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“Queremos afirmar o GiCA como um clube de referência na formação”

O presidente do Ginásio Clube de Águeda (GICA), Hélder Rocha (HR), faz um balanço positivo da época 2025/26, destaca o crescimento do clube nas várias modalidades e traça como prioridade para a nova temporada a consolidação do projeto formativo. Na entrevista, aborda ainda as razões que levaram à saída da secção de andebol, defende a estabilidade financeira da instituição e aponta a sustentabilidade organizativa como um dos principais desafios para o futuro


SP - Fazendo um balanço da época que terminou, que avaliação faz da atividade do GICA?
HR – Tendo em conta a filosofia do GiCA, que assenta numa perspetiva de clube de formação, considero que, no essencial, os objetivos foram cumpridos em todas as áreas.
SP - Quais considera terem sido as principais conquistas e os maiores desafios enfrentados pelo clube?
HR - Apesar de alguns contratempos iniciais na composição das equipas técnicas, a colaboração e a entreajuda de todos permitiram ultrapassar esses obstáculos. Proporcionar atividade desportiva aos nossos jovens e contar com mais de duas centenas de atletas continua a ser o nosso principal propósito, acarinhar o seu crescimento nos bons e maus momentos, é a nossa maior conquista.
SP - O que mais valoriza?
HR - É muito gratificante ver atletas a partir dos 4 anos nas nossas modalidades. No basquetebol, estivemos presentes em praticamente todos os escalões, incluindo os seniores femininos. Ao longo da época, nos escalões de formação — dos sub-12 aos sub-18 — realizámos mais de 200 jogos e participámos em 36 encontros de minibasquetebol, 14 dos quais no Multiusos do GiCA. No andebol, contámos com seis escalões, de manitas a sub-16 e seniores, realizámos 83 jogos e participámos em oito encontros de manitas, dois deles no Multiusos do GiCA. O karaté, que continua a crescer, reúne já um número significativo de atletas, também a partir dos 4 anos.

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Abastecimento de água recuperado em menos de um mês após destruição de 25 kms de condutas

Um mês após os incêndios que afetaram a União de Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba, o presidente da autarquia, Nelson Soares, faz um balanço da resposta à emergência, destacando como prioridade o restabelecimento do abastecimento de água às populações


Segundo Nelson Soares - que nos primeiros nove meses de mandato apanhou uma intempérie e um incêndio de grandes dimensões -, os incêndios provocaram danos significativos nas infraestruturas que abastecem várias aldeias da freguesia, onde muitas localidades dependem de minas, furos e sistemas locais de captação.
“Uma das maiores preocupações foi garantir o abastecimento de água. A realidade da nossa freguesia é particular, uma vez que muitas localidades dependem de minas, furos e sistemas locais. Os incêndios e as suas consequências provocaram danos significativos em diversas infraestruturas de abastecimento, obrigando a uma resposta rápida para assegurar que a população continuava a ter acesso a um bem essencial”, afirma.
Com o apoio da Câmara Municipal de Águeda, foi desencadeada uma operação de recuperação que permitiu substituir cerca de 25 quilómetros de tubagem e intervir nos sistemas de abastecimento de 14 localidades da freguesia.
“Foi um trabalho exigente, desenvolvido em condições difíceis e muitas vezes longe dos olhares públicos, mas absolutamente fundamental para devolver a normalidade às populações afetadas”, sublinha Nelson Soares.
Os incêndios atingiram 21 localidades da freguesia — Chousinha, Hortas, Sernada, Vale do Lobo, Sernadinha, Cambra, Casal, Lourizela, Vale de Égua, Préstimo, Quinta do Pereiro, Quinta da Sarrascosa, Barrosa, Pousadas, Cabeço de Cão, Salgueiro, Rio de Maçãs, Carvalhal, Macieira de Alcôba, Carvalho e Urgueira — tornando particularmente complexa a operação de combate e de recuperação.

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Talabriga, berço da região de Aveiro

Talabriga, uma das mais antigas cidades documentadas do Ocidente peninsular, terá ocupado o atual Castelo do Marnel, no Baixo Vouga. Referida por autores clássicos desde o século I d.C. e confirmada pela arqueologia, a antiga urbe emerge como a principal raiz histórica da região de Aveiro, mas os vestígios arqueológicos do Marnel encontram-se hoje ao abandono e em progressiva degradação


LUIS SEABRA LOPES

As fontes literárias da época romana localizam inequivocamente uma cidade com o nome Talabriga no Baixo Vouga. No século I d.C., Plínio-o-Velho registou que o Douro servia de fronteira entre os Brácaros, a norte, e os Túrdulos, a sul. Depois, Plínio refere sequencialmente o rio Vagia (Vouga), a cidade de Talabriga, a cidade de Aeminium (Coimbra), o rio Aeminium (Mondego), etc. Atendendo à sequência da enumeração, a cidade de Talabriga localizava-se entre o Vouga e Coimbra. Outro autor do século I d.C., Pompónio Mela, refere igualmente os Túrdulos antigos e as cidades túrdulas a norte do Tejo. Apesar de localizada na faixa litoral atribuída aos Túrdulos, Talabriga tem no seu nome a terminação em -briga, elemento pertencente ao fundo linguístico celta, com o significado de monte, fortificação, povoação.
O itinerário entre Olisipo (Lisboa) e Bracara Augusta (Braga) passava por Talabriga. Uma compilação de itinerários de todo o império romano, que deverá datar dos sécs. III/IV, coloca Talabriga 40 milhas a norte de Aeminium. Talabriga aparece ainda no mapa de Ptolomeu (séc. II d.C.), em localização próxima da de Aeminium. Finalmente, Talabriga aparece, na forma Terebrica, numa compilação geográfica produzida em Ravena por volta do ano 700 d.C..

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Centro interpretativo a nascer para valorizar Museu

O vice-presidente da Câmara de Águeda, Edson Santos, acompanhado por duas técnicas municipais, visitou o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, no âmbito da preparação do futuro centro interpretativo do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, atualmente em processo de ampliação e requalificação.


O Município de Águeda está a preparar a criação de um centro interpretativo associado ao núcleo ferroviário de Macinhata do Vouga, tendo como referência experiências de outros equipamentos dedicados à preservação da memória ferroviária.
Nesse âmbito, o vice-presidente da Câmara Municipal, Edson Santos, acompanhado por duas técnicas municipais, realizou uma visita ao Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, com o objetivo de conhecer soluções de organização dos espaços, acolhimento de visitantes e divulgação do património.
A visita surge numa fase em que o núcleo ferroviário de Macinhata do Vouga está a ser alvo de obras de ampliação e requalificação, estando prevista a criação de novas valências, nomeadamente um centro interpretativo que permita contextualizar o espólio existente e reforçar a componente educativa e turística do equipamento.
“Queremos um projeto de centro interpretativo e temos que ver as experiências”, explicou Edson Santos, destacando a importância de conhecer modelos já implementados noutros espaços ferroviários. O autarca considera que a intervenção permitirá melhorar as condições atuais do equipamento, nomeadamente ao nível da receção e da interpretação do património. “Primeiro, valorizar as condições que temos ali. E trazer mais”, afirmou.

