ENTREVISTA
“Se o PSD não mudar o paradigma, pode desaparecer do mapa político local”
18 de março de 2026Paulo Matos (PM) considera que o PSD em Águeda enfrenta um momento decisivo e avisa que o partido pode perder relevância se continuar dependente de projetos externos. “Se o PSD continuar refém dessas influências externas, não só perderá protagonismo como tenderá a desaparecer do universo eleitoral de Águeda”, afirma o advogado e antigo presidente da Assembleia Municipal, que considera que “Águeda precisa de recuperar peso político e o PSD tem de voltar a liderar o projeto autárquico”. Garante nunca ter feito da política profissão: “Sempre vivi da advocacia e disso tenho orgulho”
SP – Olhando para o seu percurso como advogado, presidente da Assembleia Municipal e deputado por breves dias na Assembleia da República, como avalia o seu desempenho político até hoje?
PM - O meu percurso profissional como advogado e como docente, primeiro no ISCIA de Aveiro e depois na ESTGA em Águeda, para a qual fui convidado pelo saudoso Prof. Edmundo da Fonseca e com a qual colaboro há mais de vinte anos, foi sempre prioritário em relação à política. Tive uma participação fugaz de um mês como adjunto do antigo presidente da Câmara Deniz Padeiro, mas pedi à época um parecer à Ordem dos Advogados que concluiu por uma óbvia incompatibilidade com a advocacia. Optei de imediato pela profissão. Acha que alguém hoje tinha esse cuidado de transparência? O desempenho político, foi o que eu escolhi porque nunca aceitaria viver da política ou não ser livre para exercer a profissão de que tenho orgulho.
Leia a entrevista completa na edição n.º 9420 de Soberania do Povo, impressa ou digital

