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OPINIÃO
MANUEL ALEGRE: 90 ANOS DA FIGURA MAIS UNIVERSAL DE ÁGUEDA
A relação de Águeda com Manuel Alegre permanece atravessada por uma ambivalência que diz tanto sobre o poeta como sobre a própria forma como as comunidades constroem a sua memória coletiva.
Nascido na cidade em 1936, onde realizou a instrução primária, Alegre partiu cedo para fora — Coimbra, Lisboa, Porto — e aí construiu uma vida profundamente marcada pela política, pela literatura e pela intervenção cívica.
Esse dado biográfico é essencial: ao contrário de outras figuras locais cuja presença se prolonga no território, Manuel Alegre tornou-se uma referência nacional e internacional, com pouca ligação continuada à vida quotidiana de Águeda. Essa distância física contribuiu para um certo afastamento simbólico, típico de muitas comunidades que tendem a reconhecer mais facilmente figuras com presença regular ou impacto direto no território.
Mas há também outro plano, inevitável, que ajuda a explicar esse desencontro: o peso da leitura política. Alegre não é, longe disso, uma figura neutra. Foi resistente antifascista, preso pela PIDE, exilado, dirigente do Partido Socialista, deputado durante décadas e candidato à Presidência da República. Essa dimensão pública, altamente visível, tende muitas vezes a sobrepor-se à sua obra literária, fazendo com que o poeta seja lido através do político — e não o contrário.
Essa redução, ainda que incompleta, ajuda a compreender porque razão a valorização local nem sempre acompanha a dimensão nacional da sua obra. A sua poesia — profundamente ligada à liberdade, à resistência e à cultura democrática — acabou por circular mais intensamente no espaço do país, e também no seu exterior, do que no imaginário local de origem.
Ainda assim, houve um gesto relevante de reconhecimento. Em 2010, a Biblioteca Municipal de Águeda passou a designar-se Manuel Alegre. A proposta foi apresentada por uma vereadora da oposição, Paula Cardoso - eleita pelo PSD e atualmente deputada na Assembleia da República -, integrando a lista então liderada por Horácio Marçal, tendo sido acolhida pelo executivo de maioria socialista. Mais do que o contexto partidário, o episódio revela um raro momento de convergência em torno da cultura e da memória.
Coloca-se, por isso, uma questão que ultrapassa o caso individual: é Manuel Alegre mais valorizado em Águeda como político — figura de adesão ou de divergência — ou como escritor cuja obra ultrapassa fronteiras ideológicas? E será possível separar completamente essas dimensões?
Talvez não. Manuel Alegre é, simultaneamente, o poeta da resistência, cujos versos atravessaram a censura e se tornaram canções de liberdade, e o cidadão com um percurso cívico intenso na construção da democracia portuguesa. A dificuldade em o enquadrar numa única categoria ajuda a explicar, em parte, a distância que ainda hoje se sente.
Não se trata, apenas, de reconhecer uma figura. Águeda, como qualquer comunidade, está também a decidir como quer inscrever essa figura na sua própria identidade.

Nesta terça-feira, Manuel Alegre assinala 90 anos de vida. Mais do que evocação biográfica, esta data convoca à reflexão sobre o lugar que ocupa na cultura e na memória coletiva. Para Águeda, a efeméride reforça a oportunidade de olhar, sem filtros, para a mais universal das figuras aguedenses da cultura e da literatura portuguesas, reconhecendo na distância do tempo a dimensão plena de um percurso que pertence já, inevitavelmente, à história.
DO MANTO DIÁFANO DA MENTIRA
Vivemos hoje tempos difíceis. Vivemos tempos que anunciam negros tempos. Tempos que brotarão sobre os escombros deste velho mundo. Viveremos ainda em democracia? Seremos nós ainda senhores do nosso destino coletivo? Penso que não…
Existe também um submundo invisível, todo-poderoso, que vem corroendo, aos poucos, os alicerces do nosso modo de vida, criando caboucos, erguendo pilares, novos telhados e construindo, indelevelmente, um edifício iliberal, mas ainda com roupagens democráticas. Não o conhecemos, mas conhecemos as grandes instituições financeiras e económicas que o gerem. Uma verdadeira Máfia, conhecida por Assassinos Económicos (AE). Já lá vamos…
Esses AE são um grupo de elite, que usa as organizações financeiras internacionais com o objetivo estratégico de criar o dito Império Global. O seu modus operandi é simples: emprestam quantias extraordinárias de dólares a países em dificuldades, através do FMI, p.e., sem grandes constrangimentos, para investimentos gigantescos na área da engenharia e construção, de natureza pública. Projetos que todos aplaudem, porque criam emprego e riqueza. Mas com condições: o dinheiro emprestado vem dos EUA e nunca de lá sai. É transferido dos escritórios bancários de Washington para escritórios de engenharia de Nova York, Houston ou São Francisco. O país recetor terá que pagar a divida contraída com juros acrescidos mas, com toda a probabilidade deixará de pagar essa divida ao fim de poucos anos. No problem! Exige-se, agora nesta fase mais adiantada, aos dirigentes desses países endividados, os votos certos nas decisões da ONU, a autorização de instalação de bases militares ou o acesso a matérias-primas no seu território, (se for petróleo, ainda melhor!), e assim vamos andando caladinhos e sossegados…
John Perkins, escreveu um best seller “Confissões de um Assassino Económico”, que mais não era que uma confissão de um assassino arrependido. Histórias muito tristes, que não veem agora a lume. Descrevia com minúcia o mundo mafioso dos grandes poderes económicos e financeiros e a sua relação promíscua com os poderes políticos. Era uma espécie de Mafia que geria os negócios públicos e privados de alguns padrinhos eleitos por todos nós. A título de exemplo (uma gota num oceano negro que me faz lembrar os ficheiros de Epstein, pela dependência que criam e pelo silêncio comprometido da Justiça), conta como o mundo obscuro das atividades da Texaco se desenvolvia no Equador amazónico. Descobriram lá petróleo, construíram um oleoduto transandino, que vazou, em pouco tempo, meio milhão de barris de petróleo na floresta tropical. Como resultado, foi destruída grande parte da floresta, as araras e os jaguares desapareceram e os rios transformaram-se em fossas. Desde 1970, quando surgiu esse boom do petróleo, o nível de pobreza do Equador cresceu de 50 para 70%, a divida pública cresceu de 240 milhões para 16 biliões de dólares e os recursos alocados aos pobres diminuíram de 20 para 6 %.
Donald Trump não é um louco. É um homem da comunicação social (ser palhaço é um trunfo inestimável) e tem por detrás os homens do grande capital. É o cume da pirâmide desse mundo omnipotente. E tem como agentes, os ditos Assassinos Económicos, onde se inseriu o arrependido John Perkins. Percebe que o domínio unipolar dos EUA está a chegar ao fim, em benefício da China e dos BRICs e percebe que o tal exército clandestino, que não olha a meios, que promove golpes de Estado, assassina personalidades “perigosas”, endivida os países com cínicos projetos empresariais, tipo sanguessuga, já não é suficientemente eficaz. Os chineses, ardilosamente, estão a tirar-lhes o tapete. Segue-se agora o Plano B. Trump sequestra o ditador Maduro e vai gerindo impunemente o petróleo venezuelano, através de uma guerra ilegal, tenta o mesmo com o Irão (embora de resultados bem duvidosos), coloca Cuba e a Gronelândia no corredor da morte e vai sabotando a economia do seu rival da União Europeia com o garrote de Ormuz e negociatas opacas com a Federação Russa.
Não há vidente que prognostique o fim disto tudo, porque a bola de cristal é frágil e pechisbeque, made in China. Mas nada agora ficará como dantes. Anuncia-se pois, uma nova era, onde Portugal voltará para o seu cantinho, talvez algures em Coimbra, acantonado num Portugal dos Pequeninos. Talvez na Base das Lage, na Ilha Terceira, surja um farol que nos ilumine. Os EUA também precisam dele. Porque estão às escuras.
AINDA NÃO VERIFICOU O IMI? EIS O QUE DEVE SABER EM MAIO
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) já se encontra a pagamento. Este ano, muitos contribuintes poderão deixar de receber em casa a habitual nota de cobrança em papel, devido à adesão às notificações eletrónicas. Ainda assim, os prazos e as obrigações de pagamento mantêm-se inalterados. Por isso, é importante que os proprietários de imóveis estejam atentos às datas definidas pela Autoridade Tributária, de forma a evitar juros, acréscimos ou coimas por atraso.

