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OPINIÃO
A POLÍTICA DAS TRINCHEIRAS E A LIÇÃO DOS ANTIGOS
Há uma sabedoria profunda naquilo a que podemos chamar a "geração a preto e branco". Falo daqueles que se formaram num país com menos recursos, menos opções e carências hoje difíceis de imaginar, mas que, com pouco, construíram quase tudo o que estruturou o nosso presente.
Essa geração deixou-nos lições que o imediatismo dos nossos dias teima em esquecer: a de que os obstáculos se resolvem com inteligência prática, a de que a ironia elegante desarma a soberba e, acima de tudo, a de que nem todas as divergências precisam de produzir inimigos. 
No livro O Herói Esquecido, de José Marques Vidal, essa capacidade de conviver com a diferença ganha vida na amizade entre João do Préstimo, o pragmático, e o Dr. Daniel, o sonhador. Em tempos profundamente divididos, as suas diferenças políticas não destruíram o que os ligava. Sabiam distinguir a discórdia ideológica do reconhecimento mútuo do outro. Esta é, porventura, a lição mais urgente para a nossa atual conjuntura: uma amizade verdadeira, tal como uma sociedade democrática saudável, não exige que pensemos todos da mesma maneira. Exige, sim, um sentido de coletivo onde a vida de cada um depende, em alguma medida, da vida dos outros. 
No entanto, quando olhamos para o xadrez político contemporâneo — dos grandes palcos dos poderes globais às dinâmicas mais próximas dos poderes locais —, a realidade que encontramos é o oposto dessa harmonia. Assistimos à criação sistemática de trincheiras. Contar com amigos, no seu âmago mais puro, é sentir que somos escutados e que as nossas preocupações são acolhidas. Transportada para a esfera pública, esta premissa dita que governar como legítimo representante de um povo é, precisamente, escutar o povo, governar para ele e sentir as suas angústias. Mas implica também ter valores sólidos que permitam respeitar quem pensa o contrário. 
Hoje, os poderes refletem cada vez menos esta "amizade atual". A governação cedeu à ditadura dos algoritmos e do curto prazo. Urge lembrar que fazer opções de governação não se mede pelo número de votos que elas rendem no imediato, mas por aquilo que deixam para o futuro. Para governar com os olhos no amanhã, são necessários valores assentes na integridade; é preciso ter a coragem de separar o trigo do joio. 
Onde esta ausência de valores se torna mais perigosa é nas alianças de circunstância. A expressão popular "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" aplica-se com precisão cirúrgica àqueles que, para se enganarem momentaneamente no desejo narcísico de parecerem maiores do que são, aceitam apoiar o degredo moral. Ao fazê-lo, alinham com o populismo e a degradação do debate público, demitindo-se da justiça e do respeito pelas funções que competem aos vários setores da sociedade. Esquecem-se de que a sobrevivência da democracia depende do equilíbrio e da separação de poderes: entre política e justiça, como entre propaganda e informação. 
A cor da liberdade e da democracia, que chegou para colorir o mundo a preto e branco, corre o risco de desbotar se a transformarmos num direito natural e sem deveres. Se o conformismo for mais confortável do que o pensamento crítico, deixaremos de questionar. Uma sociedade que deixa de pensar fica inteiramente disponível para seguir qualquer caminho. Precisamos de resgatar essa capacidade antiga de discordar sem levantar a voz, de governar com o ouvido no povo e de entender que as maiorias numéricas não se sobrepõem à ética do bem comum. 
Olhar para trás não é um exercício de nostalgia melancólica, mas sim um ato de sobrevivência democrática. Se a geração que enfrentou o mundo a preto e branco nos provou que a integridade e o sentido de comunidade constroem o futuro, a nossa responsabilidade atual é não deixar que a abundância de cores nos cegue. O verdadeiro poder — seja ele global ou local — mede-se pela capacidade de escutar sem silenciar, de divergir sem destruir e de governar sem vender a alma ao imediatismo dos votos. Salvar a democracia exige, afinal, a coragem de regressar aos valores fundamentais da amizade e do respeito cívico, garantindo que o amanhã não seja herdado por heróis esquecidos, mas por uma sociedade que nunca deixou de saber pensar.
PORQUE NÃO HÁ DEBATE POLÍTICO EM ÁGUEDA?
O debate público, nas suas vertentes informativa e formativa, está crispado como nunca e, as pessoas, aparentando felicidade, estão verdadeiramente zangadas, revelando níveis altos de intolerância aos governos e aos políticos, em muitos casos reagindo com indiferença ou desprezo, mas na maior parte dos casos com a ignorância arrogante do populismo, da demagogia e da raiva que faz as manchetes nas redes sociais.
A polícia do pensamento que tudo cancela e tudo critica, funciona como se não houvesse amanhã e a catástrofe estivesse sempre iminente.
Ao nível local é confrangedor constatar a crescente perda de influência e de prestígio da Assembleia Municipal, fórum por excelência da democracia local, que nos últimos anos tem vindo a diminuir a qualidade e experiência dos seus protagonistas, e dos seus debates, que não representam condignamente a sociedade local e os seus anseios.
Há quanto tempo a Assembleia Municipal de Águeda não organiza debates públicos sobre temas locais, regionais ou nacionais, convidando personalidades de relevo nacional ou local, realizando eventos de participação pública, exposições de arte, apresentação de livros ou ações de formação dos autarcas?
Não sabemos se a Assembleia Municipal de Águeda integra a Associação Nacional de Assembleias Municipais, ou se está sequer a par do que esta Associação vai fazendo para acelerar a alteração da legislação autárquica, para tornar as Assembleias Municipais em verdadeiros parlamentos locais suscetíveis de poderem apresentar moções de censura ou de confiança aos executivos municipais, permitindo dessa forma o escrutínio democrático?
Por outro lado, é sintomática a diminuição do espaço informativo, mesmo na Soberania do Povo, sobre as sessões da assembleia municipal e o seu impacto sobre a política local em geral, com a redução da participação dos partidos locais na vida pública, e em geral com a diminuição acentuada da intervenção cívica no debate e na definição das políticas públicas.
Na última edição da Soberania foi com agrado que li um artigo de Mariana Ferreira dos Santos, nova colunista que aproveito para saudar, sobre o debate necessário acerca do “vazio urbano”, do “legado industrial e a alma urbana de Águeda”, chamando a atenção para a necessidade do Município definir, orientar, e “criar os instrumentos adequados” para mobilizar e incentivar a participação nesse debate público.
A colunista refere, e eu concordo, que é necessária a “ambição de ir mais longe”, para além das festividades (Agitágueda e Pai Natal) e, acrescento eu, para além do efémero, da imagem e dos pedidos de relatórios financeiros (necessários) sobre os custos das obras e dos eventos.