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Sociedade
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Um encontro marcado com o Sol e a Lua

Por Álvaro Folhas
Doutor em Ciências da Educação e
Investigador no Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra
Coordenador para Portugal do Office of Astronomy for Education - IAU


No próximo dia 12 de agosto de 2026, os céus de Portugal serão palco de um dos fenómenos astronómicos mais fascinantes que podemos observar: um eclipse solar. Durante cerca de duas horas, a Lua irá passar entre a Terra e o Sol, ocultando progressivamente o disco solar e oferecendo um espetáculo raro que poderá ser acompanhado por milhões de pessoas em toda a Península Ibérica.
Em Águeda, o eclipse terá início cerca das 18h36, atingirá o seu máximo pelas 19h32 e terminará aproximadamente às 20h26. No momento de maior ocultação, a Lua esconderá cerca de 98% do disco solar, fazendo com que o Sol adquira a forma de uma fina crescente luminosa.
Como o fenómeno decorrerá ao final da tarde, será importante escolher um local com boa visibilidade para o horizonte oeste, sem edifícios, árvores ou colinas que impeçam a observação do Sol à medida que este se aproxima do ocaso.

Porque acontece um eclipse solar?
Embora o Sol tenha um diâmetro cerca de 400 vezes superior ao da Lua, encontra-se também aproximadamente 400 vezes mais distante da Terra. Esta extraordinária coincidência faz com que ambos aparentem ter praticamente o mesmo tamanho quando os observamos no céu.
Quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, os três astros ficam praticamente alinhados. Nessa situação, a Lua oculta parcial ou totalmente o disco solar, originando um eclipse.
É um fenómeno simples de compreender, mas extraordinariamente belo de observar. Durante alguns minutos assistimos, literalmente, ao movimento da Lua à frente do Sol, percebendo que vivemos num sistema em permanente movimento.

Porque não há eclipses todos os meses?
Todos os meses ocorre uma Lua Nova, fase em que a Lua se encontra entre a Terra e o Sol. No entanto, a órbita da Lua está inclinada cerca de cinco graus relativamente ao plano da órbita terrestre em torno do Sol. Assim, na maioria das Luas Novas, a Lua passa ligeiramente acima ou abaixo do Sol, sem o ocultar.
Apenas quando o alinhamento acontece muito próximo dos pontos onde as duas órbitas se cruzam ocorre um eclipse solar.

O que será visível em Portugal?
O eclipse de 12 de agosto será particularmente interessante porque Portugal ficará muito próximo da faixa onde a Lua ocultará completamente o Sol.
No nordeste do país, numa estreita faixa do território, será possível observar um eclipse total, durante um curto intervalo de tempo. Nas restantes regiões, incluindo Águeda, observar-se-á um eclipse parcial, embora muito profundo, com uma ocultação de cerca de 98% do disco solar.
Mesmo quando apenas uma pequena parte do Sol permanece visível, a sua luz continua suficientemente intensa para provocar lesões graves e irreversíveis na visão. Por esse motivo, nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada.

Como observar em segurança?
A observação de um eclipse solar exige alguns cuidados simples, mas fundamentais.
Devem ser utilizados exclusivamente óculos certificados para observação solar, que cumpram a norma internacional ISO 12312-2, ou equipamentos astronómicos equipados com filtros solares próprios colocados à frente da objetiva. Nunca devem ser utilizados óculos de sol, radiografias, películas fotográficas, vidros fumados, CDs, DVDs ou quaisquer outros materiais improvisados. Apesar de reduzirem a luminosidade visível, não bloqueiam adequadamente toda a radiação emitida pelo Sol e podem transmitir uma falsa sensação de segurança.
Quem possuir binóculos ou telescópios deve igualmente garantir que estes dispõem de filtros solares apropriados. A observação através destes instrumentos sem proteção adequada pode causar danos oculares praticamente instantâneos.
Uma alternativa segura e muito interessante consiste em recorrer à projeção da imagem solar, utilizando um pequeno orifício num cartão ou uma caixa escura, permitindo acompanhar toda a evolução do eclipse sem olhar diretamente para o Sol.

O que poderá notar durante o eclipse?
À medida que a Lua vai ocultando o Sol, a paisagem sofre alterações subtis.
A luminosidade torna-se progressivamente mais suave e as sombras ficam surpreendentemente nítidas. Sob árvores frondosas, os pequenos espaços entre as folhas transformam-se em centenas de pequenas câmaras escuras naturais, projetando no solo inúmeras imagens do Sol parcialmente eclipsado.
Poderá ainda sentir uma ligeira diminuição da temperatura e notar alterações no comportamento de algumas aves e insetos, que reagem à redução temporária da luz solar.
Estes efeitos tornam a observação particularmente interessante, mesmo para quem não dispõe de qualquer equipamento astronómico.

Uma oportunidade para toda a família
Um eclipse solar é um fenómeno que pode ser apreciado por pessoas de todas as idades. Não exige conhecimentos especializados, apenas curiosidade, alguma preparação e o cumprimento rigoroso das regras de segurança. Para além do dia escurecer durante o eclipse, verificar-se-á também uma acentuada queda de temperatura e eventualmente alguma agitação das aves, o que torna ainda a experiência mais significativa e inesquecível.
É também uma excelente oportunidade para conversar em família sobre o funcionamento do Sistema Solar, compreender melhor os movimentos da Terra e da Lua e recordar que muitos dos fenómenos que hoje explicamos com enorme precisão foram, durante séculos, motivo de admiração, receio e inúmeras lendas.

Um espetáculo previsto pela ciência
Hoje sabemos prever eclipses com uma precisão de poucos segundos, graças ao conhecimento acumulado sobre os movimentos dos corpos celestes. No entanto, essa precisão não lhes retira beleza. Pelo contrário: torna ainda mais fascinante saber que um alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, iniciado há milhares de milhões de anos, continuará a repetir-se muito para além da nossa existência.
No final da tarde de 12 de agosto, olhe para o céu… mas faça-o em segurança. Se o tempo colaborar, terá oportunidade de assistir a um dos mais belos espetáculos que a Natureza oferece e de observar, com os seus próprios olhos, a extraordinária harmonia dos movimentos do nosso Sistema Solar.

Requalificação entre a GNR e o IC2 com investimento superior a 3,5 milhões

O projeto de execução para a requalificação de um troço da antiga EN1, entre os quilómetros 222+180 e 223+450 (na Alagoa), representa um investimento superior a 3,5 milhões de euros.