Quando se paga o IMI?
O pagamento do IMI está dividido em prestações, consoante o valor total do imposto:
•Prestação única em Maio — quando o IMI é igual ou inferior a 100€;
•Duas prestações (Maio e Novembro) — quando o IMI é superior a 100€ e inferior a 500€;
•Três prestações (Maio, Agosto e Novembro) — quando o IMI é igual ou superior a 500€.

Não recebi a Nota de Cobrança. O que faço?

A ausência da nota de cobrança em papel não isenta o contribuinte do pagamento. Pode consultar e obter a sua nota de cobrança através do Portal das Finanças, seguindo estes passos:
1. Aceda ao Portal das Finanças em: www.porta das financas.gov.pt
2. Autentique-se com o seu NIF e senha de acesso (ou através da Chave Móvel Digital ou Cartão de Cidadão).
3. Escreva na pesquisa/lupa:
“Notificações e Citações” g selecione “Notificações e Citações do Próprio” e carregue em “documento” para obter a guia do IMI.
Ou, em alternativa:
“Notas de Cobrança” g escolher/aceder “Consultar
Notas de Cobrança” g selecionar o ano “2025” g selecionar/carregar em ”info” da nota de cobrança emitida de Maio, para visualizar e imprimir o “detalhe da nota de cobrança”, cujo valor a pagar e a referência de multibanco encontram-se mencionados no mesmo.
4. De seguida pode efetuar o pagamento no Multibanco (ATM), homebanking ou num Balcão dos CTT.

Atenção: O não pagamento dentro do prazo implica o início de um processo de cobrança coerciva, com acréscimo de juros de mora e custas. Em caso de dúvidas, contacte o seu Serviço de Finanças local.
UM BREVE RETRATO DE ÁGUEDA
O concelho de Águeda conta com quase 48 mil residentes. São mais 1233 que em 2021, sobretudo à custa do saldo migratório (+1850 pessoas), porque apenas com base no saldo natural (diferença entre nascimentos e mortes), Águeda teria agora menos 617 residentes. Embora esteja alinhada no crescimento (2,7%) com a realidade nacional (3,2%), Águeda encontra-se abaixo da média.
Os índices de envelhecimento mostram que em Águeda existem mais idosos que jovens: para cada jovem, existem 2,27 idosos. Este valor aumentou relativamente aos últimos Censos realizados em 2021, altura em que este índice era de 2,13. Não parece nada, mas em 4 anos é um aumento de quase 7%.
O índice de sustentabilidade potencial também não é famoso. Este indicador mostra-nos o número de residentes em idade activa (15-64 anos) para cada idoso. Quanto mais alto for o número de população activa, face à população idosa, maior é o indicador de sustentabilidade. Em 2021, este índice situava-se em 2,39 tendo caído em 2024 para 2,30. Quer isto dizer que a sustentabilidade populacional em Águeda tem vindo a diminuir e situa-se abaixo da média nacional (2,59).
No que respeita à habitação, existem ligeiramente menos novas casas para habitação, ou seja, contruiu-se menos nos últimos anos. Em 2018-2020 foram 175, já em 2022-2024, foram 171, uma diferença de -4. Mas, se conjugarmos esta diminuição de casas com o aumento da população, é fácil perceber que existe uma pressão habitacional no concelho. Se a esta pressão da procura juntarmos o preço das casas, facilmente se percebe o grande problema que Águeda tem em termos de habitação. O valor mediano da avaliação bancária das casas para habitação familiar situa-se nos 1.088 euros por m2, uma subida de quase 35% face a 2021. Nos concelhos vizinhos, só Oliveira do Bairro teve uma subida (ligeiramente) superior, a rondar os 36% (ainda assim com um valor por m2 ligeiramente inferior – 1.087 euros).
Os trabalhadores por conta de outrem do concelho têm uma escolaridade média a rondar os 10 anos (actualmente a escolaridade obrigatória é o 12º ano). Quase metade (46,6%) não tem o ensino secundário e apenas 18,3% tem o ensino superior. O salário médio dos trabalhadores do concelho ronda os 1.280 euros, 180 euros abaixo da média nacional. Quando comparado com 5 concelhos vizinhos, Águeda é o 3º com menor escolaridade e o 2º com menor ganho mensal. Já em matéria de desemprego, o concelho tinha, em final de 2024, uma taxa de desemprego de 3,9%, a segunda maior dos 5 concelhos vizinhos já referidos.
Em modo fotográfico, Águeda viu a sua população crescer, mas também a viu envelhecer. Os indicadores são ilustrativos do problema que a habitação representa no concelho, não só pela falta de oferta, mas também pelos valores pouco ajustados aos rendimentos dos aguedenses. Em termos de educação e mercado de trabalho, os elevados níveis de emprego (sempre desejáveis) escondem uma baixa escolaridade, que contribui para explicar os baixos níveis salariais.