A nova colunista centra o seu artigo na cidade, sem falar das freguesias que também precisam de preencher alguns “vazios”, mas lança um debate positivo, sugerindo o que todos concordam - como a criação de “espaços verdes e zonas de fruição comum, habitação municipal a custos controlados, recuperação do edifício devoluto e dinamização do comércio tradicional” – mas que poucos ousam dizer como fazer!
E ninguém questiona porque não há uma primeira página com a pergunta: o que é feito do projetado e tão badalado “Museu da Industria de Águeda”?
Infelizmente, a notícia não é a inauguração prevista do novo Mercado Municipal, mas o estudo que “aponta para mais de 281 mil euros em custos anuais”!
Também foi assim com o Centro de Artes de Águeda, que hoje é uma referência no país.
Vivemos numa sociedade do imediato, do escandaloso, do acessório, do ruído surdo, da gritaria insuportável, da falta de memória, da falta de projetos de futuro ou de futuros alternativos, da falta de respeito pelo outro e pela diferença, da ausência de debate sério sobre as questões da “cidade” (polis).
FISCALIDADE E ARRENDAMENTOS: AS NOVAS REGRAS PARA A HABITAÇÃO
A fiscalidade dos rendimentos prediais atravessa uma importante transformação, na sequência das alterações legislativas destinadas a promover o arrendamento habitacional e a aumentar a oferta de habitação. O Decreto-Lei n.º 97/2026 criou um novo enquadramento fiscal, procurando conciliar o interesse dos proprietários com a necessidade de disponibilizar habitação a preços mais acessíveis. Entre as principais novidades encontram-se a aplicação de uma taxa autónoma de IRS de 10% a determinados rendimentos prediais e a criação do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA).
A aplicação da taxa de 10% constitui uma das alterações mais relevantes. O regime aplica-se aos rendimentos prediais decorrentes de contratos de arrendamento destinados exclusivamente à habitação, desde que cumpridas as condições previstas na lei, nomeadamente quanto ao valor da renda. Para 2026, considera-se moderada a renda mensal que não exceda 2,5 vezes a retribuição mínima mensal, correspondente a 2.300 euros. Para os contratos abrangidos, a tributação do rendimento predial é efetuada à taxa autónoma de 10%, salvo se for aplicável uma taxa mais favorável. O regime produz efeitos relativamente aos rendimentos auferidos até 31 de dezembro de 2029.
Mas a nova arquitetura fiscal não se limita à redução da tributação. O legislador criou também o RSAA, em vigor desde 1 de setembro de 2026, procurando associar um benefício fiscal mais expressivo à prática de rendas acessíveis. Cumpridas as condições previstas no regime, os rendimentos prediais dos contratos abrangidos ficam isentos de IRS ou IRC. Em contrapartida, a renda fica sujeita aos limites definidos pelo RSAA, tendo por referência 80% da mediana dos valores de renda por metro quadrado apurada para o respetivo concelho.
Surge, naturalmente, uma questão prática para o pequeno senhorio: será mais vantajoso optar pelo RSAA ou pela taxa de 10%? Não existe uma resposta única. Se a renda que o mercado permite obter estiver próxima do limite definido pelo RSAA, a isenção total de imposto poderá compensar a redução da renda. Se, pelo contrário, o imóvel permitir uma renda significativamente superior, dentro do limite de 2.300 euros em 2026, a tributação a 10% poderá revelar-se mais atrativa. A decisão dependerá, entre outros fatores, do valor da renda, dos custos associados ao imóvel e do horizonte temporal do investimento.
Esta comparação evidencia uma diferença importante entre os dois regimes. A taxa de 10% permite ao senhorio manter uma maior liberdade na definição da renda, desde que respeitado o limite legal, mas implica tributação sobre o rendimento. O RSAA exige o cumprimento de condições específicas e a prática de uma renda enquadrada nos seus limites, mas, em contrapartida, proporciona uma isenção integral de IRS ou IRC. O proprietário passa, assim, a ter de ponderar não apenas a taxa de imposto, mas o equilíbrio entre o valor da renda e o benefício fiscal obtido.
As alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 97/2026 representam, deste modo, uma mudança significativa no enquadramento fiscal do arrendamento habitacional. A fiscalidade assume uma função que ultrapassa a mera arrecadação de receita, procurando também incentivar determinadas decisões dos proprietários e aumentar a oferta de habitação.
A questão será agora avaliar a eficácia destas medidas: se os benefícios fiscais conseguem traduzir-se em mais oferta de habitação e em rendas mais acessíveis, conciliando o interesse do senhorio com o objetivo da política habitacional.
UNIVERSIDADE OU POLITÉCNICO? O EMPREGO NÃO QUER SABER
Agora que os estudantes do ensino superior já voltaram às universidades, que a polémica dos exames nacionais e a guerra dos rankings dos cursos baseados nas médias de acesso já acalmaram, é altura de voltar ao tema do acesso ao ensino superior e das escolhas que, todos os anos, estudantes e famílias fazem sobre que caminho seguir quando decidem frequentar um curso superior.
Muitos dirão que agora não é altura para isso, só lá mais para o final do ano lectivo. Pois, por experiência, permitam-me discordar. Agora é que é o momento, quando se inicia um novo ciclo, e não quando o ciclo está a terminar. Agora é que é o momento para reflectir calmamente, e não quando o ruído é tanto que nem nos ouvimos pensar.
É incontornável, e legítimo diga-se, pensar no curso a seguir na óptica do retorno que se poderá ter no final do percurso; pensar a escolha do curso como um recurso que nos poderá dar mais e melhores oportunidades no mercado de trabalho. Mas a questão “que curso escolher” vem quase sempre acompanhada por outras como “que universidade?”, “universidade ou politécnico?”, “público ou privado?”.
Para ajudar nesta tarefa difícil, um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo sobre os diplomados e o mercado de trabalho dá-nos dados esclarecedores, baseados na realidade, e sem o viés dos nossos pré-conceitos. E alguns deles serão até surpreendentes.
Em primeiro lugar, a área de estudo é o que mais influencia o sucesso no mercado de trabalho. Cursos relacionados com Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção têm mais probabilidade de emprego (10% mais) que outras áreas. Outro factor que influencia aquele sucesso (embora este deva ser trabalhado depois de ingressar) é a média de conclusão, com estudantes com melhores médias a terem mais probabilidade de emprego.
Curiosamente, o ter ou não mestrado é um factor relevante, sobretudo durante o primeiro ano após o fim da formação, mas ao fim de 5 anos essa relevância desaparece. Ou seja, o mestrado é um trunfo na entrada no mercado de trabalho, mas depois disso, haverá outros factores que contam mais.
Curiosamente, factores sempre tão calorosamente discutidos, como se a instituição é universidade ou politécnico, ou se é pública ou privada, não tem relevo para a probabilidade de emprego, a 1 ou a 5 anos após o fim da formação. O preconceito tantas vezes presente de que estudar numa universidade pública é melhor que estudar num politécnico ou numa universidade privada não tem qualquer suporte na realidade, pelo menos no que diz respeito ao sucesso na entrada no mercado de trabalho.