A intervenção que a Câmara Municipal de Águeda pretende realizar, e que tem o projeto de execução já aprovado em sede do executivo municipal, pretende “melhorar a segurança rodoviária, reforçar a mobilidade sustentável e valorizar o espaço público urbano”.

A obra integra a estruturação do corredor urbano de atravessamento EN1, contando com 1,07 milhões de euros de financiamento comunitário. A candidatura foi submetida ao abrigo da mobilidade pedonal e ciclável, no eixo dedicado às intervenções da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).
O projeto prevê um investimento de 3.521.972,73 euros, acrescido de IVA, e terá um prazo de execução de 365 dias, após o início da empreitada.


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Limpeza dos equipamentos públicos marcada por reclamações laborais

A contratação dos serviços de limpeza dos edifícios municipais, escolares e de saúde de Águeda tem sido marcada por diferentes desenvolvimentos no âmbito do procedimento público lançado pelo Município, que envolveu três lotes e um valor global superior a 1,8 milhões de euros.


Enquanto o lote referente aos edifícios municipais foi adjudicado à empresa Limpiflex, Unipessoal Lda., por 573.152,52 euros, acrescidos de IVA, a adjudicação do lote destinado aos edifícios de saúde, atribuída inicialmente à empresa Tarefadequada, Lda., acabou por ser declarada caducada pela Câmara Municipal devido à falta de apresentação da caução exigida. Paralelamente, trabalhadores afetos aos serviços de limpeza nos Centros de Saúde de Águeda denunciaram atrasos no pagamento de salários e pediram uma intervenção da autarquia.

O Município de Águeda aprovou, neste mês de julho, a adjudicação do lote 1 do concurso público com publicidade internacional para a aquisição de serviços de limpeza em edifícios municipais, escolares e de saúde à empresa Limpiflex, Unipessoal Lda., pelo valor de 573.152,52 euros, acrescido de IVA.
A decisão teve por base o critério da proposta economicamente mais vantajosa, determinado pelo preço mais baixo, tendo o despacho de adjudicação sido proferido pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Almeida, a 1 de julho de 2026, posteriormente submetido ao executivo municipal para ratificação.

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AgitÁgueda: balanço positivo da Câmara mas com sinais de desgaste do modelo

O AgitÁgueda terminou no domingo mais uma edição, com o Município de Águeda a considerar que o festival voltou a afirmar-se como “um dos maiores festivais de verão do país” e a reforçar a projeção nacional e internacional do concelho. No entanto, ao longo das últimas semanas, foram também sendo ouvidas opiniões que apontam para uma menor afluência em vários momentos do certame e para um sentimento crescente de que o evento poderá beneficiar de uma evolução do seu modelo.


No balanço divulgado pela Câmara Municipal, o executivo considera que a edição de 2026 foi “de enorme sucesso”, destacando os 24 dias de programação, a diversidade de iniciativas e a capacidade de atração de visitantes nacionais e estrangeiros. O comunicado refere que o concerto de encerramento de LP e o espetáculo de fogo de artifício concluíram “um mês de experiências, emoções e muitos momentos partilhados”, lembrando ainda que as instalações artísticas, incluindo os guarda-chuvas coloridos, permanecerão na cidade até 30 de setembro.

Citado no comunicado, o presidente da Câmara, Jorge Almeida, afirma que “o AgitÁgueda ultrapassou as fronteiras e, hoje, é um marco e uma imagem também do nosso país”, defendendo que o festival continua a “criar riqueza para o concelho e dinamizar toda a economia local”.
Também o vice-presidente da Câmara e responsável pela organização, Edson Santos, faz um balanço positivo da edição. “Foram 24 dias fantásticos, que nos deixam profundamente orgulhosos”, afirma, acrescentando que “o que mais vi durante estes dias foi o sorriso das pessoas”. O autarca sustenta ainda que “está na altura de criar coisas diferentes”, prometendo que a edição de 2027, ano em que o festival assinala duas décadas de existência, será “ainda mais criativa e diferente de tudo o que existe à nossa volta”.

Apesar da avaliação positiva da autarquia, a perceção recolhida por Soberania do Povo junto de vários participantes e agentes envolvidos no evento é mais moderada.
Ao longo das últimas semanas foi sendo notada uma “menor afluência de público” em diversos concertos e iniciativas, registando-se “menos espetáculos com grandes enchentes do que em edições anteriores”. Ainda assim, algumas propostas mantiveram forte capacidade de mobilização, como o Carnaval Fora d'Horas, que voltou a atrair milhares de pessoas à cidade.

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Rotary de Águeda encerra ano rotário com reconhecimentos

O Rotary Club de Águeda assinalou a transmissão de mandatos com uma cerimónia marcada pelo balanço do ano rotário 2025/2026, pela distinção do fundador Celestino Almeida como sócio honorário e pelo reconhecimento de parceiros que contribuíram para os projetos sociais do clube.


Na intervenção de despedida, o presidente cessante, Vítor Henriques, apresentou um balanço de um ano que definiu como “de presença”, destacando a participação do clube em 33 iniciativas entre Ponte de Lima e Lisboa. Num discurso de reflexão sobre os desafios atuais da sociedade, alertou para o crescimento da polarização, da desinformação, da indiferença e da perda de confiança nas instituições, defendendo que os rotários devem ser “radicais” no verdadeiro sentido da palavra: “ir à raiz dos problemas”. “Ser radical na defesa da verdade, na ética, na solidariedade e na recusa da indiferença é ser rotário”, afirmou.
Ao recordar o mandato, Vítor Henriques destacou o reforço das relações com clubes rotários e instituições sociais, o apoio continuado a estudantes, famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade, a resposta solidária aos efeitos da tempestade que atingiu a Marinha Grande e a continuidade da colaboração com o Banco Alimentar.
Entre os projetos emblemáticos, sublinhou o crescimento da Mochila Solidária, iniciativa impulsionada pelo falecido companheiro Rui Matoso, que passou a apoiar 65 crianças e conquistou, pela primeira vez, o apoio de uma empresa do concelho. O projeto foi ainda apresentado a nível nacional, perante o presidente do Rotary International, demonstrando o alcance de uma iniciativa.

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Farmácia Alla celebra 229 anos de uma história familiar que vai na sétima geração

A Farmácia Alla assinalou, no passado dia 5 de julho, o seu 229.º aniversário, reforçando o estatuto de instituição mais antiga em atividade contínua no concelho de Águeda. Ao longo de mais de dois séculos, atravessou diferentes gerações da mesma família, acompanhando a evolução da atividade farmacêutica sem abdicar da relação de proximidade com os seus utentes.