Nota: o autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico
AS MANEIRAS E OS BONS COSTUMES
Em 1530 Erasmo de Roterdão escreveu De civilitate morum puerilium (Da civilidade em crianças). Em 1534, surgiu sob a forma de catecismo e nessa ocasião já era adotado para a educação de menina e meninos.
O livro trata de um assunto muito simples: o comportamento das pessoas em sociedade e acima de tudo, "do decoro corporal externo".
É dedicado a um menino Nobre, fiIho de príncipe, e escrito para a educação de crianças.
A postura, as gestos, o vestuário, as expressões faciais, este comportamento "externo" do qual cuida o tratado é a manifestação do homem interior, inteiro.
Se calhar devíamos voltar a Erasmo quando ensinamos os nossos filhos, podemos começar pela refeição em família ou em grupo:
“O copo de pé e a faca bem limpa à direita, e, à esquerda, o pão. Assim é como deve ser posta a mesa. A maioria das pessoas trás consigo uma faca e daí o preceito de mantê-la limpa. Praticamente nao existem garfos e quando os há são para tirar carne de uma travessa.”
Facas e colheres são com frequência usadas em comum.
Quando são trazidos pratos de carne, cada pessoa corta o seu pedaço, pega nele com a mão e coloca-o nos pratos, se os houver, ou na falta deles, sobre uma grossa fatia de pão.
Todos, incluindo o rei e rainha, comem com as mãos.
Na classe alta há maneiras mais refinadas. Deve-se lavar as mãos antes de uma refeição, mas ainda não há sabonetes.
Os convivas estendem as mãos e o pajem derrama água sobre elas, às vezes levemente perfumada com camomila ou rosmaninho.
Na sociedade das boas maneiras ninguém coloca ambas as mãos na travessa, é mais refinado usar apenas três dedos de uma mão. Este é um dos sinais de distinção que separa a classe alta da baixa.
"Não é muito decoroso oferecer a alguem alguma coisa semimastigada." Mais: "Mergulhar no molho o pão que mordeu é comportar-se como um camponês e demonstra pouca elegância retirar da boca a comida mastigada e recolocá-la no prato. “Se não consegue engolir o alimento, vire-se discretamente e cuspa-o em algum lugar."
É bom que se interrompa ocasionalmente a refeição para conversar.
Algumas pessoas comem e bebem sem parar, não porque estejam com fome ou sede, mas porque de outra maneira não podem controlar os seus movimentos. “Têm que coçar a cabeça, esgravatar os dentes, gesticular com as mãos, brincar com a faca, ou nao conseguem deixar de tossir, fungar e cuspir.”
O bom do Erasmo também tem preceitos que ainda hoje não são consensuais na espécie humana:
"Reprimere sonitum, quem natura fert, ineptorum est, qui plus tribuunt civilitati, quam saluti" (Os tolos que valorizam mais a civilidade do que a saúde reprimem sons naturais.). Alguns recomendam que os meninos devem "reter os ventos, comprimindo a barriga. Mas dessa maneira pode-se contrair uma doença".
Não tenha receio de vomitar, se a isto obrigado, "pois não é vomitar mas reter o vómito na garganta que é torpe."

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.
A REFORMA DO ESTADO E OS "HOMENS DA LUTA"
Escrevo este artigo no dia 1 de Maio de 2026, dia do trabalhador. Nas ruas andam os “homens da luta”, sindicatos e trabalhadores, pugnando contra a reforma do chamado “pacote” laboral que, na opinião de muitos, representa um retrocesso civilizacional, sem ninguém explicar muito bem as razões.
Desde que me conheço, e desde o 25 de Abril de 1974, nunca uma reforma laboral foi tão mal amada como a que está em curso, sem fim à vista e, que me recorde, nunca as comemorações nacionais da Revolução foram tão centradas na luta contra um partido político da extrema-direita conservadora (o Chega), e contra o excesso de perseguição aos políticos, a avaliar pelo discurso do presidente da AR José Pedro Aguiar Branco, que apenas quis dizer o óbvio - a Politica precisa de pessoas probas e sérias, mas sem presunções de culpabilidade abstrata que inibem os melhores de aceder a cargos públicos.
O clima malsão e de má fé no debate politico em Portugal, nunca esteve tão ao rubro, talvez pelo facto da direita ter tido muito menos anos de Poder no Portugal democrático, e talvez porque isso deixou muito boa gente, sobretudo da esquerda burguesa e situacionista, mas também da direita dos interesses, ter tomado conta do Estado e das instituições, incluindo dos serviços da Administração Pública.
A fronteira entre o que devia ser um debate político sério e civilizado, sobre perspetivas diferentes acerca dos rumos para o país, deu lugar à arruaça constante e às provocações mútuas entre protagonistas políticos, sem que daí nada de construtivo resulte para o país.
O debate parece voltar às causas ditas “fraturantes” da igualdade de género, da imigração descontrolada, do Wokismo militante (intolerância, cultura de cancelamento, em vez da luta legítima contra o racismo ou as desigualdades), do relativismo moral, do regresso do discurso fascista, do liberalismo ou do socialismo (que ainda está na nossa constituição democrática), da falta de crença no país das cunhas, dos primos, dos tios, dos lobistas, dos influencers (no tik tok e nas redes sociais da ignorância agressiva), da fuga ao fisco, da falta de apresentação das declarações de interesse dos políticos, e de outras lutas de trincheira para fins político libertários, num país que volta a cheirar a mofo.
Poderemos apresentar muitas razões para este estado calamitoso do debate público, até pela situação internacional resultante das guerras de Trump no Irão, e de Putin na Ucrânia, e de todos os aliados de um e de outro, como Israel e a China, que lutam absurdamente por interesses económicos e estratégicos, mas nunca pela defesa da vida ou dos direitos humanos, apesar dos apelos do Papa Leão XIV.
Podemos falar do crescimento da extrema-direita no mundo (apesar da queda de Orban na Hungria), da crise económica que virá em força com as manobras de diversão sobre o domínio do petróleo em Ormuz, e de outras tragédias como em Gaza, no Líbano, na Somália, na Líbia e noutros lugares infelizes do mundo.
Podemos falar da tão propalada distância dos cidadãos e dos jovens da participação política, mas não podemos esquecer a razão que para mim é fundamental - a necessidade da verdadeira reforma do Estado, central e autárquico, que está por fazer em Portugal e que nenhum governo conseguiu implementar desde o 25 de Abril.
E vem isto a propósito de uma noticia positiva da SP em que “Águeda lidera serviços digitais acessíveis e orientados para o utilizador, no ranking promovido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (em colaboração com a Universidade do Minho) e conquistou o 1º lugar na categoria de serviços on line e o 2º lugar nacional no índice da presença na Internet das Câmaras municipais.
Sobre isto, e sobre a administração pública digital em geral, falarei em próximo artigo, porque apesar da inovação crescente, da digitalização de procedimentos administrativos, o sentimento dos cidadãos no que toca ao funcionamento dos serviços públicos é de abandono e de morosidade na resolução dos seus problemas, agravado desde a pandemia. 
TRANSPARÊNCIA VERSUS "REALITY SHOW"
No passado dia 25 de abril, na sessão solene realizada na Assembleia da República a celebrar esta data, assistimos a um discurso do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que obteve reações díspares, mesmo opostas, por parte dos Deputados. Muitos aplaudiram, talvez a maioria, outros não aplaudiram e houve, inclusivamente, um Deputado, Pedro Delgado Alves que, num gesto ostensivo de repulsa, virou as costas à mesa, onde se encontrava, para além do orador já referido, o Presidente da República.
Não tecerei qualquer juízo de valor sobre a reação intempestiva do Deputado em causa, por muito que possa ser contrário ao espírito e à letra do Estatuto dos Deputados, onde se pode ler a obrigatoriedade da urbanidade no trato entre si. Irei analisar de forma sintética os argumentos de uns, espelhados no discurso de Aguiar-Branco e de outros, demonstrados pelo gesto inadequado (?) de Delgado Alves.
José Pedro Aguiar-Branco, nas palavras que dirigiu, apresentou um conjunto de ideias relacionadas com o afastamento dos melhores da política, pondo em causa, para além das parcas remunerações dos seus titulares, também a devassa a que podem estar sujeitos por, em determinada altura da sua vida, terem decidido servir Portugal exercendo um cargo político. O anátema, no seu entendimento, é tal que, a certa altura, parece ser obrigatório que toda a sua vida, dos seus familiares e até mesmo amigos, seja completamente espiolhada, indo muito além do dever de transparência que qualquer servidor público deve estar sujeito e, por maioria de razão, as estruturas superiores da administração pública e os detentores de cargos políticos. É a visão do, nas palavras do povo, “nem oito, nem oitenta”.
Entendeu Pedro Delgado Alves que o Presidente da Assembleia da República foi muito longe nas suas críticas, podendo ter caricaturado todo um sistema de transparência que se foi criando nos últimos anos. É a visão de que “transparência nunca é demais”.
Estão, assim, em cima da mesa duas maneiras de pensar sobre este assunto.
A lei favorece a transparência ou permite o “voyeurismo”?
Queremos políticos cujas ações possam ser escrutinadas, mas não devassadas, ou queremos assistir a um “reality show”?
É estreito o caminho entre um e outro. Não queremos opacidade, mas também queremos os melhores a servir a Nação, sem constrangimentos de qualquer tipo.
Estou certo de que, entre a falta de transparência e a devassa, há um rumo equilibrado que se pode percorrer.
O LADO CERTO DA HISTÓRIA
Há uma expressão que se tornou comum no discurso político: “estar do lado certo da História”. Invoca-se como selo de legitimidade, como argumento final — como se a História fosse um tribunal imediato e não um processo longo, complexo e, tantas vezes, imprevisível. Mas o que significa, afinal, estar do lado certo da História?

