Pedro Ferreira .. Contra Fatos
SUSTENTABILIDADE DE ÁGUEDA: AVANÇOS E DESAFIOS
05 de agosto de 2026Os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que, a partir de 2015, definiu aqueles que deveriam ser os objectivos dos países para os 15 anos seguintes – a denominada Agenda 2030. Os ODS incluem 17 objectivos e 169 metas, que integram desafios económicos, sociais e ambientais.
O desempenho nestes objectivos permite perceber até que ponto cada país, região ou município está a cumprir a estratégia de se tornar mais sustentável.
Dez anos volvidos (dois terços do horizonte temporal definido) qual é o desempenho do Município de Águeda relativamente aos 17 objectivos de desenvolvimento sustentável?
A iniciativa “ODSlocal”, uma plataforma que permite visualizar e monitorizar os progressos de cada município, oferece informação interessante para esta análise.
O concelho de Águeda apresenta um desempenho desigual ao longo dos 17 objectivos. A “erradicação da pobreza”, a “educação de qualidade” e a “indústria, inovação e infraestruturas” são os 3 objectivos em que Águeda se salienta pela positiva. Por outro lado, a “protecção da vida terrestre”, a “igualdade de género” e o “trabalho digno e crescimento económico” são os que se destacam pelo menor desempenho.
Observados à lupa, na “erradicação da pobreza” Águeda destaca-se na redução dos beneficiários de RSI e no aumento de alojamentos servidos por águas residuais. Já na “educação de qualidade”, o destaque vai para indicadores como o número de estabelecimentos públicos e privados do Ensino Pré-Escolar e para o aumento da taxa real de escolarização (pré-escolar e básico). Finalmente, na “indústria, inovação e infraestruturas”, o destaque vai para indicadores relacionados com o investimento em inovação ou o acesso à Internet de banda larga.
Onde ainda há muito trabalho para fazer é na “protecção da vida terrestre”. Indicadores como o crescimento da proporção de área ardida, ou a propoção de florestas de eucalipto, são áreas que têm de exigir mais foco e esforço do concelho. Embora menos dramática, outra área sensível é o “trabalho digno e crescimento económico”. Aqui aspectos como número de estabelecimentos bancários (em queda), ou a taxa de atração líquida de população empregada por conta de outrem (em queda) são motivos de preocupação. Finalmente, na “igualdade de género”, o concelho tem de melhorar especialmente ao nível da violência doméstica contra cônjuge ou análogos.
Naturalmente, o desempenho em alguns indicadores depende sobretudo de políticas nacionais, onde o município tem pouca intervenção. Ainda assim, muitos indicadores podem ser melhorados através da acção das políticas regionais e municipais. Que Águeda caminha para ser um município verdadeiramente sustentável, é um facto; mas também não é menos verdade que ainda há muito trabalho para fazer em áreas bem identificadas. Porque a sustentabilidade tem muitas faces, e nenhuma deve ser descurada.
Nota: o autor escreve segundoo antigo acordo ortográfico
O desempenho nestes objectivos permite perceber até que ponto cada país, região ou município está a cumprir a estratégia de se tornar mais sustentável.
Dez anos volvidos (dois terços do horizonte temporal definido) qual é o desempenho do Município de Águeda relativamente aos 17 objectivos de desenvolvimento sustentável?
A iniciativa “ODSlocal”, uma plataforma que permite visualizar e monitorizar os progressos de cada município, oferece informação interessante para esta análise.
O concelho de Águeda apresenta um desempenho desigual ao longo dos 17 objectivos. A “erradicação da pobreza”, a “educação de qualidade” e a “indústria, inovação e infraestruturas” são os 3 objectivos em que Águeda se salienta pela positiva. Por outro lado, a “protecção da vida terrestre”, a “igualdade de género” e o “trabalho digno e crescimento económico” são os que se destacam pelo menor desempenho.
Observados à lupa, na “erradicação da pobreza” Águeda destaca-se na redução dos beneficiários de RSI e no aumento de alojamentos servidos por águas residuais. Já na “educação de qualidade”, o destaque vai para indicadores como o número de estabelecimentos públicos e privados do Ensino Pré-Escolar e para o aumento da taxa real de escolarização (pré-escolar e básico). Finalmente, na “indústria, inovação e infraestruturas”, o destaque vai para indicadores relacionados com o investimento em inovação ou o acesso à Internet de banda larga.
Onde ainda há muito trabalho para fazer é na “protecção da vida terrestre”. Indicadores como o crescimento da proporção de área ardida, ou a propoção de florestas de eucalipto, são áreas que têm de exigir mais foco e esforço do concelho. Embora menos dramática, outra área sensível é o “trabalho digno e crescimento económico”. Aqui aspectos como número de estabelecimentos bancários (em queda), ou a taxa de atração líquida de população empregada por conta de outrem (em queda) são motivos de preocupação. Finalmente, na “igualdade de género”, o concelho tem de melhorar especialmente ao nível da violência doméstica contra cônjuge ou análogos.
Naturalmente, o desempenho em alguns indicadores depende sobretudo de políticas nacionais, onde o município tem pouca intervenção. Ainda assim, muitos indicadores podem ser melhorados através da acção das políticas regionais e municipais. Que Águeda caminha para ser um município verdadeiramente sustentável, é um facto; mas também não é menos verdade que ainda há muito trabalho para fazer em áreas bem identificadas. Porque a sustentabilidade tem muitas faces, e nenhuma deve ser descurada.
Nota: o autor escreve segundoo antigo acordo ortográfico