A história remonta a 1796, quando Manuel de Silva Figueiredo obteve carta para exercer atividade de boticário, dando origem ao estabelecimento que, mais tarde, passou para o seu genro, Joaquim José Maria Alla. Inicialmente instalada no edifício da esquina onde, muitos anos depois, funcionou a Pastelaria Santa Eulália, a farmácia viria posteriormente a ocupar o espaço atual.
Hoje, a gestão é assegurada pelos irmãos Carlos Ala, Ema Ala e Helena Ala, que assumiram a sociedade após o falecimento da mãe, Maria das Dores Ala Martins, em 2024, representando a sétima geração da família ligada à farmácia.
“São estes 229 anos seguidos”, sublinha Carlos Ala, para quem a continuidade representa uma responsabilidade acrescida.
Embora nunca tenha frequentado o curso de Farmácia, Carlos Ala cresceu entre balcões, medicamentos e histórias familiares. “Isto sempre foi a minha vida”, afirma, recordando as memórias de infância passadas na farmácia do avô. “Acompanhei o meu avô sempre, vi o sacrifício dele. Isso, para mim, era superior a todo o resto”.

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José Carlos Santos deixa liderança regional dos escuteiros por limitação de mandatos

Após 12 anos à frente da Junta Regional de Aveiro, José Carlos Santos deixou o cargo de Chefe Regional por limite de mandatos permitidos, passando a assumir funções como diretor do Centro Nacional de Formação Ambiental de São Jacinto e diretor de Formação do Corpo Nacional de Escutas (CNE).


A Igreja do Carmo, em Aveiro, recebeu a cerimónia de tomada de posse da nova Junta Regional de Aveiro, num momento que marcou a passagem de testemunho entre a equipa cessante, liderada por José Carlos Santos, e a nova direção regional.
A cerimónia reuniu dirigentes, antigos dirigentes, escuteiros, caminheiros e convidados, tendo ficado também marcada pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipa cessante ao longo dos últimos três mandatos. A antiga equipa foi distinguida pelo Chefe Nacional do CNE pelo percurso realizado nos últimos anos.
Com a nova composição da Junta Regional, Paulo Valente, de Vagos, assumiu o cargo de Chefe Regional de Aveiro, acompanhado por Celso Maia (Santa Joana - Aveiro), que passa a desempenhar funções como Chefe Regional Adjunto.

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Educação
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ProMentI entre os 10 finalistas do Prémio Sonae Educação

O Agrupamento de Escolas de Águeda é um dos dez finalistas da categoria Escola Pública do Prémio Sonae Educação, com o projeto ProMentI – Programa de Mentorias Interpares, selecionado entre cerca de 350 candidaturas de todo o país.


O projeto foi apresentado no Pitch Day, realizado a 15 de julho, na Maia, pela aluna Lara Arede, mentora do programa, e pela psicóloga Rosália Coelho. Durante cinco minutos, deram a conhecer o modelo de mentoria entre alunos, implementado desde o ano letivo 2020/2021, que promove a aprendizagem colaborativa, a autonomia, as competências sociais e uma participação mais ativa dos estudantes na vida escolar.
No último ano letivo, o ProMentI envolveu 251 alunos, organizados em 138 díades de mentoria, abrangendo cerca de 60% dos estudantes do 2.º ciclo. Segundo o Agrupamento, a monitorização do projeto tem demonstrado benefícios nas aprendizagens, na motivação, na organização do estudo e nas relações interpessoais.

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Projeto da ESAP apurado para final nacional de concurso escolar

A Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP) garantiu presença na final nacional do programa Apps for Good, depois da participação na final regional Norte, realizada na Universidade da Maia.


A escola esteve representada com dois projetos desenvolvidos por alunos do curso profissional da área de programação. João Fernandes apresentou o projeto GoAble, uma aplicação destinada a apoiar pessoas com mobilidade reduzida na identificação de estabelecimentos acessíveis, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações da comunidade.

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Prémios escolares aos melhores alunos
O presidente da Câmara, Jorge Almeida, destacou a importância de valorizar publicamente os alunos distinguidos, afirmando que “não devemos ter qualquer tipo de complexo de premiarmos e realçarmos os melhores”. Sublinhou, contudo, que o percurso individual depende do contributo de várias pessoas: “Nenhum de nós é grande coisa sozinho. Nós, afinal de contas, mesmo o melhor aluno, mesmo o melhor profissional, mesmo o melhor tudo, está inserido num ecossistema que o rodeia”.
A vereadora da Educação, Marlene Gaio, afirmou que a cerimónia procurou valorizar “um dos maiores patrimónios de um concelho, §que são os seus jovens”, explicando que os prémios tiveram em conta, além das classificações, “competências sociais, designadamente comportamentos exemplares e ações meritórias praticadas na escola e em favor da comunidade”. “Formar bons alunos é importante, mas formar bons cidadãos é ainda mais importante”, referiu.
O presidente da Assembleia Municipal, Filipe Almeida, destacou o significado destes momentos no percurso dos jovens e das famílias. “A vida resume-se àquilo que nós vamos deixar, à nossa marca da vida. E é essa que um dia vai falar de vós”, afirmou, defendendo a continuidade da iniciativa promovida pelo município.

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ESTGA-UA abre candidaturas para quatro cursos de especialização

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA-UA) tem abertas, até 13 de julho, as candidaturas para quatro Cursos de Especialização (CE), destinados a diplomados que pretendam aprofundar conhecimentos em áreas específicas ou valorizar o percurso académico e profissional.


Os cursos, equiparados ao nível de mestrado, embora sem atribuição de grau académico, têm a duração de dois semestres e procuram responder às novas exigências do mercado de trabalho e às necessidades de qualificação em áreas emergentes.

Nesta fase, a ESTGA-UA disponibiliza formações nas áreas da Gestão e da Informática: Auditorias de Sistemas Integrados de Gestão, Dados e Inteligência Artificial, Excelência nas Organizações e Internet das Coisas.

O período letivo está previsto decorrer entre 7 de setembro de 2026 e 9 de julho de 2027. Os cursos de especialização da ESTGA-UA e os restantes cursos com candidaturas abertas no Campus de Santiago, em Aveiro, têm como prazo limite o dia 13 de julho.

As candidaturas devem ser submetidas através da plataforma PACO candidaturas da Universidade de Aveiro.

CodeShow alarga participação a três cursos profissionais

A Escola Adolfo Portela (ESAP) realizou mais uma edição do CodeShow, iniciativa que assinala a apresentação das Provas de Aptidão Profissional (PAP) dos alunos dos cursos profissionais, reunindo comunidade educativa, empresas, autarquia, ensino superior e encarregados de educação.