Num tempo em que democracias consolidadas enfrentam tensões internas, polarização crescente e lideranças que testam os limites das instituições — dos Estados Unidos de Donald Trump a vários países europeus — a expressão ganhou um novo peso. Passou a ser usada como referência ética e, fundamentalmente, como instrumento de combate político, muitas vezes para deslegitimar o outro lado. E é aí que reside o risco.

Em democracia (que ainda é o sistema que temos), essa ideia não pode ser confundida com unanimidade, nem com obediência, nem com ausência de conflito. Estar alinhado não é estar calado. E gostar da terra — do local ao global — não é concordar sempre, em todas as matérias ou em todos os momentos. Pelo contrário: a democracia vive da diferença, da crítica, da capacidade de ouvir o outro lado — mesmo quando esse lado incomoda, atrasa ou questiona. Talvez, sobretudo, quando questiona.

Há um equívoco perigoso que se instala quando o exercício do poder se fecha sobre si próprio. Quando se cria uma redoma onde apenas entram os que aplaudem, os consensos artificiais e os inevitáveis “lambe-botas” que confundem lealdade com conveniência. Esse fenómeno não é exclusivo de grandes capitais ou de palcos internacionais — também se reconhece à escala local, onde a proximidade deveria, em teoria, favorecer maior escrutínio e não menor exigência.

É servil quem age com subserviência, bajulação ou obediência excessiva, como se de um servo se tratasse. E esses são, tantas vezes, os primeiros a mudar de lado quando o vento político muda, deixando para trás relações pessoais, projetos e até comunidades. A História — essa que não se escreve em tempo real — está cheia desses exemplos, tanto lá fora como cá dentro.

Governar, em democracia, não é escolher entre quem apoia e quem critica. É integrar, ponderar, equilibrar. Não é impor convicções pessoais como se fossem verdades absolutas, nem condicionar a vida coletiva a interesses próprios ou a visões estreitas. É reconhecer que o mandato conferido pela população não legitima a infalibilidade — exige responsabilidade acrescida, sobretudo quando o contexto global mostra como facilmente se resvala para práticas menos abertas, menos dialogantes, menos democráticas.

Estar do lado certo da História não é, por isso, exercer o poder como se não houvesse alternativa. Não é desvalorizar contributos só porque vêm de vozes discordantes. Não é apagar o trabalho feito anteriormente, nem ignorar a identidade construída ao longo do tempo, apenas porque não se ajusta à narrativa do presente.

Pelo contrário, talvez o lado certo da História seja aquele que soma em vez de dividir. Que reconhece valor mesmo na crítica — porque nem toda é destrutiva. Que aproveita sinergias, mesmo quando elas nascem fora do círculo de conforto do poder. Que respeita o passado sem ficar prisioneiro dele, mas também sem o reescrever por conveniência.

A diferença entre democracia e autocracia não está apenas no voto. Está sobretudo na forma como se exerce o poder depois dele. Na autocracia, decide-se sozinho e exige-se concordância. Na democracia, governa-se com e para todos — inclusive com e para os que discordam. Num tempo em que essa fronteira se torna, em alguns contextos, mais difusa, esta distinção deixa de ser teórica para passar a ser essencial.

É que, no fim, a História não se escreve com declarações de intenção nem com slogans bem construídos. A História escreve-se com evidências. Com a forma como se trata quem pensa diferente. Com a capacidade — ou incapacidade — de ouvir, integrar e respeitar. Talvez estar do lado certo da História seja, simplesmente, nunca esquecer isso.