Por isso, o conselho é simples: se está envolvido (ou vai estar) nesta escolha, para além das questões financeiras, pondere sobretudo a área do curso em que vai apostar. Se é universitário ou politécnico, público ou privado, é pouco relevante. A pressão social pode ser difícil de gerir (afinal de contas, estudar numa universidade é mais bem visto numa conversa de amigos), mas lembre-se: não é a pressão social que lhe vai arranjar emprego.
O LEGADO INDUSTRIAL E A ALMA URBANA DE ÁGUEDA
A história de Águeda é uma história de trabalho, de audácia e de superação. Aqui construiu-se uma tradição industrial exemplar, um motor económico que há muito nos afirma como um símbolo de inovação, determinação e produtividade. Em simultâneo, demonstrámos uma capacidade ímpar de celebrar: no Agitágueda e no Natal enchemos as nossas ruas de cor, atraímos milhares de visitantes e afirmamos uma cidade viva, criativa e cosmopolita. Um percurso de êxito que demonstra a coragem de quem soube arriscar.
A pergunta que o presente nos impõe é: o que resta no nosso tecido urbano quando os guarda-chuvas se recolhem e as luzes se apagam? Permanece uma outra realidade. Lado a lado com a força industrial e a vitalidade dos eventos, encontramos fachadas marcadas pelo tempo e vazios urbanos degradados no centro da cidade.
É neste ponto que precisamos de aplicar a mesma ambição que nos tornou reconhecidos. Regenerar o centro urbano não é uma questão meramente estética: é uma questão de coesão social, de valorização do património, de habitação e de qualidade de vida. É criar uma cidade que não seja um cenário temporário, mas um lugar onde as pessoas queiram viver e permanecer.
A esfera pública deve assumir a liderança deste processo, criando as condições para que o setor privado possa também participar e investir. Cabe ao município definir linhas de orientação claras, criar os instrumentos adequados e estabelecer um quadro de incentivos e regras que mobilize a iniciativa privada. Isso passa por dar uma nova função aos vazios urbanos, criando parques verdes e zonas comuns de fruição, promover habitação municipal a custo controlado, estimular a recuperação do edificado devoluto e devolver dinâmica ao comércio tradicional.
Não se trata de negar ou criticar o caminho percorrido, mas de ter a ambição de ir mais longe - e o desafio que temos pela frente exige coragem e uma visão integrada de futuro.
Uma cidade que soube liderar e surpreender em diversos sectores tem a obrigação de ter a mesma audácia na regeneração do seu espaço urbano. Águeda tem a história, tem a capacidade técnica e tem a força de trabalho. O futuro do nosso centro urbano não pode ser apenas uma expectativa para o amanhã — é uma exigência que se constrói no presente.

Nota: A Aguedense Mariana Ferreira dos Santos inicia com este texto a colaboração com Soberania do Povo. Locus remete para o lugar e para a identidade, e o sentido da cidade traduz o propósito, memória e bem-estar humano no espaço urbano da nossa cidade. Será uma reflexão mensal, técnica e humanista que cruza o urbanismo e o património com a coesão social, tendo Águeda como um modelo de desenvolvimento e debate cívico.
NÃO PERCA O RITMO - DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO
No dia 29 de setembro assinala-se o Dia Mundial do Coração, uma data que nos lembra a importância de cuidar deste órgão essencial e de adotar hábitos que contribuam para uma vida mais saudável. As doenças cardiovasculares continuam a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo. A boa notícia é que muitos destes problemas podem ser prevenidos.
O tema deste ano, «Não perca o ritmo», é um convite à ação e lembra-nos que cuidar do coração é uma tarefa de todos. Não depende apenas dos profissionais de saúde, mas também das escolhas que fazemos todos os dias e das condições que temos à nossa volta para viver de forma mais saudável.
Uma alimentação variada e equilibrada, a prática frequente de atividade física, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter um peso adequado são alguns dos cuidados que podem ajudar a reduzir o risco de doença cardiovascular. É igualmente importante controlar a tensão arterial, o colesterol e a diabetes, fazer os exames recomendados e seguir as orientações dos profissionais de saúde.
Cerca de 80% dos casos de doença cardíaca e de acidente vascular cerebral (AVC) podem ser prevenidos. Por isso, não devemos esperar pelo aparecimento de problemas para começar a cuidar do coração. Conhecer os nossos fatores de risco, manter hábitos saudáveis e procurar ajuda quando algo não está bem pode evitar complicações e, em alguns casos, salvar vidas.
Cuidar do coração é também uma responsabilidade de toda a comunidade. Famílias, escolas, empresas e autoridades podem contribuir para criar ambientes onde seja mais fácil fazer escolhas saudáveis, praticar atividade física, não fumar e ter acesso aos cuidados de saúde.
Neste Dia Mundial do Coração, fica o desafio: não perca o ritmo. Pequenas mudanças, feitas todos os dias e mantidas ao longo do tempo, podem fazer uma grande diferença na saúde do coração e ajudar-nos a viver mais e melhor, com mais saúde, autonomia e qualidade de vida. Afinal, mais vale prevenir do que remediar.

(*) Unidade de Cuidados na Comunidade Grei de Águeda
UM LUSO DESCENDENTE RESPONSÁVEL?
Sábado, dia 5 de setembro, a Torre Eiffel, monumento emblemático da França, foi palco de um episódio de sexismo. Uma delegação do movimento hindu BAPS — um movimento apoiado pelo primeiro-ministro da Índia e extremamente rico — encontrava-se em Paris para a inauguração do maior templo hinduísta da Europa, construído em Bussy-Saint-Georges, não muito longe do parque Disneylândia, e visitava a Torre Eiffel.
O pedido da delegação para que não houvesse mulheres presentes foi atendido, e cerca de vinte funcionárias da Torre Eiffel foram obrigadas a deixar o seu lugar a colegas homens. Humilhadas, decidiram entrar em greve e, na segunda-feira, a Torre Eiffel ficou fechada.
Na pátria da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que, como é evidente, inclui os direitos das mulheres, o incidente causou grande comoção. A SETE (Sociedade de Exploração da Torre Eiffel) pediu desculpas e assegurou que iria investigar o caso.
Entretanto, a mídia deu a entender que teria sido o próprio Executivo, que vende aviões de guerra à Índia, a dar a ordem para que o pedido da delegação fosse atendido. O diretor-geral da SETE, Patrick Branco Ruivo, alto funcionário e lusodescendente, declarou que a direção nunca tinha pedido, nem sequer pensado em pedir, às funcionárias que se escondessem. Reconheceu, no entanto, a adaptação do dispositivo ao pedido da delegação hindu.
Com um pouco mais de honestidade e sem aquilo a que os franceses chamam «langue de bois» (um discurso político hipócrita e vazio), teria reconhecido que, sim, as mulheres tinham sido afastadas a pedido da delegação hinduísta — o que é perfeitamente intolerável, tendo em conta que, para além dos direitos do homem e do cidadão, o primeiro artigo da Constituição francesa estabelece que a França é uma República indivisível, laica, democrática e social. A laicidade implicava, portanto, que não se desse seguimento ao pedido de afastamento das mulheres por motivos religiosos.