Este ano, a iniciativa foi alargada a três cursos profissionais. Segundo Rui Marques, diretor do curso de Instalação e Gestão de Redes, depois de uma primeira edição destinada apenas ao curso de Programação, o CodeShow passou também a integrar os cursos de Redes e de Eletrónica e Automação.

ENSINO PROFISSIONAL REPRESENTA 40% DO SECUNDÁRIO
Na sessão de abertura, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Águeda, Marlene Gaio, sublinhou que o CodeShow contribui para valorizar o ensino profissional e a aproximação entre a escola e o tecido empresarial.

Leia o artigo completo na edição n.º 9436 de Soberania do Povo, impressa ou digital
Proteína cerebral pode abrir caminho novas terapias para o autismo

Uma descoberta da Universidade de Aveiro (UA) poderá abrir caminho a futuras estratégias terapêuticas para a síndrome do X Frágil, a forma hereditária mais comum de deficiência intelectual e uma das principais causas genéticas do autismo.


Uma equipa de investigadores descobriu que a proteína STEP (Striatal-Enriched Protein Tyrosine Phosphatase) desempenha um papel no desenvolvimento e funcionamento das ligações entre neurónios e não só na regulação de mecanismos pós-sinápticos, como se sabia até então. Os investigadores Joel Pires e Ramiro Almeida (na foto) do Instituto de Biomedicina e do Departamento de Ciências Médicas da UA, trabalharam em parceria com investigadores das universidades de Coimbra e da Beira Interior.

Segundo o coordenador do estudo, Ramiro Almeida “A longo prazo, este conhecimento poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas destinadas a restaurar ou melhorar a conectividade neuronal”.
Projeto pioneiro entre a DURIT e CENFIM combina formação e integração profissional
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A DURIT, multinacional do metal duro com sucursal em Albergaria-a-Velha e o CENFIM, Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, lançaram um programa pioneiro de formação certificada em Programação e Maquinação CNC, destinado a jovens e adultos com 12.º ano que pretendam ingressar ou reorientar a sua carreira para o setor industrial


Com duração de 9 meses, o programa disponibiliza 20 vagas, inclui bolsa mensal de formação e combina aprendizagem teórica com experiência prática em ambiente industrial.

A iniciativa pretende responder à crescente procura de profissionais qualificados, oferecendo aos participantes competências técnicas especializadas e uma ligação direta ao mercado de trabalho.

As candidaturas encontram-se abertas até ao dia 31 de julho e podem ser efetuadas através da página oficial do programa:
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“Queremos afirmar o GiCA como um clube de referência na formação”

O presidente do Ginásio Clube de Águeda (GICA), Hélder Rocha (HR), faz um balanço positivo da época 2025/26, destaca o crescimento do clube nas várias modalidades e traça como prioridade para a nova temporada a consolidação do projeto formativo. Na entrevista, aborda ainda as razões que levaram à saída da secção de andebol, defende a estabilidade financeira da instituição e aponta a sustentabilidade organizativa como um dos principais desafios para o futuro


SP - Fazendo um balanço da época que terminou, que avaliação faz da atividade do GICA?
HR – Tendo em conta a filosofia do GiCA, que assenta numa perspetiva de clube de formação, considero que, no essencial, os objetivos foram cumpridos em todas as áreas.
SP - Quais considera terem sido as principais conquistas e os maiores desafios enfrentados pelo clube?
HR - Apesar de alguns contratempos iniciais na composição das equipas técnicas, a colaboração e a entreajuda de todos permitiram ultrapassar esses obstáculos. Proporcionar atividade desportiva aos nossos jovens e contar com mais de duas centenas de atletas continua a ser o nosso principal propósito, acarinhar o seu crescimento nos bons e maus momentos, é a nossa maior conquista.
SP - O que mais valoriza?
HR - É muito gratificante ver atletas a partir dos 4 anos nas nossas modalidades. No basquetebol, estivemos presentes em praticamente todos os escalões, incluindo os seniores femininos. Ao longo da época, nos escalões de formação — dos sub-12 aos sub-18 — realizámos mais de 200 jogos e participámos em 36 encontros de minibasquetebol, 14 dos quais no Multiusos do GiCA. No andebol, contámos com seis escalões, de manitas a sub-16 e seniores, realizámos 83 jogos e participámos em oito encontros de manitas, dois deles no Multiusos do GiCA. O karaté, que continua a crescer, reúne já um número significativo de atletas, também a partir dos 4 anos.

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Campeões do RDA assinalaram 10 anos da época do triplete

Membros da equipa do Recreio de Águeda da época 2015/2016 reuniram-se num convívio para assinalar o 10.º aniversário da temporada em que o clube conquistou o Campeonato SABSEG, garantindo a subida direta ao Campeonato de Portugal, a Taça do Distrito e a Supertaça Distrital.


O encontro evocou uma das épocas mais marcantes da história recente do clube, que culminou um ciclo de três temporadas particularmente bem-sucedidas. Entre 2014 e 2016, o RD Águeda conquistou seis troféus, afirmando-se como uma das equipas dominantes do futebol aveirense nesse período.
Em 2015/16, o RD Águeda venceu 32 dos 43 jogos oficiais disputados em quatro competições: 2 para a Taça de Portugal (vitória 4-0 com Trancoso e derrota 0-2 com Ac. Viseu), 34 para o Campeonato SABSEG (com 81 golos marcados e 23 sofridos), 6 para a Taça do Distrito (tri vencedor consecutivo da competição) e 1 para a Supertaça (bi vencedor).
Gabriel Varela sagrou-se campeão nacional de estrada em sub17

O ciclista aguedense Gabriel Varela, da equipa Cantanhede Cycling / VESAM, conquistou no domingo o título de Campeão Nacional de Estrada Sub-17, no Cartaxo, alcançando o principal troféu nacional da categoria.


Depois de ter conquistado a medalha de bronze no Campeonato Nacional de Contrarrelógio, disputado na sexta-feira, o jovem atleta voltou a destacar-se na prova de fundo, que reuniu cerca de 120 corredores e teve um percurso de 73,6 quilómetros.
Gabriel Varela integrou a fuga decisiva da corrida logo na segunda volta, juntamente com José Gomes (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo). A dupla manteve-se na frente até aos quilómetros finais, resistindo à perseguição do grupo principal.
A decisão do título ficou reservada para o sprint final, onde o ciclista da Cantanhede Cycling / VESAM foi mais forte, cortando a meta na primeira posição. Gabriel completou a prova em 1h51m11s, à média de 39,7 km/h, com o mesmo tempo do segundo classificado.
O terceiro lugar foi conquistado por Bruno Nogueira, também da Cantanhede Cycling / VESAM. A equipa contou ainda com a participação dos aguedenses Guilherme Laranjeira, 28.º classificado, e Ricardo Henriques, 29.º.