P.S. - Em Abril (52 anos sobre o 25), esta ideia ganha ainda mais sentido: como memória e responsabilidade, acima de discursos desfasados da prática. Porque discordar não é estar contra. Tal como na infância se deve ensinar que não gostar da mesma brincadeira nunca impede ninguém de ser amigo, também na vida adulta a diferença não afasta — o respeito aproxima. É assim que se caminha juntos, mesmo quando se escolhem caminhos diferentes.
SENHORES, SIM, MAS NÃO DO TEMPO
É verdade! Por mais que queiramos, jamais seremos capazes de acompanhar o desenrolar do tempo. Inventaram-se os relógios de todas as cores e feitios. De corda ou a pilhas, eles continuam no seu sossego e cadência a dizerem a todos nós que fixemos os nossos olhos nos ponteiros, ouçamos os seus “tic-tacs”, mas que afastemos de nós a presunção humana de impedir que eles nos tornem mais idosos. O seu movimento é inexorável naquilo que representam. Pode faltar-lhes o mantimento próprio e, mesmo que parem no seu caminho, o tempo que eles pensam controlar continua impávido sem promessas de parar para nos dar a mão, seja no que for.
Nós é que estacionamos muitas vezes, alheios àquele que avança, indiferente.
Marcamos limites para as nossas acções de todos os dias. Por vezes, falhamos no cumprimento de determinadas tarefas e chegamos ao local de trabalho antes ou depois do que está acordado, mas nem aí o tempo se incomoda connosco.
Adquirimos calendários e agendas para marcações diversas de algo que exige a nossa presença em dias e horas certas. Todavia, o tempo não nos avisa de nada.
Só podemos e devemos reflectir muito seriamente é se os nossos passos diários são ou não enquadrados nos prazos que terão sido estipulados aquando de qualquer acordo elaborado.
Estejamos acordados ou durmamos e o tempo, por si mesmo, não nos incomoda. Se dormimos, o tempo não nos vai dizer que somos diligentes ou dorminhocos. Os trabalhos a serem feitos é que nos podem acusar de não termos aproveitado o desandar do relógio que nos avisa dos deveres a cumprir.
É que a convivência laboral subentende o aproveitamento válido e regular dos elementos de trabalho para que também o resto da sociedade possa usufruir, em devido tempo, tudo a que tem direito e que provém da ocupação de emprego em tempo adequado de terceiros.
Enfim! Na verdade, o tempo é algo em que todos nós, querendo ou não, estamos inseridos para, em prazos precisos e concretos, podermos ter a consciência de que, enquanto estamos no tempo, construímos a Humanidade na fraternidade e paz do tempo.
Tenho várias colecções de relógios, mas percebo bem que de nada me servem. Parecem até estar todos com avarias irreparáveis porque eu não tenho tempo de lhes fornecer os meios de alimentação necessários.
Nos dormitórios de animais põe-se o alimento lá nos púcaros sem mais preocupações. Aos relógios, porém, não podemos dizer «tomem isto, ajeitem-se». Eles necessitam de forças que lhes são fornecidas e que ocupam o tempo de quem foi incumbido dessa tarefa.
Razão para o Deus Criador, Senhor do Tempo e da Eternidade, que não dá corda a relógios, mas concedeu-nos a vida para que tivéssemos tempo de nos tornarmos mais perfeitos do que somos ou julgamos ser.
Não seremos senhores do tempo, mas Deus, ainda nos vai concedendo algum, dividido e consignado em horas e minutos para elevação e utilidade em favor da comunidade.
É certo que, neste meu texto, eu não trago qualquer novidade para alguém, mas foi-me dado a mim um tempo de tomada de consciência.
Por esta oportunidade, obrigado, Senhor, pelo tempo que me deste para, mais uma vez , pensar que o tempo não é meu, mas que tenho de o aproveitar naquilo que me incumbe fazer.
O PRIMEIRO AUTOR DA HUMANIDADE... FOI UMA AUTORA
Considera-se tradicionalmente que Homero foi o primeiro autor ocidental. Pensa-se que escreveu a Ilíada e a Odisseia. Cognominado “o Poeta”, Homero viveu muito provavelmente no final do século VIII antes de Cristo. No entanto, não foi o primeiro autor da humanidade. A primeira poeta foi, segundo consta, uma mulher: Enheduana, princesa da dinastia de Akkad, em Ur, uma das cidades mais importantes da Mesopotâmia, no atual Iraque, entre o rio Eufrates e o Golfo Pérsico. Viveu no século XXIII antes de Cristo.
No entanto, apenas alguns eruditos o salientam. Porquê?
Porque uma parte da humanidade permaneceu, durante séculos, determinada a manter a outra em posição de inferioridade.
Como compreender que Marie Curie, cientista e laureada com o Prémio Nobel, tenha vivido sensivelmente na mesma época que o célebre escritor Guy de Maupassant, que escrevia, em 1885 que se queria impor a mulher médica quando esta nem sequer era capaz de ser boa pintora, sendo apenas capaz de pintar “abanadores, pratos ou retratos medíocres”?
Importa salientar que, um jornal português da mesma época, publicava um artigo sobre o caso duma jovem estudante de medicina — a única mulher num anfiteatro cheio de homens — que se suicidou por não conseguir suportar o assédio, o desprezo e as humilhações dos colegas.
Quantas escritoras foram ignoradas? Quantas viram a sua obra espezinhada para sustentar a ideia de que a inteligência e a criatividade eram apanágio masculino? Como foi possível ser-se cego ao ponto de não ver que essa pretensa superioridade masculina teve um custo exorbitante para a humanidade?
A Revolução Francesa mostrou que as mulheres combateram ao lado dos homens para tomar a Bastilha e derrubar os privilégios da nobreza. Contudo, logo após a vitória, os homens afastaram-nas das decisões e dos debates da República. A magnífica Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 não incluiu as mulheres. E, quando Olympe de Gouges tentou, em 1791, acrescentar a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi presa e guilhotinada em praça pública.
Há quem pense que estas considerações são inúteis, porque hoje homens e mulheres têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. Será isso verdade?
Na sociedade francesa, fala-se de um possível retrocesso nesse domínio: muitos jovens afirmam cada vez mais uma suposta superioridade masculina, apesar dos esforços do governo para promover a igualdade. Esta questão cruza-se no entanto com outras bem mais polémicas que deixaremos para outra ocasião.
CONVERSAS DA TRETA @ÁGUEDA.PT
O artigo de hoje não versa sobre nenhum tema particularmente pertinente da nossa cidade e concelho, sendo, ao invés, um “pot-pourri” de breves reflexões, de maior ou menor irrelevância, que me vão passando pela cabeça na minha vivência aguedense…

O regresso de Mar-selfie
Como se não bastassem os recorrentes e atávicos dramas das cheias e dos incêndios, Águeda foi agora pioneira em mais uma tragédia de proporções épicas… Não é que o ex-presidente Marcelo Rebelo de Sousa escolheu a nossa cidade para iniciar o seu ciclo de aulas-debate sob o tema “Educação, Vocação, Futuro”? Segundo a imprensa nacional, Marcelo foi recebido com “gritos, beijos, apertos de mão e pedidos de autógrafos”, num clima de enorme euforia. A mim, um desiludido cidadão que nele votou na primeira eleição, dificilmente convencerá; mas lá diz o povo: “Atrás de mim virá quem de mim bom fará”… Quem sabe se o rei da selfies não iniciou em Águeda a reabilitação de uma imagem já muito desgastada?

O triunfo dos ginásios
A avaliar pela proliferação de ginásios em Águeda e arredores, presumo que o fitness esteja a tornar-se no “negócio da década”, talvez a par das novas barbearias. Já perdi o fio à meada à quantidade de ginásios em funcionamento, seja no centro da cidade, nas zonas industriais ou em freguesias vizinhas. E o mais espantoso (ou talvez não…) é que a afluência de utilizadores parece ser elevada em todos eles. Mesmo ao começo do dia, desde as sete da manhã (ou antes), é comum encontrar as ruas e estacionamentos cheios de carros e os ginásios repletos de saudáveis e sorridentes utentes… No dia em que conseguirem convencer alguns crónicos objectores de consciência, em muitos casos, pessoas das que mais precisavam de um reforço de actividade física (como eu próprio), ainda convertem os supermercados em superginásios… Quanto a mim, uma vez, há muitos anos, cheguei a pagar a “jóia de inscrição” num ginásio da cidade. Foi a única vez que lá entrei…

Os encalorados improváveis
Ainda estou para perceber porque é que os muitos imigrantes de origem brasileira que enriquecem a nossa terra com o seu trabalho, a sua alegria e boa disposição, andam por aí de calções, manga curta e havaianas em dias de frio intenso. Vindos de um país de clima quente, na minha ingenuidade sempre pensei que seriam os mais sensíveis ao nosso frio invernoso, reforçando no vestuário… Mas não! Andam pelas ruas como se estivessem em a beber água de coco numa praia do Nordeste brasileiro…

COMUNICAR COM SENTIDO É EDUCAR PARA O FUTURO
A passagem de Marcelo Rebelo de Sousa por duas escolas secundárias de Águeda foi um momento de comunicação rara — direta, desarmada e profundamente humana — num tempo em que comunicar com os jovens é, talvez, um dos maiores desafios das lideranças públicas.