Mais uma vez se vê que a sociedade francesa está a conhecer uma evolução perigosa no que diz respeito aos direitos das mulheres. Mais uma vez se vê que os princípios são muito frágeis perante o poder do dinheiro.
É pena que o responsável tenha ligações a Portugal. Talvez esteja, todavia, a servir de bode expiatório para proteger outros colocados mais acima na pirâmide do poder.
O SILÊNCIO TAMBÉM EDUCA
Como profissional e como mãe, dou por mim muitas vezes a pensar na quantidade de coisas que fazemos pelos nossos filhos, quase sem pensar. Queremos facilitar-lhes a vida, evitar-lhes dificuldades e, acima de tudo, vê-los bem. É natural. Faz parte de ser pai e mãe.
Mas os nossos dias também não ajudam. Começam com pressa para chegar à escola, seguem com trabalho, actividades, trabalhos de casa, jantar, banhos e tantas outras tarefas. Quando finalmente chega o fim do dia, estamos cansados e queremos que tudo corra sem complicações.
É fácil, nesse ritmo, responder por eles, ajudá-los antes de pedirem ou resolver rapidamente aquilo que os está a deixar frustrados. Fazemos isso muitas vezes por amor e outras simplesmente porque não temos tempo para esperar.
No meu trabalho diário com crianças, e também em casa, tenho percebido que há aprendizagens que não podem ser apressadas. Uma criança precisa de tempo para experimentar, para se enganar, para pensar numa solução e para perceber que consegue fazer algo que, à partida, parecia difícil. Precisa também de momentos em que não lhe é dito o que fazer, em que pode brincar, imaginar, observar e descobrir os seus próprios interesses.
E talvez seja aqui que o silêncio tenha o seu lugar. Não como uma regra, nem como mais uma coisa que os pais tenham de fazer correctamente, mas como aquele momento em que paramos de dar respostas e deixamos espaço para que a criança encontre a sua.
Como mãe, também estou a aprender. Nem sempre tenho paciência, nem sempre espero o tempo suficiente e nem sempre faço a escolha certa. Mas talvez educar seja também isto: perceber que não precisamos de resolver tudo pelos nossos filhos para estarmos a cuidar deles.
Às vezes, basta ficar por perto, dar-lhes tempo e confiar. Confiar que, mesmo quando não intervimos, alguma coisa está a acontecer. Uma tentativa, uma descoberta, uma pequena conquista que talvez nem tivéssemos previsto.
Talvez seja nesse espaço, tão simples e tão difícil de oferecer, que eles começam a descobrir aquilo de que são capazes.
VOUGA: UM TERRITÓRIO FEITO DE CAMINHOS
O abandono a que continua votado o Cabeço do Vouga é difícil de compreender, sobretudo quando se conhece a importância histórica daquele lugar e o extraordinário potencial patrimonial de todo o território envolvente.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1947, o Cabeço do Vouga permanece longe do aproveitamento que a sua importância justificaria. Houve, ao longo dos anos, algum investimento e avanços na investigação arqueológica, mas sempre de forma tímida e descontínua. Hoje, parece faltar até essa continuidade. Ademais, continua por estudar e revelar muito do que aquele sítio encerra.
O problema é que o Cabeço do Vouga tem sido demasiado vezes encarado como um sítio arqueológico isolado. Não é. A sua importância está também na relação com o território e com as sucessivas rotas que, durante séculos, atravessaram esta região.
Por aqui passou uma importante via romana, ligando grandes centros do território, entre eles Bracara Augusta e Olisipo.
Mais tarde, os caminhos medievais deram continuidade a esses percursos e a região integrou rotas de peregrinação para Santiago de Compostela. A Ponte Medieval do Marnel e a Ponte de Vouga (várias vezes transformada) são testemunhos dessa longa história de circulação - como, de resto, o Prof. Luis Seabra Lopes, ressalva frequentemente. Depois vieram as estradas que fizeram deste corredor uma ligação fundamental entre Porto, Coimbra, Lisboa e outras cidades portuguesas.
No início do século XX, a ferrovia acrescentou uma nova dimensão a essa história. A Linha do Vouga e o Ramal de Aveiro, cuja concretização vinha sendo preparada desde finais do século XIX, colocaram Sernada do Vouga num ponto relevante da rede ferroviária nacional. Hoje, felizmente, a museologia ferroviária tem recebido uma atenção muito maior e existe na freguesia de Macinhata do Vouga um património que pode e deve ser valorizado.
É precisamente nesta articulação que está uma oportunidade extraordinária. Cabeço do Vouga, Marnel, pontes históricas, antigos caminhos, Caminhos Jacobeus e património ferroviário poderiam constituir uma única rota histórica e cultural. Não seria necessário inventar uma narrativa: ela está escrita no próprio território.
Outros países perceberam há muito o potencial de transformar antigas vias, caminhos de peregrinação, linhas ferroviárias e sítios arqueológicos em percursos culturais integrados - sobretudo Caminho de Santiago (a peregrinação articula património religioso, arqueológico, paisagístico, povoações e antigas vias de circulação numa grande experiência territorial), Via Verde de la Sierra (Andaluzia) e Ferrovia Rética (Suiça). Em linha com a UNESCO, que tem defendido precisamente o conceito de “heritage journeys”: uma abordagem à valorização do património através de percursos e experiências que ligam diferentes lugares e elementos patrimoniais, em vez de apresentar cada monumento isoladamente.
O visitante não vai unicamente ver uma ruína ou uma estação; percorre uma história, compreende a transformação da paisagem e percebe como as comunidades foram construindo o território.
É essa visão que parece faltar ao Vouga. Não basta conservar (ou não) algum do património: é preciso relacioná-lo, interpretá-lo e torná-lo acessível. Uma rota que ligasse o Cabeço do Vouga ao Marnel, às pontes históricas e a Sernada/Macinhata poderia ter enorme valor cultural, educativo e turístico.
A insistência e o investimento feitos acertadamente na vertente histórica da ferrovia mostra que, quando existe vontade política, é possível recuperar e dar sentido ao património. Falta olhar para as "pedras" do Vouga, mesmo havendo aparentemente menos retorno popular imediato e alguma insensibilidade à História e ao que ela representa para compreendermos o que nos trouxe até aqui e fez o que hoje somos (ou não fomos capazes de ser).
Falta olhar também para o potencial desse conjunto. Cabeço do Vouga tem uma história, incomparável nesta região lagunar, de milhares de anos. É um território com condições para a contar. O que falta não é património. Falta visão, ou vontade política, para o transformar num projeto à altura da sua importância.