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CRÓNICA - A diferença chama-se processo: a Espanha ganhou antes de entrar em campo

É curioso que seja precisamente a Espanha a dar hoje uma das maiores lições de coletivo. Um país que, durante séculos, foi uma soma de reinos antes de se afirmar como Estado; um país onde catalães, bascos, galegos e andaluzes continuam a cultivar identidades próprias, algumas delas em permanente tensão com a própria ideia de Espanha. No entanto, quando a bola começa a rolar, todos falam a mesma língua futebolística.


Talvez seja essa a maior vitória do futebol espanhol. A identidade não nasce da uniformidade; nasce da existência de um projeto comum. O futebol espanhol conseguiu aquilo que, muitas vezes, a política não consegue: fazer convergir realidades distintas em torno de uma ideia partilhada.
O catalão, o basco, o galego, o andaluz ou o madrileno chegam à seleção com histórias, culturas e sensibilidades diferentes. Mas entram em campo a interpretar a mesma ideia de jogo. Não jogam da mesma forma porque nasceram no mesmo país; jogam da mesma forma porque cresceram dentro do mesmo processo.
É essa continuidade que faz da Espanha uma equipa vencedora - e também uma escola de futebol.

ESPANHA: DIFERENTES IDENTIDADES MAS A MESMA IDEIA DE JOGO

A Espanha voltou a ganhar como quase sempre ganham as grandes equipas. Não foi o acaso, a inspiração de um dia, o jogador capaz de resolver sozinho. Ganhou porque há muitos anos construiu um processo. Um processo que se vai refinando, consolidando e validando através das vitórias internacionais.
A seleção espanhola é um conjunto de excelentes jogadores mas, antes de tudo, é uma ideia de jogo. Uma ideia que começa nas seleções jovens, cresce com os jogadores e chega naturalmente à equipa principal. Os intérpretes mudam; os princípios permanecem. Por isso, a Espanha consegue esconder melhor insuficiências individuais que outras seleções expõem. O coletivo protege o indivíduo. A ocupação dos espaços, a circulação da bola, a pressão organizada e o conhecimento do jogo fazem parecer simples aquilo que é extremamente difícil.
Quando tem bola, a Espanha alia talento à inteligência. Não há talento desperdiçado em vaidades individuais; há talento colocado ao serviço da equipa. Quando não a tem, a sensação é sempre a mesma: existe um espanhol no caminho da bola. Não é acaso; alguém ocupou aquele espaço antes de ele ser necessário. É leitura, sentido coletivo. Depois, quando recupera a posse, surge imediatamente uma linha de apoio, uma desmarcação de rotura ou o passe certo no momento certo.

O JOGADOR É MAIS IMPORTANTE COM BOLA OU SEM BOLA?

Durante muitos anos perguntava aos meus jogadores se eles achavam que eram mais importantes com bola ou sem bola. Depois fazia uma conta muito simples: “Há uma bola e vinte e dois jogadores. Em noventa minutos, quanto tempo toca, em média, a cada um? Quatro minutos? Talvez pouco mais?”
Esta equação significa que cada jogador passa cerca de oitenta e seis minutos sem bola. E o que faz durante esses oitenta e seis minutos? É aí que começa verdadeiramente o futebol!
O espectador acompanha naturalmente a bola. O treinador e os jogadores têm obrigação de olhar para muito mais do que isso. Têm de ver o campo útil. A abertura e o fecho dos espaços. A aproximação e o afastamento entre linhas. O controlo dos ritmos e a aceleração do jogo. A movimentação dos jogadores que ainda não vão tocar na bola, mas que já estão a preparar a jogada seguinte.
O futebol joga-se muito mais longe da bola do que normalmente se imagina. É também por isso que a Espanha transmite uma impressionante segurança mental. Conhece tão bem a sua identidade que raramente perde o foco, raramente entra em ansiedade e quase nunca abdica do protagonismo. Confia no modelo porque cresceu dentro dejle. Não é por acaso que o selecionador conhece profundamente este percurso, tendo acompanhado muitos destes jogadores desde as seleções jovens. Del Bosque já representara essa continuidade. Hoje, ela mantém-se.

A DIFERENTE REALIDADE DO PORTUGAL IMEDIATO

Portugal apresenta uma realidade muito diferente. Escrevíamos antes do Mundial que a seleção portuguesa já começava a perder antes de entrar em campo. Não por falta de talento, mas pelo excesso de expectativas artificiais, alimentadas por campanhas publicitárias e, desta vez, sobretudo por uma direção federativa que preferiu vender entusiasmo em vez de proteger a equipa.
Portugal está a anos-luz da qualidade coletiva da Espanha. Tem talento individual suficiente para competir com qualquer seleção, mas quando vence as grandes equipas fá-lo quase sempre através da entrega e da capacidade de sofrimento. Ganha pela raça, pela solidariedade e pela capacidade competitiva. Não pela superioridade na posse, nem pelo domínio territorial do jogo. Viu-se na Liga das Nações, como antes no Campeonato da Europa.
Chega agora Jorge Jesus. É um treinador com uma identidade forte e dificilmente fará uma gestão de continuidade - não tanto de jogadores, mas de jogo. O modelo passará inevitavelmente a ser o seu, adaptado às características dos jogadores disponíveis. Será uma solução para o imediato, não necessariamente um investimento estrutural no futuro. Poderá resultar, até porque a relação pessoal entre treinador e jogadores continua a ser determinante no futebol de seleções, como aconteceu durante largos períodos com Fernando Santos e Roberto Martínez, antes de a inevitável saturação substituir a confiança inicial.

PODER FEDERATIVO ANTES DO COMPETITIVO

Mas os problemas estruturais permanecerão. A Federação tornou-se uma organização poderosa e financeiramente muito confortável, sustentada em grande parte pelo sucesso comercial da seleção nacional e, em particular, pelo fenómeno Cristiano Ronaldo. A velha imagem de uma federação instalada numa sede modesta da Praça da Alegria pertence ao passado. Hoje os recursos são outros. A questão é saber se essa riqueza tem sido utilizada para construir um processo comparável ao das grandes potências ou se continua demasiado dependente dos ciclos competitivos da seleção principal.
Entretanto, em agosto, regressa o campeonato. Um campeonato que continua praticamente reduzido a três candidatos ao título, um ou outro aspirante ocasional e muitos figurantes. Um campeonato onde frequentemente se valoriza mais o ruído do que o jogo; mais a polémica do que a qualidade; mais a especulação do que a análise. Discutem-se arbitragens, declarações, bastidores e conflitos permanentes, enquanto sobra pouco espaço para falar daquilo que verdadeiramente distingue o futebol: a organização coletiva, as ideias, os comportamentos e a inteligência do jogo.
Talvez seja essa a maior lição que este Mundial nos deixa. O futebol não pertence aos que têm apenas talento. Pertence aos que conseguem organizar esse talento durante muitos anos, respeitando uma ideia, aperfeiçoando um processo e resistindo à tentação de começar sempre do princípio.
É precisamente aí que continua a residir a nossa maior distância. Mesmo sendo Portugal um país bastante mais homogéneo do ponto de vista territorial e político.

