendo o primeiro hoje Presidente do Conselho Europeu e o segundo Secretario Geral das Nações Unidas, não havendo memória de tanta indignação hipócrita das brigadas do moralismo saloio.
Luís Neves assumiu irregularidades evidentes, disse ao país que esteve sempre do lado do bem contra o mal, poupou dinheiro ao país despachando uma “galera”, não entregou declarações de interesses porque nunca lhas pediram, e não pediu licença para transformar o tanque do Alentejo numa piscina que afinal é um tanque porque, diria eu, tinha muito mais que fazer e efetivamente fez na direção do combate ao crime em Portugal sem nunca ter sido corrompido.
Assim se vão queimando profissionais de excelência nesse grande atoleiro da inveja, da vingança e da perseguição mesquinha em que está transformada a Politica radical em Portugal.
E assim se vão afastando da Politica os melhores e, como diz Miguel Sousa Tavares - "qualquer dia temos de arranjar um governo de frades franciscanos com voto de pobreza", e diria eu, levá-los ao Poder num atrelado.