Num mundo saturado de ruído, polarização e mensagens instantâneas, a capacidade de parar, escutar e falar com sentido ganha um valor acrescido. E foi precisamente isso que aconteceu: uma intervenção que recusou o registo burocrático e optou por um discurso de proximidade, pedagógico, alinhado com a própria identidade de quem nunca deixou de se assumir como professor.

Mais do que um conjunto de conselhos, o que ficou foi uma visão do futuro — exigente, incerta, mas também cheia de possibilidades. A ideia de que o futuro será radicalmente diferente do presente não é nova, mas ganha outra densidade quando dirigida a quem está a começar o seu caminho. Viver mais, viver mais depressa, viver num mundo global e digital: três dimensões que obrigam a uma capacidade constante de adaptação. E aqui reside uma das mensagens centrais — a mudança deixou de ser exceção para passar a ser regra.

Mas talvez o ponto mais relevante desta comunicação tenha sido a insistência na noção de vocação. Num tempo em que o percurso académico é muitas vezes tratado como uma escolha definitiva e linear, a ideia de que o caminho se constrói, se ajusta e até se reinventa ao longo da vida é libertadora. O curso como instrumento, não como destino. A vocação como processo, não como rótulo.

Há, neste ponto, uma rutura silenciosa com modelos antigos: o emprego para a vida, a estabilidade como objetivo único, a previsibilidade como valor máximo. Hoje, como foi sublinhado, a falta de mudança pode ser sinal não de segurança, mas de estagnação. E essa é uma mensagem particularmente importante para uma geração que cresce entre a pressão das expectativas e a ansiedade do desconhecido.

Outro eixo fundamental foi o equilíbrio entre razão, emoção e ação. Saber pensar não chega. Sentir não basta. Decidir é indispensável. Esta tríade — cabeça, coração e vontade — surge como uma bússola num tempo em que a informação é abundante, mas a clareza nem sempre acompanha.

E depois, talvez o mais essencial: o autoconhecimento. Num contexto onde tantas escolhas parecem influenciadas por expectativas externas — família, amigos, sociedade — a chamada de atenção para a necessidade de cada jovem se conhecer a si próprio é, simultaneamente, simples e profundamente transformadora. Não há dois percursos iguais porque não há duas pessoas iguais.

Mas há ainda uma outra dimensão que merece destaque: a ideia de comunidade. “Nenhum de nós é uma ilha” não soou como uma frase feita porque há uma intenção nela — é um princípio estruturante. A realização pessoal constrói-se na relação com os outros. Numa época marcada por individualismos e bolhas digitais, esta é uma mensagem de enorme atualidade.

Marcelo Rebelo de Sousa é, nesse sentido, um exemplo de alguém que não se fechou sobre si próprio. Mesmo após o ciclo mais intenso da sua vida política, não desapareceu da esfera pública nem se refugiou no silêncio. Pelo contrário, inicia agora uma nova presença ativa, interventiva e próxima, procurando ser útil.

Importa, por isso, sublinhar o momento em que esta comunicação acontece. Num tempo de incerteza global, de rápidas transformações tecnológicas e de fragilidades sociais evidentes, ouvir uma mensagem que valoriza a educação, a capacidade de adaptação, a empatia e o sentido de propósito é necessário.

Porque, no fundo, mais do que inspirar, esta intervenção recorda algo essencial: comunicar com sentido é, também, educar para o futuro.
MUITA PARRA E POUCA UVA
Passamos uma vida a trabalhar”. Ouvimos (e dizemos) muitas vezes esta frase. Traduz frequentemente a ideia de que trabalhamos muitas horas (demasiadas!).
De facto, os portugueses são, no contexto europeu, dos que mais horas passam a trabalhar, ou pelo menos no trabalho. Em média, um português trabalha cerca de 1735 horas por ano. Mais que Portugal, só mesmo Malta, Roménia, Polónia, Chipre, Grécia e Croácia. No extremo oposto, ou seja, os países onde menos horas se trabalha na Europa, estão Alemanha, Noruega, Dinamarca, Países Baixos, Áustria e Luxemburgo.
Existe aqui um primeiro padrão: os países onde mais se trabalha são os menos desenvolvidos e desempenhos económicos mais modestos. Até certo ponto, poderíamos dizer que faz sentido. Se os queres apanhar, tens de correr mais que eles: para “apanhar o comboio” do desenvolvimento, têm de trabalhar mais horas para se poderem equiparar aos países mais desenvolvidos, onde cada trabalhador trabalha bem menos horas por ano.
Na teoria parece tudo certo, na prática nem por isso. Isto porque quando olhamos para os números da produtividade, o cenário não é nada animador para países onde se trabalham muitas horas. Na realidade, a produtividade por hora, traduzida e uniformizada em dólares, é muito menor nos países onde se trabalham mais horas que nos países onde se trabalham menos horas. Nos países onde mais se trabalha, e já enumerados em cima, a produtividade situa-se entre os 38 e os 46 dólares por hora.
Em Portugal, especificamente, cada trabalhador trabalha 1735 horas por ano e produz o equivalente a cerca de 43 dólares por hora. Na Alemanha, cada trabalhador trabalha 1335 horas por ano (menos 400 horas por ano!) e produz cerca do dobro (83 dólares/hora). A situação da Noruega é ainda mais acentuada: trabalha-se 1412 horas/ano e cada trabalhador produz o equivalente a 130 dólares/hora: uma produtividade 3 vezes superior à portuguesa.
Trabalhar muito, não é sinónimo de trabalhar bem. Existem muitos outros factores que, por muitas horas que trabalhemos, estarão sempre a corroer o esforço individual e colectivo do país. Uma economia assente num tecido empresarial de pequenas (e frágeis) empresas, em sectores tradicionais de baixo valor acrescentado e com pouca capacidade de inovação; ao nível do Estado, a burocracia e uma organização (tradicional e ultrapassada) da administração pública; ao nível das empresas, a mentalidade e práticas de gestão absoletas, dignas de um filme de Charlie Chaplin dos anos 30; e, sim, ao nível individual, a falta de ambição, ética de trabalho e profissionalismo. Tudo isto, misturado num cozinhado de sabor amargo, continua a colocar Portugal na cauda da Europa.
Mas amanhã é dia de trabalho e voltaremos a trabalhar muitas horas...
Nota: o autor escreve
segundo o antigo acordo ortográfico
ALIMENTAÇÃO: UMA QUESTÃO DE EXIGÊNCIA
Dos alimentos farás a tua medicina”, dizia Hipócrates, médico grego nascido em 460 antes de Cristo, que já estabelecia a relação entre a saúde e a alimentação.
Hoje, mais do que nunca, esta frase do pai da medicina deve soar-nos ao ouvido. Comemos cada vez mais, por falta de tempo e por facilidade, o que compramos nos supermercados ou seja produtos fabricados por industriais preocupados, antes de mais, em maximizar o lucro.
Convém, por isso, consultar a composição dos alimentos que compramos e deixar nas prateleiras tudo o que contém conservantes, corantes e estabilizadores. Entre os mais problemáticos encontram-se os nitratos e nitritos (E249, E250, E251, E252), mas existem muitos outros “E…”.
Devíamos fazer o possível para evitar gastar dinheiro em produtos potencialmente prejudiciais à saúde.
“O que iremos comer então?”, dir-me-ão. E é verdade: não é fácil encontrar nos supermercados portugueses iogurtes naturais, quer dizer sem açúcar e sem espessantes. Muitos produtos contêm carragenina (E407), um aditivo controverso, associado a problemas intestinais. Da mesma forma, é difícil encontrar fiambre sem nitritos, substâncias associadas a um maior risco de certos cancros, nomeadamente do cólon e do estômago. E que dizer da carne? Mesmo sendo regulamentada, levanta questões quanto ao uso de antibióticos e às condições de produção.
Convém tornarmo-nos mais exigentes. Fazer o esforço de cozinhar produtos naturais. Voltar ao talho, onde o carniceiro tem o dever de conhecer a proveniência da carne que vende.
Se não formos exigentes com a qualidade da nossa alimentação, pomos em risco a nossa saúde. E, como dizia a minha sempiterna avozinha, mais vale prevenir do que remediar.
Verificar cada lata, cada embalagem não é perda de tempo! O que poderá ser mais precioso do que a saúde?
Sabemos hoje que a alimentação está implicada em muitas das doenças que nos afetam: doenças cardiovasculares, obesidade, osteoporose, diabetes tipo 2, colesterol elevado, poliartrite reumatoide, doenças inflamatórias do intestino, alergias e até depressão.
Quanto mais exigentes nos tornarmos, mais hipóteses teremos de ver a nossa saúde respeitada. No fim de contas, ela começa no prato. Por isso não deve a oferta fazer o consumidor mas sim o consumidor fazer a oferta.
MAIS-VALIAS EM HERANÇAS: ENQUADRAMENTO LEGAL E ALTERAÇÕES RECENTES
O regime fiscal das heranças tem sido objeto de clarificações recentes, no que respeita à tributação em sede de IRS.
Nos termos do artigo 10.º do Código do IRS (CIRS), são consideradas mais-valias os ganhos resultantes da alienação onerosa de direitos reais sobre bens imóveis. No entanto, importa distinguir o momento da aquisição e o tipo de bem ou direito transmitido.
De acordo com o artigo 45.º do CIRS, no caso de bens adquiridos por herança, o valor de aquisição corresponde ao valor que serviu de base à liquidação do Imposto do Selo.
Uma das principais alterações recentes decorre da interpretação consolidada pelo Supremo Tribunal Administrativo, nomeadamente no âmbito de decisões proferidas em 2025, que vieram clarificar o enquadramento da alienação do quinhão hereditário, retirando a sua venda da esfera da tributação em IRS, por não se estar a transmitir um bem imóvel concreto, mas sim um direito abstrato sobre a herança.
Contudo, quando ocorre a partilha da herança e os bens passam a integrar a esfera jurídica do herdeiro, a sua posterior alienação já se encontra sujeita ao regime geral de mais-valias, nos termos do artigo 10.º do CIRS. De forma simples, importa reter 3 ideias essenciais:

1. Herdar não paga imposto
A transmissão de bens por herança para cônjuges e
descendentes continua isenta de imposto. No entanto,
a questão fiscal pode surgir mais tarde, quando esses
bens são vendidos.

2.Nova clarificação importante
Uma das principais novidades prende-se com a venda
do chamado “quinhão hereditário”, ou seja, a parte que
um herdeiro detém numa herança ainda não partilhada.
Nestes casos, ficou clarificado que essa venda não está
sujeita a tributação em IRS como mais-valia, por não
corresponder à venda de um bem concreto, mas sim de
um direito.

3.Atenção às diferenças
Esta isenção não se aplica a todas as situações. Sempre
que seja vendido um bem específico herdado (por exemplo,
um imóvel já identificado), continua a existir tributação
de mais-valias em IRS, nos termos gerais.
Em síntese, a distinção entre a venda do quinhão hereditário e a venda de bens concretos herdados é essencial para determinar o enquadramento fiscal aplicável, sendo recomendável uma análise caso a caso à luz da legislação vigente e da jurisprudência recente.
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OPINIÃO | Carlos Abrantes | A Coreia do Norte é fixe
Quando disse aos meus amigos que ia de férias para a Coreia do Norte a reacção não se fez esperar. Para a Coreia do Norte? Tens a certeza que queres ir para a Coreia do Norte? E ficavam a olhar para mim com aquele ar compadecido de quem acha que eu tinha perdido o tino. Com tantos destinos de sol e mar, com Mediterrâneo e Caraíbas, com Brasil e Tailândia eu escolhera a Coreia do Kim Jong-Un, Mr. Rocket Man!
E foi uma óptima escolha.
Aconselho aos ambientalistas do PAN, tão na moda, e aos amantes das grandes causas politicamente correctas, uma estadia naquele paraíso ambiental. Não sofrerão com os engarrafamentos das grandes metrópoles capitalistas porque em Pyongyang, a capital, praticamente não circulam automóveis, nem camiões, nem autocarros. Emissões de carbono zero, ou quase.
Em contrapartida vê-se muita gente a pé, a caminho do trabalho ou de lado nenhum, promovendo um estilo de vida saudável, sem complicações cardiovasculares ou de diabetes. À excepção do “querido líder”, não vi gordos. Uma vitória do povo norte coreano que, desse modo, pode dispensar a existência de serviço nacional de saúde.
Também o regime alimentar muito frugal, pobre em hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares, com consumo de carnes vermelhas zero, é um exemplo para o mundo. Daí que seja seguido de perto pela comunidade científica, nomeadamente pela Universidade de Coimbra que, numa atitude pioneira e esclarecida decretou a proibição do consumo de carne de bovino nas cantinas estudantis.
Há, no entanto, um “mas” que perturbará os nossos amigos do PAN. Os Norte coreanos gostam, e consomem, carne de cão. Em ocasiões especiais, é certo, mas comem cão. Sopa de cão, cão guisado, cão frito, mil maneiras de cozinhar cão... Tal como o PAN eles também gostam de animais. Têm uma forma diferente de gostar, mas que gostam, gostam!
E gostam também dos líderes. Não os comem, porque não podem, mas têm um carinho especial pelos líderes. Erguem-lhes estátuas monumentais. Aos três – ao avô, ao pai e ao filho. Uma democracia, nas palavras de Bernardino Soares, transmissível de pais para filhos.
É tudo em grande! São enormes as estátuas, os cemitérios, os edifícios públicos, as bibliotecas, os museus, ou os estádios. E os espectáculos e as manifestações populares de apoio, ou de pesar. E as auto-estradas, ah as auto-estradas! Com três pistas em cada sentido, viajei a partir de Pyongyang para sul até ao paralelo 38 e para norte até Myohyang. Um espanto! Sem portagens nem congestionamentos, sem aselhas nem chico-espertos. Centenas de quilómetros sem um sobressalto ou um acidente. Havia, é certo, o problema do piso esburacado e das lombas, dos peões e das cabras, das bicicletas e dos controles militares, mas fora isso era maravilhoso.
Que sossego, que segurança.
Não admira que me tenha sentido muito seguro. É fácil quando cumprimos as regras, e as regras eram claras. Podíamos circular livremente dentro do hotel. Fora do perímetro do hotel, que estava estrategicamente implantado numa pequena ilha, teríamos de estar SEMPRE acompanhados pelos nossos guias locais.
A Coreia do Norte é fixe, mas nas minhas próximas férias vou para um país democrático. Para desenjoar!
- CARLOS ABRANTES