AUGUSTO SEMEDO
Bairradino Nelson Oliveira entra para a história mundial

O ciclista português Nelson Oliveira voltou a escrever o seu nome na história do ciclismo internacional ao tornar-se no corredor com mais Grandes Voltas concluídas de sempre. Aos 37 anos, o atleta da Movistar terminou o Tour de França de 2025 e passou a somar 24 Grandes Voltas finalizadas, ultrapassando o anterior recorde, de 23, pertencente ao polaco Sylwester Szmyd.


Enquanto as atenções do mundo do ciclismo estavam centradas na quinta vitória de Tadej Poga?ar na Volta a França, foi outro feito que mereceu destaque entre os especialistas. Com a chegada a Paris, Nelson Oliveira completou a sua 24.ª Grande Volta, alcançando um registo inédito na história da modalidade.

Ao longo da carreira, o bairradino - filho de Celestino Oliveira, antigo ciclista do Sangalhos - concluiu 501 etapas consecutivas nas três corridas mais importantes do calendário internacional: 10 Tours de França, 10 Voltas a Espanha (Vuelta) e quatro Voltas a Itália (Giro), um testemunho da sua consistência e longevidade ao mais alto nível. Venceu a 13.ª etapa da Vuelta em Tarazona em 2015, edição onde seria segundo na 19.ª etapa em Ávila. Foi ainda 3.º classificado na 13.ª etapa do Tour em 2016, num contrarrelógio individual de 37,5kms), a 1m31 de Tom Dumoulin (Giant-Alpecin) e a 28s do vencedor da competição, Chris Froome (Sky).
Profissional desde 2010, estreou-se nas Grandes Voltas em 2011, na Volta a Espanha, ao serviço da RadioShack. Desde então, afirmou-se como um dos gregários mais respeitados do pelotão internacional, desempenhando um papel determinante no apoio a líderes de equipas de topo em algumas das mais importantes provas do calendário mundial.

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“Fazer campeonato tranquilo e dar passo decisivo para futuro do clube”
Depois de uma época aquém das expectativas, o presidente do Sporting de Fermentelos, Fernando Sampaio, faz um balanço das mudanças promovidas no plantel, explica a aposta na continuidade de Diogo Resende como treinador e assume que a principal meta passa por assegurar a permanência sem sobressaltos no Campeonato SABSEG. Paralelamente, relembra que o grande objetivo do clube passa pelo projeto estruturante: a construção de um centro de treinos que considera essencial para o crescimento sustentado da instituição.

O Sporting de Fermentelos parte na próxima segunda-feira para a sua segunda temporada consecutiva no Campeonato SABSEG. Fernando Sampaio (FS) dá o mote.

SP - Quais são os objetivos para a nova época?
FS - Claramente a manutenção. O nosso objetivo passa por não sofrermos tanto como na última época. Pretendemos fazer um campeonato tranquilo depois de uma época que não correu bem, principalmente atendendo ao plantel que tínhamos à disposição, que nos permitia antecipar um lugar final entre o 3.º e o 5.º lugar na classificação.

SP - Com certeza refletiram sobre os motivos.
FS - Trabalhámos durante a época para que fosse possível uma época positiva mas houve atletas que ficaram muito aquém do que esperávamos deles. Este ano não fazem parte da equipa, optámos por alterar.

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“Resultados relevantes espelham o trabalho que está a ser desenvolvido no clube”
Emanuel Posse (EP), presidente do Sport Algés e Águeda XXI, foi convidado por SP a fazer o balanço da época da natação no clube. Considera que os resultados refletem o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo clube ao longo dos últimos anos. Registou-se ainda um aumento do número de atletas.

SP - Como faz o balanço desta época desportiva para o clube?
EP - O balanço desta época é positivo. Conseguimos alcançar dois terceiros lugares no campeonato nacional de infantis, bem como, conseguimos alcançar dois primeiros lugares nos campeonatos nacionais de natação adaptada, de inverno e de verão. A nível regional, conseguimos alguns resultados relevantes que mostram e espelham o trabalho que está a ser desenvolvido durante estes anos no clube.
SP - Quais foram os momentos mais marcantes da temporada?
EP - Esta época tivemos três momentos marcantes. O primeiro momento, conseguimos que sete dos oito atletas da equipa de natação pura participassem nos nacionais. O segundo foi em natação adaptada, em que tivemos uma atleta com síndrome de down que se sagrou campeã nacional, por duas vezes, nos 50 metros costas. E o terceiro, tivemos duas estafetas femininas (4x100m Livres e 4x100m Estilos) medalhadas no campeonato nacional de infantis. Tudo isto é marcante, pois nunca tinha acontecido no clube.
Cultura
+ Artigos
Livro sobre os 110 anos do Orfeão de Águeda

O Orfeão de Águeda assinalou recentemente o seu 110.º aniversário com o lançamento do livro “110 Anos do Orfeão de Águeda”, da autoria de Paulo Sucena, uma edição da própria coletividade que pretende preservar e divulgar a história de uma das instituições culturais mais emblemáticas do concelho.


Sócio n.º 3 do Orfeão de Águeda e antigo presidente da assembleia geral durante 10 mandatos, Paulo Sucena apresenta uma obra que resulta de um profundo trabalho de investigação e de recolha documental sobre o percurso da instituição fundada em 1916.
“Almejo apenas oferecer aos leitores um retrato à la minuta, mas com a máxima qualidade de que for capaz, de uma coletividade com 110 anos de vida, que granjeou um inegável prestígio que ultrapassou e ultrapassa as fronteiras do concelho de Águeda”, afirma o autor.
A publicação estrutura-se em duas partes. O preâmbulo aborda três temas centrais: uma descrição de alguns aspetos da vila de Águeda no dealbar do século XX, sustentada nos artigos de Armando Castela publicados no jornal Independência de Águeda; algumas notas biográficas sobre Armando Castela, fundador do Orfeão de Águeda, dirigente e ensaiador da instituição durante cerca de 25 anos; e, por fim, excertos de uma palestra proferida por Armando Castela em 1941, integrada nas comemorações do 25.º aniversário da coletividade.

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5 dias de arte, música e criatividade no Festival dos Canais

Aveiro prepara-se para receber mais uma edição do Festival dos Canais, que regressa entre 15 e 19 de julho para transformar a cidade num grande palco ao ar livre.


Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro, através do Teatro Aveirense, o evento celebra a 11.ª edição com uma programação multidisciplinar que promete levar arte, música, criatividade e participação comunitária a diferentes espaços da cidade.