QUANDO EDUCAR COMEÇA PELO CORAÇÃO
Durante os dias 9 e 10 de setembro, Águeda recebeu o Encontro Municipal de Educação, subordinado ao tema “Do conhecimento à inovação, do cuidado ao bem-estar”, reunindo professores e profissionais ligados à educação para refletir sobre os desafios da escola.
Entre os vários temas abordados — do neurodesenvolvimento à inteligência artificial, da dislexia à aprendizagem ativa — ficou uma questão essencial: que lugar ocupa o coração na educação? “Só se vê bem com o coração.” A frase de O Principezinho traduz uma verdade que não podemos esquecer. Não é possível conduzir uma sociedade para a felicidade sem colocar no centro o cuidado, as relações humanas e o bem-estar.
A escola deve ser um lugar seguro, onde cada criança possa aprender e brincar, despertar interesses, descobrir o seu poder pessoal e desenvolver a melhor versão de si própria. Para isso, é necessário conhecer e respeitar as necessidades e características de cada indivíduo, criando relações de proximidade, confiança e amor.
Neste encontro ouvimos professores e profissionais que são também pais e que vivem diariamente a realidade educativa. Talvez quem define a arquitetura da educação em Portugal devesse estar mais vezes no terreno, sentir essa realidade e ouvir os professores.
Eduardo Sá defendeu que o Ministério da Educação deveria “fechar para balanço”. Eu digo que talvez seja mesmo necessário um “reset” para voltar ao essencial na construção do conhecimento e perguntar aos professores o que está, de facto, a acontecer nas salas de aula.
Depois de décadas de reformas sucessivas, de mudanças curriculares, de novos modelos e de um enfoque crescente na avaliação e nos resultados, talvez seja tempo de perceber se temos confundido mudança com melhoria. Porque os resultados não se melhoram com malabarismos para os produzir: melhoram-se quando se criam as condições para que os alunos aprendam. Não precisamos de fazer mais do mesmo. Precisamos de repensar a educação.
A inteligência artificial poderá apoiar o professor, mas nunca substituirá o olhar humano, a relação, a presença e a capacidade de cuidar. Porque só com pessoas que sabem ver com o coração poderemos construir uma geração com respeito pela diferença e verdadeiro sentido de comunidade.
SANTA ENGRÁCIA @ÁGUEDA.PT
Em 1682, no reinado de D. Pedro II, iniciava-se em Lisboa a construção da Igreja de Santa Engrácia, actual Panteão Nacional. A obra sofreu sucessivos atrasos, interrupções e alterações ao longo dos séculos, arrastando-se de tal maneira que se tornou famosa pela sua duração. A original “obra de Santa Engrácia” só foi concluída em 1966, quase 284 anos depois do início da construção.
Serve este introito histórico para contextualizar a insólita demora na construção não só do novo Mercado Municipal de Águeda, mas também da regeneração da Avenida 25 de Abril, mesmo ali ao lado. Uma, arrasta-se há anos; a outra, há meses. O mais estranho nem é o tempo decorrido, até porque não sou especialista em técnicas de construção, mas o óbvio marasmo de não se verem progressos durante dias ou semanas sucessivos, que causa inevitável estupefação.
Não sou conhecedor profundo da legislação da contratação pública que, segundo alguns autarcas, os obriga a contratar (quase) sempre a proposta mais barata, mesmo que tenham a percepção de que aquela empesa não terá condições para cumprir os prazos acordados. Também não sei como funciona a Lei que permite às autarquias pressionar os construtores e multá-los por cada dia de atraso, mas a sensação que fica é que os autarcas acabam por “ter medo” de castigar os incumpridores, sob pena de as obras ainda demorarem mais. Isto é um círculo vicioso que parece não ter fim… Ainda por cima, temos mesmo ao lado exemplos de extrema eficiência, rapidez e cumprimento de prazos em obras privadas, principalmente nas (muitas) cadeias de supermercados que vão nascendo na cidade. Se estes conseguem, porque é que o Estado não consegue?!
Por cá, após cada novo ponto de situação e mais um “está quase”, os trabalhos de ambas as obras lá vão continuando a conta-gotas, com meia dúzia de trabalhadores (muitas vezes, literalmente menos de meia dúzia), sem progressos visíveis semana após semana, mês após mês. Até quando? Sinceramente, duvido que alguém saiba…
Voltando à mítica Igreja de Santa Engrácia, falta referir a lenda de Simão Pires de Solis, ligada a um episódio real ocorrido em 1630, conhecido como o “Desacato de Santa Engrácia”. O próprio Panteão Nacional confirma que Simão, um cristão-novo, foi acusado depois de terem sido roubadas hóstias consagradas do sacrário da igreja. Foi condenado à morte e executado, mantendo até ao fim a sua inocência. No momento da execução, Simão teria proclamado algo equivalente a “É tão certo eu estar inocente como é certo que as obras de Santa Engrácia nunca mais acabarão”. O Panteão Nacional confirma a existência desta lenda, corroborando a extraordinária coincidência de a obra demorar quase três séculos…
Quanto às obras na baixa de Águeda, é caso para dizer, como os nossos vizinhos espanhóis, “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Será que Simão de Solis veio visitar a festa do regime e, encantado com os “sombreros coloridos”, resolveu ficar por cá e andar por aí?...
Nota: O autor escreve de acordo com a antiga grafia, que é como quem diz, em português.
NOVOS INCENTIVOS FISCAIS AO ARRENDAMENTO EM VIGOR DESDE 1 DE SETEMBRO
O enquadramento fiscal do arrendamento habitacional sofreu alterações com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 97/2026 de 20 de maio. O planeamento fiscal destes rendimentos exige uma análise rigorosa e comparativa entre a retenção liberatória tradicional e o novo Regime Simplificado do Arrendamento Acessível – RSAA, em que resumidamente temos 2 métodos de tributação em IRS:

1. Taxa Reduzida de IRS a 10%, para rendas moderadas
Os contratos de arrendamento habitacional, novos ou já existentes que não se enquadrem nos programas de arrendamento acessível, mas cumpram os critérios de renda moderada, sofreram um acentuado alívio da carga fiscal;
•Âmbito de Aplicação: Rendimentos prediais enquadrados na Categoria F (IRS).
•O Benefício: Aplicação de uma taxa autónoma especial de 10%.
•Limitações: Aplicável a rendas mensais até ao limite máximo de 2.300 euros.
•Duração mínima do contrato: 3 anos, para arrendamento permanente e 3 meses para arrendamento temporário (estudantes).
•Medida transitória, com vigência estipulada até 31 de dezembro de 2029.

2. Isenção Total no Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA)
Em vigor desde 1 de setembro de 2026, o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível surge como o mecanismo mais agressivo de isenção fiscal, eliminando por completo a tributação sobre a renda.
•O Benefício: Isenção total de IRS (para pessoas singulares) ou de IRC (para pessoas coletivas) sobre os rendimentos prediais gerados no âmbito deste programa.
