Susana Lamas .. Entre linhas
Quando foi que deixámos de confiar no tempo?
03 de junho de 2026Vivemos numa época marcada pela velocidade. Queremos respostas imediatas, resultados rápidos e soluções instantâneas. Habituámo-nos a um mundo onde quase tudo está disponível à distância de um clique e, sem nos apercebermos, começámos a acreditar que a vida também deveria funcionar assim.
Se algo demora, ficamos impacientes. Se um objetivo não é alcançado rapidamente, surge a frustração. Se os resultados não aparecem quando esperamos, duvidamos do caminho.
No entanto, basta olhar para a natureza para perceber que o tempo nunca foi um obstáculo. Sempre foi um aliado.
Nenhuma árvore cresce de um dia para o outro. Nenhuma flor desabrocha antes da sua estação. As sementes permanecem escondidas na terra durante semanas ou meses antes de revelarem os primeiros sinais de vida. E, ainda assim, ninguém questiona esse processo. Porque compreendemos que o crescimento exige tempo.
Curiosamente, aceitamos essa verdade na natureza, mas resistimos a aceitá-la em nós próprios.
Queremos aprender depressa, recuperar depressa, alcançar depressa. Como se o valor das coisas estivesse na velocidade com que acontecem e não na profundidade com que se constroem.
Talvez seja por isso que tantos de nós vivemos numa sensação constante de insuficiência. Estamos sempre a correr para o próximo objetivo, para a próxima meta, para o próximo resultado. E, nessa corrida, esquecemo-nos de que algumas das coisas mais importantes da vida não podem ser aceleradas.
A confiança constrói-se lentamente. A maturidade nasce da experiência. A amizade fortalece-se com o tempo. Até as feridas emocionais seguem um ritmo próprio que não respeita calendários nem exigências.
O mais preocupante é que esta relação impaciente com o tempo está a ser transmitida às novas gerações. Crianças e jovens crescem rodeados por estímulos imediatos, habituados a respostas rápidas e recompensas instantâneas. Mas a vida real continua a exigir algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: paciência.
A paciência para esperar. A persistência para continuar. A capacidade de compreender que nem tudo acontece quando queremos.
Talvez esteja na altura de reaprendermos uma lição antiga que a natureza nos continua a ensinar todos os dias: aquilo que cresce depressa nem sempre cria raízes profundas.
Porque a questão não é apenas quando deixámos de confiar no tempo é se ainda vamos a tempo de ensinar os nossos filhos que tudo o que vale verdadeiramente a pena precisa do seu tempo para florescer.
Se algo demora, ficamos impacientes. Se um objetivo não é alcançado rapidamente, surge a frustração. Se os resultados não aparecem quando esperamos, duvidamos do caminho.
No entanto, basta olhar para a natureza para perceber que o tempo nunca foi um obstáculo. Sempre foi um aliado.
Nenhuma árvore cresce de um dia para o outro. Nenhuma flor desabrocha antes da sua estação. As sementes permanecem escondidas na terra durante semanas ou meses antes de revelarem os primeiros sinais de vida. E, ainda assim, ninguém questiona esse processo. Porque compreendemos que o crescimento exige tempo.
Curiosamente, aceitamos essa verdade na natureza, mas resistimos a aceitá-la em nós próprios.
Queremos aprender depressa, recuperar depressa, alcançar depressa. Como se o valor das coisas estivesse na velocidade com que acontecem e não na profundidade com que se constroem.
Talvez seja por isso que tantos de nós vivemos numa sensação constante de insuficiência. Estamos sempre a correr para o próximo objetivo, para a próxima meta, para o próximo resultado. E, nessa corrida, esquecemo-nos de que algumas das coisas mais importantes da vida não podem ser aceleradas.
A confiança constrói-se lentamente. A maturidade nasce da experiência. A amizade fortalece-se com o tempo. Até as feridas emocionais seguem um ritmo próprio que não respeita calendários nem exigências.
O mais preocupante é que esta relação impaciente com o tempo está a ser transmitida às novas gerações. Crianças e jovens crescem rodeados por estímulos imediatos, habituados a respostas rápidas e recompensas instantâneas. Mas a vida real continua a exigir algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: paciência.
A paciência para esperar. A persistência para continuar. A capacidade de compreender que nem tudo acontece quando queremos.
Talvez esteja na altura de reaprendermos uma lição antiga que a natureza nos continua a ensinar todos os dias: aquilo que cresce depressa nem sempre cria raízes profundas.
Porque a questão não é apenas quando deixámos de confiar no tempo é se ainda vamos a tempo de ensinar os nossos filhos que tudo o que vale verdadeiramente a pena precisa do seu tempo para florescer.

