SOCIEDADE
O homem que fez da Ponte de Vouga uma causa
04 de setembro de 2026Luís Seabra Lopes, que há anos acompanha a situação da Ponte Velha de Vouga e é o rosto principal na defesa da sua reabilitação, confia que a classificação como Monumento de Interesse Público está praticamente validada, mas alerta para a urgência de preservar o que resta
SP - Em que ponto está hoje, concretamente, o processo de classificação da Ponte Velha de Vouga? O que falta para que deixe de estar “em vias de classificação” e passe efetivamente a estar classificada?
LSL – O processo já percorreu várias etapas que culminaram no despacho de concordância do presidente do Património Cultural I.P. com a classificação como Monumento de Interesse Público. Isto já em junho de 2025. Esta informação é pública. Além disto, segundo informação que me foi prestada, o órgão consultivo do Património Cultural I.P. terá também validado a classificação na reunião de outubro de 2025. A partir daqui, este processo, como outros, tem estado parado por razões que não sei ao certo quais são, mas que terão que ver com a necessidade de dar resposta a solicitações ainda mais urgentes: tudo o que tem que ver com o PRR e com os estragos provocados pelas tempestades de janeiro/fevereiro de 2026.
SP - Considera que, desta vez, há razões para acreditar que a classificação vai mesmo acontecer?
LSL – Eu estou absolutamente convencido de que a classificação vai acontecer. No entanto, se o processo se arrastar, e se continuarmos a ter cheias como as deste ano, pode acontecer que, de repente, deixamos de ter uma ponte de quinze arcos com apenas dois arcos destruídos, e passamos a ter uma ponte com um grau de destruição muito maior. Nesse cenário, a classificação poderá já não se justificar.
Leia o artigo completo na edição n.º 9441 de Soberania do Povo, impressa ou digital
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SP - Em que ponto está hoje, concretamente, o processo de classificação da Ponte Velha de Vouga? O que falta para que deixe de estar “em vias de classificação” e passe efetivamente a estar classificada?
LSL – O processo já percorreu várias etapas que culminaram no despacho de concordância do presidente do Património Cultural I.P. com a classificação como Monumento de Interesse Público. Isto já em junho de 2025. Esta informação é pública. Além disto, segundo informação que me foi prestada, o órgão consultivo do Património Cultural I.P. terá também validado a classificação na reunião de outubro de 2025. A partir daqui, este processo, como outros, tem estado parado por razões que não sei ao certo quais são, mas que terão que ver com a necessidade de dar resposta a solicitações ainda mais urgentes: tudo o que tem que ver com o PRR e com os estragos provocados pelas tempestades de janeiro/fevereiro de 2026.
SP - Considera que, desta vez, há razões para acreditar que a classificação vai mesmo acontecer?
LSL – Eu estou absolutamente convencido de que a classificação vai acontecer. No entanto, se o processo se arrastar, e se continuarmos a ter cheias como as deste ano, pode acontecer que, de repente, deixamos de ter uma ponte de quinze arcos com apenas dois arcos destruídos, e passamos a ter uma ponte com um grau de destruição muito maior. Nesse cenário, a classificação poderá já não se justificar.
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