•Critério de Elegibilidade: A renda máxima praticada tem por base 80% da mediana das rendas por metro quadrado divulgadas pelo INE em cada concelho.
•Duração mínima do contrato: 3 anos para habitação permanente e 3 meses para habitação temporária.
•Período de Vigência: Ao contrário da taxa de 10%, este regime não tem data de caducidade prevista, oferecendo estabilidade ao planeamento fiscal.

Como aderir ao Regime Simplificado de Arrendamento Acessível?

Com a celebração do contrato de arrendamento e, garantindo que cumpre os requisitos do RSAA – nomeadamente quanto à renda e à duração – deve o senhorio providenciar os seguintes passos:
1.Comunicar o contrato à Autoridade Tributária, através do portal das Finanças até ao fim do 2ª mês da data de início do contrato;
2.Submeter na plataforma do IHRU a cópia do contrato e o comprovativo da comunicação do contrato às Finanças, até 15 de janeiro do ano seguinte à celebração do contrato.

Após este processo e respetiva validação o IHRU comunica à Autoridade Tributária, até ao final de fevereiro, a adesão do contribuinte a este regime. Cumprido este procedimento, o contrato fica abrangido pelo regime fiscal desde a data em que foi celebrado.
FRAGATAS... E O RESTO
Cada vez mais a Defesa Nacional é colaborativa entre estados e organizações.
Debaixo de um chapéu protector que é a NATO/OTAN, Portugal tem desenvolvido o seu conceito de defesa baseado no artigo 5º da Aliança, que refere que um ataque a um estado-membro é um ataque a toda a Aliança.
Foi tanta a dependência, sobretudo nos estados europeus, desta protecção que, durante décadas, se negligenciou o investimento em sistemas de armas, equipamentos e em todo o tipo de recursos.
Numa mudança de direcção estratégica dos EUA para o Indo-Pacífico, esse verdadeiro garante da capacidade bélica da Aliança Atlântica começou a exigir que o fardo fosse dividido entre todos, daí o compromisso para o investimento na Defesa de 2% do PIB, 3,5% a breve prazo e 5% seguidamente, incluindo investimentos que, de alguma forma tenham que ver com a capacidade defensiva do país. A Europa teve “de se chegar à frente” … Criou alguns programas e ferramentas financeiras. De entre as ferramentas financeiras destaca-se o Instrumento de Acção para a Segurança da Europa (SAFE), ao qual Portugal se candidatou, indo receber, a título de empréstimo, para reequipamento das Forças Armadas (e potencial desenvolvimento da Base Industrial de Defesa), cerca de 5,8 mil milhões de Euros. É aqui que surge o programa de substituição das fragatas, pois as actuais têm cerca de 30 anos, com uma verba alocada de 3,8 mil milhões de euros (cerca de 65% do montante total disponibilizado).
Reitero que se está a falar de um empréstimo. Ainda que com um período de carência de 10 anos e, ao que é referido, com juros baixos, iremos sempre pagá-lo.
O actual governo gasta o dinheiro, compra o que acha que tem de comprar, que lá estarão os portugueses, daqui a 10 anos, com outro governo e, muito provavelmente com outros responsáveis políticos, a assumir o ónus dessas decisões.
Daqui a 10 anos, serão os contribuintes portugueses a assumir o custo e o governo de então a redefinir prioridades para poder acomodar essa despesa.
Agora, deixo a questão, sabendo tudo isto, não tem o direito o povo português de saber todos, todos, os contornos do negócio das fragatas, e dos outros?
Não é a transparência fundamental para que não nos sintamos enganados, ou, no mínimo, desconfiados?
Se cabe ao governo decidir, não deixa de caber ao Parlamento escrutinar essa decisão.
Não é com ameaças de processos cíveis que não deixaremos, aqui na Assembleia da República, de cumprir a nossa missão.
Os Portugueses exigem-nos.
Os Portugueses exigem-no!!!

O autor escreve de acordo com a antiga ortografia
AGITÁGUEDA: PARAR, REFLETIR, REINVENTAR, AGIR
Em 2001, o Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro entregou ao município o Plano Estratégico do Concelho de Águeda, elaborado pela equipa académica liderada pelo Prof. Artur Rosa Pires. Passaram cerca de 4 anos, até que Gil Nadais soprou a poeira que cobria este Plano Estratégico e iniciou a sua concretização em obra.
Um dos programas de intervenção estratégica ali definidos, tinha como propósito criar “uma cidade atractiva como factor de dinamização do concelho”. Em 2007, foi lançada a primeira edição do AGITÁGUEDA, para ir ao encontro deste objectivo estratégico.
A designação deste plano: “ÁGUEDA 2020” é elucidativa. No seu lançamento, previa-se que ficasse esgotado e a necessitar de reforma até 2020; agora, em 2026, olhamos para trás e para o presente e temos a convicção certa de que este Plano deixou de ser instrumento para projectar o município para o futuro dos nossos anseios e para o presente das nossas necessidades.
A natureza do planeamento estratégico é assim: progride em espiral e com renovação. As suas articulações e circunstâncias mudam, por vezes radicalmente; embora os propósitos permaneçam válidos, a definição dos instrumentos para os atingir precisa de reflexão e de serem reinventados face a novas realidades.
Um dos eixos do Plano era a atratividade da cidade como alavanca para a notoriedade do concelho e para a melhoria da coesão municipal. Decorridas dezanove edições de AGITÁGUEDA, podemos dizer que a notoriedade do concelho foi conseguida, mas temos dúvidas sobre a melhoria da coesão municipal. Acresce a percepção de que o modelo do evento entrou na fase de declínio do seu ciclo de vida, por mais centenas de milhares de euros que os contribuintes nele despejem.
Ao entrar de novo em contacto com o plano ÁGUEDA 2020, é notável concluir que as medidas e programas nele contidas, não são avulsas nem se encontram dispostas em rol de acções a concretizar. Interligam-se, como se fossem peças de um puzzle e só no seu conjunto desenhavam a orientação da política municipal para as duas décadas seguintes. Por exemplo, a melhoria da atratividade da cidade está ligada com a consolidação do capital relacional, a qualificação das freguesias, a rede para a valorização da identidade do concelho e a evolução do parque habitacional, entre outras.
Há grandes méritos no modelo organizativo adotado para este evento, mas também existem alguns propósitos não atingidos. Águeda tem a notoriedade de ter influenciado Portugal e o mundo com a cobertura de ruas, peonizadas ou não, com guarda-sóis, balões, flores ou fitas. Agora que isso se tornou vulgar e comum, perdeu o estatuto de ícone. Afinal, porque se perdeu este privilégio e tão rápido?... porque não era identitário; não se apoiava em tradição local, nem corresponde a qualquer cluster da economia do nosso município.