Durante cinco dias, ruas, praças, jardins e canais acolhem dezenas de propostas artísticas nacionais e internacionais, num programa que cruza teatro de rua, música, dança, circo contemporâneo e instalações performativas. O festival volta, assim, a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, culturas e comunidades.

A edição deste ano mantém a aposta no talento local e na participação da comunidade aveirense. Entre os destaques estão a Sala de eStar e a Tropicália, com curadoria da VIC NIC, a Fanfarra dos Canais, que reúne músicos da Oficina de Música de Aveiro e membros da comunidade, e o concerto "Amália na América, Além do Fado", que junta a Orquestra das Beiras às vozes de Cristina Branco, Raquel Tavares e Ricardo Ribeiro.

Na vertente musical, o cartaz inclui ainda atuações de The Gift e Carminho, além de outros artistas nacionais e locais.

Mais do que um evento de entretenimento, o Festival dos Canais continua a assumir-se como um espaço de reflexão sobre temas ambientais, sociais e humanos, recorrendo à arte como ferramenta de diálogo. Entre as propostas destacam-se "Into Thin Air", da companhia holandesa Panama Pictures, "Gaïa", da companhia francesa Bivouac, em estreia nacional, e "Veles e Vents", da Xarxa Teatre, espetáculos que exploram a relação entre a humanidade, a natureza e o território.

A programação integra ainda "Truth", da companhia britânica Hijinx Theatre, centrado nas questões da inclusão e da diversidade, bem como "Liberdade Liberdade", de Diogo Freitas, e "Eirenê", da Troupe Malabó, também em estreia nacional, que convidam o público a refletir sobre o conflito, a esperança e a reconstrução coletiva.

Um dos momentos mais aguardados desta edição será "TAWA", o grande espetáculo de rua da companhia francesa Gratte Ciel. Inspirado em rituais e tradições ancestrais, o projeto convida o público a participar numa celebração coletiva que envolverá também elementos da comunidade local.

As famílias voltam a contar com o Jardim das Brincadeiras, um espaço dedicado às crianças, com atividades criativas, experiências lúdicas e propostas de descoberta e imaginação.

À semelhança das edições anteriores, o festival recebe igualmente um pop-up do evento gastronómico Chefs On Fire. Entre 17 e 19 de julho, ao almoço e ao jantar, doze chefs convidados irão cozinhar em fogo lento numa experiência gastronómica acompanhada por concertos de músicos reconhecidos, cujos nomes serão divulgados em breve.

Com entrada gratuita na maioria das iniciativas, o Festival dos Canais volta a convidar residentes e visitantes a descobrir Aveiro através da cultura, transformando a cidade num espaço de criação, encontro e celebração.


Luís Cardoso conquista primeiro prémio

O compositor português Luís Cardoso foi distinguido com o primeiro prémio da 11.ª edição do International Composition Prize SEM 2026, em Itália, pela obra Cursus Atalantae, que terá estreia mundial no próximo mês de julho.


Luís Cardoso venceu o 11th International Composition Prize SEM 2026, promovido pelo Ensemble Serenissima APS, de Sacile (Itália), ao conquistar o Primeiro Prémio com a composição Cursus Atalantae.
De acordo com a organização, o processo de avaliação do concurso internacional já foi concluído, tendo o júri atribuído o primeiro lugar à obra do compositor português. A estreia mundial de Cursus Atalantae está marcada para o concerto sinfónico do XXX FVG International Music Meeting, que terá lugar no dia 25 de julho de 2026, no Teatro Zancanaro, em Sacile.

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Peça de Fábio Porchat "Agora é que são elas" regressa a Portugal com paragem em Águeda

Depois de uma temporada esgotada em Portugal no ano passado, a comédia "Agora É Que São Elas!", escrita e encenada pelo humorista brasileiro Fábio Porchat, está de regresso aos palcos nacionais para uma nova digressão com nove apresentações.


O espetáculo, protagonizado pelas atrizes brasileiras Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco, apresenta uma sucessão de sketches em que o trio interpreta cerca de duas dezenas de personagens, masculinas e femininas, abordando com humor temas como a sociedade, a política, os comportamentos e as questões de género.

A digressão tem início nos dias 15 e 16 de setembro, em Lisboa, passando depois por Setúbal, Porto, Braga, Águeda, Vale de Cambra e Funchal. A apresentação em Águeda está marcada para 24 de setembro, no CAA.
Conservatório de Águeda promove quatro noites de música ao luar
O Conservatório de Águeda vai promover, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, o ciclo de concertos "Verão no Adro – Música ao Luar", que terá lugar, pelas 21h30, no recinto envolvente à Casa do Adro.

Com entrada livre, a iniciativa reúne diversas formações musicais da instituição, incluindo orquestras, ensembles e coros, envolvendo alunos e professores em quatro noites dedicadas à música e à partilha cultural.

O evento, apoiado pela Câmara Municipal de Águeda e pela Junta de Freguesia de Águeda, pretende aproximar a comunidade da atividade artística do conservatório, promovendo o acesso à cultura em espaço público e valorizando o património local.

Ao longo do programa serão apresentados repertórios diversificados, da música clássica ao jazz e à música coral, evidenciando o trabalho pedagógico e artístico desenvolvido pela instituição.
Comendador António Silva homenageado nos 25 anos da Confederação Musical Portuguesa

A Confederação Musical Portuguesa celebrou no passado dia 6 de junho o 25.º aniversário da sua fundação, com a presença de três bandas filarmónicas: Orquestra Filarmónica 12 de Abril, de Travassô, Banda Musical 81 de Ferreirim, de Sernancelhe, e Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense, de Lisboa, que graciosamente se associaram ao evento.



Com uma comissão de honra presidida pelo ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e contando ainda com os nomes do capitão Amílcar Morais e do secretário de Estado da Cultura Alberto Santos, acabou por ser este último, por ausência justificada dos dois primeiros, a presidir à sessão solene.

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Arraial em Ancas promete sardinhas assadas na brasa, febras, espumante e muita animação
A União de Freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas será o palco da edição deste ano da Sardinhada de Santo António, promovida pelo Município de Anadia em parceria com a autarquia local. A iniciativa realiza-se no dia 13 de junho, a partir das 19h00, no Largo da Igreja de Ancas, com entrada livre e aberta a toda a comunidade.

À semelhança de anos anteriores, o evento conta com o apoio dos agrupamentos de escuteiros de Anadia, Avelãs de Cima, Sangalhos e São Lourenço do Bairro, bem como das delegações da FNA de Anadia e Avelãs de Cima e da APPACDM de Anadia.

A celebração de Santo António promete um ambiente festivo e tradicional, com sardinhas assadas, febras, espumante e muita animação para todos os participantes.