Quando a governança vira cartel - Parte V
Mostramos, antes de terminar esta rubrica, as 13 baixas de Ministros e Secretários de Estado deste governo da maioria absoluta do Partido Socialista (PS):
1 - Sara Guerreiro, Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações – Baixa em 2-5-2022.
2 - Marta Temido, Ministra da Saúde - Baixa em 30-08-2022.
3 - Fátima Fonseca, Secretária de Estado da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
4 - António Lacerda Sales, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde - Baixa em 30-8-2022.
5 - Miguel Alves, Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - Baixa em 10-11-2022.
6 - Rita Marques, Secretária de Estado do Turismo - Baixa em 29-11-2022.
7 - João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia - Baixa em 29-11-2022.
8 - Alexandra Reis, Secretária de Estado do Tesouro - Baixa em 27-12-2022.
9 - Marina Gonçalves, Secretária de Estado da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
10 - Pedro Nuno Santos, Ministro das Infraestruturas e da Habitação - Baixa em 29-12-2022.
11 - Hugo Santos Mendes, Secretário de Estado das Infraestruturas - Baixa em 29-12-2022.
12 - Rui Martinho, Secretário de Estado da Agricultura - Baixa em 4-1-2023.
13 - Carla Alves, Secretária de Estado da Agricultura - Baixa em 5-1-2023.
Tinha razão o Costa quando pediu a maioria absoluta.
O Marajá de São Bento nem precisa, sequer, de negociar à esquerda ou à direita para se tornar num autêntico rei-sol. O Estado sou eu!
Economia: Tortec inaugurou primeira fábrica no Parque Empresarial do Casarão
A Tortec - Tornearia e Peças Técnicas, do Grupo Ciclo-Fapril, inaugurou, na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, as suas novas instalações no Parque Empresarial do Casarão e será a primeira empresa a instalar-se no novo polo industrial do município.
Carla Santos, directora financeira da Ciclo-Fapril, começou por relevar o desempenho do presidente do município, Gil Nadais, e do seu executivo, que, “em bom rigor, foram os impulsionadores por termos aqui edificado as instalações da Tortec”.
“Mais do que o projecto Tortec, há que enaltecer o esforço e a determinação do presidente da Câmara em fazer de Águeda uma cidade de indústria, de academia e de turismo”, salientou Carla Santos.
“Muito nos honra estar a viver este momento histórico de viragem na dinâmica industrial de Águeda, pois com toda a certeza o concelho vai reflectir a criação de valor que as empresas aqui instaladas vão gerar”, observou a directora financeira da Ciclo-Fapril.
Carla Santos considerou que o facto da Tortec ter sido a primeira empresa a edificar no Parque Empresarial do Casarão, resultou em “dificuldades acrescidas”, sublinhando, em particular, o desempenho do administrador Samuel Santos e do sócio Vitor Antunes, e de “todos os que nos ajudaram a realizar este projecto”.
“Aos nossos colegas de trabalho, esperamos que o transtorno da mudança (que será concretizada na segunda quinzena deste mês) seja superado pelo conforto que estas instalações vos venham a proporcionar. Sabemos que estão motivados com o nosso projecto de trabalho e contamos convosco para dar alma a este edifício”, sublinhou Carla Santos.

Dia muito especial
para Gil Nadais
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, referiu-se a “um dia, muito, muito especial”, considerando que o Parque Empresarial do Casarão foi um projecto “muito sofrido, muito laborioso e só possível graças à colaboração de muitas pessoas”, destacando o trabalho “inexcedível” do aguadense António Figueira, e o desempenho “fundamental” do vereador João Clemente.
O autarca lembrou que “foram adquiridos mais de um milhão de metros quadrados de terrenos” e anunciou que “mais empresas pretendem vir para o Parque Empresarial do Casarão”, pelo que será necessário adquirir mais terrenos.
Gil Nadais anunciou que “o LIDL irá começar a construir, em 2016”, o seu entreposto logístico, e que durante o próximo ano estarão concluídas as estruturas da Triangle´s e da Sakthi (primeiro pavilhão), para relevar um projecto que, disse, “me custou, pessoalmente, alguns comentários mais acintosos”.



Jorge Almeida está esperançado em "derrotar" a Socibeiral no Tribunal
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, mostrou-se confiante no diferendo judicial que opõe a autarquia à Socibeiral, relativo à construção de uma central de betão e betuminoso no Parque Empresarial do Casarão (PEC).

O líder do município foi confrontado, na passada segunda-feira, em sede de Assembleia Municipal, pelo líder da bancada do Partido Socialista (PS), José Marques Vidal, que pretendeu saber em que ponto se encontra o processo, que corre, há vários meses, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro.
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Pai Natal gigante de Águeda é candidato a maior do mundo
Um Pai Natal com 21 metros de altura e 250 mil lâmpadas LED de baixo consumo (24 volts), instalado no Largo 1º. de Maio, é a grande atracção da época natalícia, em Águeda.
O município pretende alcançar o reconhecimento pela instalação do “Maior Pai Natal do Mundo em LED's”, assente numa estrutura em alumínio, com altura de sete andares, forrada a tapy.
Para validar e confirmar a obtenção do recorde, será necessária a deslocação a Águeda de um juiz do Guinness World Records, no sentido de verificar todas as características da infraestrutura e de deliberar acerca da atribuição do recorde.
Os custos inerentes a esta candidatura, aprovada ontem (abstenção de Paula Cardoso e voto contra de Miguel Oliveira), dia 1, na reunião do executivo, são de aproximadamente 10.000 euros.
O Pai Natal, sentado numa caixa de presente de 9 por 12 metros, pode ser visitado até ao dia 11 de Janeiro, e a sua instalação obrigou a um investimento de 49.200 euros.
No passado sábado, 28 de Novembro, o presidente do município, Gil Nadais, deu luz às estruturas espalhadas pela cidade que assinalam o Natal, num momento acompanhado por centenas de pessoas.






Samuel Vilela no Conselho Nacional de Juventude
Samuel Vilela, presidente da JSD de Águeda, foi nomeado para a direcção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), assumindo a pasta das Relações Internacionais e a representação nacional junto de instâncias europeias e internacionais.
O CNJ é a plataforma representativa das organizações de juventude a nível nacional, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, estudantis, partidárias, ambientais, escutistas, sindicalistas e confessionais).
Samuel Vilela, de 26 anos, encontra-se a frequentar um programa de Doutoramento na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e conta já com uma vasta experiência ao nível associativo e político.
Já presidiu ao Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais, foi vice-presidente da Associação Académica de Coimbra e membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra.
James Arthur está confirmado no Agitágueda 2015
O Agitágueda deste ano vai ter lugar de 4 a 26 de Julho, estando já confirmados os concertos dos D.A.M.A. (dia 4 de Julho), Paulo Gonzo (11), Selah Sue (17), Jimmy P (24) e James Arthur (26), cuja contratação foi aprovada na reunião camarária de ontem, dia 7 de Abril. O executivo aprovou, também, a contratação dos serviços de vigilância e segurança, com ajuste directo à empresa Protek, e o regulamento de participação nos Talentos Agitágueda.