O pior que se pode fazer ao trajecto meritório do AGITÁGUEDA é impulsionar a sua promoção e impacto com mais e mais despesa do orçamento municipal, ou seja: insistir em crescimento avulso e desligado da planificação estratégica do concelho. Considerando que esta planificação não existe ou está desfasada das circunstâncias actuais, os aguedenses bem podem começar a ficar preocupados. Alguns de nós estamos muito preocupados; afinal, com uma parte (pequena) do custo anual do evento, Águeda poderia dispor de um Fundo Municipal da Habitação, dotado de uma ou duas dezenas de milhões de euros, verdadeiramente transformador e previdente para a sustentabilidade económica, social e cultural do concelho.
REVIVER É IMPORTANTE
Se cada pessoa escrevesse acerca de si o bom, o menos bom e o mau, de quanto se deveria recordar e reviver, trazendo e pondo ao sol acontecimentos e atitudes extraordinárias como também alguns possíveis desastres ocasionais e pessoais.
Tantas ocasiões nos serviram de base na elevação, mas que foram desperdiçadas! Esta parte negativa é melhor metê-la no monturo do esquecimento e dar lugar à contemplação e acção de graças ao Criador por uma infinidade de coisas lindas e proveitosas que nos fariam verdadeiramente felizes se fôssemos capazes de as tornar presentes.
Então, afinal, o que e quem somos nós?
Escrever não terá de ser, forçosamente, uma arte, mas pode imaginar-se como necessidade psicológica pessoal e social. Será um modo de esquadrinhar quantas causas já esquecidas, mas que, de um momento para outro, se desprendem da nossa subconsciência e trazem ao de cima a actualização de sentimentos e novos ideais.
Escrever até pode ser equiparado a um divertimento, mas, de verdade, considere-se uma ocupação festiva que engalana o nosso ser, por trazer até nós peripécias que encheram, outrora, o nosso ser e agir de acontecimentos e sucessos que nos puseram diante dos nossos olhos numerosos motivos, pejados de significado e consolo pelos objectivos alcançadas.
Sentimentos que jamais acabarão e que, ao serem despoletados, acarretam a continuidade do júbilo experimentado noutros tempos.
A nossa mente é um alfobre de experiências armazenadas, umas mais conscientes, outras, menos, mas que, outrora, construíram a nossa personalidade, ainda que sem grande canseira pessoal.
Fomo-nos moldando consoante o ambiente psicológico dos homens e mulheres do nosso meio de crescimento, mas, como é evidente, somos, em primeiro lugar, fruto da família que, mesmo quando de parcos haveres materiais, assumiu constantemente o desenvolvimento harmónico de cada um. Em casa, pai e mãe foram firmando o alicerce onde se deveriam sustentar todos os episódios interessantes que marcaram, bem fundo, a nossa personalidade que, naturalmente, sempre cuidou de olhar os mais crescidos como autênticas bitolas dos actos que foram os componentes elaboradores daquilo em que nos tornámos adultos.
Não admira, portanto, termos de nos penalizar pela falta de esforços particulares com que, tantas vezes, teremos encarado o desenrolar do nosso crescimento e consolidação do que, agora, somos, pelo que fomos e aprendemos a ser.
Se fosse possível regressar ao tempo de certo amadurecimento humano mais vivo em todos os sentidos, de certeza, o mundo, o meu e o teu, seria diametralmente diferente e teria cada um de nós espaço e oportunidade de construir uma Sociedade mais racional, alentada, fraterna e compreensiva.
E, se utilizássemos tudo o que a memória assumiu ao longo dos diversos anos, seríamos diferentes, conscientes, mais saudáveis mentalmente e colaborantes no embelezamento deste Universo que o Senhor nos confiou.
Revivamos o passado, vivamos, em pleno, o presente e aceitemos o futuro sempre com renovada esperança.
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OPINIÃO | Carlos Abrantes | A Coreia do Norte é fixe
Quando disse aos meus amigos que ia de férias para a Coreia do Norte a reacção não se fez esperar. Para a Coreia do Norte? Tens a certeza que queres ir para a Coreia do Norte? E ficavam a olhar para mim com aquele ar compadecido de quem acha que eu tinha perdido o tino. Com tantos destinos de sol e mar, com Mediterrâneo e Caraíbas, com Brasil e Tailândia eu escolhera a Coreia do Kim Jong-Un, Mr. Rocket Man!
E foi uma óptima escolha.
Aconselho aos ambientalistas do PAN, tão na moda, e aos amantes das grandes causas politicamente correctas, uma estadia naquele paraíso ambiental. Não sofrerão com os engarrafamentos das grandes metrópoles capitalistas porque em Pyongyang, a capital, praticamente não circulam automóveis, nem camiões, nem autocarros. Emissões de carbono zero, ou quase.
Em contrapartida vê-se muita gente a pé, a caminho do trabalho ou de lado nenhum, promovendo um estilo de vida saudável, sem complicações cardiovasculares ou de diabetes. À excepção do “querido líder”, não vi gordos. Uma vitória do povo norte coreano que, desse modo, pode dispensar a existência de serviço nacional de saúde.
Também o regime alimentar muito frugal, pobre em hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares, com consumo de carnes vermelhas zero, é um exemplo para o mundo. Daí que seja seguido de perto pela comunidade científica, nomeadamente pela Universidade de Coimbra que, numa atitude pioneira e esclarecida decretou a proibição do consumo de carne de bovino nas cantinas estudantis.
Há, no entanto, um “mas” que perturbará os nossos amigos do PAN. Os Norte coreanos gostam, e consomem, carne de cão. Em ocasiões especiais, é certo, mas comem cão. Sopa de cão, cão guisado, cão frito, mil maneiras de cozinhar cão... Tal como o PAN eles também gostam de animais. Têm uma forma diferente de gostar, mas que gostam, gostam!
E gostam também dos líderes. Não os comem, porque não podem, mas têm um carinho especial pelos líderes. Erguem-lhes estátuas monumentais. Aos três – ao avô, ao pai e ao filho. Uma democracia, nas palavras de Bernardino Soares, transmissível de pais para filhos.
É tudo em grande! São enormes as estátuas, os cemitérios, os edifícios públicos, as bibliotecas, os museus, ou os estádios. E os espectáculos e as manifestações populares de apoio, ou de pesar. E as auto-estradas, ah as auto-estradas! Com três pistas em cada sentido, viajei a partir de Pyongyang para sul até ao paralelo 38 e para norte até Myohyang. Um espanto! Sem portagens nem congestionamentos, sem aselhas nem chico-espertos. Centenas de quilómetros sem um sobressalto ou um acidente. Havia, é certo, o problema do piso esburacado e das lombas, dos peões e das cabras, das bicicletas e dos controles militares, mas fora isso era maravilhoso.
Que sossego, que segurança.
Não admira que me tenha sentido muito seguro. É fácil quando cumprimos as regras, e as regras eram claras. Podíamos circular livremente dentro do hotel. Fora do perímetro do hotel, que estava estrategicamente implantado numa pequena ilha, teríamos de estar SEMPRE acompanhados pelos nossos guias locais.
A Coreia do Norte é fixe, mas nas minhas próximas férias vou para um país democrático. Para desenjoar!
- CARLOS ABRANTES

Quando a governança vira cartel - Parte V
Mostramos, antes de terminar esta rubrica, as 13 baixas de Ministros e Secretários de Estado deste governo da maioria absoluta do Partido Socialista (PS):
1 - Sara Guerreiro, Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações – Baixa em 2-5-2022.
2 - Marta Temido, Ministra da Saúde - Baixa em 30-08-2022.
3 - Fátima Fonseca, Secretária de Estado da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
4 - António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
5 - Miguel Alves, Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - Baixa em 10-11-2022.
6 - Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo - Baixa em 29-11-2022.
7 - João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia - Baixa em 29-11-2022.
8 - Alexandra Reis, Secretária de Estado do Tesouro - Baixa em 27-12-2022.
9 - Marina Gonçalves, Secretária de Estado da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
10 - Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
11 - Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado das Infraestruturas - Baixa em 29-12-2022.
12 - Rui Martinho, Secretário de Estado da Agricultura - Baixa em 4-1-2023.
13 - Carla Alves, Secretária de Estado da Agricultura - Baixa em 5-1-2023.
Tinha razão o Costa quando pediu a maioria absoluta.
O Marajá de São Bento nem precisa, sequer, de negociar à esquerda ou à direita para se tornar num autêntico rei-sol. O Estado sou eu!
Economia: Tortec inaugurou primeira fábrica no Parque Empresarial do Casarão
A Tortec - Tornearia e Peças Técnicas, do Grupo Ciclo-Fapril, inaugurou, na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, as suas novas instalações no Parque Empresarial do Casarão e será a primeira empresa a instalar-se no novo polo industrial do município.
Carla Santos, directora financeira da Ciclo-Fapril, começou por relevar o desempenho do presidente do município, Gil Nadais, e do seu executivo, que, “em bom rigor, foram os impulsionadores por termos aqui edificado as instalações da Tortec”.
“Mais do que o projecto Tortec, há que enaltecer o esforço e a determinação do presidente da Câmara em fazer de Águeda uma cidade de indústria, de academia e de turismo”, salientou Carla Santos.
“Muito nos honra estar a viver este momento histórico de viragem na dinâmica industrial de Águeda, pois com toda a certeza o concelho vai reflectir a criação de valor que as empresas aqui instaladas vão gerar”, observou a directora financeira da Ciclo-Fapril.
Carla Santos considerou que o facto da Tortec ter sido a primeira empresa a edificar no Parque Empresarial do Casarão, resultou em “dificuldades acrescidas”, sublinhando, em particular, o desempenho do administrador Samuel Santos e do sócio Vitor Antunes, e de “todos os que nos ajudaram a realizar este projecto”.
“Aos nossos colegas de trabalho, esperamos que o transtorno da mudança (que será concretizada na segunda quinzena deste mês) seja superado pelo conforto que estas instalações vos venham a proporcionar. Sabemos que estão motivados com o nosso projecto de trabalho e contamos convosco para dar alma a este edifício”, sublinhou Carla Santos.

Dia muito especial
para Gil Nadais
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu-se a “um dia, muito, muito especial”, considerando que o Parque Empresarial do Casarão foi um projecto “muito sofrido, muito laborioso e só possível graças à colaboração de muitas pessoas”, destacando o trabalho “inexcedível” do aguadense António Figueira, e o desempenho “fundamental” do vereador João Clemente.
O autarca lembrou que “foram adquiridos mais de um milhão de metros quadrados de terrenos” e anunciou que “mais empresas pretendem vir para o Parque Empresarial do Casarão”, pelo que será necessário adquirir mais terrenos.
Gil Nadais anunciou que “o LIDL irá começar a construir, em 2016”, o seu entreposto logístico, e que durante o próximo ano estarão concluídas as estruturas da Triangle´s e da Sakthi (primeiro pavilhão), para relevar um projecto que, disse, “me custou, pessoalmente, alguns comentários mais acintosos”.



Jorge Almeida está esperançado em "derrotar" a Socibeiral no Tribunal
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, mostrou-se confiante no diferendo judicial que opõe a autarquia à Socibeiral, relativo à construção de uma central de betão e betuminoso no Parque Empresarial do Casarão (PEC).

O líder do município foi confrontado, na passada segunda-feira, em sede de Assembleia Municipal, pelo líder da bancada do Partido Socialista (PS), José Marques Vidal, que pretendeu saber em que ponto se encontra o processo, que corre, há vários meses, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro.
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Pai Natal gigante de Águeda é candidato a maior do mundo
Um Pai Natal com 21 metros de altura e 250 mil lâmpadas LED de baixo consumo (24 volts), instalado no Largo 1º. de Maio, é a grande atracção da época natalícia, em Águeda.
O município pretende alcançar o reconhecimento pela instalação do “Maior Pai Natal do Mundo em LED's”, assente numa estrutura em alumínio, com altura de sete andares, forrada a tapy.
Para validar e confirmar a obtenção do recorde, será necessária a deslocação a Águeda de um juiz do Guinness World Records, no sentido de verificar todas as características da infraestrutura e de deliberar acerca da atribuição do recorde.
Os custos inerentes a esta candidatura, aprovada ontem (abstenção de Paula Cardoso e voto contra de Miguel Oliveira), dia 1, na reunião do executivo, são de aproximadamente 10.000 euros.
O Pai Natal, sentado numa caixa de presente de 9 por 12 metros, pode ser visitado até ao dia 11 de Janeiro, e a sua instalação obrigou a um investimento de 49.200 euros.
No passado sábado, 28 de Novembro, o presidente do município, Gil Nadais, deu luz às estruturas espalhadas pela cidade que assinalam o Natal, num momento acompanhado por centenas de pessoas.






Samuel Vilela no Conselho Nacional de Juventude
Samuel Vilela, presidente da JSD de Águeda, foi nomeado para a direcção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), assumindo a pasta das Relações Internacionais e a representação nacional junto de instâncias europeias e internacionais.
O CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude a nível nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, estudantis, partidárias, ambientais, escutistas, sindicalistas e confessionais).
Samuel Vilela, de 26 anos, encontra-se a frequentar um programa de Doutoramento na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e conta já com uma vasta experiência ao nível associativo e político.
Já presidiu ao Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais, foi vice-presidente da Associação Académica de Coimbra e membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
James Arthur está confirmado no Agitágueda 2015
O Agitágueda deste ano vai ter lugar de 4 a 26 de Julho, estando já confirmados os concertos dos D.A.M.A. (dia 4 de Julho), Paulo Gonzo (11), Selah Sue (17), Jimmy P (24) e James Arthur (26), cuja contratação foi aprovada na reunião camarária de ontem, dia 7 de Abril. O executivo aprovou, também, a contratação dos serviços de vigilância e segurança, com ajuste directo à empresa Protek, e o regulamento de participação nos Talentos Agitágueda.